{"id":274069,"date":"2019-02-18T10:21:09","date_gmt":"2019-02-18T13:21:09","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=274069"},"modified":"2019-02-18T10:21:09","modified_gmt":"2019-02-18T13:21:09","slug":"cuba-agonia-de-uma-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cuba-agonia-de-uma-revolucao\/","title":{"rendered":"Cuba: agonia de uma revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Na ilha houve uma tentativa, uma esperan\u00e7a e uma pretens\u00e3o que n\u00e3o devem ser esquecidas. Mas o sonho que encarnou a chegada do Fidel Castro ao poder h\u00e1 60 anos agoniza irremediavelmente<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto superior foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/02\/15\/ideas\/1550246030_727767_1550251882_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/02\/15\/ideas\/1550246030_727767_1550251882_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/02\/15\/ideas\/1550246030_727767_1550251882_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/02\/15\/ideas\/1550246030_727767_1550251882_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Imagem do document\u00e1rio \u2018Rebeldes de Sierra Maestra\u2019 (1957).\" width=\"980\" height=\"710\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Imagem do document\u00e1rio \u2018Rebeldes de Sierra Maestra\u2019 (1957).<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">BETTMANN ARCHIVE BETTMANN<\/span>\u00a0<span class=\"foto-agencia\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Patricio Fern\u00e1ndez\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/patricio_fernandez\/a\/\">PATRICIO FERN\u00c1NDEZ<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos estrangeiros compraram propriedades em nome de cubanos nos \u00faltimos anos em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/la_habana\">Havana<\/a>\u00a0porque ainda n\u00e3o \u00e9 permitido que fa\u00e7am isso por conta pr\u00f3pria. Os pre\u00e7os se multiplicaram. No bairro de Vedado, abundam as mans\u00f5es e departamentos em restaura\u00e7\u00e3o. Na zona de Miramar, existem\u00a0<em>pubs<\/em>\u00a0onde os \u00fanicos negros que h\u00e1 dentro s\u00e3o os seguran\u00e7as: tipos grandes e musculosos como os que guardam as discotecas nova-iorquinas ou parisienses. Meses atr\u00e1s fui a um desses \u2212 o Mio &amp; Tuyo \u2212 e, quando quis chegar \u00e0 \u00e1rea onde estavam as mulheres mais admir\u00e1veis, um desses porteiros me deteve pondo seu bra\u00e7o em meu ombro: \u201cDaqui para l\u00e1 \u00e9 VIP\u201d, disse-me. \u201cPara passar, voc\u00ea precisa comprar uma garrafa de u\u00edsque Chivas Regal ou ser s\u00f3cio do clube\u201d, acrescentou. E eu pensei: terminou a revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"COmI-qyvxeACFVJgwQodKKYArQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/internacional\/intext_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/internacional\/intext_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/internacional\/intext_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-google-container-id=\"9\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo menos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/11\/02\/internacional\/1541179159_896155.html\">30 movimentos guerrilheiros surgiram na Am\u00e9rica Latina desde que triunfou a revolu\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0cubana at\u00e9 o fim dos anos oitenta. Hoje n\u00e3o resta nenhum, salvo o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/eln_ejercito_liberacion_nacional\">ELN<\/a>\u00a0da Col\u00f4mbia, transformado em organiza\u00e7\u00e3o criminosa. A\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/revolucion_cubana\">revolu\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0\u2212 esse fantasma que hoje parece abandonar o continente \u2212 cativou os melhores pol\u00edticos, artistas e intelectuais de sua \u00e9poca, e uma literatura esplendorosa brotou sob sua sombra. At\u00e9 o cristianismo participou de seu feiti\u00e7o justiceiro com a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/teologia_liberacion\">teologia da libera\u00e7\u00e3o<\/a>. Mas essa f\u00e9 hoje parece encerrar seu reinado. Dela restam, quando muito, discursos vazios, promessas e\u00a0<em>slogans<\/em>\u00a0que, de tanto ser repetidos sem nunca ser realizados, perderam seu sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para esses que sempre combateram a revolu\u00e7\u00e3o, porque desde o in\u00edcio ela atentou contra seus interesses e os teve como inimigos declarados, sua morte \u00e9 motivo de celebra\u00e7\u00e3o. Mas lhes conv\u00e9m manter viva a ideia de sua amea\u00e7a, para que assim possam se apresentar como guardi\u00e3es das maiorias