{"id":270865,"date":"2019-01-21T08:39:25","date_gmt":"2019-01-21T11:39:25","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=270865"},"modified":"2019-01-21T17:29:06","modified_gmt":"2019-01-21T20:29:06","slug":"o-homem-que-petrificava-cadaveres-e-outros-cientistas-que-hoje-estariam-presos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-homem-que-petrificava-cadaveres-e-outros-cientistas-que-hoje-estariam-presos\/","title":{"rendered":"O homem que petrificava cad\u00e1veres e outros cientistas que hoje estaria preso"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Livro recupera as hist\u00f3rias de pesquisadores que ultrapassaram os limites do politicamente correto<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Nu\u00f1o Dom\u00ednguez\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/nuno_dominguez_angulo\/a\/\">NU\u00d1O DOM\u00cdNGUEZ<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547839860_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547839860_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547839860_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547839860_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Um dos cad\u00e1veres petrificados por Paolo Gorini no s\u00e9culo XIX.\" width=\"980\" height=\"700\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Um dos cad\u00e1veres petrificados por Paolo Gorini no s\u00e9culo XIX.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">CARLO VANNINI<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fran\u00e7a, ver\u00e3o de 1885. Jean-Baptiste Vincent Laborde espera ansioso na entrada do cemit\u00e9rio. A lei determina que, antes de um cad\u00e1ver ser doado para a ci\u00eancia, deve-se encenar um enterro crist\u00e3o. Para Laborde, \u00e9 fundamental ganhar tempo. Ele criou um laborat\u00f3rio port\u00e1til montado numa carro\u00e7a, que conta com uma maca, lanternas e material cir\u00fargico. No pa\u00eds que viu nascer a guilhotina, esse m\u00e9dico tenta demonstrar que os executados continuam conscientes ap\u00f3s a decapita\u00e7\u00e3o. Quando chegam os restos do condenado \u00e0 morte, cedido pelas autoridades, Laborde segura sua cabe\u00e7a, perfura o cr\u00e2nio e aplica correntes el\u00e9tricas no c\u00e9rebro. A cara come\u00e7a a se mexer e, por fim, abre um olho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rias d\u00e9cadas mais tarde, Gabriel Beaurieux, outro m\u00e9dico franc\u00eas, presencia uma execu\u00e7\u00e3o na guilhotina. Segundos depois, o doutor levanta a cabe\u00e7a do cesto e grita o nome do condenado. Os olhos se abrem e voltam a se fechar. O m\u00e9dico chama pela segunda vez. E de novo o morto abre os olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Laborde e Beaurieux explicaram seus experimentos em publica\u00e7\u00f5es da \u00e9poca, mas nunca conseguiram provar sua hip\u00f3tese. A guilhotina deixou de ser usada em 1977. A hist\u00f3ria desses m\u00e9dicos \u00e9 contada agora em El Cient\u00edfico Loco. Una Historia de la Investigaci\u00f3n en los L\u00edmites (O cientista louco. Uma hist\u00f3ria da pesquisa no limite), que ser\u00e1 lan\u00e7ado na Espanha em 30 de janeiro. Trata-se de um comp\u00eandio de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cientificos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pesquisadores reais<\/a>\u00a0que, movidos por uma forte convic\u00e7\u00e3o e pela \u00e2nsia de conhecimento, enfrentaram o pensamento dominante da \u00e9poca e inclusive realizaram testes que hoje poderiam lev\u00e1-los \u00e0 pris\u00e3o.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547840029_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547840029_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547840029_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547840029_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Cad\u00e1ver de uma crian\u00e7a embalsamada por Gorini.\" width=\"980\" height=\"1373\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Cad\u00e1ver de uma crian\u00e7a embalsamada por Gorini.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">C. V.