{"id":278101,"date":"2019-03-28T12:11:01","date_gmt":"2019-03-28T15:11:01","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=278101"},"modified":"2019-03-28T12:11:01","modified_gmt":"2019-03-28T15:11:01","slug":"o-poderoso-chefao-e-a-construcao-do-mito-do-mafioso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-poderoso-chefao-e-a-construcao-do-mito-do-mafioso\/","title":{"rendered":"\u2018O Poderoso Chef\u00e3o\u2019 e a constru\u00e7\u00e3o do mito do mafioso"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Romance de Mario Puzo que consagrou a figura do \u2018cappo\u2019 por excel\u00eancia completa meio s\u00e9culo de publica\u00e7\u00e3o<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"videonoticia\" class=\"centro\">\n<figure class=\"foto  centro\">\n<div id=\"multimediaPlayer_844397807\">\n<div><a class=\"posicionador\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep02.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/03\/25\/ideas\/1553527664_046647_1553583848_noticia_fotograma.jpg\" width=\"980\" height=\"551\" \/><\/a><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">De p\u00e9 \u00e0 esquerda, Marlon Brando em uma cena de \u2018O Poderoso Chef\u00e3o\u2019 (1972), o filme inspirado no romance de Mario Puzo. Em v\u00eddeo, o trailer do filme em ingl\u00eas.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">ARNOLDO MONDADORI EDITORE<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de I\u00f1igo Dom\u00ednguez\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/inigo_dominguez_gabina\/a\/\">I\u00d1IGO DOM\u00cdNGUEZ<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><time class=\"articulo-actualizado\" datetime=\"2019-03-25T20:16:33-03:00\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias desta data\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fecha\/20190325\">25 MAR 2019 &#8211; 20:16 <abbr title=\"Brasilia Time\">BRT<\/abbr><\/a><\/time><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste m\u00eas completam-se 50 anos da publica\u00e7\u00e3o de\u00a0<em><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/04\/29\/cultura\/1493468365_450982.html\">O Poderoso Chef\u00e3o<\/a>,<\/em>\u00a0o romance de Mario Puzo, embora o verdadeiro impacto desta obra decorra do filme hom\u00f4nimo de Francis Ford Coppola, rodado tr\u00eas anos mais tarde. Normal, o romance n\u00e3o vai muito al\u00e9m. J\u00e1 se rascunhava qual era a ideia da M\u00e1fia e o estere\u00f3tipo do mafioso antes deste filme: dos 1.700 t\u00edtulos sobre a M\u00e1fia na principal base de dados cinematogr\u00e1fica da Internet, s\u00f3 uma centena data de antes de 1972, o ano de sua estreia. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso: pergunto-me qual era o modelo de sujeito dur\u00e3o antes disso. Acredito que os personagens de Humphrey Bogart: Rick em\u00a0<em>Casablanca<\/em>\u00a0(1942) ou Philip Marlowe em\u00a0<em>\u00c0 Beira do Abismo<\/em>(1946). Tanto Rick como os detetives de Hammett e Chandler eram duros, sim, e n\u00e3o tinham ilus\u00f5es sobre o mundo, de jeito nenhum; entretanto, eram movidos por um pequeno motor \u00edntimo, patente nos momentos necess\u00e1rios, uma \u00e9tica muito pessoal. Uma \u00e9tica do entreguerras, guerra e p\u00f3s-guerra onde, sem acreditar totalmente em nada, por algo se devia lutar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os anos sessenta mudaram essa refer\u00eancia. Do her\u00f3i passou-se definitivamente ao anti-her\u00f3i. N\u00e3o eram sujeitos dur\u00f5es, e sim rebeldes e sens\u00edveis, c\u00e9ticos, por\u00e9m sonhadores. Quem era o sujeito dur\u00e3o dos anos sessenta? Sei l\u00e1,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/steve_mcqueen\">Steve McQueen<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/james_dean\">James Dean<\/a>, gente no fundo vulner\u00e1vel, perdedores com gra\u00e7a. Havia James Bond, mas \u00e9 um personagem da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/guerra_fria\">Guerra Fria<\/a>. Para o mundo conservador,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/john_wayne\">John Wayne<\/a>, a encarna\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>western<\/em>, resistiu durante d\u00e9cadas. Mas em todo este desfile a m\u00e1fia \u00edtalo-americana permanecia desaparecida. Na vida real e no cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos filmes de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/hollywood\">Hollywood<\/a>, desde seus prim\u00f3rdios, o mafioso era um canalha violento, um louco \u00e1vido por dinheiro e raramente \u00edtalo-americano. Nos filmes dos anos cinquenta e sessenta, quando os chef\u00f5es de verdade compareceram a CPIs do Senado dos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/estados_unidos\">EUA<\/a>\u00a0e houve pela primeira vez refer\u00eancias mais reais, o personagem come\u00e7ou a virar um discreto empres\u00e1rio de terno e gravata e respostas ir\u00f4nicas. Mas n\u00e3o deixava de ser um caipira, um novo-rico, como o mafioso de\u00a0<em>A Hora da Vingan\u00e7a<\/em>\u00a0(Richard Brooks, 1952). Al\u00e9m disso \u2013 bons tempos aqueles \u2013 era derrubado por um jornalista, ali\u00e1s interpretado por Bogart.