{"id":276535,"date":"2019-03-13T09:26:30","date_gmt":"2019-03-13T12:26:30","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=276535"},"modified":"2019-03-13T09:26:30","modified_gmt":"2019-03-13T12:26:30","slug":"europa-busca-se-reconciliar-com-seu-violento-seculo-xx","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/europa-busca-se-reconciliar-com-seu-violento-seculo-xx\/","title":{"rendered":"Europa busca se reconciliar com seu violento s\u00e9culo XX"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Historiadores e antrop\u00f3logos estudam e comparam como pa\u00edses como Espanha, Pol\u00f4nia e B\u00f3snia encaram seu passado, num ambicioso projeto promovido pela Comiss\u00e3o Europeia<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de J. A. Auni\u00f3n\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/juan_antonio_aunion\/a\/\">J. A. AUNI\u00d3N<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/03\/10\/actualidad\/1552238060_048323_1552239567_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/03\/10\/actualidad\/1552238060_048323_1552239567_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/03\/10\/actualidad\/1552238060_048323_1552239567_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/03\/10\/actualidad\/1552238060_048323_1552239567_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Uma mulher reza diante da placa com os nomes das v\u00edtimas de Srebrenica em Potocari (B\u00f3snia), em 2016.\" width=\"980\" height=\"622\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Uma mulher reza diante da placa com os nomes das v\u00edtimas de Srebrenica em Potocari (B\u00f3snia), em 2016.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">DADO RUVIC<\/span>\u00a0<span class=\"foto-agencia\">REUTERS<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O que t\u00eam em comum os restos de fuzilados depois da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/guerra_civil_espanola\">Guerra Civil Espanhola<\/a>exumados h\u00e1 alguns anos no cemit\u00e9rio de Guadalajara, as fossas de guerrilheiros anticomunistas dos anos quarenta no cemit\u00e9rio militar de Powazki, em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/varsovia\">Vars\u00f3via<\/a>, e as valas que guardaram os corpos das\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/guerra_bosnia\">v\u00edtimas civis do massacre de Srebrenica, na B\u00f3snia<\/a>, nos anos noventa? A resposta \u00e9 que, quando um pa\u00eds tem que enfrentar a mem\u00f3ria de um passado violento, se torna inevit\u00e1vel encarar a espinhosa decis\u00e3o sobre o que fazer com as valas comuns, provavelmente seu sinal mais tang\u00edvel. \u201cMesmo n\u00e3o fazer nada j\u00e1 \u00e9 uma decis\u00e3o\u201d, explica de forma quase afor\u00edstica o antrop\u00f3logo Francisco Ferr\u00e1ndiz, do Conselho Superior de Pesquisas Cient\u00edficas (CSIC) da Espanha, que acaba de escrever, em parceria com a professora Marije Hristova, da Universidade de Warwick (Reino Unido), um artigo sobre como essa conflitiva lembran\u00e7a \u00e9 tratada nos tr\u00eas pa\u00edses. Ou seja, entre os inflamados debates p\u00fablicos a respeito do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/08\/24\/internacional\/1535104789_556975.html\">rastro franquista na Espanha<\/a>, a instrumentaliza\u00e7\u00e3o institucional da resist\u00eancia anticomunista na Pol\u00f4nia e a feridas que ainda supuram na B\u00f3snia, por mais que lhe sejam aplicadas receitas de justi\u00e7a internacional e direitos humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/espana\">Espanha<\/a>\u00a0n\u00e3o somos uns loucos por discutirmos estes temas, n\u00f3s fazemos parte de um processo global\u201d, acrescenta Ferr\u00e1ndiz. De fato, seu artigo \u2014a ser inclu\u00eddo no livro\u00a0<em>Repensar el Pasado: La Memoria (Trans)Cultural Europea<\/em>, que a editora Dykinson est\u00e1 prestes a publicar na Espanha\u2014 \u00e9 s\u00f3 o mais recente entre todos os estudos j\u00e1 feitos sobre o tema no \u00e2mbito de um projeto de pesquisa muito mais amplo, financiado pela Comiss\u00e3o Europeia com quase 2,5 milh\u00f5es de euros (10,8 milh\u00f5es de reais). Nele, cerca de 20 historiadores, antrop\u00f3logos e cientistas pol\u00edticos de seis universidades e centros de estudos de v\u00e1rios pa\u00edses procuram, analisando as valas comuns e outras express\u00f5es, como os museus de guerra, uma alternativa te\u00f3rica e pr\u00e1tica capaz, conforme contam os promotores do projeto, de rebater as crescentes \u201cconcep\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e identit\u00e1rias combativas e antag\u00f4nicas frente \u00e0s quais a mem\u00f3ria cultural europeia \u00e0s vezes parece impotente\u201d. Ou seja, mem\u00f3rias baseadas mais no mito do que na busca pela verdade, e que exacerbam os sentimentos ultranacionalistas, de her\u00f3is e dem\u00f4nios sem nuances.