{"id":268200,"date":"2018-12-26T07:39:08","date_gmt":"2018-12-26T10:39:08","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=268200"},"modified":"2018-12-26T07:39:08","modified_gmt":"2018-12-26T10:39:08","slug":"substancia-encontrada-em-vespa-brasileira-combate-superbacterias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/substancia-encontrada-em-vespa-brasileira-combate-superbacterias\/","title":{"rendered":"Subst\u00e2ncia encontrada em vespa brasileira combate superbact\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<section class=\"bg-gray-extra\">\n<div class=\"container container-full-width\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-sm-10 col-sm-offset-1\">\n<h4 class=\"txt-gray mb-0\">Pesquisadores isolam subst\u00e2ncia t\u00f3xica produzida por vespa e obt\u00eam um composto eficaz no combate a micro-organismos resistentes a medicamentos<\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr class=\"gray-light mt-25 mb-0\" \/>\n<\/div>\n<\/section>\n<section>\n<div class=\"container container-full-width mt-20 mb-20\">\n<div class=\"row divider-wrapper\">\n<div id=\"esquerda_8_12_1\" class=\"col-sm-10 col-sm-offset-1 col-md-6 mb-35 js-tools-fixed-parent\">\n<article>\n<div class=\"author-row\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"txt-gray author-wrapper text-nowrap d-inline-block mb-10\">\u00a0<span class=\"ml-10\">Vilhena Soares<\/span><\/span><\/div>\n<nav class=\"nav-fix hidden-print js-tools-fixed mb-xs-10 active\" data-id=\"call-action\"><i class=\"sprite-facebook-box d-block d-xs-inline-block\"><\/i><i class=\"sprite-twitter-box d-block d-xs-inline-block\"><\/i><\/p>\n<div class=\"bg-theme-1 nav-fix__highlight\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-268201 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/mosca-500x500.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/mosca-500x500.jpg 500w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/mosca-150x150.jpg 150w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/mosca-300x300.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/mosca-768x768.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/mosca-160x160.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/mosca-640x640.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/mosca-30x30.jpg 30w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/mosca-266x266.jpg 266w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/mosca.jpg 820w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/div>\n<\/nav>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"txt-serif js-article-box article-box article-box-capitalize mt-15\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><\/figure>\n<\/div>\n<p>Uma das maiores buscas da medicina \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de novos antibi\u00f3ticos. O uso err\u00f4neo dessas drogas pela popula\u00e7\u00e3o tem provocado a resist\u00eancia das bact\u00e9rias, o que impede o combate eficaz aos agentes infecciosos. Na procura por mais subst\u00e2ncias com o mesmo potencial terap\u00eautico, pesquisadores norte-americanos modificaram, em laborat\u00f3rio, o veneno de uma vespa de origem brasileira. As altera\u00e7\u00f5es fizeram com que o composto perdesse a toxicidade e tamb\u00e9m obtivesse resultado positivo no combate a infec\u00e7\u00f5es. As descobertas foram publicadas na revista especializada Nature Communications Biology.<\/p>\n<p>Os cientistas explicam que a toxina pept\u00eddica derivada do veneno da vespa, conhecida como Polybia paulista, esp\u00e9cie encontrada no Brasil, j\u00e1 havia sido identificada. \u201cNo entanto, tinha a quest\u00e3o de que ela era t\u00f3xica para as c\u00e9lulas humanas, por isso, nunca poderia ser transformada em antibi\u00f3ticos vi\u00e1veis\u201d, detalhou ao Correio C\u00e9sar de la Fuente, professor do Departamento de Bioengenharia da Universidade da Pensilv\u00e2nia, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo. No experimento, os pesquisadores isolaram esse pept\u00eddeo, que foi considerado o mais promissor pelo tamanho reduzido \u2014 apenas 12 amino\u00e1cidos. Essa caracter\u00edstica, segundo os especialistas, torna vi\u00e1vel a cria\u00e7\u00e3o de diversas variantes que podem ser testadas no combate aos agentes infecciosos, de forma menos nociva aos humanos.