<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A \u00e9poca dourada dos cientistas loucos vai tipicamente dos primeiros anos do [s\u00e9culo] XIX a meados do seguinte&#8221;, escrevem o qu\u00edmico da Universidade de Pavia Luigi Garlaschelli e a designer Alessandra Carrer, autores do livro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O doutor\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/12\/29\/cultura\/1514544921_146287.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Victor Frankenstein<\/a>\u00a0criado por Mary Shelley \u00e9 um exemplo universal de cientista louco da fic\u00e7\u00e3o. Segundo os autores, sua inspira\u00e7\u00e3o p\u00f4de ter sido o f\u00edsico italiano Giovanni Aldini. Numa de suas demonstra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, Aldini apresentou o cad\u00e1ver de George Foster, que aos 26 anos foi condenado \u00e0 morte por matar a mulher e o filho, conta o livro. Aldini conectou um eletrodo na boca e outro no \u00e2nus do defunto, conseguindo que abrisse os olhos e se movesse. &#8220;Embora para seus contempor\u00e2neos essas pesquisas tenham feito Aldini parecer um novo doutor Fausto que queria dominar as for\u00e7as que governam a vida, sua finalidade era [&#8230;] demonstrar que o galvanismo (ou seja, a estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica) podia ser um instrumento \u00fatil em v\u00e1rios procedimentos de reanima\u00e7\u00e3o&#8221;, escrevem os autores. Nessas ideias, pode-se ver a origem dos atuais desfibriladores capazes de reanimar um cora\u00e7\u00e3o que deixou de bater.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro tamb\u00e9m fala da f\u00f3rmula de Paolo Gorini para petrificar cad\u00e1veres. Esse pesquisador foi um dos que mais souberam aplicar diferentes produtos qu\u00edmicos para preservar tecidos humanos \u2014de \u00f3rg\u00e3os internos a corpos completos de adultos e crian\u00e7as. Muitos deles est\u00e3o expostos hoje no Hospital Velho de Lodi (It\u00e1lia) e foram retratadas por Carlo Vannini e Ivan Cenzi no livro Il Petrificatore (o petrificador).<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547840384_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547840384_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547840384_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/01\/18\/ciencia\/1547838981_535861_1547840384_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Cabe\u00e7a de homem petrificado por Gorini.\" width=\"980\" height=\"1373\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Cabe\u00e7a de homem petrificado por Gorini.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">C. V.<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gorini trabalhava numa igreja dessacralizada. &#8220;Em seu laborat\u00f3rio, ele possu\u00eda uma mesinha cujas patas eram pernas humanas de verdade. E quando queria fazer uma brincadeira com quem o visitava, parece que atava um cad\u00e1ver petrificado a um sistema de cordas que o fazia se aproximar quando abria a porta&#8221;, escrevem os autores. Gorini foi o encarregado de embalsamar Giuseppe Mazzini, um dos pais da independ\u00eancia italiana. O petrificador nunca revelou sua f\u00f3rmula secreta. Em 2005, Garlaschelli e a qu\u00edmica Soiartze Zabaleta Artetxe, da Universidade do Pa\u00eds Basco, encontraram uma mistura que possivelmente ajudou Gorini a embalsamar e a usaram em v\u00e1rios animais. &#8220;A cole\u00e7\u00e3o de goriniana n\u00e3o deve ser entendida como um museu do horror, e sim como uma cole\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de suma import\u00e2ncia e um bem hist\u00f3rico&#8221;, destacam os autores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menos louv\u00e1vel foi o trabalho dos cientistas do projeto MK Ultra da CIA, iniciado em 1953. Um de seus objetivos era usar\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/05\/24\/internacional\/1527196699_695451.