{"id":277708,"date":"2019-03-24T15:35:52","date_gmt":"2019-03-24T18:35:52","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=277708"},"modified":"2019-03-24T15:35:52","modified_gmt":"2019-03-24T18:35:52","slug":"tacaruna-a-fantastica-fabrica-de-promessas-vazias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/tacaruna-a-fantastica-fabrica-de-promessas-vazias\/","title":{"rendered":"Tacaruna: a fant\u00e1stica f\u00e1brica de promessas vazias"},"content":{"rendered":"<div class=\"news_heading\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"bluelight\">Por:<\/span>\u00a0<a class=\"yellowlight\" href=\"mailto:alicesouza.pe@dabr.com.br\">Alice de Souza<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"news_body\">\n<div class=\"font_change\">\n<div id=\"abanoticia\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<table class=\"image center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Foto: Tarciso Augusto\/Esp DP\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2019\/03\/24\/781488\/20190324111834666222o.JPG\" alt=\"Foto: Tarciso Augusto\/Esp DP\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"zebra\">Foto: Tarciso Augusto\/Esp DP<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div>\u201cMorreu, puxa o pano\u201d. A frase pichada em vermelho, destacada na parede de reboco descascada e tomada pelo lodo, \u00e9 s\u00f3 um informe para jogadores de paintball, mas contribui para o clima moribundo de um dos sal\u00f5es da antiga F\u00e1brica Tacaruna. No ch\u00e3o, pap\u00e9is queimados de uma campanha federal da d\u00e9cada passada remetem a um das muitas tentativas frustradas de uso do pr\u00e9dio, localizado na divisa entre Recife e Olinda. Erguido como s\u00edmbolo da pujan\u00e7a econ\u00f4mica e do desenvolvimento do Estado de Pernambuco, no s\u00e9culo 19, o im\u00f3vel \u00e9 hoje espelho da decad\u00eancia. A estrutura definha \u00e0 espera de revitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A despeito da localiza\u00e7\u00e3o privilegiada \u00e0s margens da Avenida Agamenon Magalh\u00e3es e da import\u00e2ncia arquitet\u00f4nica e hist\u00f3rica de haver sido a primeira constru\u00e7\u00e3o em concreto armado do Brasil e a primeira refinaria da Am\u00e9rica do Sul, o pr\u00e9dio vive um limbo de 27 anos em desuso que parece ter atingido o seu \u00e1pice. O im\u00f3vel de 9,5 mil metros quadrados, com amplos sal\u00f5es e seis andares, aparenta um cen\u00e1rio de guerra. Em todas as salas, o ch\u00e3o est\u00e1 destru\u00eddo.<\/p>\n<p>Os ferros das escadarias que levavam aos outros andares foram roubados, assim como as madeiras e vidros que serviam \u00e0s portas e janelas curvadas da fachada e do interior. As estruturas de elevadores se resumem buracos onde s\u00e3o jogadas roupas, pedras e camisinhas. O letreiro com o nome \u201cF\u00e1brica Tacaruna\u201d tamb\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>Sequer o gradil que protegia a entrada do im\u00f3vel resistiu. \u201cTeve um dia que o pessoal parou um caminh\u00e3o aqui e saiu colocando todos os ferros. Isso de manh\u00e3 mesmo, na frente de todo mundo. Agora n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nem subir aos outros andares\u201d, lembra o mec\u00e2nico Everaldo Oliveira, 24 anos.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"teads-inread\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div class=\"teads-ui-components-adchoices\"><\/div>\n<div class=\"teads-ui-components-label\"><\/div>\n<div id=\"teads0\" class=\"teads-player\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<table class=\"image center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" title=\"Foto: Tarciso Augusto\/Esp DP\" src=\"http:\/\/imgsapp.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2019\/03\/24\/781488\/20190324112157375312a.JPG\" alt=\"Foto: Tarciso Augusto\/Esp DP\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"zebra\">Foto: Tarciso Augusto\/Esp DP<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div>Instigado pelos amigos, ele entra no pr\u00e9dio para procurar um banner que estampava uma das paredes internas. Era uma foto dele, fruto de uma das aulas de fotografia dada aos jovens da comunidade vizinha, quando f\u00e1brica tinha destina\u00e7\u00e3o cultural. A busca, como previa Everaldo, foi frustrante. No local, est\u00e3o empilhados materiais publicit\u00e1rios da campanha do governo federal pela certid\u00e3o de nascimento de 2009.<\/p>\n<p>\u201cAqui tinham v\u00e1rios livros, deixaram muita coisa, mas tudo foi levado. H\u00e1 uns cinco anos, come\u00e7ou a destrui\u00e7\u00e3o total desse pr\u00e9dio. N\u00e3o fica nem um vigia cuidado daqui. Agora, s\u00f3 o pessoal de paintball aparece uma vez por semana, e um pessoal de grupo de moto que vem fazer apresenta\u00e7\u00e3o l\u00e1 no estacionamento\u201d, conta o ajudante de motorista Jorge Luiz, 21.