{"id":274724,"date":"2019-02-24T10:35:40","date_gmt":"2019-02-24T13:35:40","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=274724"},"modified":"2019-02-24T10:35:40","modified_gmt":"2019-02-24T13:35:40","slug":"literatura-com-axe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/literatura-com-axe\/","title":{"rendered":"Literatura com ax\u00e9"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Autores brasileiros resgatam a mitologia dos orix\u00e1s, transformando-os em super-her\u00f3is e aproximando-os de jovens e crian\u00e7as<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto superior foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/02\/12\/cultura\/1549967827_022252_1549971251_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/02\/12\/cultura\/1549967827_022252_1549971251_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/02\/12\/cultura\/1549967827_022252_1549971251_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/02\/12\/cultura\/1549967827_022252_1549971251_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de 'Contos dos Orix\u00e1s', de Hugo Canuto.\" width=\"980\" height=\"490\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Ilustra\u00e7\u00e3o de &#8216;Contos dos Orix\u00e1s&#8217;, de Hugo Canuto.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma firma--vertical\">\n<div class=\"autor\">\n<figure class=\"foto\"><\/figure>\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Joana Oliveira\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/joana_carolina_lopes_de_oliveira\/a\/\">JOANA OLIVEIRA<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo-introduccion\" class=\"articulo-introduccion\">\n<p>Dentro de algum tempo, 2018 qui\u00e7\u00e1 seja lembrado como o ano em que as narrativas negras ganharam destaque na cultura. S\u00e9ries como\u00a0<em>Atlanta<\/em>, que conta a hist\u00f3ria de um jovem negro tentando sobreviver nos Estados Unidos, foram aclamadas pela cr\u00edtica e pelo p\u00fablico;\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/05\/08\/cultura\/1525772706_935369.html\"><em>This is America<\/em>, o poderoso manifesto musical de Childish Gambino<\/a>, foi eleita a can\u00e7\u00e3o do ano nos Grammy e, pela primeira vez, um filme de super-her\u00f3is,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/02\/14\/cultura\/1518634594_187056.html\"><em>Pantera Negra<\/em><\/a>, produ\u00e7\u00e3o que celebra a cultura africana e o afrofuturismo, concorre ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/premios_oscar\">Oscar<\/a>\u00a0de melhor filme. No Brasil, 2019 come\u00e7ou com o resgate da mitologia afrobrasileira na literatura, da m\u00e3o de autores que, com diferentes linguagens, tentam fazer dela uma hist\u00f3ria universal.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"roba_principal\" class=\"envoltorio_publi\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"elpais_gpt-MPU1\" class=\"publi_luto_horizontal\" data-google-query-id=\"CPjOiIS-1OACFUt8wQodaCMIZw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/mpu1_0__container__\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/mpu1_0\" title=\"3rd party ad content\" src=\"https:\/\/tpc.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-32\/html\/container.html\" name=\"\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" sandbox=\"allow-forms allow-pointer-lock allow-popups allow-popups-to-escape-sandbox allow-same-origin allow-scripts allow-top-navigation-by-user-activation\" data-is-safeframe=\"true\" data-google-container-id=\"4\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Aproximadamente na mesma \u00e9poca em que\u00a0<em>Pantera Negra<\/em>\u00a0come\u00e7ou a ser produzido, em 2016, o quadrinista baiano Hugo Canuto deu in\u00edcio ao projeto\u00a0<em>Contos dos Orix\u00e1s<\/em>, uma s\u00e9rie de p\u00f4steres e revistas \u2014agora reunidos em um livro hom\u00f4nimo, de 120 p\u00e1ginas\u2014, com ilustra\u00e7\u00f5es que trazem hist\u00f3rias dos mitos do povo Yorub\u00e1 no estilo dos her\u00f3is em quadrinhos da Marvel. Na obra,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/12\/17\/album\/1513521767_711752.html\">Yemanj\u00e1 (a rainha do mar)<\/a>, Xang\u00f4 (deus do trov\u00e3o), Oxum (rainha dos rios e cachoeiras), Ians\u00e3 (senhora dos ventos e tempestades) e outras divindades protagonizam enredos cheios de a\u00e7\u00e3o em uma \u00c1frica m\u00edtica, de um tempo em que os seres divinos caminhavam ao lado dos seres humanos, transitando entre o Orum (c\u00e9u ou o mundo espiritual) e o Aiy\u00ea (terra ou o mundo f\u00edsico).<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CLv8_oW-1OACFcF3wQodvPMDLQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para construir a narrativa baseada na mitologia yorub\u00e1 \u2014uma das mais tradicionais civiliza\u00e7\u00f5es da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/africa_occidental\">\u00c1frica Ocidental<\/a>, em territ\u00f3rios onde hoje est\u00e3o a Nig\u00e9ria, Benin e Togo\u2014, Canuto trabalhou durante dois anos e meio ao lado de l\u00edderes religiosos e pesquisadores, entre os quais destaca as sacerdotisas do Terreiro do Gantois, em Salvador, e seu professor de yorub\u00e1, Maw\u00f4 Adelson S. de Brito. Tendo como refer\u00eancia obras de Pierre Verger, Edson Carneiro e Lydia Cabrera, Canuto conta a EL PA\u00cdS que a inspira\u00e7\u00e3o para sua obra foi precisamente o &#8220;legado das civiliza\u00e7\u00f5es africanas que moldaram a Bahia e sua ancestralidade&#8221; que na obra est\u00e1 representada pelos Itan (conjunto de narrativas relacionadas aos Orix\u00e1s).