{"id":275927,"date":"2019-03-07T11:41:22","date_gmt":"2019-03-07T14:41:22","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=275927"},"modified":"2019-03-07T11:41:22","modified_gmt":"2019-03-07T14:41:22","slug":"vacinas-nao-causam-autismo-o-mais-amplo-estudo-do-tema-sai-na-dinamarca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/vacinas-nao-causam-autismo-o-mais-amplo-estudo-do-tema-sai-na-dinamarca\/","title":{"rendered":"Vacinas n\u00e3o causam autismo: o mais amplo estudo do tema sai na Dinamarca"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Especialistas avaliam 600.000 crian\u00e7as e concluem que a imuniza\u00e7\u00e3o tr\u00edplice viral n\u00e3o causa o transtorno do neurodesenvolvimento<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto superior foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/03\/05\/mamas_papas\/1551783023_370147_1551783632_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/03\/05\/mamas_papas\/1551783023_370147_1551783632_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/03\/05\/mamas_papas\/1551783023_370147_1551783632_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/03\/05\/mamas_papas\/1551783023_370147_1551783632_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Um m\u00e9dico vacina a uma crian\u00e7a.\" width=\"980\" height=\"654\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Um m\u00e9dico vacina a uma crian\u00e7a.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Carolina Garc\u00eda\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/carolina_garcia\/a\/\">CAROLINA GARC\u00cdA<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Doen\u00e7as que foram erradicadas gra\u00e7as \u00e0s\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/vacunas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">vacinas<\/a>\u00a0agora ressurgiram. O Brasil, que recebeu em 2016 um certificado da ONU pela elimina\u00e7\u00e3o do sarampo, teve um grande surto da doen\u00e7a que atingiu 11 Estados e 10.302 pessoas no ano passado, por conta da baixa cobertura vacinal. E entre as causas deste aumento est\u00e1 a cren\u00e7a de alguns, de um movimento conhecido como\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/10\/02\/ciencia\/1506938178_101257.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">antivacinas<\/a>, que as apontam como causadoras de doen\u00e7as e transtornos, tais como o autismo (TEA). E essa cren\u00e7a \u00e9 falsa, concluiu um estudo na Dinamarca com mais de 600.000 crian\u00e7as. Ele n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico que jogou por terra essa afirma\u00e7\u00e3o, apenas o mais recente e bastante completo. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no\u00a0<em>Annals of Internal Medicine<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tese fundamentada de que a vacina conjunta contra a rub\u00e9ola, caxumba e sarampo, conhecida como tr\u00edplice viral (MMR, na sigla em Ingl\u00eas), provoca o autismo, come\u00e7ou h\u00e1 duas d\u00e9cadas, depois da publica\u00e7\u00e3o de um artigo de Andrew Wakefield, em 1998, no\u00a0<em>The Lancet<\/em>, no qual ele defendia o v\u00ednculo hipot\u00e9tico entre a vacina MMR e o autismo. Este estudo, que causou p\u00e2nico e afetou as taxas de vacina\u00e7\u00e3o em todo mundo, foi refutado em muitas ocasi\u00f5es e, al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio pesquisador \u2014que teve de se retratar na mesma revista por erros metodol\u00f3gicos que alguns especialistas definem como &#8220;premedita\u00e7\u00e3o de sua parte\u201d\u2014 chegou a perder sua licen\u00e7a de trabalho. Apesar de tudo isso, o boato se mant\u00e9m em n\u00edvel mundial, alimentado sobretudo pelas\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/redes_sociales\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">redes sociais<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nas redes sociais as pessoas seguem quem querem seguir ou quem se encaixa no que pensam ou desejam&#8221;, explica por telefone Celso Arango, chefe de Psiquiatria Infantil e Adolescente do hospital Gregorio Mara\u00f1\u00f3n. &#8220;Os antivacinas n\u00e3o v\u00e3o desaparecer. S\u00e3o pessoas que acreditam no conceito natural como modo de vida. Mas h\u00e1 algo que precisam saber: toda decis\u00e3o \u00e9 respeit\u00e1vel desde que n\u00e3o prejudique os outros. No momento em que essas pessoas n\u00e3o s\u00e3o vacinadas e reaparecem doen\u00e7as at\u00e9 ent\u00e3o erradicadas, o que afeta a popula\u00e7\u00e3o, sua decis\u00e3o provoca um problema de sa\u00fade p\u00fablica&#8221;, diz Arango.