\u201d<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um pept\u00eddeo pequeno o suficiente para que voc\u00ea possa tentar silenciar os res\u00edduos de amino\u00e1cidos que quiser, o que tamb\u00e9m torna poss\u00edvel a busca de como cada bloco de constru\u00e7\u00e3o contribuiu para a atividade antimicrobiana e a toxicidade\u201d, explicou De la Fuente. \u201cUsando t\u00e9cnicas de biologia sint\u00e9tica, modificamos a sequ\u00eancia da toxina para reutiliz\u00e1-la em uma mol\u00e9cula sint\u00e9tica n\u00e3o t\u00f3xica\u201d, complementou.<\/p>\n<div class=\"row ads ads__with-bg mb-35 mt-35 hidden-print p-0\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><strong>A\u00e7\u00e3o promissora<\/strong><br \/>\n<em>Veja como pept\u00eddeo presente em veneno de vespa pode gerar efeitos terap\u00eauticos semelhantes ao de antibi\u00f3ticos<\/em><\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>1 &#8211; O veneno de insetos como vespas e abelhas est\u00e1 cheio de compostos que podem matar bact\u00e9rias, mas muitos deles tamb\u00e9m s\u00e3o t\u00f3xicos aos seres humanos;<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>2 &#8211; Pesquisadores isolaram um pept\u00eddeo da toxina da vespa\u00a0<em>Polybia paulista<\/em>, esp\u00e9cie encontrada no Brasil;<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>3 &#8211; Conclu\u00edram que o pept\u00eddeo \u00e9 promissor pelo tamanho reduzido. Como tem apenas 12 amino\u00e1cidos, \u00e9 mais vi\u00e1vel a cria\u00e7\u00e3o de diversas variantes para o combate a micr\u00f3bios;<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>4 &#8211; O pept\u00eddeo mais forte criado pelas combina\u00e7\u00f5es foi testado em ratos;<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>5 &#8211; A subst\u00e2ncia combateu a Pseudomonas aeruginosa, uma linhagem de bact\u00e9rias que causa infec\u00e7\u00f5es diversas, como as respirat\u00f3rias, e \u00e9 resistente \u00e0 maioria dos antibi\u00f3ticos;<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>6 &#8211; A hip\u00f3tese dos cientistas \u00e9 de que, como pept\u00eddeos antimicrobianos, o derivado do veneno da\u00a0<em>Polybia paulista<\/em>consegue romper as membranas das c\u00e9lulas bacterianas.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Infec\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>Os pesquisadores, em seguida, testaram a subst\u00e2ncia em ratos. Eles observaram que o veneno combateu a Pseudomonas aeruginosa, uma linhagem de bact\u00e9rias que causa infec\u00e7\u00f5es diversas, como as respirat\u00f3rias, e que \u00e9 resistente \u00e0 maioria dos antibi\u00f3ticos. \u201cEle foi eficaz em matar bact\u00e9rias in vitro e em um modelo de camundongo e, portanto, representa um novo antibi\u00f3tico promissor. Depois de quatro dias, esse composto conseguiu eliminar completamente a infec\u00e7\u00e3o, e isso foi bastante surpreendente e emocionante, porque, normalmente, n\u00e3o vemos isso com outros antimicrobianos experimentais ou outros antibi\u00f3ticos que testamos no passado com esse modelo de rato em particular\u201d, assinalou De la Fuente.<\/p>\n<p>Alberto Chebabo, infectologista do Laborat\u00f3rio Exame, de Bras\u00edlia, considerou que a pesquisa americana \u00e9 positiva, pois trata de um ponto de grande relev\u00e2ncia atual na \u00e1rea m\u00e9dica. \u201cEssa \u00e9 uma necessidade que vemos cada dia mais frequentemente, que \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de novos antibi\u00f3ticos, e estudos que tratam esse tema atenderiam a essa demanda. Mas ainda \u00e9 uma pesquisa muito inicial, devemos aguardar mais detalhes, saber se esse composto pode combater cepas que s\u00e3o extremamente resistentes\u201d, frisou o especialista.