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">LSD<\/a>\u00a0para dominar mentalmente os indiv\u00edduos. Participaram 40 universidades, empresas farmac\u00eauticas como Sandoz e Eli Lilly e tr\u00eas centros penitenci\u00e1rios. O qu\u00edmico Sydney Gottlieb liderava o projeto nas sombras, segundo os autores. &#8220;O LSD foi testado principalmente em sujeitos socialmente fracos: doentes mentais, prostitutas, viciados, presos, etc. Um doente mental a consumiu durante 174 dias. [Os pesquisadores] utilizaram tamb\u00e9m funcion\u00e1rios e subordinados da pr\u00f3pria CIA, quase sempre sem inform\u00e1-los ou pedir seu consentimento. [&#8230;] A CIA utilizou ainda v\u00e1rios bord\u00e9is de San Francisco, administrando LSD secretamente aos clientes e observando seu comportamento atrav\u00e9s de espelhos unidirecionais. [&#8230;] Um cientista do Ex\u00e9rcito, Frank Olson, caiu em depress\u00e3o depois de uma &#8220;viagem com surpresa&#8221;. Mais tarde, morreu ao cair (talvez empurrado) do 13.o andar de um edif\u00edcio. A morte de Olson provocou uma longa batalha judicial entre seus herdeiros e o Governo dos EUA, que ressarciu a fam\u00edlia com 750.000 d\u00f3lares por ter sido administrado LSD sem o seu consentimento&#8221;, explica o livro.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\"><\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho tamb\u00e9m destaca os deslizes de pesquisadores de grande prest\u00edgio, mostrando assim algo das pessoas reais que existem por tr\u00e1s das ass\u00e9pticas publica\u00e7\u00f5es das revistas cient\u00edficas. Entre eles Kary Mullis, que recebeu o Nobel de Qu\u00edmica em 1983 por desenvolver a rea\u00e7\u00e3o em cadeira da polimerase (PCR, na sigla em ingl\u00eas), essencial para ler o DNA. Mullis adquiriu opini\u00f5es cada vez mais exc\u00eantricas, chegando a dizer que o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sida\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">HIV<\/a>\u00a0n\u00e3o \u00e9 a causa da Aids e questionando a mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Em 1995, usou a PCR para extrair e amplificar o DNA de Elvis Presley, embuti-lo em joias e vend\u00ea-lo junto com o de outros famosos. &#8220;Mullis considera que o LSD pode amplificar a percep\u00e7\u00e3o sensorial, permitindo n\u00e3o s\u00f3 aumentar as capacidades cognitivas, mas tamb\u00e9m se comunicar telepaticamente. Em seu livro, [o cientista] descreve como ele e seu assistente de laborat\u00f3rio conseguiram se comunicar por telepatia, mas apenas sob efeito do LSD&#8221;, explica a obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brian Josephson ganhou o Nobel de F\u00edsica em 1973 por descrever o efeito t\u00fanel da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, tamb\u00e9m conhecido como efeito Josephson. O f\u00edsico chegou a defender &#8220;a mem\u00f3ria da \u00e1gua (suposta explica\u00e7\u00e3o da homeopatia) e a fus\u00e3o fria&#8221;, escrevem os autores, lembrando que Josephson criticou &#8220;a ci\u00eancia oficial&#8221; ao lado de outros cientistas renegados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os autores deixaram de fora os cientistas nazistas \u2014que al\u00e9m da loucura, mergulharam no horror\u2014 porque acreditam que os personagens mencionados no livro t\u00eam algo aproveit\u00e1vel. &#8220;No final das contas, os loucos experimentos de nossos cientistas s\u00e3o sempre a\u00e7\u00f5es profundamente humanas&#8221;, concluem.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A \u00e9poca dourada dos cientistas loucos vai tipicamente dos primeiros anos do [s\u00e9culo] XIX a meados do seguinte&#8221;, escrevem o qu\u00edmico da Universidade de Pavia Luigi Garlaschelli e a designer Alessandra Carrer, autores do livro.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":270866,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6,1],"tags":[],"class_list":["post-270865","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios","category-sem-categoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cara-de-pedra.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=270865"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270865\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/270866"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=270865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=270865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=270865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}