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\"><i>Nenhum modelo masculino de poder e dureza chegou \u00e0 altura do Chef\u00e3o neste meio s\u00e9culo. \u00c9 o \u2018Pr\u00edncipe\u2019 de Maquiavel da nossa \u00e9poca<\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que muda em 1972 com o\u00a0<em>Chef\u00e3o<\/em>\u00a0\u00e9 que este mafioso j\u00e1 \u00e9 um velho rico, cria um poderos\u00edssimo estere\u00f3tipo de sujeito de maneiras refinadas, estrategista consumado, c\u00ednico e sem escr\u00fapulos, que \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 o paradigma da M\u00e1fia como tamb\u00e9m, em maior profundidade, do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/capitalismo\">capitalismo<\/a>\u00a0e dos Estados Unidos. Por isso o estere\u00f3tipo durou tanto, porque o capitalismo se tornou cada vez mais mafioso. Don Vito est\u00e1 \u00e0 frente de uma equipe humana muito eficiente. Os detetives do cinema\u00a0<em>noir<\/em>\u00a0trabalhavam sozinhos, e Rick tinha um bar, n\u00e3o mandam nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O modelo de Don Vito e Michael Corleone pode ser rastreado a partir dos anos setenta em uma infinidade de personagens p\u00fablicos; basta ver alguns depoimentos de pol\u00edticos em julgamentos ou CPIs, tamb\u00e9m fora dos EUA. O grande chefe n\u00e3o tem nobreza, aparenta-a. Tente procurar nobreza em algum destes grandes personagens de hoje em dia; \u00e9 um valor muito em baixa. Esse foi um triunfo de\u00a0<em>O Poderoso Chef\u00e3o<\/em>: deu aos mafiosos uma p\u00e1tina aristocr\u00e1tica, de pose mitol\u00f3gica, de valores, que eles n\u00e3o tinham. Adoraram, claro, embora tenham feito o poss\u00edvel para que o filme n\u00e3o fosse rodado, pois temiam ser descobertos. Mas o mundo achou sensacional, e o filme foi muito al\u00e9m: dignificou o perfeito filho da puta, um indiv\u00edduo que, se voc\u00ea reparar, desde ent\u00e3o goza de \u00f3tima reputa\u00e7\u00e3o. Como l\u00edder de massas, CEO, treinador de futebol, diretor de jornal, apresentador agressivo de televis\u00e3o ou jovem promissor numa\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/empresas_emergentes\"><em>start-up<\/em><\/a>\u00a0ou sobre uma moto. Gente que mete medo e garante efic\u00e1cia, onde o que importa s\u00e3o os resultados. H\u00e1 algo mais capitalista que isso? (Medo e inefic\u00e1cia seriam o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/comunismo\">comunismo<\/a>.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Chef\u00e3o \u00e9 admirado como pessoa que sabe se virar em situa\u00e7\u00f5es complexas ou, como se costuma dizer nos livros de autoajuda, nos momentos de crise. \u00c9 o chefe de uma organiza\u00e7\u00e3o criminal, um pequeno detalhe que \u00e9 esquecido para extrair o que se considera digno de inveja, essa habilidade de triunfar a qualquer pre\u00e7o, conseguir o que se quer. A estiliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia e os meios duvidosos do Chef\u00e3o n\u00e3o fascinaram apenas os mafiosos, e sim a todo o g\u00eanero humano, especialmente \u00e0queles que tamb\u00e9m precisavam justific\u00e1-los em seu trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualquer um que j\u00e1 foi demitido escutou no RH essa babaquice de que &#8220;n\u00e3o \u00e9 nada pessoal&#8221;, e pior ainda quando vem do chefe de pessoal. Os executivos sorriem nos jantares dizendo que &#8220;far\u00e3o uma oferta irrecus\u00e1vel&#8221;. Os bancos contratam valent\u00f5es para trabalhos sujos, e Michael Cohen, o ex-advogado de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/donald_trump\">Donald Trump<\/a>, responde em seu depoimento no perfeito estilo de membro arrependido do cl\u00e3 Corleone.