{"id":281434,"date":"2019-04-29T06:37:59","date_gmt":"2019-04-29T09:37:59","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=281434"},"modified":"2019-04-29T06:37:59","modified_gmt":"2019-04-29T09:37:59","slug":"em-que-acreditam-os-ateus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/em-que-acreditam-os-ateus\/","title":{"rendered":"Em que acreditam os ateus?"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>As pesquisas revelam que a religi\u00e3o perde influ\u00eancia, mas isso n\u00e3o significa o fim do monote\u00edsmo<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto superior foto_w980\"><a class=\"enlace\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/04\/16\/ciencia\/1555405829_509552.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/04\/16\/babelia\/1555405829_509552_1555504883_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/04\/16\/babelia\/1555405829_509552_1555504883_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/04\/16\/babelia\/1555405829_509552_1555504883_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/04\/16\/babelia\/1555405829_509552_1555504883_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de Fran Polido.\" width=\"980\" height=\"599\" \/><span class=\"boton_ampliar\">Ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Fran Polido.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Juan Arnau Navarro\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/juan_maria_arnau_navarro\/a\/\">JUAN ARNAU NAVARRO<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A frase \u201c<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/11\/05\/ciencia\/1446717405_450204.html\">Sou ateu, gra\u00e7as a Deus<\/a>\u201d \u00e9 atribu\u00edda a Bu\u00f1uel e tem as duas qualidades que S\u00f3crates reivindicava para a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/filosofia\">filosofia<\/a>: ironia e mai\u00eautica. A primeira \u00e9 evidente, faz rir; a segunda joga luz sobre uma ideia do pensamento v\u00e9dico e dos m\u00edsticos crist\u00e3os (B\u00f6hme, Eckart): embora voc\u00ea se esforce em neg\u00e1-lo, Ele mesmo (ou ela mesma, se falamos da consci\u00eancia) torna poss\u00edvel a sua nega\u00e7\u00e3o. Por Ele existe algo em vez de nada (Leibniz), por ela \u00e9 poss\u00edvel o amor intelectual ao divino (Spinoza), \u00fanico modo de tocar o eterno. Mas todas essas s\u00e3o vis\u00f5es do passado. Hoje, a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/religion\">forma mais genu\u00edna de ser religioso<\/a> \u00e9 ser ateu (Panikkar).<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CNSm2I6A9eECFVRowQodWGwKQg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/ciencia\/intext_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/ciencia\/intext_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/ciencia\/intext_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-google-container-id=\"d\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um livro recente, Siete Tipos de Ate\u00edsmo (sete tipos de ate\u00edsmo), de John Gray, analisa o complexo legado das tradi\u00e7\u00f5es ateias. Gray n\u00e3o deixa pedra sobre pedra. Dos fi\u00e9is da f\u00e9 laica no progresso at\u00e9 as grandes teorias da evolu\u00e7\u00e3o social, de Spencer a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/karl_marx\">Marx<\/a>. A morte de Deus deixa um lugar vazio para diversos \u00eddolos: os del\u00edrios positivistas de Auguste Comte, o exagerado recato racionalista de Stuart Mill, o magnetismo animal de Mesmer e algumas opini\u00f5es de Kant e Voltaire: \u201cO\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/racismo\">racismo<\/a>\u00a0e o antissemitismo emanam de cren\u00e7as centrais do Iluminismo.