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00faltima forma de olhar ao passado \u00e9 a que os te\u00f3ricos chamam de antag\u00f4nica, a mais b\u00e1sica, que parecia ter ficado num plano secund\u00e1rio desde que, ap\u00f3s a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/10\/29\/internacional\/1414583384_356175.html\">queda do Muro de Berlim<\/a>, em 1989, outro modelo se tornou dominante: mais anal\u00edtico e, de alguma forma, mais\u00a0<em>administrativo<\/em>, surgido da reflex\u00e3o sobre o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/holocausto\">Holocausto<\/a>, baseado nos direitos humanos e nos princ\u00edpios de verdade, justi\u00e7a, repara\u00e7\u00e3o e garantia de n\u00e3o repeti\u00e7\u00e3o, com as v\u00edtimas no centro de tudo. \u201cMas depois de todas as comiss\u00f5es da verdade, de todas as resolu\u00e7\u00f5es da ONU, dos tribunais internacionais, ocorre que estamos voltando \u00e0s novas formas de fascismo, a novos antagonismos muito prim\u00e1rios\u201d, aponta Ferr\u00e1ndiz, tentando explicar a perplexidade por tr\u00e1s do projeto. A iniciativa surgiu em 2016 e termina neste ano, sob o nome UNREST, que em ingl\u00eas significa\u00a0<em>agita\u00e7\u00e3o<\/em>, mas que neste caso tamb\u00e9m equivale \u00e0 sigla inglesa para Mem\u00f3ria Perturbadora e Coes\u00e3o Social na Europa Transnacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Europa necessita finalmente fazer as pazes com seu passado violento\u201d, diz a antrop\u00f3loga social Elisabeth Anstett, do conselho consultivo do UNREST. Essa especialista da Escola de Altos Estudos em Ci\u00eancias Sociais (EHESS), em Paris, explica que se trata de construir \u201cespa\u00e7os sociais, culturais, pedag\u00f3gicos\u201d onde seja poss\u00edvel a an\u00e1lise cr\u00edtica. Porque, alerta, nestes tempos de not\u00edcias falsas e ressurgimento de velhos extremismos, \u201cn\u00e3o h\u00e1 muita gente com acesso a fatos documentados, em vez de apenas opini\u00f5es e sentimentos pessoais ou coletivos\u201d.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/03\/10\/actualidad\/1552238060_048323_1552239834_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/03\/10\/actualidad\/1552238060_048323_1552239834_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/03\/10\/actualidad\/1552238060_048323_1552239834_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Exuma\u00e7\u00e3o em 2016 promovida pela fam\u00edlia de Timoteo Mendieta no cemit\u00e9rio de Guadalajara (Espanha).\" width=\"360\" height=\"240\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Exuma\u00e7\u00e3o em 2016 promovida pela fam\u00edlia de Timoteo Mendieta no cemit\u00e9rio de Guadalajara (Espanha).<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">BERNARDO P\u00c9REZ<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Stefan Berger, professor de Hist\u00f3ria Social da Universidade do Ruhr, em Bochum, na Alemanha, mais do que fazer as pazes a Europa precisa \u201cenfrentar de uma forma mais sincera o seu passado violento\u201d. Berger, pesquisador-chefe do UNREST, opina que o modelo cosmopolita acabou despolitizando os processos em torno da mem\u00f3ria, e que voltar a coloc\u00e1-los na discuss\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 imprescind\u00edvel para enfrentar os novos desafios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto de partida do projeto foi a cria\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie de terceira via te\u00f3rica, que chamaram de agon\u00edstica, e que consiste em \u201caumentar a qualidade democr\u00e1tica de maneira que possam coexistir, sempre dentro dos limites legais e de respeito, diferentes mem\u00f3rias em mesmo ambiente\u201d, explica Ferr\u00e1ndiz. \u201cE quer\u00edamos estudar tamb\u00e9m se isso pode ser uma solu\u00e7\u00e3o para a Europa em m\u00e9dio prazo\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed, ele e sua equipe escolheram tr\u00eas pa\u00edses com contextos muito diferentes \u2014um de uma guerra civil anterior \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/segunda_guerra_mundial\">Segunda Guerra Mundial<\/a>, outro vinculado a esta e um terceiro de guerra de implos\u00e3o mais recente de um Estado\u2014 para estudar que tipo de mem\u00f3ria predomina em cada um. E a primeira coisa que destacam \u00e9 que \u201cos discursos abstratos globais aterrissam de maneira diferente em cada pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, na Pol\u00f4nia, \u201co cosmopolitismo \u00e9 uma forma de disfar\u00e7ar seu antagonismo\u201d. Ou seja, que sob um discurso de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/derechos_humanos\">direitos humanos<\/a>, justi\u00e7a e repara\u00e7\u00e3o, s\u00e3o deixadas de lado algumas v\u00edtimas \u2014as do Holocausto e as comunistas\u2014 para se concentrar em outras, nos \u201csoldados malditos\u201d, um grupo paramilitar que em 1945 seguiu na luta contra o comunismo. A professora Hristova explica que o partido no poder \u2014Lei e Justi\u00e7a (PiS), liderado por Jaroslaw Kaczynski\u2014 construiu a partir desse grupo uma esp\u00e9cie de \u201cmito fundador do anticomunismo\u201d, convertendo em her\u00f3is alguns que o foram realmente, \u201ccomo Witold Pilecki (que foi para Auschwitz voluntariamente para obter informa\u00e7\u00f5es e criar uma resist\u00eancia de dentro), mas tamb\u00e9m criminosos de guerra como J\u00f3zef Kuras, respons\u00e1vel pela morte de muitos eslovacos, judeus e lemkos\u201d. N\u00e3o restam muitos descendentes dos soldados malditos, mas alguns deles se manifestaram contra a instrumentaliza\u00e7\u00e3o de sua mem\u00f3ria, acrescenta a pesquisadora.