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As pessoas antivacinas baseiam as suas conclus\u00f5es em um artigo que foi desmascarado em v\u00e1rias ocasi\u00f5es desde a sua publica\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o tem nenhuma base cient\u00edfica&#8221;, continua. &#8220;Al\u00e9m disso, o surgimento da vacina coincide com um diagn\u00f3stico mais claro do autismo. Mas o autismo n\u00e3o surge de repente, n\u00e3o \u00e9 algo que simplesmente acontece. A pessoa nasce com ele. E \u00e9 diagnosticado mais cedo ou mais tarde, dependendo dos sintomas&#8221;, explica o especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fim de descobrir a verdade, os especialistas do estudo dinamarqu\u00eas avaliaram se a vacina aumentava o risco de desenvolver autismo. Eles estudaram as caracter\u00edsticas das crian\u00e7as e o tempo decorrido desde a vacina\u00e7\u00e3o, um total de 657.461 nascidos na Dinamarca de 1999 a 2010, e as acompanharam desde o primeiro ano de vida at\u00e9 agosto de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em todos os casos se avaliou se as crian\u00e7as foram vacinadas, se tinham sido diagnosticadas com autismo, se havia algum membro da fam\u00edlia com esse transtorno neurobiol\u00f3gica ou algum outro fator de risco para o autismo. No total, foram avaliadas mais de cinco milh\u00f5es de pessoas, das quais apenas 6.517 crian\u00e7as foram diagnosticadas com a incid\u00eancia de autismo, dizem os autores, ou seja, 129,7 para cada 100.000 habitantes. N\u00e3o se observou nenhuma diferen\u00e7a entre as crian\u00e7as vacinadas e as que n\u00e3o eram, e n\u00e3o se verificou nenhum risco adicional para padecer de TEA entre os vacinados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNossa conclus\u00e3o \u00e9 que a vacina tr\u00edplice viral n\u00e3o aumenta o risco de sofrer de autismo&#8221;, escrevem os autores na revista. Al\u00e9m disso, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 aumento de seu diagn\u00f3stico entre as crian\u00e7as mais suscet\u00edveis de padec\u00ea-lo e n\u00e3o est\u00e1 relacionado com casos de autismo que aparecem depois da vacina\u00e7\u00e3o&#8221;. Segundo a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/oms_organizacion_mundial_salud\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)<\/a>, uma em cada 160 crian\u00e7as tem TEA no mundo e os sintomas geralmente come\u00e7am na inf\u00e2ncia e persistem at\u00e9 a adolesc\u00eancia e a idade adulta. Outras estimativas dizem que pode afetar uma em cada 68 crian\u00e7as em idade escolar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O que se precisa saber \u00e9 que a expectativa de vida melhorou gra\u00e7as \u00e0s vacinas, que reduziram as taxas de mortalidade infantil&#8221;, continua Arango. &#8220;E parar de fazer isso pode ter s\u00e9rias consequ\u00eancias&#8221;, diz ele. &#8220;Na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/california\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calif\u00f3rnia<\/a>, nas escolas p\u00fablicas do Estado, as autoridades tomaram medidas sobre a quest\u00e3o das vacinas e decidiram que nenhuma crian\u00e7a que n\u00e3o esteja imunizada pode ser matriculada.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 fevereiro deste ano j\u00e1 haviam sido diagnosticados 206 casos de sarampo nesse Estado, segundo dados do Centro de Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as (CDC, na sigla em ingl\u00eas) dos EUA. \u00c9 apenas um exemplo. &#8220;N\u00f3s, especialistas em sa\u00fade, temos a obriga\u00e7\u00e3o de informar os pais, a sociedade, sobre as evid\u00eancias cient\u00edficas, e n\u00e3o sobre nossas cren\u00e7as&#8221;, explica o especialista. Nos EUA, ainda em 20 dos 50 Estados, mais Washington DC se prev\u00ea n\u00e3o vacinar por motivos religiosos e pessoais. Apenas tr\u00eas, Calif\u00f3rnia, Mississippi e Virg\u00ednia Ocidental, n\u00e3o permitem exce\u00e7\u00f5es n\u00e3o m\u00e9dicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse pa\u00eds, a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Americana desacreditou em v\u00e1rias ocasi\u00f5es os pais que se recusam a vacinar seus filhos por motivos alheios \u00e0 medicina e, como outras organiza\u00e7\u00f5es, como a OMS, enfatiza sua capacidade de erradicar enfermidades, proteger as crian\u00e7as e evitar que tenham doen\u00e7as como sarampo, rub\u00e9ola ou caxumba.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7as que foram erradicadas gra\u00e7as \u00e0s\u00a0vacinas\u00a0agora ressurgiram. 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