{"id":280823,"date":"2019-04-23T08:25:28","date_gmt":"2019-04-23T11:25:28","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=280823"},"modified":"2019-04-23T08:25:28","modified_gmt":"2019-04-23T11:25:28","slug":"eles-publicaram-os-proprios-livros-e-descobriram-nao-precisar-de-editoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/eles-publicaram-os-proprios-livros-e-descobriram-nao-precisar-de-editoras\/","title":{"rendered":"Eles publicaram os pr\u00f3prios livros e descobriram n\u00e3o precisar de editoras"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Autopublica\u00e7\u00e3o, que atrai at\u00e9 famosos como Paulo Coelho, ganha espa\u00e7o com crise do mercado editorial.<\/h2>\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Autores mais lidos de plataformas como o Kindle chegam a ganhar 50.000 reais em um m\u00eas<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto superior foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/04\/04\/cultura\/1554386818_937931_1554483450_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/04\/04\/cultura\/1554386818_937931_1554483450_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/04\/04\/cultura\/1554386818_937931_1554483450_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/04\/04\/cultura\/1554386818_937931_1554483450_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Eles publicaram os pr\u00f3prios livros e descobriram n\u00e3o precisar de editoras\" width=\"980\" height=\"589\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Rodolfo Borges\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/rodolfo_lira_prado_borges\/a\/\">RODOLFO BORGES<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"autor-perfiles\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_1|apoyos\" class=\"sumario_apoyos derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">John Kennedy Toole ganhou o pr\u00eamio Pulitzer de fic\u00e7\u00e3o de 1981 por\u00a0<em>A Confederacy of Dunces<\/em>\u00a0(Uma confraria de tolos), mas n\u00e3o p\u00f4de celebrar. Doze anos antes, o autor do livro que se tornaria uma refer\u00eancia de Nova Orleans tinha tirado a pr\u00f3pria vida, sem conseguir lidar com a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/12\/03\/cultura\/1543856663_494210.html\">rejei\u00e7\u00e3o do editor Robert Gottlieb<\/a>\u00a0a sua obra. A tr\u00e1gica hist\u00f3ria de Toole, conhecida porque sua m\u00e3e persistiu anos depois no projeto de publicar o livro, soa distante numa \u00e9poca em que \u00e9 poss\u00edvel publicar livros por conta pr\u00f3pria sem qualquer custo\u00a0\u2014 e quando faz\u00ea-lo pode ser at\u00e9 melhor (e mais rent\u00e1vel) do que aguardar por editoras que possivelmente n\u00e3o teriam tempo ou dinheiro para sequer avali\u00e1-los.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CIjf4OOM5uECFdRpwQodKXQOSQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A economista Eliana Cardoso, j\u00e1 com dois livros de fic\u00e7\u00e3o publicados pela Companhia das Letras, chegou a buscar uma editora para publicar o terceiro,\u00a0<em>Dama de paus<\/em>. Diante da negativa, partiu para o Kindle Direct Publishing (KDP), plataforma de autopublica\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/amazon\">Amazon<\/a> que chegou ao Brasil em 2012. Meses depois, a escritora recebeu a not\u00edcia de que tinha ganhado o concurso anual promovido pela gigante do varejo desde 2016 no Brasil. &#8220;\u00c9 um luxo ter o livro revisto e editado por uma grande editora. Por outro lado, a autopublica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do KDP \u00e9 uma sa\u00edda espetacular&#8221;, celebra Cardoso, que embolsou o pr\u00eamio de 30.000 reais e ver\u00e1 seu livro impresso pela editora Nova Fronteira. Ela conta que o aplicativo de edi\u00e7\u00e3o disponibilizado pela Amazon \u00e9 muito f\u00e1cil de usar, que o processo n\u00e3o apresenta nenhum custo para o autor e que cabe a ele definir o valor a ser cobrando, do qual ele pode ficar com at\u00e9 70% do pre\u00e7o de capa \u2014 as editoras costumam repassar cerca de 10% para seus autores por livros f\u00edsicos e 25% pelos digitais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O neg\u00f3cio \u00e9 t\u00e3o bom que at\u00e9 escritores de grande sucesso, como Paulo Coelho, publicam seus livros pela plataforma. Enquanto a Companhia das Letras distribui seus livros f\u00edsicos no Brasil, os e-books s\u00e3o vendidos diretamente pela Amazon em todo o mundo (com exce\u00e7\u00e3o dos EUA), o que lhe permite ficar com 35% do valor de cada