{"id":27654,"date":"2013-11-08T07:43:59","date_gmt":"2013-11-08T10:43:59","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=27654"},"modified":"2013-11-08T07:43:59","modified_gmt":"2013-11-08T10:43:59","slug":"alucinacao-musical-faz-mulher-escutar-radio-dentro-da-cabeca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/alucinacao-musical-faz-mulher-escutar-radio-dentro-da-cabeca\/","title":{"rendered":"Alucina\u00e7\u00e3o musical faz mulher escutar r\u00e1dio dentro da cabe\u00e7a"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Em caso in\u00e9dito na medicina, paciente idosa ouve m\u00fasicas que n\u00e3o \u00e9 capaz de reconhecer, mas s\u00e3o familiares para outras pessoas. Segundo m\u00e9dicos, caso traz \u00e0 tona quest\u00f5es sobre o funcionamento da mem\u00f3ria<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Um acontecimento neurol\u00f3gico in\u00e9dito, apresentado por uma paciente de 60 anos de idade, pode ampliar os conhecimentos atuais sobre mecanismos que envolvem a mem\u00f3ria, o esquecimento, e o acesso a lembran\u00e7as perdidas. O caso, relatado no peri\u00f3dico<\/span><em style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0Frontiers in Neurology<\/em><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0por neurologistas do Centro M\u00e9dico da Universidade de Loyola, nos Estados Unidos, retrata a experi\u00eancia de uma idosa que sofria com um tipo de alucina\u00e7\u00e3o musical que nunca tinha sido visto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certa noite, quando a paciente estava tentando dormir, as\u00a0m\u00fasicas come\u00e7aram como se um r\u00e1dio estivesse tocando em sua cabe\u00e7a. Para tornar o caso ainda mais estranho, ela mesma n\u00e3o era capaz de reconhecer as can\u00e7\u00f5es que estava ouvindo, mas seu marido as reconheceu assim que ela come\u00e7ou a cantarolar, e afirmou que eram m\u00fasicas populares. De acordo com os neurologistas, esse \u00e9 o primeiro caso em que uma paciente tem uma alucina\u00e7\u00e3o musical com uma m\u00fasica que \u00e9 familiar para outras pessoas de seu meio, mas n\u00e3o para ela mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro meses depois dessa noite, a mulher passou a ouvir m\u00fasicas o tempo inteiro, todos os dias. Alucina\u00e7\u00e3o faz mulher escutar m\u00fasica desconhecida dentro da cabe\u00e7aO volume das can\u00e7\u00f5es n\u00e3o mudava, e ela podia ouvir uma mesma m\u00fasica tocar repetidamente por at\u00e9 tr\u00eas semanas, antes que outra faixa a substitu\u00edsse. Mesmo enquanto sofria com a alucina\u00e7\u00e3o, a paciente era capaz de falar e ouvir o que os outros diziam, e mantinha conversas normais. Segundo os neurologistas, ela apresentou algumas melhoras nos sintomas ap\u00f3s o uso de carbamazepina, uma droga utilizada no tratamento de doen\u00e7as convulsivas, como a epilepsia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Causas \u2014\u00a0<\/strong>A alucina\u00e7\u00e3o musical \u00e9 um tipo de alucina\u00e7\u00e3o auditiva em que o indiv\u00edduo passa a ouvir m\u00fasicas mesmo quando elas n\u00e3o est\u00e3o tocando. A sensa\u00e7\u00e3o costuma gerar desconforto entre os pacientes, que sabem que est\u00e3o tendo alucina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na maioria das vezes, o problema afeta pessoas mais velhas, e suas causas ainda s\u00e3o incertas. Apesar disso, diversas condi\u00e7\u00f5es podem ser consideradas fatores de risco, como audi\u00e7\u00e3o prejudicada, les\u00f5es cerebrais, epilepsia e intoxica\u00e7\u00f5es. No caso mencionado, a paciente apresentava um hist\u00f3rico de perda auditiva neurossensorial, um tipo de perda de audi\u00e7\u00e3o causado por danos \u00e0s c\u00e9lulas do ouvido interno. Apenas essa condi\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o seria capaz de originar a alucina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, ainda n\u00e3o h\u00e1 cura para o problema. Contudo, os m\u00e9dicos amenizam os sintomas\u00a0tentando remover suas potenciais causas, quando poss\u00edvel \u2014 como, por exemplo, removendo les\u00f5es ou tratando dist\u00farbios psiqui\u00e1tricos \u00a0\u2014 e receitando medicamentos aos pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Perguntas \u2014\u00a0<\/strong>Para os neurologistas da Universidade de Loyola, o caso traz \u00e0 tona\u00a0algumas perguntas intrigantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa capacidade de produzir e esquecer mem\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles trabalham com a hip\u00f3tese de que todas as m\u00fasicas presentes nas alucina\u00e7\u00f5es da mulher estavam em uma \u00e1rea de seu c\u00e9rebro a que ela tinha acesso apenas quando estava alucinando. No relato do caso, os neurologistas afirmam que essa hip\u00f3tese suscita uma das principais perguntas: as informa\u00e7\u00f5es esquecidas est\u00e3o mesmo perdidas, ou s\u00e3o apenas inacess\u00edveis para n\u00f3s?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veja<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em caso in\u00e9dito na medicina, paciente idosa ouve m\u00fasicas que n\u00e3o \u00e9 capaz de reconhecer, mas s\u00e3o familiares para outras pessoas. 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