{"id":268315,"date":"2018-12-27T07:09:43","date_gmt":"2018-12-27T10:09:43","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=268315"},"modified":"2018-12-27T07:09:43","modified_gmt":"2018-12-27T10:09:43","slug":"o-que-faz-de-fellini-um-dos-maiores-mestres-do-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-que-faz-de-fellini-um-dos-maiores-mestres-do-cinema\/","title":{"rendered":"O que faz de Fellini um dos maiores mestres do cinema"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"byline__name\">Chris Nashawaty<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/109EF\/production\/_104397086_c9a16383-d7ce-45c6-84d1-de57a2a67bbd.jpg\" alt=\"Federico Fellini\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span>Fellini conquistou quatro Oscar de melhor filme estrangeiro<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\" style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o ano de sua morte, em 1993, Federico Fellini havia conquistado quatro Oscar de melhor filme estrangeiro &#8211; o que fez dele o diretor recordista de estatuetas na categoria, junto a seu conterr\u00e2neo italiano Vittorio De Sica (1901-1974).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas 25 anos ap\u00f3s a sua morte, o cineasta tem um legado que vai muito al\u00e9m de pr\u00eamios e elogios (embora voc\u00ea v\u00e1 encontrar mais um aqui, se continuar lendo este artigo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal, a vis\u00e3o do mestre do cinema italiano era t\u00e3o singular e hipn\u00f3tica que rendeu n\u00e3o s\u00f3 um adjetivo no vocabul\u00e1rio cinematogr\u00e1fico (o termo &#8220;<i>felliniano<\/i>&#8220;) como tamb\u00e9m mostrou a gera\u00e7\u00f5es de cineastas um caminho a seguir &#8211; como experimentar e se arriscar fundindo narrativas confessionais com voos fant\u00e1sticos da imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Martin Scorsese, por exemplo, admitiu recentemente que rev\u00ea\u00a0<i>Oito e meio<\/i>\u00a0(1963), obra-prima de Fellini, todo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;<i>Oito e meio<\/i>\u00a0sempre foi um marco para mim, de muitas maneiras. A liberdade, o senso de inova\u00e7\u00e3o, o rigor subjacente, o profundo n\u00facleo de desejo, o encantamento, a atra\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos movimentos de c\u00e2mera e composi\u00e7\u00f5es.&#8221; A cada atributo, parece mais dif\u00edcil super\u00e1-lo.<\/p>\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-parrot\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que Fellini proporcionou uma experi\u00eancia nova.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/77C0\/production\/_104865603_foto_01.jpg\" alt=\"A obra-prima 'Oito e meio' (1963), de Fellini, \u00e9 um marco para Martin Scorsese, que assiste ao filme uma vez por ano\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>A obra-prima &#8216;Oito e meio&#8217; (1963), de Fellini, \u00e9 um marco para Martin Scorsese, que assiste ao filme uma vez por ano<\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele levou (e continua levando) os espectadores para destinos muito al\u00e9m do mundo angl\u00f3fono &#8211; que n\u00e3o imaginar\u00edamos em nossas fantasias mais loucas. Ele criou um estilo pr\u00f3prio de cinema que misteriosamente se tornou universal.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Cr\u00edticas duras<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ainda assim &#8211; existe sempre um &#8220;por\u00e9m&#8221;, n\u00e3o \u00e9 mesmo? &#8211; n\u00e3o me alegra dizer que a comunidade de cr\u00edticos sempre teve um relacionamento complicado com Fellini.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua resenha de\u00a0<i>Oito e meio<\/i>, um devaneio autobiogr\u00e1fico l\u00edrico e velado sobre um diretor com bloqueio criativo, a americana Pauline Kael pegou seu rifle de franco-atiradora e colocou o filme na mira:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A fantasia da vida de algu\u00e9m \u00e9 um material perfeitamente bom para um filme, se ela for imaginativa e fascinante por si s\u00f3, ou se ilumina a vida real de alguma maneira interessante&#8221;, escreveu. &#8220;Mas\u00a0<i>Oito e meio<\/i>\u00a0n\u00e3o \u00e9 uma coisa nem outra; \u00e9 surpreendentemente parecido com os sonhos das hero\u00ednas de Hollywood, levado por ideias apropriadas de ansiedade freudiana e realiza\u00e7\u00e3o de desejos.