{"id":269489,"date":"2019-01-08T05:34:43","date_gmt":"2019-01-08T08:34:43","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=269489"},"modified":"2019-01-08T05:34:43","modified_gmt":"2019-01-08T08:34:43","slug":"atividade-fisica-pode-proteger-o-cerebro-contra-alzheimer-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/atividade-fisica-pode-proteger-o-cerebro-contra-alzheimer-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Atividade f\u00edsica pode proteger o c\u00e9rebro contra Alzheimer, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"titulo-materia\"><\/h1>\n<p class=\"mg_sutia\">O horm\u00f4nio irisina, liberado ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da atividade f\u00edsica, teve efeito positivo contra a doen\u00e7a em camundongos<\/p>\n<div id=\"noticia_dataautor\">\n<p class=\"data-materia\">\n<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"bordaimg imgnoticia\" title=\"Os resultados da pesquisa publicados nesta segunda-feira (7) na revista Nature Medicine \/ Foto: Pixabay\" src=\"https:\/\/jconlineimagem.ne10.uol.com.br\/imagem\/noticia\/2019\/01\/07\/normal\/4bcaf1519d013fe60a8b93c24bff9e4c.jpg\" alt=\"Os resultados da pesquisa publicados nesta segunda-feira (7) na revista Nature Medicine \/ Foto: Pixabay\" \/><\/p>\n<div class=\"legenda-foto\">Os resultados da pesquisa publicados nesta segunda-feira (7) na revista Nature Medicine<\/div>\n<div class=\"credito-foto\">Foto: Pixabay<\/div>\n<div class=\"campo-subassinatura\"><span class=\"nome-subassinatura\">Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"noticia_corpodanoticia\" class=\"t13 manipularFonte\">\n<p>A suspeita de que fazer atividade f\u00edsica pode proteger o c\u00e9rebro contra Alzheimer acaba de ganhar um refor\u00e7o cient\u00edfico de peso. Um trabalho liderado por pesquisadores brasileiros revelou que uma prote\u00edna liberada ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios atua no c\u00e9rebro protegendo os neur\u00f4nios e facilitando a comunica\u00e7\u00e3o entre eles, o que acaba por favorecer a mem\u00f3ria, normalmente a primeira coisa afetada pela doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Os resultados, publicados nesta segunda-feira\u00a0(7) na revista Nature Medicine, foram obtidos somente em camundongos, mas abrem uma porta para uma nova linha de investiga\u00e7\u00e3o para terapias em humanos. Os pesquisadores, liderados pelo neurocientista Sergio Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descobriram que o horm\u00f4nio irisina, liberado pelos m\u00fasculos ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da atividade f\u00edsica &#8211; e que j\u00e1 era conhecido por atuar em outros \u00f3rg\u00e3os -, chega ao c\u00e9rebro. Mais, descobriram que o pr\u00f3prio c\u00e9rebro tamb\u00e9m produz a subst\u00e2ncia quando os animais se exercitam.<\/p>\n<div id=\"noticia_vinculadas\" class=\"fiolinha t12\"><\/div>\n<p>No estudo, camundongos modificados geneticamente para desenvolverem uma condi\u00e7\u00e3o semelhante ao Alzheimer foram submetidos a uma hora de nata\u00e7\u00e3o por dia, ao longo de cinco semanas, ou receberam doses de irisina manipulada em laborat\u00f3rio<\/p>\n<p>&#8220;Os animais com modelo da doen\u00e7a n\u00e3o t\u00eam mem\u00f3ria, s\u00e3o incapazes de aprender tarefas. Com o tratamento isso volta. Eles ficavam indistingu\u00edveis dos animais normais. Observamos em 100% deles que a irisina, al\u00e9m de ser boa para a mem\u00f3ria, evita a degenera\u00e7\u00e3o nos neur\u00f4nios dos camundongos &#8211; tem um efeito neuroprotetor e fortalece as sinapses. Ou seja, permite que o c\u00e9rebro funcione&#8221;, disse Ferreira, ao jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>Em outra etapa da pesquisa, o grupo, que teve colabora\u00e7\u00e3o de cientistas americanos e canadenses, observou uma quantidade reduzida de irisina no c\u00e9rebro e no liquor de pacientes humanos com Alzheimer, na compara\u00e7\u00e3o com pacientes saud\u00e1veis. A mesma defici\u00eancia foi observada nos camundongos com modelo da doen\u00e7a estudados.<\/p>\n<div id=\"smartIntxt\" class=\"publicidade-entre-texto\">\n<div class=\"player_dynad_tv\"><\/div>\n<\/div>\n<h2>Tratamento<\/h2>\n<p>N\u00e3o quer dizer, no entanto, que o tratamento testado nos animais teria o mesmo efeito em humanos, pondera o pesquisador. Com base nas pesquisas, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estabelecer ainda, por exemplo, com qual quantidade ou intensidade de atividade f\u00edsica seria poss\u00edvel produzir irisina aos n\u00edveis protetores para o c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>&#8220;Tem muita coisa na ci\u00eancia que funciona em camundongos, mas que n\u00e3o funciona no ser humano. N\u00e3o sabemos se a irisina tem o mesmo papel no c\u00e9rebro da gente. A prote\u00edna nunca tinha sido estudada no c\u00e9rebro antes desse trabalho&#8221;, afirma Ferreira.<\/p>\n<p>&#8220;Mas o que nosso estudo sugere \u00e9 que, futuramente, se os benef\u00edcios da irisina forem replicados para humanos, ela poderia ser adotada em uma esp\u00e9cie de reposi\u00e7\u00e3o hormonal, como se faz com insulina para diab\u00e9ticos&#8221;, diz. Para o pesquisador, como a doen\u00e7a atinge pessoas mais velhas, a atividade f\u00edsica serviria como preven\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o como tratamento.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um trabalho que revela tamb\u00e9m como \u00e9 estrat\u00e9gico investir nesse tipo de pesquisa, ainda mais no Brasil, onde a popula\u00e7\u00e3o vem envelhecendo rapidamente&#8221;, defende Ferreira. &#8220;Os idosos s\u00e3o cada vez mais numerosos e mais velhos. J\u00e1 passa de 1 milh\u00e3o o n\u00famero de pessoas com Alzheimer no Pa\u00eds, e isso pode triplicar em alguns anos. Se n\u00e3o tiver pol\u00edticas muito claras, o Pa\u00eds vai sofrer um baque muito forte, n\u00e3o s\u00f3 familiar, social, mas tamb\u00e9m econ\u00f4mico&#8221;, complementa.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No estudo, camundongos modificados geneticamente para desenvolverem uma condi\u00e7\u00e3o semelhante ao Alzheimer foram submetidos a uma hora de nata\u00e7\u00e3o por dia, ao longo de cinco semanas, ou receberam doses de irisina manipulada em laborat\u00f3rio<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":51087,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,12],"tags":[],"class_list":["post-269489","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/alzaime.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/269489","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=269489"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/269489\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51087"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=269489"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=269489"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=269489"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}