{"id":272236,"date":"2019-02-02T09:50:49","date_gmt":"2019-02-02T12:50:49","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=272236"},"modified":"2019-02-02T09:50:49","modified_gmt":"2019-02-02T12:50:49","slug":"a-verdadeira-continuacao-de-o-planeta-dos-macacos-que-nunca-foi-filmada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-verdadeira-continuacao-de-o-planeta-dos-macacos-que-nunca-foi-filmada\/","title":{"rendered":"A verdadeira continua\u00e7\u00e3o de \u2018O Planeta dos Macacos\u2019 que nunca foi filmada"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Jean Loriot-Boulle, genro do autor do romance original, de 1963, conta que o roteiro escrito por Pierre Boulle para uma sequ\u00eancia n\u00e3o agradou a Hollywood e permaneceu in\u00e9dito<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto superior foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/01\/30\/actualidad\/1548855372_045951_1548856637_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/01\/30\/actualidad\/1548855372_045951_1548856637_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/01\/30\/actualidad\/1548855372_045951_1548856637_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/01\/30\/actualidad\/1548855372_045951_1548856637_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"el planeta de los simios\" width=\"980\" height=\"606\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Fotograma de &#8216;O Planeta dos Macacos&#8217;, filme de 1968.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Javier Yanes\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/el_pais\/a\/\">JAVIER YANES<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 50 anos, a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fox_entertainment_group\">20th Century Fox<\/a>\u00a0estava envolvida em planejar a sequ\u00eancia de um longa metragem, o que na \u00e9poca n\u00e3o era uma pr\u00e1tica habitual dos est\u00fadios de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cine\">cinema<\/a>. No ano anterior, a cena de Charlton Heston ajoelhado numa praia em frente aos restos da est\u00e1tua da Liberdade havia deixado milh\u00f5es de espectadores sem f\u00f4lego e com gosto de quero mais: aquela revela\u00e7\u00e3o de que o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/07\/12\/cultura\/1499857316_684900.html\">Planeta dos Macacos<\/a>\u00a0n\u00e3o era sen\u00e3o a Terra, com um desenlace t\u00e3o visualmente poderoso e afastado do c\u00e2none\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/hollywood\">hollywoodiano<\/a>\u00a0dos finais felizes, pedia uma continua\u00e7\u00e3o; parecia evidente que aquele final n\u00e3o era um final, e sim o come\u00e7o de uma nova hist\u00f3ria.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CKLukfmKneACFYxjwQodIuUIxg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-google-container-id=\"9\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">E n\u00e3o foi uma, e sim muitas. Quatro outros filmes, duas s\u00e9ries de televis\u00e3o, um remake em 2001 e uma nova saga cinematogr\u00e1fica lan\u00e7ada em 2011, aos quais se somam HQs, livros, videogames, brinquedos\u2026 O que originalmente era um planeta se transformou em toda uma gal\u00e1xia de s\u00edmios que come\u00e7ou a ser gerada no come\u00e7o dos anos sessenta na imagina\u00e7\u00e3o de um escritor, durante uma manh\u00e3 de visita ao zool\u00f3gico do Jardin des Plantes, em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/paris\">Paris<\/a>.<\/p>\n<div class=\"teads-adCall\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA cada manh\u00e3, Pierre Boulle se levantava pensando: espero ter hoje uma ideia genial para meu pr\u00f3ximo romance\u201d, recorda o genro desse escritor, Jean Loriot-Boulle, professor de cirurgia na Faculdade de Medicina da Universidade de Montpellier (Fran\u00e7a). Seu sogro, Pierre Boulle (20 de fevereiro de 1912 \u2013 30 de janeiro de 1994), nunca teve filhos; viveu a maior parte de sua vida em Paris com sua irm\u00e3 Madeleine e a filha dela, Fran\u00e7oise-Caroline, que chegou a ser tamb\u00e9m como uma filha para Pierre, e que foi a esposa de Jean at\u00e9 o falecimento dela, em 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante aquelas manh\u00e3s, Pierre Boulle costumava fazer longos passeio por Paris, prossegue Loriot-Boulle: o Bois de Boulogne, Notre-Dame, o Arco do Triunfo\u2026 Seu trabalho como escritor lhe permitia, pois \u00e0quela altura j\u00e1 havia se consagrado como um autor de sucesso internacional gra\u00e7as ao seu terceiro romance,\u00a0<em>A Ponte do Rio Kwai<\/em>\u00a0(1952): se o livro j\u00e1 havia sido um best-seller, o filme de David Lean (1957) fez o mundo inteiro assoviar. Tinham ficado para tr\u00e1s as pen\u00farias que inspiraram aquela novela, n\u00e3o autobiogr\u00e1fica, mas sim documentada nas experi\u00eancias do pr\u00f3prio Boulle como prisioneiro condenado a trabalhos for\u00e7ados no Sudeste Asi\u00e1tico durante a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/segunda_guerra_mundial\">Segunda Guerra Mundial<\/a>.