<\/p>\n<section id=\"sumario_4|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_4\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/03\/10\/actualidad\/1552238060_048323_1552245862_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/03\/10\/actualidad\/1552238060_048323_1552245862_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/03\/10\/actualidad\/1552238060_048323_1552245862_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Livros produzidos pelo Instituto de Mem\u00f3ria Nacional sobre os Soldados Malditos.\" width=\"360\" height=\"529\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Livros produzidos pelo Instituto de Mem\u00f3ria Nacional sobre os Soldados Malditos.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">M. HRISTOVA<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na B\u00f3snia, d\u00e3o o exemplo da forte pol\u00eamica que causou em 2011 a constru\u00e7\u00e3o de uma igreja ortodoxa a poucos metros das sepulturas das v\u00edtimas exumadas em uma das 14 valas comuns onde os s\u00e9rvios enterraram os corpos do massacre de Srebrenica, no qual cerca de 8.000 mu\u00e7ulmanos morreram em 1995. O exemplo \u00e9 usado para explicar como, apesar de todo o processo ter sido feito sob o guarda-chuva da ONU, atrav\u00e9s do tribunal internacional da antiga Iugosl\u00e1via que condenou os autores, e com atos de repara\u00e7\u00e3o, a pr\u00e1tica continua sendo muito antag\u00f4nica no n\u00edvel dos Governos locais e munic\u00edpios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Espanha, por \u00faltimo, falam de um movimento social e associativo que, desde o ano 2000 e depois de duas d\u00e9cadas do pacto da Transi\u00e7\u00e3o, pressionou at\u00e9 conseguir uma lei de mem\u00f3ria hist\u00f3rica com financiamento e continuou a faz\u00ea-lo sem ajuda nos momentos em que o apoio institucional escasseou, como no caso das exuma\u00e7\u00f5es de 50 corpos de fuzilados durante a Guerra Civil no cemit\u00e9rio de Guadalajara entre 2016 e 2017. No entanto, apesar dos intensos debates que a mem\u00f3ria hist\u00f3rica provoca na Espanha, Ferr\u00e1ndiz e seus colegas concluem que existe \u201cuma conviv\u00eancia de modelos com maior for\u00e7a do cosmopolitismo, inclusive, com o discurso da Transi\u00e7\u00e3o, do esquecimento consciente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos pr\u00f3ximos meses, o projeto UNREST ir\u00e1 elaborar suas conclus\u00f5es finais. Por enquanto, Ferr\u00e1ndiz avan\u00e7a as suas: \u201cNa Europa contempor\u00e2nea n\u00e3o existe um problema de mem\u00f3ria, mas muitos, e as manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o m\u00faltiplas e cambiantes. \u00c9 por isso que precisamos de novos modelos para entender e lidar com isso\u201d. Sua proposta, acrescenta, encontrou dificuldades, em rela\u00e7\u00e3o aos limites da liberdade de express\u00e3o ou o que fazer com a voz dos perpetradores, entre outros. \u201cEstamos indicando o caminho, mas \u00e9 preciso continuar estudando\u201d. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso: \u201cTodo esse conhecimento te\u00f3rico deve ser traduzido em pol\u00edticas p\u00fablicas que estimulem debates mais abertos, mais sofisticados\u201d, dentro de um contexto de mensagens que explicam a realidade com poucos matizes. \u201cQuando as institui\u00e7\u00f5es nos chamam, n\u00f3s sempre vamos. N\u00e3o temos a raz\u00e3o, mas podemos diagnosticar problemas\u201d, acrescenta.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Historiadores e antrop\u00f3logos estudam e comparam como pa\u00edses como Espanha, Pol\u00f4nia e B\u00f3snia encaram seu passado, num ambicioso projeto promovido pela Comiss\u00e3o Europeia<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":257545,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-276535","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/judeus-rendidos.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/276535","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=276535"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/276535\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/257545"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=276535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=276535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=276535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}