{"id":271615,"date":"2019-01-27T10:58:08","date_gmt":"2019-01-27T13:58:08","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=271615"},"modified":"2019-01-27T10:58:08","modified_gmt":"2019-01-27T13:58:08","slug":"sete-governadores-ja-decretaram-estado-de-calamidade-financeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/sete-governadores-ja-decretaram-estado-de-calamidade-financeira\/","title":{"rendered":"Sete governadores j\u00e1 decretaram estado de calamidade financeira"},"content":{"rendered":"<div class=\"col s12\">\n<section class=\"box-featured full-size header\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Endividamento dos estados vai pautar o Congresso<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n<div class=\"content\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"col m6 l6 s12 medium-matler\">\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.folhape.com.br\/obj\/59\/310971,475,80,0,0,475,365,0,0,0,0.jpg\" alt=\"Pal\u00e1cio do Planalto\" \/><\/p>\n<div class=\"caption\">Pal\u00e1cio do Planalto<em>Foto: Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/div>\n<\/figure>\n<\/div>\n<p>A<strong>\u00a0situa\u00e7\u00e3o fiscal\u00a0<\/strong>dos estados vai influenciar o trabalho dos seus representantes no Congresso Nacional, que tomam posse na pr\u00f3xima sexta-feira, dia 1\u00ba de fevereiro, \u00e0s 10h. Conforme dados do<strong>\u00a0Banco Central<\/strong>,\u00a0<strong>Tesouro\u00a0<\/strong>Nacional e\u00a0<strong>Instituto Fiscal Independente<\/strong>\u00a0(<strong>IFI<\/strong>), \u00e9 generalizado o quadro de dificuldades de receita e de despesa das unidades da Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As demandas dos estados refor\u00e7ar\u00e3o a agenda de ajuste fiscal que o governo federal dever\u00e1 propor ao Legislativo, inclusive a\u00a0<strong>emenda constitucional<\/strong>\u00a0para a\u00a0<strong>reforma da Previd\u00eancia Social<\/strong>. Conforme Ant\u00f4nio Augusto de Queiroz, que h\u00e1 mais de 30 anos acompanha o Congresso pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), \u201ca situa\u00e7\u00e3o quase end\u00eamica das finan\u00e7as estaduais vai abrir uma repactua\u00e7\u00e3o com a Uni\u00e3o\u201d.<\/p>\n<div id=\"content-teadstv\" class=\"\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1530800245565-0\" data-google-query-id=\"CKyE_cOOjuACFUtgwQod3yUE3Q\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1530800245565-0_ad_container\" data-google-container-id=\"f\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Segundo ele, o governo federal e os governos estaduais atuar\u00e3o em conjunto no Congresso em favor de \u201ccompromissos coincidentes\u201d e de um \u201cpacto de esfor\u00e7o sist\u00eamico e sintonizado\u201d para privatiza\u00e7\u00f5es de companhias estatais, controle de despesas, revis\u00e3o do regime jur\u00eddico do funcionalismo p\u00fablico e outras reformas fiscais.<\/p>\n<p><strong>Crise gigantesca<\/strong><br \/>\nNecessitando de solu\u00e7\u00f5es urgentes, a situa\u00e7\u00e3o dos estados foi se deteriorando nos \u00faltimos anos com o aumento de gasto previdenci\u00e1rio. O quadro fiscal se agravou com a recess\u00e3o econ\u00f4mica, desde o \u00faltimo trimestre de 2014, que afetou a receita. \u201cEssas duas coisas \u00e9 que fizeram os estados como um todo entrassem numa crise financeira gigantesca\u201d, assinala o economista Raul Veloso, especialista em finan\u00e7as p\u00fablicas.<\/p>\n<p>A necessidade de ajustamento das contas p\u00fablicas dos estados \u00e9 estudada por \u00f3rg\u00e3os de monitoramento, pol\u00edtica monet\u00e1ria e controle fiscal no \u00e2mbito federal. Segundo o IFI, do Senado Federal, a d\u00edvida consolidada l\u00edquida de todos os estados evoluiu de R$ 353,2 bilh\u00f5es em 2009 para R$ 746,4 bilh\u00f5es em agosto de 2018.