volume, j\u00e1 que a venda n\u00e3o \u00e9 exclusiva da Amazon. Gerente para o KDP da Amazon no Brasil, Talita Taliberti destaca que outros sucessos liter\u00e1rios, como M\u00e1rio Sergio Cortella e Augusto Cury, tamb\u00e9m j\u00e1 publicaram pela ferramenta, e diz que da lista dos 100 livros mais vendidos pela empresa no Brasil, em torno de 30 costumam ser de autopublica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre eles dificilmente n\u00e3o estar\u00e1 um livro de Nana Pauvolih, uma professora que trocou as aulas de hist\u00f3ria pelo sucesso liter\u00e1rio (e financeiro) em 2013. Em seu segundo m\u00eas de KDP, a autora de literatura er\u00f3tica j\u00e1 ganhava mais do que nos seus dois empregos como professora, nas redes p\u00fablica e privada do Rio de Janeiro. O sucesso de livros como\u00a0<em>A coleira<\/em>\u00a0e de s\u00e9ries como\u00a0<em>Reden\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0acabou chamando a aten\u00e7\u00e3o da agente liter\u00e1ria Luciana Villas-Boas, que fez a ponte da autora com editoras como Rocco e Planeta, que hoje publicam suas obras. Sete anos depois de come\u00e7ar a publicar suas hist\u00f3rias em blogs, Pauvolih conta 29 livros, 25 deles autopublicados, e mais de 100.000 e-books vendidos\u00a0\u2014 al\u00e9m disso, a mencionada s\u00e9rie\u00a0<em>Reden\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0est\u00e1 para virar miniss\u00e9rie da Rede Globo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autores de sucesso como Nana Pauvolih podem ganhar at\u00e9 20.000 reais mensais, com picos de 50.000 reais em um bom m\u00eas de lan\u00e7amento, mas precisam se empenhar na divulga\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias obras, ressalva Janice Diniz, outra autora independente de sucesso. Ex-professora de portugu\u00eas, a autora de livros sobre hist\u00f3rias com cowboys como\u00a0<em>Casamento sem amor<\/em>\u00a0calcula em cerca de 48 os seus t\u00edtulos publicados. &#8220;Publico m\u00eas sim, m\u00eas n\u00e3o. S\u00f3 no \u00faltimo ano [2018], quando tive de escrever para a Happer Collins, que eu fiquei tr\u00eas meses sem publicar&#8221;, conta.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Hoje, Diniz publica pelo selo Harlequin da editora, com quem tem contrato at\u00e9 2020, mas diz que vive bem desde 2015 apenas com os rendimentos da autopublica\u00e7\u00e3o. \u201cPeguei todas as fases do preconceitos. De autora independente, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 literatura er\u00f3tica e ao livro digital\u201d, lembra a autora, que come\u00e7ou sua carreira liter\u00e1ria pagando para imprimir seus livros. &#8220;Era invi\u00e1vel. N\u00e3o tinha lucros, s\u00f3 gastos. E eu ainda comecei com uma trilogia. Tinha de manter um estoque dos dois primeiros e ainda pagar pela impress\u00e3o do terceiro&#8221;, conta. Ela estava quase desistindo de se tornar escritora quando surgiu a possibilidade de publicar em meio digital.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Hoje, Janice Diniz conta com o aux\u00edlio de tr\u00eas amigas para administrar os cerca de 100 grupos de Facebook utilizados para divulgar sua obra, que, para ela, est\u00e1 acomodada confortavelmente na plataforma de publica\u00e7\u00e3o da Amazon. A escritora diz que at\u00e9 tentou utilizar outra op\u00e7\u00e3o, a Kobo Writing Life, mas o fato de os valores das vendas serem repassados aos autores apenas duas vezes por ano a afastou \u2014 j\u00e1 o KDP repassa os valores mensalmente e ainda remunera os autores por p\u00e1gina lida, a partir de um fundo global que hoje gira em torno de 88 milh\u00f5es de reais. A efici\u00eancia da Amazon, cujo servi\u00e7o de venda direta chegou ao Brasil neste ano, contrasta com a crise do mercado editorial brasileiro.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Mercado editorial<\/h3>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">No ano passado, Saraiva e Livraria Cultura, duas da maiores redes de varejo de livros do pa\u00eds pediram recupera\u00e7\u00e3o judicial \u2014 a Cultura, ali\u00e1s, \u00e9 a representante da plataforma Kobo no Brasil. O mesmo ocorreu com a distribuidora BookPartners. Al\u00e9m disso, a rede de livrarias Laselva, que tinha pedido recupera\u00e7\u00e3o judicial em 2013, enfim decretou fal\u00eancia em 2018. A crise obviamente reverbera nas editoras, que n\u00e3o recebem os pagamentos devidos. Quando pediu recupera\u00e7\u00e3o judicial, a Saraiva informou \u00e0 Justi\u00e7a ter uma d\u00edvida de 675 