{"id":279138,"date":"2019-04-06T16:07:57","date_gmt":"2019-04-06T19:07:57","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=279138"},"modified":"2019-04-06T16:07:57","modified_gmt":"2019-04-06T19:07:57","slug":"autores-se-autocensuram-sobre-ditadura-para-nao-perder-espaco-no-mec-de-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/autores-se-autocensuram-sobre-ditadura-para-nao-perder-espaco-no-mec-de-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Autores se autocensuram sobre ditadura para n\u00e3o perder espa\u00e7o no MEC de Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Pedidos de altera\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a acontecer ainda na campanha eleitoral, antecipando o posicionamento ideol\u00f3gico do Governo que seria eleito. Em um caso termo ditadura foi suavizado. Em outro, charges foram suprimidas<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto superior foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/04\/06\/politica\/1554504245_154102_1554511283_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/04\/06\/politica\/1554504245_154102_1554511283_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/04\/06\/politica\/1554504245_154102_1554511283_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/04\/06\/politica\/1554504245_154102_1554511283_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"O ministro da educa\u00e7\u00e3o Ricardo V\u00e9lez durante audi\u00eancia na Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara.\" width=\"980\" height=\"596\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">O ministro da educa\u00e7\u00e3o Ricardo V\u00e9lez durante audi\u00eancia na Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">MARCELO CAMARGO\/AG\u00caNCIA BRASIL<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Regiane Oliveira\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/regiane_oliveira\/a\/\">REGIANE OLIVEIRA<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Na reta final das elei\u00e7\u00f5es presidenciais 2018, um movimento at\u00edpico tomou conta de ao menos quatro grandes editoras de livros did\u00e1ticos do pa\u00eds. Autores de hist\u00f3ria, muitos conceituados e com longa carreira na educa\u00e7\u00e3o, pediam para fazer modifica\u00e7\u00f5es na \u00faltima vers\u00e3o dos livros de hist\u00f3ria que iriam disputar a licita\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/component\/content\/article?id=12391:pnld\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico (PNLD)<\/a>\u00a0para o ano de 2020, voltada \u00e0 compra de obras para os anos finais do ensino fundamental (6\u00ba ao 9\u00ba ano). Os pedidos, que inclu\u00edam substituir a palavra ditadura por regime, e golpe de 64 por movimento \u2014em contraste com o recomendado pelas pr\u00f3prias diretrizes oficiais que citam ditadura civil-militar\u2014, surpreenderam at\u00e9 mesmo editores. Os pr\u00f3prios autores, antecipando o posicionamento ideol\u00f3gico do Governo Bolsonaro prestes a ser eleito, optaram pela autocensura para n\u00e3o perder espa\u00e7o potencial num mercado milion\u00e1rio.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CK3kk-mUvOECFTMIswAdeqEE8g\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/politica\/intext_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/politica\/intext_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/politica\/intext_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-google-container-id=\"d\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O EL PA\u00cdS apurou que, de ao menos tr\u00eas pedidos diretos de modifica\u00e7\u00e3o de texto para retirar o termo ditadura, um foi acatado e o livro, j\u00e1 modificado. Em um quarto caso, a peti\u00e7\u00e3o do autor foi para trocar charges de uma obra por &#8220;imagens menos impactantes&#8221; e as modifica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foram feitas. Todos os envolvidos falaram com a reportagem em condi\u00e7\u00e3o de anonimato por causa da delicadeza do tema no momento em que a gest\u00e3o bolsonarista redobra a aposta na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/04\/05\/politica\/1554419295_939718.html\">estrat\u00e9gia negacionista sobre a ditadura<\/a>, apoiada principalmente pelo ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Ricardo V\u00e9lez, que, segundo o pr\u00f3prio presidente,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/04\/05\/politica\/1554475050_902132.html\">est\u00e1 amea\u00e7ado de demiss\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e9lez afirmou ao\u00a0<em>Valor Econ\u00f4mico<\/em>\u00a0nesta semana que o pa\u00eds deve\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/04\/04\/politica\/1554334968_202816.html\">mudar os livros did\u00e1ticos para &#8220;resgatar uma vers\u00e3o da hist\u00f3ria mais ampla&#8221;<\/a>\u00a0sobre o per\u00edodo de 1964 a 1985. Mas o clima nas editoras mostra que talvez nem seja necess\u00e1rio uma mudan\u00e7a formal. \u201cMuitos autores t\u00eam sua principal renda vinda do programa do livro did\u00e1tico, a preocupa\u00e7\u00e3o em reduzir a cr\u00edticas \u00e9 uma estrat\u00e9gia para sobreviver ao Governo Bolsonaro&#8221;, diz um editor, que frisa que a autocensura n\u00e3o \u00e9 ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os profissionais do setor dizem que o cen\u00e1rio \u00e9 de inseguran\u00e7a tanto quanto ao futuro do trabalho quanto sobre a qualidade do material publicado. \u201cFomos orientados para reduzir a cr\u00edtica nas publica\u00e7\u00f5es\u201d, conta um editor. \u201cEscolhemos imagens menos impactantes, evitando charges, por exemplo, que exageram o problema para fazer a cr\u00edtica\u201d, explica outro.