{"id":27676,"date":"2013-11-08T08:24:01","date_gmt":"2013-11-08T11:24:01","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=27676"},"modified":"2013-11-08T08:24:01","modified_gmt":"2013-11-08T11:24:01","slug":"estudar-musica-na-infancia-melhora-a-forma-como-o-cerebro-processa-sons-na-velhice","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estudar-musica-na-infancia-melhora-a-forma-como-o-cerebro-processa-sons-na-velhice\/","title":{"rendered":"Estudar m\u00fasica na inf\u00e2ncia melhora a forma como o c\u00e9rebro processa sons na velhice"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"ImageProxy (11)\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ImageProxy-112-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/p>\n<p>O fato de ter estudado m\u00fasica na inf\u00e2ncia tem um efeito ben\u00e9fico sobre a forma como\u00a0o c\u00e9rebro dos idosos processa o som. Segundo um estudo publicado nesta quarta-feira no peri\u00f3dicoJournal of Neuroscience,\u00a0essa rela\u00e7\u00e3o se mant\u00e9m mesmo em pessoas que passam d\u00e9cadas sem ter contato com instrumentos musicais novamente.\u00a0A descoberta sugere que o treinamento musical leva a uma resposta mais r\u00e1pida do c\u00e9rebro ao som da fala.<br \/>\nNo estudo em quest\u00e3o, os cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, buscavam descobrir se um treinamento musical mais limitado, ocorrido durante a inf\u00e2ncia e interrompido por um longo per\u00edodo, tamb\u00e9m estaria associado a mudan\u00e7as na resposta cerebral ao som, d\u00e9cadas mais tarde.\u00c0 medida que as pessoas envelhecem, o c\u00e9rebro passa por mudan\u00e7as que prejudicam a audi\u00e7\u00e3o. Os c\u00e9rebros de idosos respondem de forma mais lenta a sons que mudam rapidamente, o que prejudica a interpreta\u00e7\u00e3o da fala. Por\u00e9m, estudos recentes mostraram que esse efeito n\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel. Pesquisas com m\u00fasicos sugeriram que o treinamento musical cont\u00ednuo poderia neutralizar esse e outros problemas cognitivos relacionados \u00e0 idade.<\/p>\n<p>Pesquisa \u2013\u00a0Para isso, 44 adultos com idade entre 55 e 76 anos ouviram o som artificial de uma s\u00edlaba (\u201cda\u201d), enquanto os pesquisadores mediam a atividade el\u00e9trica no tronco cerebral, regi\u00e3o que fica entre a medula espinhal e o c\u00e9rebro, e processa os sons e informa\u00e7\u00f5es sensoriais.\u00a0 Com isso eles descobriram que, apesar de nenhum dos participantes ter tocado um instrumento musical em pelo menos 40 anos, os participantes que tiveram entre 4 e 14 anos de treinamento musical no in\u00edcio da vida apresentaram as respostas mais r\u00e1pidas ao som da fala.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a foi pequena, da ordem de um milissegundo, mas esse curto tempo \u00e9 significativo para o processamento cerebral. \u201cSer um milissegundo mais r\u00e1pido pode n\u00e3o parecer muito, mas o c\u00e9rebro \u00e9 muito sens\u00edvel ao tempo, e um milissegundo em milh\u00f5es de neur\u00f4nios pode fazer uma diferen\u00e7a real na vida de idosos\u201d, explica Michael Kilgard, um pesquisador da Universidade do Texas, que trabalha com a forma com a qual o c\u00e9rebro processa os sons, mas n\u00e3o estava envolvido na produ\u00e7\u00e3o deste estudo. Segundo ele, essa descoberta pode confirmar que os investimentos que fazemos em nosso c\u00e9rebro no in\u00edcio da vida continuam a oferecer resultados anos depois.<\/p>\n<p>Veja<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fato de ter estudado m\u00fasica na inf\u00e2ncia tem um efeito ben\u00e9fico sobre a forma como\u00a0o c\u00e9rebro dos idosos processa o som. 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