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html derecha\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\"><i>O modelo de Don Vito e Michael Corleone pode ser rastreado desde os anos setenta numa infinidade de personagens p\u00fablicos; basta ver alguns depoimentos de pol\u00edticos em julgamentos e CPIs<\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nenhum modelo masculino de poder e dureza chegou \u00e0 altura do Chef\u00e3o neste meio s\u00e9culo. Trata-se do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/O_Pr%C3%ADncipe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Pr\u00edncipe<\/em>de Maquiavel<\/a>\u00a0da nossa \u00e9poca. Assim como o livro renascentista era refer\u00eancia de Napole\u00e3o, Mussolini e L\u00eanin, o filme de Coppola \u00e9 o manual para quem quer fazer carreira e uma li\u00e7\u00e3o de vida para qualquer espectador. Dirty Harry (<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/clint_eastwood\">Clint Eastwood<\/a>), nos anos setenta, era s\u00f3 um tira solit\u00e1rio com uma pistola. Nos oitenta, Rambo (<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/silvester_stallone\">Silvester Stallone<\/a>) foi uma caricatura pat\u00e9tica. Nos noventa tivemos os criminosos simp\u00e1ticos de Tarantino. Depois chegaram os traficantes. Hoje j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 her\u00f3is nem anti-her\u00f3is, h\u00e1\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/superheroes\">super-her\u00f3is<\/a>, a proje\u00e7\u00e3o definitiva de uma impot\u00eancia. Por outro lado, os supervil\u00f5es existem na vida real, mas n\u00e3o nos ocorrem her\u00f3is de verdade que possam venc\u00ea-los. Preferimos nos consolar com filmes liberados para menores, seja\u00a0<em>Thor<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>Os Vingadores<\/em>, mas nada para um p\u00fablico adulto. \u00c9 a admiss\u00e3o de uma derrota. Outra saga de sucesso se chama, isso mesmo,\u00a0<em>Miss\u00e3o Imposs\u00edvel<\/em>, e \u00e9 tudo inveross\u00edmil. As pessoas, tomadas pelo desespero, acabam votando em partidos fascistas. Don Corleone parece invulner\u00e1vel, imbat\u00edvel. E se houver um problema, chama-se o senhor Wolf, que n\u00e3o faz perguntas e limpa a cena do crime. Um terceirizado modelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Permitam que eu ria se algu\u00e9m propuser \u2013 e certamente propor\u00e1 \u2013 que o novo modelo de poder \u00e9 feminino. Que bom, mas temo que seja uma bondosa e hilariante ilus\u00e3o imaginar que poderia ser diferente e n\u00e3o t\u00e3o assustador quanto o modelo masculino. Tomara que eu esteja errado, mas, seja homem ou mulher quem manda, creio que isto \u00e9 parte do cargo. Como dizia Maquiavel com pesar sobre o uso exclusivo de meios honestos no poder: \u201cA condi\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o o permite\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/max_weber\">Max Weber<\/a>\u00a0avisou em sua confer\u00eancia\u00a0<em>Pol\u00edtica e Voca\u00e7\u00e3o<\/em>, h\u00e1 exatamente um s\u00e9culo, em 1919: \u201cO mundo \u00e9 governado por dem\u00f4nios, e quem se deixa levar e utiliza o poder e a for\u00e7a como meios pactua com seus poderes diab\u00f3licos. Quanto a suas a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 verdade que o bem seja sempre seguido do bem, e o mal apenas do mal, pois frequentemente ocorre o contr\u00e1rio. Quem n\u00e3o v\u00ea isso est\u00e1 na inf\u00e2ncia pol\u00edtica\u201d. Encontro esta cita\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, na introdu\u00e7\u00e3o de um dos velhos e \u00edntimos volumes da Alianza Editorial de\u00a0<em>Continental Op<\/em>, de Dashiell Hammett. Menciono-o para dar uma ideia da complexidade deste nosso mundo na hora de tomar decis\u00f5es morais, onde se movimenta um detetive teimoso que n\u00e3o tem nem nome, tentando fazer um pouco de justi\u00e7a. Enquanto isso, Don Vito Corleone, com nome e sobrenomes que ningu\u00e9m esquece, fica milion\u00e1rio.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Romance de Mario Puzo que consagrou a figura do \u2018cappo\u2019 por excel\u00eancia completa meio s\u00e9culo de publica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":278102,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-278101","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/poderoso-chefao.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/278101","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=278101"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/278101\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/278102"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=278101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=278101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=278101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}