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Editoras negam modifica\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Questionadas, as maiores fornecedoras do\u00a0<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/component\/content\/article?id=12391:pnld\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico (PNLD)<\/a>\u00a0mant\u00eam um discurso neutro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demandas do Governo Bolsonaro. As editoras Somos Educa\u00e7\u00e3o (grupo Kroton), FTD e IBEP afirmam que n\u00e3o houve nenhuma mudan\u00e7a no material did\u00e1tico enviado para o edital do PNLD 2020 e que n\u00e3o h\u00e1 planos de mudar terminologia sobre a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/dictadura_brasilena\">ditadura<\/a>\u00a0nas obras de seus portf\u00f3lios. Todas afirmam seguir o que determina as\u00a0<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/sinaes\/195-secretarias-112877938\/seb-educacao-basica-2007048997\/13867-diretrizes-curriculares-nacionais-para-a-educacao-basica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Diretrizes Curriculares Nacionais<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"http:\/\/basenacionalcomum.mec.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Base Nacional Comum Curricular (BNCC)<\/a>, que define o conjunto de aprendizagens essenciais para todos os alunos no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A BNCC determina que no 9\u00ba ano, o ensino de hist\u00f3ria contemple o tema da \u201cModerniza\u00e7\u00e3o, ditadura civil-militar e redemocratiza\u00e7\u00e3o: o Brasil ap\u00f3s 1946\u201d. O objetivo \u00e9 trabalhar a ditadura e os processos de resist\u00eancia, bem como os processos que levaram a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Espera-se que os alunos sejam capazes de identificar e compreender o processo que resultou na ditadura civil-militar brasileira, discutam quest\u00f5es relacionadas \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 justi\u00e7a sobre as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos cometidas pelos militares no per\u00edodo, discutam processos de resist\u00eancia e reorganiza\u00e7\u00e3o da sociedade, bem como o papel da mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade nos anos finais da ditadura, at\u00e9 a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o recebemos nenhuma instru\u00e7\u00e3o oficial sobre a mudan\u00e7a na abordagem do tema. A orienta\u00e7\u00e3o que seguimos \u00e9 a da BNCC homologada\u201d, afirma C\u00e9lia de Assis, diretora editorial da IBEP. \u201cTamb\u00e9m n\u00e3o temos projeto ou obras que tratem da ditadura militar como regime ou movimento\u201d, lembra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota, a Somos Educa\u00e7\u00e3o, dona das marcas \u00c1tica, Scipione, Saraiva e Atual, afirma que \u201cpreza pela pluralidade e liberdade de compreens\u00e3o de seus autores, promovendo a manuten\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o neutra de seus conte\u00fados\u201d. E reitera que \u201cnenhuma obra publicada passou por algum tipo de ajuste, e no que se refere \u00e0 historiografia, respeita e veicula em seus materiais o resultado dos mais recentes estudos nessa \u00e1rea\u201d. A assessoria da Moderna afirmou que havia tempo h\u00e1bil para responder ao questionamento at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem. A FTD por sua vez, afirmou que possui autores, em todas as \u00e1reas do conhecimento, totalmente atualizados com o que existe de mais recente em termos de pesquisa acad\u00eamica, alinhados, tamb\u00e9m, com todos os documentos oficiais que pautam a educa\u00e7\u00e3o brasileira.\u201d<\/p>\n<div class=\"teads-adCall\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 a primeira vez que a autocensura rondou o PNLD e o tamanho do programa federal explica a precau\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 a antecipa\u00e7\u00e3o. \u201cHavia muita expectativa quanto ao PNLD 2019, 2020 e 2021, mas com a chegada de uma nova mentalidade, estes programas foram colocados em xeque tanto do ponto de vista pr\u00e1tico, quanto ideol\u00f3gico\u201d, afirma um editor. \u201cDesde a LDB de 96, no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fernando_henrique_cardoso\">Governo FHC<\/a>, temos um desenvolvimento s\u00f3lido do programa do livro did\u00e1tico, que foi interrompido no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/michel_temer\">Governo Temer<\/a>\u201d, avalia outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O PNLD 2019, que est\u00e1 sendo entregue este ano nas escolas p\u00fablicas, determinou as regras para a aquisi\u00e7\u00e3o de material did\u00e1tico a estudantes e professores dos anos iniciais do ensino fundamental (1\u00ba ao 5\u00ba ano). As