<\/p>\n<p>O infectologista ressaltou que o uso de venenos de animais \u00e9 algo que ainda n\u00e3o havia sido explorado na cria\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos, o que pode, no futuro, gerar uma nova classe de medicamentos. \u201cTemos muitas vertentes desse tipo de rem\u00e9dio; por\u00e9m, o uso de venenos ainda n\u00e3o havia sido explorado, muito provavelmente pela toxicidade envolvida, algo que os cientistas conseguiram alterar nesse estudo. Caso a pesquisa evolua, teremos um campo novo de pesquisa extremamente interessante\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>A equipe americana adiantou que dar\u00e1 continuidade \u00e0 pesquisa. \u201cO pr\u00f3ximo passo \u00e9 traduzir nossas descobertas em medicamentos. Portanto, tentaremos avaliar sistematicamente a toxicidade potencial do pept\u00eddeo sint\u00e9tico e compararemos a efic\u00e1cia com os antibi\u00f3ticos padr\u00f5es de tratamento\u201d, afirmou De la Fuente. Os cientistas avaliaram que muitos outros compostos presentes no meio ambiente, como o retirado da vespa brasileira, t\u00eam potencial de se tornar novos medicamentos. \u201cA natureza tem bilh\u00f5es de anos para desenvolver mol\u00e9culas maravilhosas que realizam tarefas incr\u00edveis. Inspirando-nos em tais mol\u00e9culas, podemos encontrar solu\u00e7\u00f5es para os desafios m\u00e9dicos mais dif\u00edceis. Eu acredito que alguns dos princ\u00edpios que aprendemos aqui podem ser aplic\u00e1veis a outros pept\u00eddeos semelhantes que s\u00e3o derivados do meio ambiente\u201d, disse.<\/p>\n<p>O pesquisador americano tamb\u00e9m ressaltou o papel do Brasil nesse desafio. \u201cO Brasil tem uma incr\u00edvel diversidade natural que pode ser a fonte de novas mol\u00e9culas \u00fateis, e o pa\u00eds treinou qu\u00edmicos, bi\u00f3logos, engenheiros, m\u00e9dicos com esse objetivo, o que contribuir\u00e1 nessas an\u00e1lises\u201d, opinou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Amea\u00e7a crescente<\/h3>\n<p>A busca de estrat\u00e9gias para enfrentar as superbact\u00e9rias mobiliza estudiosos, a ponto de o problema ser considerado uma das maiores amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade global da atualidade. No ano passado, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) promoveu uma confer\u00eancia internacional exclusivamente para tratar do assunto, com o objetivo de conscientizar a popula\u00e7\u00e3o, os profissionais da \u00e1rea e os gestores p\u00fablicos. Segundo as estimativas, mais de 700 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo devido a infec\u00e7\u00f5es provocadas por bact\u00e9rias resistentes. Um estudo patrocinado pelo\u00a0 governo brit\u00e2nico prev\u00ea que esse n\u00famero poder\u00e1 chegar a 10 milh\u00f5es a partir de 2050.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO pr\u00f3ximo passo \u00e9 traduzir nossas descobertas em medicamentos. Portanto, tentaremos avaliar sistematicamente a toxicidade potencial do pept\u00eddeo sint\u00e9tico e compararemos a efic\u00e1cia com os antibi\u00f3ticos padr\u00f5es de tratamento\u201d<br \/>\n<strong>C\u00e9sar de la Fuente<\/strong>, professor da Universidade da Pensilv\u00e2nia, nos Estados Unidos<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das maiores buscas da medicina \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de novos antibi\u00f3ticos. O uso err\u00f4neo dessas drogas pela popula\u00e7\u00e3o tem provocado a resist\u00eancia das bact\u00e9rias, o que impede o combate eficaz aos agentes infecciosos. 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