{"id":272443,"date":"2019-02-04T09:30:41","date_gmt":"2019-02-04T12:30:41","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=272443"},"modified":"2019-02-04T09:30:41","modified_gmt":"2019-02-04T12:30:41","slug":"militante-denuncia-ameacas-e-cobra-protecao-do-governo-de-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/militante-denuncia-ameacas-e-cobra-protecao-do-governo-de-pernambuco\/","title":{"rendered":"Militante denuncia amea\u00e7as e cobra prote\u00e7\u00e3o do Governo de Pernambuco"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 class=\"titulo-noticia\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p>Por\u00a0<strong>Raphael Guerra<\/strong>\u00a0<\/header>\n<div id=\"texto-noticia\">\n<figure id=\"attachment_5413\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5413 img-responsive \" src=\"https:\/\/imagens1.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/rondajc\/\/2019\/02\/51354298_319164192045189_2535700330226647040_n.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" srcset=\"https:\/\/imagens1.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/rondajc\/2019\/02\/51354298_319164192045189_2535700330226647040_n.jpg 720w, https:\/\/imagens1.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/rondajc\/2019\/02\/51354298_319164192045189_2535700330226647040_n-300x173.jpg 300w, https:\/\/imagens1.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/rondajc\/2019\/02\/51354298_319164192045189_2535700330226647040_n-711x410.jpg 711w\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"415\" \/><figcaption>Eleonora Pereira, militante h\u00e1 30 anos, \u00e9 conhecida pela luta em favor dos direitos humanos. Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A enfermeira Eleonora Pereira da Silva, de 53 anos, \u00e9 conhecida em Pernambuco pelo incans\u00e1vel trabalho em favor dos direitos humanos. Ao todo, tr\u00eas d\u00e9cadas de luta. Em 2011, depois de ter o filho assassinado por motiva\u00e7\u00f5es homof\u00f3bicas, ela criou o instituto M\u00e3es pela Igualdade, refor\u00e7ando o combate ao preconceito. Mas, atualmente, a militante soma uma outra luta: ela clama para que o Governo do Estado a proteja de amea\u00e7as que vem sofrendo nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ex-moradora de Jardim S\u00e3o Paulo, no Recife, Eleonora afirma ter deixado a casa porque corre risco de morte. \u201cQuando meu filho foi morto, mudei de endere\u00e7o porque saiba que o mesmo poderia acontecer comigo. Pedi prote\u00e7\u00e3o do Estado, eles diziam que estavam me dando seguran\u00e7a, mas, na pr\u00e1tica, eu n\u00e3o sentia. Em 2016, consegui sair do Pa\u00eds gra\u00e7as a uma ONG internacional que me ajudou. Mantive minha luta \u00e0 dist\u00e2ncia\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eleonora diz que, desde novembro do ano passado, ao retornar ao Recife, novamente passou a cobrar prote\u00e7\u00e3o do Governo do Estado, porque as amea\u00e7as n\u00e3o cessaram, mas teve o pedido negado pela Secretaria de Justi\u00e7a e Direitos Humanos. Enquanto n\u00e3o resolve a situa\u00e7\u00e3o, ela est\u00e1 morando em outro bairro da capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa semana passada, estive na minha casa, em Jardim S\u00e3o Paulo, para organizar algumas coisas porque pretendo voltar. Encontrei um dos homens que planejou a morte do meu filho. Soube tamb\u00e9m que outros homens estavam perguntando se eu iria voltar para l\u00e1. Estou com medo.\u201d<\/p>\n<div id=\"smartIntxt\" class=\"publicidade-entre-texto\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"player_dynad_tv\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico de Pernambuco (MPPE) acompanha o caso. O promotor de Justi\u00e7a Maxwell Vignoli encaminhou of\u00edcio \u00e0 Secretaria de Justi\u00e7a e Direitos Humanos solicitando esclarecimentos sobre o pedido de prote\u00e7\u00e3o negado \u00e0 militante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Eleonora Pereira chama ainda mais a aten\u00e7\u00e3o porque lembra o caso de Jean Willys, que desistiu de assumir o cargo de deputado federal, em Bras\u00edlia, porque estava recebendo constantes amea\u00e7as de morte. Ele decidiu morar no Exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Pernambuco, como revelado pelo\u00a0<strong>Ronda JC<\/strong>,\u00a0<a href=\"https:\/\/jc.ne10.uol.com.br\/blogs\/rondajc\/2019\/01\/25\/em-pe-ha-57-policiais-cedidos-para-seguranca-de-politicos-promotores-e-juiz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ao menos 57 policiais militares fazem a seguran\u00e7a de pol\u00edticos, promotores de Justi\u00e7a, militantes e juiz. Eles estariam sofrendo algum tipo de amea\u00e7a, por isso contam com um esquema de prote\u00e7\u00e3o.<\/a>\u00a0Esses dados foram fornecidos por meio da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MOBILIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No pr\u00f3ximo dia 14 de mar\u00e7o, quando se completa um ano do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, militantes de direitos humanos far\u00e3o uma mobiliza\u00e7\u00e3o para lembrar a data e tamb\u00e9m para cobrar mais prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres que lutam pelo povo. \u201cEssas mulheres s\u00e3o invis\u00edveis, tratadas desumanamente. A maioria \u00e9 negra e l\u00edder comunit\u00e1ria\u201d, desabafa Eleonora. (JC)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A enfermeira Eleonora Pereira da Silva, de 53 anos, \u00e9 conhecida em Pernambuco pelo incans\u00e1vel trabalho em favor dos direitos humanos. 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