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C5E0\/production\/_104865605_foto_02.jpg\" alt=\"Filme de Fellini\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Fellini ofereceu aos amantes da s\u00e9tima arte uma experi\u00eancia completamente nova<\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kael n\u00e3o foi de modo algum a primeira cr\u00edtica de peso a recha\u00e7ar os filmes de Fellini, descartando-os como embalagens vazias, cujo simbolismo art\u00edstico e surrealismo caricato insinuavam uma profundidade que n\u00e3o mereciam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tampouco ela seria a \u00faltima. Na antologia\u00a0<i>Have You Seen\u2026<\/i>\u00a0(&#8220;Voc\u00ea assistiu\u2026?&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre), de 2008, David Thomson escreveu: &#8220;N\u00e3o \u00e9 que\u00a0<i>Oito e meio<\/i>pode ou deve durar para sempre, s\u00f3 porque parece&#8221;. E n\u00e3o parou por a\u00ed. Em outro trecho do livro, Thomson fala sobre\u00a0<i>Amarcord<\/i>\u00a0(1974). &#8220;Fellini pode fazer uma cena enquanto dorme &#8211; mas ele precisa?&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre\u00a0<i>A Doce Vida<\/i>\u00a0(1960), ele afirma: &#8220;Nada acontece, exceto pelos elementos cenogr\u00e1ficos presun\u00e7osos, o alcance \u00e9pico do simbolismo e met\u00e1foras de encher os olhos d&#8217;\u00e1gua&#8221;. E no cap\u00edtulo sobre\u00a0<i>As Noites de Cab\u00edria<\/i>\u00a0(1957), que apresenta a esposa e musa de Fellini, Giulietta Masina, em uma das performances mais comoventes que j\u00e1 vi, ele escreve: &#8220;Pessoalmente, ainda a acho uma atriz sem gra\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu argumentaria que Kael e Thomson n\u00e3o est\u00e3o apenas errados: seus julgamentos s\u00e3o de um disparate sem tamanho. Com a poss\u00edvel exce\u00e7\u00e3o de De Sica, cujo filme\u00a0<i>Umberto D<\/i>\u00a0ainda me deixa aos prantos, Fellini sempre foi o cineasta mais introspectivo, mais art\u00edstico e, sim, mais profundo do cinema italiano (me perdoem os f\u00e3s de Antonioni). Ningu\u00e9m mistura o amargo e o doce com um toque mais leve. E aparentemente eu n\u00e3o sou o \u00fanico cr\u00edtico que acha isso.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/ECF0\/production\/_104865606_foto_03.jpg\" alt=\"Poster de 'Na Estrada da Vida'\" width=\"1280\" height=\"720\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>O neorrealismo inicial de Fellini foi deixado de lado pelo sentimentalismo picaresco de &#8216;Na Estrada da Vida&#8217; (1954)<\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na lista da BBC Culture dos 100 melhores filmes estrangeiros, Fellini aparece em segundo lugar entre os diretores com maior n\u00famero de filmes na lista. Ele tem quatro, apenas Ingmar Bergman e Luis Bu\u00f1uel t\u00eam mais &#8211; cinco cada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para aqueles que est\u00e3o tentando adivinhar, os filmes de Fellini que est\u00e3o na lista, em ordem decrescente, s\u00e3o:\u00a0<i>Oito e meio<\/i>\u00a0(7\u00aa posi\u00e7\u00e3o);\u00a0<i>A Doce Vida<\/i>\u00a0(10\u00aa);\u00a0<i>Na Estrada da Vida<\/i>\u00a0(83\u00aa); e\u00a0<i>As Noites de Cab\u00edria<\/i>\u00a0(87\u00aa).\u00a0<i>Amarcord<\/i>, repleto de nostalgia, ficou fora da lista de corte, na 112\u00aa coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Artistas de circo e prostitutas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascido em 1920, na cidade litor\u00e2nea de Rimini, na costa do Mar Adri\u00e1tico (loca\u00e7\u00e3o a que ele voltaria em filmes como Amarcord e Roma), Fellini come\u00e7ou sua carreira no cinema como roteirista do cl\u00e1ssico neorrealista\u00a0<i>Roma, Cidade Aberta<\/i>\u00a0(1945), de Roberto Rossellini.