<\/p>\n<p>Nos fundos do pr\u00e9dio, h\u00e1 um tanque tomado pela \u00e1gua barrenta e lixo. Dentro dele, fitas de v\u00eddeo, solas de sapato, garrafas, pneu e at\u00e9 uma estrutura de isopor de uma antiga decora\u00e7\u00e3o de carnaval. \u201cQuando a gente era menor, vinha para c\u00e1 tomar banho nesse tanque. O pessoal da comunidade at\u00e9 pensou em se juntar, fazer uma cotinha e mandar limpar\u201d, acrescenta o artes\u00e3o Eriton Santos, 18.<\/p><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Linha do tempo\u00a0<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>1895<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">F\u00e1brica Tacaruna foi Inaugurada com uma unidade industrial e uma torre, como a primeira f\u00e1brica de a\u00e7\u00facar em tabletes do Brasil.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>In\u00edcio do s\u00e9culo 20<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Espa\u00e7o \u00e9 transformado em uma refinaria de a\u00e7\u00facar da Usina Beltr\u00e3o<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>1925<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Foi transformada na Companhia Manufatora de Tecidos do Norte, depois de ser comprada pela Tecelagem Para\u00edba<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>1992<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Servi\u00e7os foram completamente desativados<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>1994<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O conjunto foi tombado pelo Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Estadual pela Funda\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Art\u00edstico e Cultural de Pernambuco (Fundarpe) e pelo Conselho Estadual de Cultura<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>1997\u00a0<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Foi realizado o primeiro evento cultural no pr\u00e9dio, uma maratona de linguagens com 48 horas de instala\u00e7\u00f5es art\u00edsticas<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>2000<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O im\u00f3vel foi comprado pelo governo de Pernambuco por R$ 14,3 milh\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o cultural<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>2001<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Foram investidos cerca de R$ 500 mil para realiza\u00e7\u00e3o de um concurso p\u00fablico de arquitetura para escolha do projeto de reforma do pr\u00e9dio. Bolsistas chegaram a viajar \u00e0 Fran\u00e7a para uma capacita\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>2003 a 2005<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ocorreu a primeira etapa da revitaliza\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio para instala\u00e7\u00e3o da F\u00e1brica Tacaruna Cultural, na qual foram gastos R$ 1,3 milh\u00e3o para recuperar toda a cobertura do edif\u00edcio central. Seria o in\u00edcio de uma sucess\u00e3o de projetos interrompidos ou nunca implantados, que acabaram consumindo recursos sem retorno para a popula\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria que se desvaneceu<\/p>\n<p><\/strong>Inaugurado em 1895, para ser a sede da Usina Beltr\u00e3o, o im\u00f3vel j\u00e1 foi de v\u00e1rios donos. Quatro anos depois de entregue foi comprado pela Cunha &amp; Gouveia, depois pela Mendes Lima &amp; Cia, em seguida pela Companhia Manufatora de Tecidos do Norte. Nessa \u00e9poca, passou a se chamar F\u00e1brica Tacaruna. De l\u00e1, eram produzidos cobertores para o mercado local at\u00e9 1992, quando foi fechada. Desde dezembro de 1994, \u00e9 tombado como Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Estadual pela Funda\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Art\u00edstico e Cultural de Pernambuco (Fundarpe) e pelo Conselho Estadual de Cultura. O t\u00edtulo por si s\u00f3 n\u00e3o foi suficiente para garantir a salvaguarda da f\u00e1brica, que vive \u00e0 espera de uma proposta de uso desde a d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p>No fim dessa d\u00e9cada, o pr\u00e9dio foi comprado pelo Governo de Pernambuco por R$ 14,5 milh\u00f5es, para a cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o cultural. A ideia remetia a uma voca\u00e7\u00e3o assumida pelo im\u00f3vel, que passou a ser palco de eventos culturais como maratonas de linguagens, shows e apresenta\u00e7\u00f5es circenses. O governo chegou a investir na cria\u00e7\u00e3o de um concurso para escolher um projeto de reforma. Enviou pessoas \u00e0 Fran\u00e7a, tentou parcerias, mas nada saiu do papel. Pelo menos tr\u00eas grandes projetos foram pensados para a f\u00e1brica.