<\/p>\n<p>Em an\u00e1lise sobre a capacidade de pagamento dos estados feita pelo Tesouro Nacional, e publicada no Guia para o Governador, apenas o Esp\u00edrito Santo obteve nota \u201cA\u201d. O resultado de cada estado computou os indicadores de endividamento, de poupan\u00e7a corrente, e de liquidez. Os piores resultados foram para o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.<\/p>\n<p><strong>Estados ricos<\/strong><br \/>\nO Banco Central tamb\u00e9m monitora as estat\u00edsticas fiscais das unidades da Federa\u00e7\u00e3o. Planilha publicada no final de 2018 chama aten\u00e7\u00e3o para a contabilidade dos estados mais ricos. Segundo a Tabela 29, de estat\u00edsticas fiscais regionais, a d\u00edvida l\u00edquida do Rio de Janeiro em novembro passado era 57,4% acima que a receita. No caso do Rio Grande do Sul, o percentual era de 38,3%; S\u00e3o Paulo, 22,9%; e Minas 21,6%.<\/p>\n<p>F\u00e1bio Klein, analista s\u00eanior de finan\u00e7as p\u00fablicas da consultoria Tend\u00eancias, explica que al\u00e9m das dificuldades comuns &#8211; como gastos previdenci\u00e1rios, folha de pagamento dos servidores em alta, e recess\u00e3o -, esses estados foram os que mais sofreram com a diminui\u00e7\u00e3o da atividade industrial por causa da crise e a respectiva baixa na arrecada\u00e7\u00e3o. No caso do estado do Rio de Janeiro, ele acrescenta que o desequil\u00edbrio piorou a perda de arrecada\u00e7\u00e3o de royalties e os elevados gastos para a realiza\u00e7\u00e3o das Olimp\u00edadas (2016).<\/p>\n<p>O analista espera que em eventual repactua\u00e7\u00e3o da d\u00edvida entre estados e a Uni\u00e3o, os novos governadores assumam postura diferente dos seus antecessores \u201cNa hist\u00f3ria, o que eu vejo \u00e9 sempre assim: os estados sempre batem a porta da Uni\u00e3o pedindo ajuda, mas sempre postergam os movimentos de ajuste. Os estados querem todos os benef\u00edcios, mas na hora de fazer a dura li\u00e7\u00e3o de casa, n\u00e3o vemos esse movimento\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, sete unidades da Federa\u00e7\u00e3o decretaram estado de calamidade. Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro (pela segunda vez) fizeram no final do ano passado. Rio Grande do Norte, Roraima, Mato Grosso e Goi\u00e1s neste ano.<\/p>\n<p>Ao decretar estado de calamidade, o governador ganha liberdade para descumprir os limites de gasto da Lei de Responsabilidade Fiscal, rever metas, repactuar d\u00edvidas e pagamentos. Al\u00e9m desse recurso, os estados podem aderir ao Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal e deixar de pagar por tr\u00eas anos (prorrog\u00e1veis pelo mesmo per\u00edodo) a d\u00edvida junto ao Tesouro Nacional e at\u00e9 contrair novo empr\u00e9stimo.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, apenas o Rio de Janeiro aderiu. O especialista Raul Veloso chama aten\u00e7\u00e3o para que o estado cumpra um programa de ajuste. \u201c\u00c9 uma redu\u00e7\u00e3o de aperto para voltar a respirar. Mas nada \u00e9 de gra\u00e7a. Quando voltar a fazer os pagamentos, a d\u00edvida que n\u00e3o foi paga por acordo estar\u00e1 maior\u201d, afirma. (Ag\u00eancia Brasil)<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0situa\u00e7\u00e3o fiscal\u00a0dos estados vai influenciar o trabalho dos seus representantes no Congresso Nacional, que tomam posse na pr\u00f3xima sexta-feira, dia 1\u00ba de fevereiro, \u00e0s 10h. 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