{"id":273152,"date":"2019-02-10T11:26:38","date_gmt":"2019-02-10T14:26:38","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=273152"},"modified":"2019-02-10T11:26:38","modified_gmt":"2019-02-10T14:26:38","slug":"ufpe-tem-atraido-cada-vez-mais-alunos-de-fora-de-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ufpe-tem-atraido-cada-vez-mais-alunos-de-fora-de-pernambuco\/","title":{"rendered":"UFPE tem atra\u00eddo, cada vez mais, alunos de fora de Pernambuco"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 class=\"titulo-noticia\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p>Por\u00a0<strong>Margarida Azevedo<\/strong>\u00a0<\/header>\n<header><\/header>\n<div id=\"texto-noticia\">\n<figure id=\"attachment_6522\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6522 img-responsive \" src=\"https:\/\/imagens3.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/blogdofera\/\/2019\/02\/leonardo.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 748px) 100vw, 748px\" srcset=\"https:\/\/imagens4.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/blogdofera\/2019\/02\/leonardo.jpg 748w, https:\/\/imagens4.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/blogdofera\/2019\/02\/leonardo-300x164.jpg 300w, https:\/\/imagens4.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/blogdofera\/2019\/02\/leonardo-219x120.jpg 219w, https:\/\/imagens4.ne10.uol.com.br\/blogsjconline\/blogdofera\/2019\/02\/leonardo-152x82.jpg 152w\" alt=\"\" width=\"748\" height=\"410\" \/><figcaption>Leonardo vem de S\u00e3o Paulo para cursar medicina no Recife. Foto: Leo Motta \/ JC Imagem<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sotaques est\u00e3o, cada vez mais, fazendo parte de corredores e salas de aula da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Com a mobilidade proporcionada pelo Sistema de Sele\u00e7\u00e3o Unificada (Sisu), que utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem), a institui\u00e7\u00e3o tem atra\u00eddo estudantes de fora do Estado, realidade observada tamb\u00e9m em outras universidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Medicina, um dos cursos mais disputados em todo o Brasil, \u00e9 o destaque. Das 140 vagas ofertadas no c\u00e2mpus Recife, este ano, apenas 53, o que representa 37,9%, ficaram com jovens pernambucanos (13 de ampla concorr\u00eancia e 40 cotistas). As 87 restantes, ou 62,1%, foram para vestibulandos de outras unidades da federa\u00e7\u00e3o. Os dados preliminares s\u00e3o da Pr\u00f3-reitoria Acad\u00eamica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ranking de prefer\u00eancia dos estudantes de fora, al\u00e9m de medicina, que ocupa o topo, aparecem oceanografia e cinema, ambos tamb\u00e9m na capital pernambucana, com 43,48% e 38% das vagas preenchidas, respectivamente, por residentes que n\u00e3o s\u00e3o do Estado. Vale destacar que nesse caso os \u00edndices observados s\u00e3o do Sisu de 2018. A pr\u00f3-reitoria ainda n\u00e3o consolidou os indicadores de todas as gradua\u00e7\u00f5es da sele\u00e7\u00e3o de 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSomos uma federa\u00e7\u00e3o. Do ponto de vista legal, a lei garante igualdade para todos. A UFPE \u00e9 p\u00fablica e, portanto, pode ser ocupada por qualquer pessoa, de qualquer lugar. Nossa universidade est\u00e1 entre as 10 melhores do Pa\u00eds e a melhor do Norte e Nordeste\u201d, destaca o pr\u00f3-reitor acad\u00eamico, Paulo Goes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm pa\u00edses desenvolvidos como Estados Unidos, Canad\u00e1, Inglaterra, Alemanha, dificilmente o estudante faz universidade na cidade onde mora. A maioria vai pra outros lugares\u201d, observa. Segundo ele, no geral, 80% das vagas da UFPE foram preenchidas por feras do Estado.