milh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Foi nesse contexto que a editora Cosac Naify fechou as portas melancolicamente em 2015. Um ano depois, em mais uma demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a, a Amazon comprou parte do passivo, de 230.000 livros, e poupou a falida editora do fardo de estoc\u00e1-los, mas n\u00e3o do desconforto de lidar com as not\u00edcias de que a outra parte do acervo teria de ser destru\u00edda e transformada em aparas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Ao\u00a0<a href=\"http:\/\/www.blogdacompanhia.com.br\/conteudos\/visualizar\/Cartas-de-amor-aos-livros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">lamentar em seu blog<\/a>\u00a0os &#8220;dias mais dif\u00edceis&#8221; para os livros no Brasil, o presidente do Grupo Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, escreveu em novembro do ano passado que &#8220;as editoras ficaram sem 40% ou mais dos seus recebimentos&#8221; por conta da crise nas redes de livrarias. &#8220;Passei por um dos piores momentos da minha vida pessoal e profissional quando, pela primeira vez em 32 anos, tive que demitir seis funcion\u00e1rios que faziam parte da Companhia h\u00e1 tempos&#8221;, escreveu o editor, acrescentando linhas depois: &#8220;Numa reuni\u00e3o para prestar esclarecimentos sobre aquele triste e in\u00e9dito acontecimento, uma funcion\u00e1ria me perguntou se as demiss\u00f5es se limitariam \u00e0quelas seis. Com sinceridade e a voz embargada, disse que n\u00e3o tinha como garantir&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Numa situa\u00e7\u00e3o dessas, n\u00e3o \u00e9 de se espantar que um autor estreante como J. L. Amaral tenha buscado ref\u00fagio na autopublica\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s trabalhar 20 anos como banc\u00e1rio, esse publicit\u00e1rio por forma\u00e7\u00e3o resolveu parar tudo para tentar uma carreira liter\u00e1ria. Em janeiro de 2017, enviou seu\u00a0<em>Entre pontos<\/em>\u00a0para cinco editoras. Em setembro daquele ano, como n\u00e3o tinha recebido nenhuma resposta, resolveu publicar o livro por conta pr\u00f3pria, no KDP. Tr\u00eas meses depois, estava entre os finalistas do Pr\u00eamio Kindle daquele ano. \u201cEnquanto o mercado n\u00e3o se estabilizar, vai ser dif\u00edcil ter um espa\u00e7o \u00e0 sombra\u201d, constata o autor, que publicou\u00a0<em>Borboletas azuis<\/em>\u00a0pela mesma plataforma no ano passado e, enquanto escreve o terceiro livro, tenta aprimorar sua forma\u00e7\u00e3o como escritor e roteirista.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Em contraste com as redes f\u00edsicas de livros, os ambientes virtuais t\u00eam celebrado crescimento. A Amazon n\u00e3o revela seus n\u00fameros, mas s\u00f3 no pr\u00eamio promovido neste ano foram 1.500 livros inscritos. O Clube de Leitores, que permite publicar livros digitais e f\u00edsicos, diz lan\u00e7ar 40 obras por dia em sua plataforma e celebrou no ano passado um crescimento de 30%, como registra o portal Publishnews. A Bibliomundi, outra plataforma digital, publicou 931 livros no ano passado e diz que dobrou seus registros de autores independentes. S\u00e3o poucos, contudo, os que conseguem andar com as pr\u00f3prias pernas no mundo da literatura. Eliana Cardoso, que ganhou o \u00faltimo Pr\u00eamio Kindle, confessa expectativa quando \u00e0 rela\u00e7\u00e3o que pode vir a desenvolver com a Nova Fronteira ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>Dama de paus<\/em>, mas seu pr\u00f3ximo projeto liter\u00e1rio, um livro infantil, j\u00e1 tem destino certo: o Kindle Direct Publishing. \u201cA Nova Fronteira n\u00e3o est\u00e1 trabalhando nesta \u00e1rea, e o KDP oferece um aplicativo s\u00f3 para livros infantis\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autopublica\u00e7\u00e3o, que atrai at\u00e9 famosos como Paulo Coelho, ganha espa\u00e7o com crise do mercado editorial.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":280824,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-280823","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/descartes.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/280823","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=280823"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/280823\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/280824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=280823"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=280823"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=280823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}