<\/p>\n<p>Em 2003, a ent\u00e3o Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura iniciou uma obra para colocar em funcionamento a F\u00e1brica Tacaruna Cultural, gastando R$ 1,3 milh\u00e3o. Haveria uma outra etapa, or\u00e7ada em R$ 5 milh\u00f5es. Em 2009, foi anunciado que o espa\u00e7o seria o Centro de Cidadania Padre Henrique, com teatros, cinema, museus. Seriam gastos R$ 45 milh\u00f5es, mas ficou no an\u00fancio. Tr\u00eas anos depois, com um or\u00e7amento de R$ 20 milh\u00f5es e capitaneado pela secretaria da Crian\u00e7a e Juventude, o projeto ressurgiu. A meta, de estar pronto para a Copa do Mundo de 2014, n\u00e3o se concretizou.<\/p>\n<p>O governo ent\u00e3o decidiu realizar uma parceria com a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para construir um centro de Engenharia, Pesquisa e Desenvolvimento de Software Automotivos, que tamb\u00e9m acabou n\u00e3o indo adiante. A reportagem procurou cinco secretarias do governo. A Secretaria de Cultura respondeu que uma proposta de restauro de im\u00f3veis tombados vai al\u00e9m da reforma e recupera\u00e7\u00e3o estrutural, passando por um plano para sua utiliza\u00e7\u00e3o. O \u00f3rg\u00e3o acrescentou, ainda, que o projeto de 2003 era de responsabilidade da secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o tem nenhum plano atual para a \u00e1rea. As secretarias de Desenvolvimento Social, Crian\u00e7a e Juventude, Turismo e Desenvolvimento Econ\u00f4mico tamb\u00e9m n\u00e3o tem projetos para a f\u00e1brica.<\/p>\n<p>A Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o afirmou, em nota, que ao longo das negocia\u00e7\u00f5es com a Fiat o projeto existente foi reorientado para funcionar dentro do Parque Tecnol\u00f3gico do Porto Digital, no bairro do Recife. A FCA respondeu que avaliou a instala\u00e7\u00e3o do centro e que o projeto teria evolu\u00eddo para um modelo descentralizado em quatro unidades.<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Projetos para a f\u00e1brica que n\u00e3o vingaram:<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Pesquisa e desenvolvimento<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Entre 2014 e 2015, o governo de Pernambuco e a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) iniciaram negocia\u00e7\u00f5es para instala\u00e7\u00e3o de um Centro de Engenharia, Pesquisa e Desenvolvimento de Software Automotivos da Fiat no Recife. O projeto seria implementado na F\u00e1brica Tacaruna como um desejo do ex-governador Eduardo Campos, mas acabou n\u00e3o vingando. Seria o quarto centro de pesquisa da empresa no mundo, com um investimento de R$ 500 milh\u00f5es. A ideia foi alvo de pol\u00eamica e nunca se concretizou. A Fiat decidiu por adotar um modelo de centro descentralizado, dividido entre quatro unidades (Paiva, Recife Antigo, Jaboat\u00e3o dos Guararapes e Goiana).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Crian\u00e7a e juventude<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em junho de 2012, o governo de Pernambuco lan\u00e7ou edital para licitar uma recupera\u00e7\u00e3o da F\u00e1brica Tacaruna or\u00e7ada em R$ 20 milh\u00f5es. Capitaneada pela Secretaria da Crian\u00e7a e Juventude na \u00e9poca, a proposta era criar um centro de forma\u00e7\u00e3o para a juventude no pr\u00e9dio, com direito a biblioteca, museu, tr\u00eas cinemas, tr\u00eas teatros, espa\u00e7o para grava\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de m\u00fasica, cinema e v\u00eddeo e at\u00e9 uma escola integral.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca foi anunciado que a ideia era que o centro estivesse em funcionamento at\u00e9 2014, tendo como horizonte a Copa do Mundo. Antes disso, em 2009, j\u00e1 sob a tutela de Crian\u00e7a e Juventude, houve um projeto para o pr\u00e9dio, intitulado \u201cCentro de Cidadania Padre Henrique\u201d, que tamb\u00e9m n\u00e3o saiu do papel.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Centro cultural<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em 2003, a ent\u00e3o secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura de Pernambuco iniciou uma obra de revitaliza\u00e7\u00e3o da F\u00e1brica Tacaruna. A obra come\u00e7ou por interven\u00e7\u00f5es no teto da estrutura, para abrigar o que seria a \u201cF\u00e1brica Tacaruna Cultural\u201d. As obras do telhado foram finalizadas em 2004, por\u00e9m o projeto cultural nunca foi conclu\u00eddo. A f\u00e1brica chegou a receber shows, exposi\u00e7\u00f5es e espet\u00e1culos teatrais e circenses, tendo sido duas vezes sede do Festival de Circo do Brasil. Bandas como Na\u00e7\u00e3o Zumbi e artistas como Ney Matogrosso chegaram a realizar shows dentro do im\u00f3vel, antes de ele se deteriorar completamente.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fonte: Di\u00e1rio de Pernambuco<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sequer o gradil que protegia a entrada do im\u00f3vel resistiu. \u201cTeve um dia que o pessoal parou um caminh\u00e3o aqui e saiu colocando todos os ferros. 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