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">QUALIDADE<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das vagas de medicina no Recife, a maioria dos estudantes aprovados \u00e9 de S\u00e3o Paulo (32, ou 22,9%). Leonardo Imada, 19 anos, \u00e9 um deles. \u201cTentei, pelo Sisu, entrar nas Federais do Paran\u00e1 e Minas Gerais. Como a nota n\u00e3o deu, pesquisei outras op\u00e7\u00f5es. A UFPE tem uma boa reputa\u00e7\u00e3o, qualidade do ensino. Estou animado para come\u00e7ar o curso\u201d, diz Leonardo, que tentava aprova\u00e7\u00e3o em medicina h\u00e1 tr\u00eas anos. Ele esteve na \u00faltima segunda-feira no Recife para efetuar matr\u00edcula. Retornou para a capital paulista e vir\u00e1 de vez na pr\u00f3xima semana, porque as aulas come\u00e7ar\u00e3o dia 18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 uma grande demanda pelo curso de medicina. \u00c9 uma profiss\u00e3o que tem altas remunera\u00e7\u00e3o e empregabilidade. Essa \u00e9 uma das hip\u00f3teses para tantos alunos de fora de Pernambuco na UFPE\u201d, observa Paulo. \u201cMerece uma an\u00e1lise mais atenta do por que nossos alunos n\u00e3o estarem conseguindo ter notas maiores para barrar os concorrentes de medicina de fora de Pernambuco. Isso sinaliza, a meu ver, que \u00e9 preciso rever a qualidade do ensino m\u00e9dio oferecido no Estado\u201d, enfatiza o pr\u00f3-reitor. Ele destaca que o desempenho dos feras cotistas pernambucanos foi melhor que os da ampla concorr\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Professor de um dos maiores cursinhos pr\u00e9-vestibulares do Recife, Fernando Beltr\u00e3o considera que os estudantes de Pernambuco s\u00e3o bons.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSeria um sistema justo se todas as universidades do Pa\u00eds colocassem todas as suas vagas no Sisu. Mas na pr\u00e1tica n\u00e3o ocorre. Na capital paulista n\u00e3o h\u00e1 nenhuma vaga de medicina no Sisu. USP, Unifesp, Unesp, todas fazem vestibulares. O aluno de l\u00e1 participa do vestibular e ainda concorre pelo Sisu com a nota do Enem. Tem mais chances. Como n\u00e3o passa, vem para c\u00e1\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOcorre um efeito domin\u00f3. Os pernambucanos, como n\u00e3o conseguem aprova\u00e7\u00e3o aqui, buscam universidades no Maranh\u00e3o, no Piau\u00ed, na Para\u00edba\u201d, diz Fernandinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO ensino m\u00e9dio p\u00fablico de Pernambuco melhorou sensivelmente. As escolas privadas mant\u00eam padr\u00e3o de qualidade e algumas se destacam no Pa\u00eds. Acredito que a qualidade da UFPE, o polo m\u00e9dico do Recife, o polo audiovisual s\u00e3o motivos para atrair alunos de fora\u201d, destaca o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Pernambuco, Jos\u00e9 Ricardo Diniz.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">EXPERI\u00caNCIA<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luiz Gustavo Januzzi, 18, est\u00e1 no 3\u00ba per\u00edodo de oceanografia. \u201cEm Aracaju, minha cidade, n\u00e3o tem a gradua\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o fosse o Sisu, teria que ficar l\u00e1 e cursar uma faculdade que n\u00e3o era a de minha prefer\u00eancia\u201d, diz Gustavo. \u201cExistem s\u00f3 11 universidades que ofertam oceanografia. Por isso, a mobilidade \u00e9 grande. Nossa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a evas\u00e3o, bastante alta\u201d, comenta o coordenador do curso, Ant\u00f4nio Vicente Ferreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o coordenador de cinema, Fernando Weller, o fato de Pernambuco ser o 3\u00ba polo produtor de audiovisual \u00e9 uma das justificativas para a alta procura da gradua\u00e7\u00e3o na UFPE. \u201cA presen\u00e7a de alunos de v\u00e1rios Estados enriquece as trocas\u201d, observa. \u201cTenho amigos de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Goi\u00e1s. Metade da minha turma \u00e9 de gente de fora\u201d, relata o paraibano Paulo Pontes, 21, do 2\u00ba per\u00edodo de cinema.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sotaques est\u00e3o, cada vez mais, fazendo parte de corredores e salas de aula da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 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