e conservar o poder. Para aqueles que, por outro lado, acreditaram que outro mundo era poss\u00edvel e que a fraternidade poderia vencer o ego\u00edsmo, constatar que seus desejos alimentaram a intoler\u00e2ncia, o abuso e a pobreza d\u00f3i e tira a fala. Deve ser por isso que hoje a esquerda honesta est\u00e1 muda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cubanos costumam discutir sobre quando a revolu\u00e7\u00e3o perdeu seu encanto. Alguns dizem que foi no come\u00e7o dos anos setenta, depois do caso Padilla, com a sovietiza\u00e7\u00e3o do chamado Quinqu\u00eanio Cinza, quando at\u00e9 os edif\u00edcios foram projetados conforme os planos de Kruschev e se instalou o conceito de \u201cdiversionismo ideol\u00f3gico\u201d para todo aquele que pensasse ou desejasse algo fora da norma estabelecida. Segundo outros, foi em 1989, com a Causa N\u00famero 1 \u2212 que terminou com o fuzilamento do general Ochoa, uma das figuras mais respeitadas da revolu\u00e7\u00e3o \u2212 e a queda da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/urss_union_republicas_socialistas_sovieticas\">URSS.<\/a>\u00a0O que veio depois, o Per\u00edodo Especial, os cubanos n\u00e3o esqueceram mais. O\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/petroleo\">petr\u00f3leo<\/a>\u00a0desapareceu e era t\u00e3o curto o tempo que tinham luz el\u00e9trica que, em lugar de falar de apag\u00f5es, eles falavam de\u00a0<em>alumbrones<\/em>\u00a0(\u201caces\u00f5es\u201d). At\u00e9 gatos sa\u00edam \u00e0 ca\u00e7a para comer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O petr\u00f3leo e a comida voltaram a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cuba\">Cuba<\/a>\u00a0com a chegada de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/hugo_chavez\">Hugo Ch\u00e1vez<\/a>\u00a0\u00e0 presid\u00eancia da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/venezuela\/a\/\">Venezuela<\/a>. Ch\u00e1vez viu em Fidel a figura de um pai, de um modelo, de um guia. Quis seguir seus passos e reviver \u00e0 sua maneira o sonho de revolu\u00e7\u00e3o que agonizava adicionando a ele o sobrenome \u201cbolivariana\u201d. Comprou Governos em toda a Am\u00e9rica Latina enquanto o pre\u00e7o do petr\u00f3leo estava nas nuvens e os somou ao chamado socialismo do s\u00e9culo XXI, quando o certo \u00e9 que o capitalismo j\u00e1 tinha triunfado e o dele n\u00e3o era nada mais que a triste caricatura de um fato hist\u00f3rico que se apagava. A revolu\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o tinha artistas, nem intelectuais, nem poesia, nem f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se em Cuba houve gera\u00e7\u00f5es que romperam as m\u00e3os cortando cana de a\u00e7\u00facar, na Venezuela se pregava com ma\u00e7os de notas nas m\u00e3os. Se Ch\u00e1vez viu em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fidel_castro\/a\/\">Fidel<\/a>um pai legitimador, Fidel encontrou em Ch\u00e1vez um filho como o que muitos cubanos t\u00eam no exterior, de onde lhes mandam dinheiro para sobreviver. Por mais duro que seja reconhecer isso, o sonho de socialismo e de dignidade de Cuba sempre foi financiado por outros.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/02\/15\/ideas\/1550246030_727767_1550249915_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/02\/15\/ideas\/1550246030_727767_1550249915_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/02\/15\/ideas\/1550246030_727767_1550249915_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Barbearia no bairro de Vedado.\" width=\"360\" height=\"345\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Barbearia no bairro de Vedado.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">MICHAEL CHRISTOPHER BROWN<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas se a revolu\u00e7\u00e3o cubana perpetuou no poder esse grupo que o conquistou no final da d\u00e9cada de 1950, dando lugar a uma gerontocracia imune \u00e0s mudan\u00e7as, n\u00e3o gerou uma elite de milion\u00e1rios, como o chavismo. No in\u00edcio foram chamados de\u00a0<em>boliburgueses<\/em>\u00a0e hoje s\u00e3o conhecidos como\u00a0<em>enchufados<\/em>\u00a0(\u201cconectados\u201d). Comercializando petr\u00f3leo, drogas, ouro e diamantes nacionais, acumularam fortunas imensur\u00e1veis, ao mesmo tempo em que vociferavam contra os ricos e a favor do povo. Hoje s\u00e3o eles os principais clientes dos poucos restaurantes de luxo que restam em Caracas, enquanto se multiplicam os refeit\u00f3rios solid\u00e1rios (panelas comuns) para combater a desnutri\u00e7\u00e3o. As caixas de mantimentos CLAP (do Comit\u00ea Local de Abastecimento e Produ\u00e7\u00e3o) que o Governo distribui para aliviar a crise alimentar, \u201cs\u00e3o como o per\u00edodo, porque chegam uma vez por