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Uma mente cient\u00edfica<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seus anos aventureiros de juventude, havia deixado de ser um engenheiro que trabalhava num seringal da Mal\u00e1sia brit\u00e2nica para se alistar como espi\u00e3o a servi\u00e7o da Fran\u00e7a livre na Indochina, depois da invas\u00e3o de seu pa\u00eds pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/adolf_hitler\">Terceiro Reich<\/a>. Mas, apesar de sua dr\u00e1stica mudan\u00e7a de vida e de ocupa\u00e7\u00e3o depois da guerra, algo restou de sua profiss\u00e3o original: seu amor pela ci\u00eancia, e o que Loriot-Boulle descreve como um ponto de vista cient\u00edfico para observar a realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa vis\u00e3o cient\u00edfica das coisas se junto com a sua fome de novas ideias liter\u00e1rias naquela manh\u00e3 em frente \u00e0 jaula dos macacos do Jardin des Plantes, quando outro visitante atirou um objeto aos animais. \u201cObservou como o macaco brincava com o objeto, e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/04\/25\/internacional\/1493120321_802962.html\">pensou ent\u00e3o que seriam capazes de montar numa bicicleta<\/a>, mas n\u00e3o de entenderem como funcionava, nem de constru\u00edrem uma; s\u00f3 os humanos podiam fazer isto\u201d, diz Loriot-Boulle. \u201c<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/10\/06\/ciencia\/1475747102_379084.html\">Mas o que ocorreria se fosse ao contr\u00e1rio<\/a>? E se eles fossem os senhores e nos tratassem como n\u00f3s os trat\u00e1vamos?\u201d<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/01\/30\/actualidad\/1548855372_045951_1548860096_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/01\/30\/actualidad\/1548855372_045951_1548860096_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/01\/30\/actualidad\/1548855372_045951_1548860096_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/01\/30\/actualidad\/1548855372_045951_1548860096_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Jean Loriot-Boulle, genro do escritor Pierre Boulle, autor de O Planeta dos Macacos' (1963).\" width=\"980\" height=\"601\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Jean Loriot-Boulle, genro do escritor Pierre Boulle, autor de O Planeta dos Macacos&#8217; (1963).<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">J. L.-B.<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquela manh\u00e3, Boulle voltou para casa com a ideia genial que procurava. Mas n\u00e3o a contou a ningu\u00e9m. \u201cEra um homem muito silencioso, quase n\u00e3o falava e n\u00e3o suportava que lhe perguntassem sobre seus romances. Dizia \u2018n\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o\u2019, e sa\u00eda para outro c\u00f4modo!\u201d, ri Loriot-Boulle. S\u00f3 uma pessoa tinha autoriza\u00e7\u00e3o para se meter no seu trabalho: sua sobrinha Caroline. \u201cEra uma superdotada, prestou o\u00a0<em>baccalaur\u00e9at<\/em>\u00a0[o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/enem_exame_nacional_ensino_medio\">ENEM<\/a>\u00a0franc\u00eas] aos 14 anos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boulle acreditava na extraordin\u00e1ria intelig\u00eancia de sua sobrinha para ca\u00e7ar qualquer descuido que minasse a coer\u00eancia de suas hist\u00f3rias. Gra\u00e7as a essa contribui\u00e7\u00e3o e ao pequeno segredo da t\u00e9cnica narrativa de Boulle \u2013 come\u00e7ava a escrever as hist\u00f3rias pelo final e ia retrocedendo \u2013, seus romances s\u00e3o perfeitos quebra-cabe\u00e7as sem fissuras. \u201cN\u00e3o h\u00e1 um s\u00f3 erro de l\u00f3gica em seus livros\u201d, gaba-se Loriot-Boulle.