cole\u00e7\u00f5es compradas no edital s\u00e3o de livros consum\u00edveis, que significa que os alunos n\u00e3o precisar\u00e3o devolv\u00ea-los no final do ano letivo. As restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias da Educa\u00e7\u00e3o, no entanto, abrem a possibilidade de um novo cen\u00e1rio. \u201cDiscute-se a possibilidade de convocar um edital para compra de novos livros n\u00e3o-consum\u00edveis para o 4\u00ba e 5\u00ba anos. Isto vai significar que as editoras ter\u00e3o que refazer os livros, mesmo com uma expectativa menor de receita\u201d, conta um editor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fnde.gov.br\/programas\/programas-do-livro\/consultas\/editais-programas-livro\/item\/11555-edital-pnld-2020\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">PNLD 2020,<\/a>\u00a0as editoras entregaram as obras para avalia\u00e7\u00e3o em outubro de 2018. A expectativa \u00e9 que o resultado das avalia\u00e7\u00f5es sa\u00edsse em maio, para que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE) pudesse publicar o guia do livro did\u00e1tico, onde professores escolheriam as obras que chegariam na escola em 2020. Por\u00e9m, a triagem das obras foi liberada apenas no final de mar\u00e7o. E, consultado pelo EL PA\u00cdS, o MEC n\u00e3o sabe informar quando as avalia\u00e7\u00f5es ser\u00e3o finalizadas. \u201cNos bastidores, j\u00e1 avisaram que o resultado as avalia\u00e7\u00f5es podem nem sair neste ano, e que as compras ser\u00e3o feitas apenas no ano que vem\u201d, conta um dos editores.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Atraso no edital do MEC<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O PNLD 2021, para a compra de material did\u00e1tico do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/educacion_secundaria\">ensino m\u00e9dio<\/a>, \u00e9 o que apresenta maior d\u00favida. H\u00e1 muita expectativa para este material, j\u00e1 que ser\u00e1 a primeira vez que vir\u00e1 com a proposta de ensino integrado em \u00e1reas do conhecimento (linguagens, matem\u00e1tica, ci\u00eancias da natureza e ci\u00eancias humanas e sociais) e n\u00e3o mais por disciplinas como \u00e9 feito atualmente. A proposta da BNCC do ensino m\u00e9dio, homologada pelo Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE) no final do Governo Temer, sob duras cr\u00edticas. \u201cEla n\u00e3o passou pelo crivo da sociedade civil como a BNCC do ensino fundamental, por isso \u00e9 considerada menos leg\u00edtima\u201d, explica um editor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo assim, as editoras estavam se preparando para as mudan\u00e7as. \u201cAs editoras criaram uma estrutura para atender o movimento pela interdisciplinaridade no ensino m\u00e9dio, que \u00e9 mais dif\u00edcil. Ele vem de v\u00e1rias conquistas para tratar de estudos de g\u00eanero na escola, sexualidade, e abordagens cr\u00edticas quanto a ditadura. E estes movimentos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/11\/14\/internacional\/1542229156_126326.html\">n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos pela ideologia do Governo Bolsonaro<\/a>\u201d, avalia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O edital j\u00e1 deveria ter sido publicado, segundo a previs\u00e3o do mercado. O MEC afirma, no entanto, que ele est\u00e1 sob avalia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea t\u00e9cnica. \u201cAcreditamos que este edital n\u00e3o saia neste ano\u201d, diz uma fonte ouvida pelo EL PA\u00cdS. Al\u00e9m de um ministro na corda bamba, h\u00e1 desorganiza\u00e7\u00e3o em outros escal\u00f5es da pasta, com demiss\u00f5es de quadros t\u00e9cnicos deixando um v\u00e1cuo de fun\u00e7\u00f5es-chave, como a Secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com um editor, cada empresa investe entre 1,3 milh\u00e3o e 1,5 milh\u00e3o de reais para fazer uma cole\u00e7\u00e3o e disputar um edital do PNLD. As maiores editoras chegam a apresentar cerca de 20 cole\u00e7\u00f5es por edital. \u201cH\u00e1 toda uma estrutura montada para atender este neg\u00f3cio. Mas a partir de maio, quando fecharemos os livros para o mercado privado, muitos editores ficar\u00e3o sem trabalho, pois a expectativa \u00e9 que estiv\u00e9ssemos trabalhando nos materiais para o ensino m\u00e9dio. Teremos demiss\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro editor diz que ainda existe a possibilidade de o MEC fazer uma recompra do material de ensino m\u00e9dio que foi aprovado no PNLD 2019. \u201cMas isto nunca aconteceu, porque algumas disciplinas s\u00e3o din\u00e2micas, como geografia socioecon\u00f4mica e hist\u00f3ria contempor\u00e2nea, e precisam ser atualizadas com mais frequ\u00eancia\u201d, explica. Por que as editoras n\u00e3o v\u00eam \u00e0 publico para reclamar da instabilidade nos neg\u00f3cios gerada pela falta de decis\u00e3o no MEC? \u201cTodos reclamam em f\u00f3runs privados, mas ningu\u00e9m quer se indispor com o Governo.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedidos de altera\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a acontecer ainda na campanha eleitoral, antecipando o posicionamento ideol\u00f3gico do Governo que seria eleito. Em um caso termo ditadura foi suavizado. 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