m\u00eas e duram uma semana\u201d, brincam aqueles que as recebem. A pobreza e a desigualdade aumentaram notoriamente sob o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nicolas_maduro_moros\/a\/\">Governo de Nicol\u00e1s Maduro<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja revolucion\u00e1ria cubana est\u00e1 repleta de sacerdotes profissionais que j\u00e1 perderam a f\u00e9 e de gestos que, desprovidos de significado, hoje parecem momices. Ningu\u00e9m vive l\u00e1 nem do cart\u00e3o de abastecimento mensal nem do sal\u00e1rio que o Estado paga. Alguns resumem assim: \u201cAqui uns fingem que trabalham e outros fingem que lhes pagam\u201d. Com um sal\u00e1rio oficial equivalente a 109 reais mensais, morrem de fome. A maior parte da economia nacional se desenvolve fora dessa estrutura socialista. Quem trabalha para uma empresa estatal faz isso principalmente para ter acesso aos bens que passam por ali: os caminhoneiros ao petr\u00f3leo, os padeiros \u00e0 farinha, os pedreiros ao cimento\u2026 e a\u00ed os roubam como formigas e os vendem no mercado negro. \u00c9 um costume adquirido, de modo que nenhum cubano julga o outro por fazer isso. Se eu fosse descrever o grosso do funcionamento da economia cubana, diria que se trata de um capitalismo selvagem, desregulado e livre de impostos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo de degrada\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 novo, mas agora est\u00e1 em uma fase terminal. Ningu\u00e9m fala de socialismo. \u00c9 not\u00f3rio o renascer de uma nova burguesia. Embora as condi\u00e7\u00f5es de vida da imensa maioria continuem sendo muito prec\u00e1rias, esse pequeno grupo que est\u00e1 protagonizando as mudan\u00e7as viaja, tem Internet em suas casas (h\u00e1 empresas piratas que a instalam) e serve de fachada para dinheiro vindo de fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esta altura, \u00e9 um regime pol\u00edtico em que ningu\u00e9m acredita. Foi morto por seu orgulho, seu autoritarismo, sua burocracia. O iluminismo, a arrog\u00e2ncia, o controle. Queria ser o mundo novo e se tornou um mundo velho. Faz tempo que seu objetivo n\u00e3o \u00e9 a justi\u00e7a, e sim a sobreviv\u00eancia. N\u00e3o saem em sua defesa os esp\u00edritos ousados e desrespeitosos. Aquilo que os barbudos de Sierra Maestra encarnaram alguma vez, hoje aponta o dedo contra eles e os condena. Um rastaf\u00e1ri me disse o seguinte no parque C\u00e9spedes de Santiago de Cuba: \u201cComo esses velhos podem continuar falando de revolu\u00e7\u00e3o se lutam dia e noite para que nada mude?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de tudo, em Cuba houve uma tentativa, uma atrevimento, uma esperan\u00e7a e uma pretens\u00e3o que deve voltar a nos encarar mais cedo do que tarde, porque o ser humano pode renascer depois do fracasso, mas a ren\u00fancia a toda a ilus\u00e3o o mata para sempre. A tarefa de manter vivo o esp\u00edrito de uma comunidade, de fazer com que cada homem tamb\u00e9m seja respons\u00e1vel pelos outros e assegurar que a liberdade de cada indiv\u00edduo n\u00e3o seja inimiga da liberdade de outros, ainda est\u00e1 de p\u00e9. Para torn\u00e1-la cr\u00edvel, \u00e9 indispens\u00e1vel se atrever a pensar de novo.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/11\/02\/internacional\/1541179159_896155.html\">Deixar para tr\u00e1s sem complexos aquela esquerda fracassada e pervertida<\/a>. Acabar com esse matrim\u00f4nio envenenado, para poder se apaixonar autenticamente outra vez.<\/p>\n<p class=\"nota_pie\" style=\"text-align: justify;\">Patricio Fern\u00e1ndez \u00e9 fundador e diretor do seman\u00e1rio chileno \u2018The Clinic\u2019. Seu \u00faltimo livro, \u2018Cuba \u2212 Viaje al Fin de la Revoluci\u00f3n\u2019, foi lan\u00e7ado no Chile em 24 de janeiro pela editora Debate.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na ilha houve uma tentativa, uma esperan\u00e7a e uma pretens\u00e3o que n\u00e3o devem ser esquecidas. Mas o sonho que encarnou a chegada do Fidel Castro ao poder h\u00e1 60 anos agoniza irremediavelmente<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":274070,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-274069","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/fidel-na-revolucao.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/274069","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=274069"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/274069\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/274070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=274069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=274069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=274069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}