<\/p>\n<p class=\"content-text__container\" style=\"text-align: justify;\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Esse livro foi feito para desconstruir o discurso obscurantista sobre os Orix\u00e1s e tamb\u00e9m para ser um instrumento de for\u00e7a e autoafirma\u00e7\u00e3o da cultura afro, pensado para tamb\u00e9m ser usado em sala de aula pelos professores&#8221;, explica o autor. Canuto, que realiza oficinas gratuitas de quadrinhos com jovens da rede p\u00fablica de ensino na Bahia, distribuiu exemplares da obra a educadores.\u00a0<em>Contos dos Orix\u00e1s<\/em>\u00a0tamb\u00e9m est\u00e1 sendo utilizado como refer\u00eancia em livros did\u00e1ticos, citado em teses universit\u00e1rias e as ilustra\u00e7\u00f5es dos Orix\u00e1s em sua vers\u00e3o mais superpoderosa est\u00e3o sendo expostas em pa\u00edses como Estados Unidos e Inglaterra.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Orix\u00e1s para crian\u00e7as<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m pensando em levar mais cultura negra para as salas de aula, a educadora e escritora Waldete Trist\u00e3o publicou em dezembro o livro infantil\u00a0<em>Conhecendo os Orix\u00e1s: de Exu a Oxal\u00e1<\/em>. A obra, ilustrada por Caco Bressane, apresenta as caracter\u00edsticas e particularidades de 17 orix\u00e1s, segundo a cultura que ganha adeptos no pa\u00eds: quais s\u00e3o suas cores, dias da semana, comidas favoritas e as for\u00e7as da natureza que cada um comanda. Trata-se do primeiro volume de uma s\u00e9rie de 18 livros, escritos por quatro autoras, que deve estar inteiramente publicada at\u00e9 o dia 12 de outubro.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><a class=\"enlace\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/02\/12\/cultura\/1549967827_022252_1550088694_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/02\/12\/cultura\/1549967827_022252_1550088694_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/02\/12\/cultura\/1549967827_022252_1550088694_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Capa de 'Conhecendo os Orix\u00e1s: de Exu a Oxal\u00e1'.\" width=\"360\" height=\"500\" \/><span class=\"boton_ampliar\">ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Capa de &#8216;Conhecendo os Orix\u00e1s: de Exu a Oxal\u00e1&#8217;.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">A publica\u00e7\u00e3o do primeiro volume \u00e9 o resultado de um projeto gestado desde 2006, quando ela conversava com o filho, Robson Gil, ent\u00e3o com 14 anos, que estudava na escola a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/arte_griego\">mitologia e os deuses gregos<\/a>. &#8220;Me incomodava essa educa\u00e7\u00e3o eurocentrada, porque meu filho s\u00f3 tinha refer\u00eancias da cultura negra em casa. Como ele ia interpretar Zeus, o deus do trov\u00e3o, em uma pe\u00e7a de teatro, expliquei que nas religi\u00f5es de matriz africana, o trov\u00e3o \u00e9 regido por Xang\u00f4. Seguimos conversando sobre isso e decidimos escrever juntos um livro para contar os Orix\u00e1s \u00e0s crian\u00e7as&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto foi adiado at\u00e9 2017, quando Gil faleceu, aos 25 anos. Um ano depois, Trist\u00e3o decidiu que era momento de ressignificar o luto e sua pr\u00f3pria vida e retomou a ideia. &#8220;Sempre pensei nos valores civilizat\u00f3rios da hist\u00f3ria e cultura africanas, que tamb\u00e9m vieram nos navios negreiros. A religiosidade \u00e9 um valor que faz parte da ancestralidade dos povos afro brasileiros e levar isso para as escolas \u00e9 permitir que as crian\u00e7as negras se reconhe\u00e7am&#8221;, conta a escritora, que acredita que sua obra \u00e9 a publica\u00e7\u00e3o infantil com o maior n\u00famero de personagens negros (15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas pr\u00f3ximas obras da cole\u00e7\u00e3o, cada Orix\u00e1 contar\u00e1 um Itan \u2014contos que transmitem saberes inspirados em atividades do cotidiano\u2014. Trist\u00e3o explica que sua obra dialoga muito com a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/2003\/L10.639.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lei 10.639, de 2003<\/a>, que tornou obrigat\u00f3rio o ensino da cultura afro-brasileira e africana nas redes p\u00fablica e particular, do ensino fundamental ao ensino m\u00e9dio. &#8220;Defendo que todos os estudantes tenham acesso aos deuses e mitos, sejam eles africanos, europeus, ind\u00edgenas ou asi\u00e1ticos. Aprender, conhecer esses diferentes paradigmas \u00e9 algo que faz parte da cultura, de um conhecimento hist\u00f3rico&#8221;, diz.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autores brasileiros resgatam a mitologia dos orix\u00e1s, transformando-os em super-her\u00f3is e aproximando-os de jovens e crian\u00e7as<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":274725,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-274724","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/desenho-axe.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/274724","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=274724"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/274724\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/274725"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=274724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=274724"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=274724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}