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, a contragosto do autor<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre aquela premissa de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/02\/04\/ciencia\/1454586285_816525.html\">trocar os pap\u00e9is de humanos e s\u00edmios<\/a>, Boulle inventou uma aventura espacial, algo diferente do que depois seria a vers\u00e3o cinematogr\u00e1fica: corre o ano 2500 quando uma nave parte rumo \u00e0 estrela Betelgeuse (Alpha Orionis) com tr\u00eas tripulantes a bordo. Ao chegarem l\u00e1, descobrem um planeta onde os humanos primitivos vivem sob o jugo de seus senhores s\u00edmios, o que transforma os exploradores terrestres em escravos tratados como animais. O resultado foi\u00a0<em>La Plan\u00e8te des Singes<\/em>\u00a0(1963), um romance que a Fox comprou antes mesmo de chegar \u00e0s livrarias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as ao diretor Franklin J. Schaffner, ao produtor Arthur P. Jacobs e, claro, \u00e0s p\u00e9treas fei\u00e7\u00f5es do Heston, o filme teve a nona maior bilheteria daquele ano de 1968, decolando imediatamente para o firmamento dos cl\u00e1ssicos da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/ciencia_ficcion\">fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/a>, para desgosto de Boulle, que \u201czangava-se muito quando lhe diziam que era um romance de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, porque n\u00e3o era isso o que ele pretendia escrever, embora afinal tenha tido que aceitar\u201d, segundo seu genro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas curiosamente aquela sequ\u00eancia final t\u00e3o memor\u00e1vel n\u00e3o saiu da mente de Boulle, e sim, aparentemente, foi uma contribui\u00e7\u00e3o conjunta do produtor Jacobs, do roteirista Rod Serling e do cineasta Blake Edwards, que esteve envolvido nas primeiras fases do projeto. O escritor sempre preferiu seu pr\u00f3prio final, um pouco mais semelhante ao do remake de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/tim_burton\">Tim Burton<\/a>\u00a0de 2001: os terr\u00e1queos retornam ao seu planeta para comprovar que transcorreram milhares de anos e que aqui tamb\u00e9m os s\u00edmios submeteram os humanos.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O planeta dos homens<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, quando Jacobs se dirigiu a Boulle depois do sucesso do filme com a ideia de rodar uma continua\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, o escritor aceitou como ponto de partida o cen\u00e1rio do astronauta Taylor (Heston) diante da est\u00e1tua da Liberdade. \u201cPediram-lhe que escrevesse um roteiro, algo que ele nunca tinha feito. Mas fez\u201d, relata o genro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado foi\u00a0<em>O Planeta dos Homens<\/em>. Taylor se encontra novamente com seus semelhantes, selvagens e embrutecidos, mas v\u00ea um sinal de esperan\u00e7a: sua companheira, Nova, est\u00e1 gr\u00e1vida. O nascimento do menino Sirius serve de ponte entre a antiga civiliza\u00e7\u00e3o que Taylor representa e aquela nova ra\u00e7a humana mergulhada na barb\u00e1rie. Assim,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/evolucion_humana\">os humanos come\u00e7am a transitar novamente o caminho que j\u00e1 percorreram milhares de anos atr\u00e1s<\/a>: aprendem a dominar o fogo, pintam em cavernas, constroem, cultivam, escrevem em tabuletas de argila. Finalmente, est\u00e3o dispostos a travar uma batalha para restaurar o progresso perdido. A hist\u00f3ria acaba com o malvado Dr. Zaius, o desp\u00f3tico l\u00edder s\u00edmio, balbuciando em um espet\u00e1culo circense como uma par\u00f3dia de si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Hollywood n\u00e3o comprou. O roteiro de Boulle era liter\u00e1rio demais. N\u00e3o tinha aventura suficiente. \u201cFoi abandonado e permaneceu in\u00e9dito\u201d, observa Loriot-Boulle. Em vez dele, em 1970 foi rodado o longa\u00a0<em>De Volta ao Planeta dos Macacos<\/em>, sobre um texto do roteirista Paul Dehn centrado no apocalipse at\u00f4mico, um argumento muito do seu tempo. E no qual Taylor morria assassinado, n\u00e3o sem antes apertar o bot\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/armas_nucleares\">arma nuclear<\/a>\u00a0que aniquilava definitivamente a vida na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/la_tierra\">Terra<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O manuscrito de Boulle caiu no esquecimento durante d\u00e9cadas, at\u00e9 que, ap\u00f3s a morte do escritor, Jean e Caroline abriram seu ba\u00fa para catalogar e conservar seu arquivo. Ali apareceu\u00a0<em>O Planeta dos Homens<\/em>, hoje guardado na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/07\/31\/album\/1533036263_013678.html\">Biblioteca Nacional da Fran\u00e7a<\/a>. \u201cN\u00f3s o enviamos \u00e0 Fox, eles t\u00eam o texto h\u00e1 dois ou tr\u00eas anos e parece que est\u00e3o interessados, mas no momento n\u00e3o h\u00e1 nada concreto. Espero que algum dia seja rodado\u201d, suspira Loriot-Boulle. Taylor ainda espera sua oportunidade de redimir o ser humano.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E n\u00e3o foi uma, e sim muitas. 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