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma d\u00e9cada e meia depois, seria dif\u00edcil imaginar algu\u00e9m virar totalmente as costas para o realismo (neo ou de qualquer outro tipo) como Fellini faria. Seus primeiros filmes inspirados em Rossellini, como\u00a0<i>Os Boas-vidas<\/i>\u00a0(1953), foram deixados de lado pelo sentimentalismo picaresco de\u00a0<i>Na Estrada da Vida<\/i>\u00a0(1954) e\u00a0<i>As Noites de Cab\u00edria<\/i>\u00a0(1957), que mostram um senso inquietante de humanidade entre artistas de circo e prostitutas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, veio, \u00e9 claro,\u00a0<i>A Doce Vida<\/i>\u00a0&#8211; um vertiginoso passeio na madrugada pela alta sociedade espiritualmente entorpecida da Via Veneto, em Roma. Uma grande aula sobre o anseio existencial e hedonismo do p\u00f3s-guerra, alimentada pelo charme libertino de seu enfadado protagonista Marcello (Marcello Mastroianni) e por um punhado de cenas inesquec\u00edveis, como a da est\u00e1tua de Cristo sendo levada de helic\u00f3ptero pela cidade e o banho noturno sensual da atriz sueca Anita Ekberg na Fontana de Trevi. A imagem final de uma menina angelical chamando Marcello na praia e tentando se comunicar, enquanto ele n\u00e3o consegue ouvir sua voz, \u00e9 arrebatadora.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13B10\/production\/_104865608_foto_04.jpg\" alt=\"Cena de 'Satyricon' (1969)\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>&#8216;Satyricon&#8217; (1969) \u00e9 uma esp\u00e9cie de voo lis\u00e9rgico de tapete m\u00e1gico pela Roma de Nero<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Pante\u00e3o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>A Doce Vida<\/i>\u00a0catapultaria Fellini para o rol dos diretores mais famosos do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez n\u00e3o seja surpreendente que tamb\u00e9m tenha levado o cineasta a uma crise espiritual e art\u00edstica (como voc\u00ea d\u00e1 seguimento ao maior sucesso de sua carreira?), que se tornou a base narrativa para seu pr\u00f3ximo projeto,\u00a0<i>Oito e meio<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Expressando-se por meio de seu alter ego no cinema &#8211; Mastroianni mais uma vez -, Fellini transformou\u00a0<i>Oito e meio<\/i>\u00a0em sua obra mais reflexiva &#8211; e um dos seus filmes mais engra\u00e7ados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi como deixar as p\u00e1ginas de um di\u00e1rio em preto e branco abertas para serem lida por seus f\u00e3s, a exuma\u00e7\u00e3o do fluxo de consci\u00eancia do passado de um artista na esperan\u00e7a de encontrar a chave para desvendar o futuro em algum lugar dentro desse enigma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele come\u00e7aria um novo cap\u00edtulo de sua carreira, onde a narrativa era secund\u00e1ria ao espet\u00e1culo. E que espet\u00e1culo! Eu poderia assistir seu voo pag\u00e3o e lis\u00e9rgico de tapete m\u00e1gico pela Roma de Nero, em\u00a0<i>Satyricon<\/i>\u00a0(1969), uma vez por ano &#8211; e assisto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o quero sugerir que todos os filmes de Fellini do fim dos anos 1970 merecem o mesmo status de &#8220;cl\u00e1ssico&#8221;. N\u00e3o \u00e9 o caso. Mas mesmo os t\u00edtulos menores que vieram posteriormente oferecem uma variedade de riquezas, se voc\u00ea escutar com aten\u00e7\u00e3o as melodias contagiantes do compositor Nino Rota ou observar a magia dos cen\u00e1rios do figurinista Danilo Donati.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, acho que a Academia acertou em 1993, quando concedeu a Fellini um Oscar honor\u00e1rio pelo conjunto de sua obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao subir no palco para receber a estatueta, menos de um ano antes de sua morte, o homem de 73 anos foi sincero e direto ao ponto, dizendo\u00a0<i>grazzie<\/i>\u00a0(obrigado) e pedindo a sua esposa, Giulietta, para parar de chorar. O que mais ele precisava dizer? Seus filmes j\u00e1 haviam dito tudo.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 o ano de sua morte, em 1993, Federico Fellini havia conquistado quatro Oscar de melhor filme estrangeiro &#8211; o que fez dele o diretor recordista de estatuetas na categoria, junto a seu conterr\u00e2neo italiano Vittorio De Sica (1901-1974).<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":268316,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,6],"tags":[],"class_list":["post-268315","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/feline.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268315","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=268315"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268315\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/268316"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=268315"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=268315"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=268315"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}