\u201d Exemplos mais pr\u00f3ximos: o ultraindividualismo de Ayn Rand, os delirantes memes de Richard Dawkings e o trans-humanismo que almeja al\u00e7ar a mente ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/seccion\/tecnologia\">ciberespa\u00e7o<\/a>. Todos eles projetos de autodeifica\u00e7\u00e3o, seja do indiv\u00edduo ou da sociedade. Gray considera que a cren\u00e7a na esp\u00e9cie humana como \u201cagente coletivo\u201d, que se prop\u00f5e grandes projetos e os realiza na hist\u00f3ria, \u00e9 um mito herdado do monote\u00edsmo. Ou a humanidade (ou um setor dela) brinca de Deus, ou os humanos acabam se transformando em deuses.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Os del\u00edrios e alucina\u00e7\u00f5es que antes se associavam ao sagrado desembocam agora no social<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dif\u00edcil definir o ate\u00edsmo e condens\u00e1-lo numa \u00fanica f\u00f3rmula. Compartilho a antipatia de Gray ante certo\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/09\/08\/ciencia\/1441706579_830162.html\">ate\u00edsmo opressivo e claustrof\u00f3bico<\/a>\u00a0que reproduz as manias do monote\u00edsmo. Talvez isso se deva a que os valores tenham algo de gen\u00e9tico, e n\u00e3o podemos abrir m\u00e3o de tudo o que herdamos e respiramos na inf\u00e2ncia, seja a favor ou contra. Inimigo implac\u00e1vel do cristianismo,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/friederich_nietzsche\">Nietzsche<\/a>\u00a0foi tamb\u00e9m um pensador crist\u00e3o. Via no animal humano uma necessidade de reden\u00e7\u00e3o; o niilismo era evit\u00e1vel se f\u00f4ssemos capazes de criar o sentido perdido ap\u00f3s a morte de Deus. O \u00dcbermensch [Al\u00e9m-homem] devia desempenhar essa fun\u00e7\u00e3o, compar\u00e1vel \u00e0 do redentor. Gray \u00e9 um ateu encantado por viver num mundo sem deuses ou com um deus inomin\u00e1vel. Mas se declara inimigo do ateu militante que, embora negue s\u00ea-lo, \u00e9 o pior crente de todos, tedioso e pouco inspirador (o nada n\u00e3o precisa de propaganda), e resgata ateus como Santayana, que amava a religi\u00e3o, ou como Schopenhauer, cujo \u00fanico deus era a m\u00fasica. Curiosamente, o livro perde um pouco de seu brilhantismo quando fala deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo bar\u00f4metro do Centro de Pesquisas Sociol\u00f3gicas (CIS) indica uma porcentagem hist\u00f3rica de n\u00e3o crentes na Espanha, at\u00e9 27%, chegando a quase 50% no caso dos jovens. Podemos viver sem\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/iglesias\">igrejas<\/a>, \u00e9 certo, mas podemos viver sem religi\u00e3o? As religi\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o teorias do universo, e sim tentativas de dar sentido \u00e0 experi\u00eancia. Se nos atemos \u00e0 etimologia, podemos viver sem estar religados ao mundo e \u00e0 paisagem? Em sua defini\u00e7\u00e3o do religioso, os antrop\u00f3logos recorreram ao conceito do sagrado. A religi\u00e3o n\u00e3o era uma quest\u00e3o de cren\u00e7as (em um Criador, nos milagrosos ou nos benef\u00edcios da ora\u00e7\u00e3o), mas de pr\u00e1ticas sociais. O enfoque deixou claro que os sacerdotes n\u00e3o podiam definir a religi\u00e3o, passando a consider\u00e1-la um artefato cultural com pelo menos tr\u00eas elementos: literatura sagrada, comunidade sagrada e pr\u00e1ticas rituais.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html derecha\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Os \u00eddolos tradicionais saem do templo enquanto entram outros, como o trabalho e a p\u00e1tria<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durkheim adotou o funcionalismo, e o sagrado passou a ser um fator de coes\u00e3o social. Mas, desde\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/isaac_newton\">Newton<\/a>, o est\u00edmulo da ci\u00eancia vinha desalojando o sagrado da vida civil. Marx o transformou em um narc\u00f3tico idiotizante, Freud em uma neurose, e o sagrado, t\u00e3o arraigado na psique humana, sentiu-se encurralado. Ent\u00e3o deixou de apontar para uma transcend\u00eancia para se voltar sobre si mesmo, sobre o social. Essa \u00e9 a tese de Roberto Calasso em La Actualidad Innombrable (a atualidade inomin\u00e1vel). A era moderna vive ensimesmada com o social. Para Marcel Mauss, isso era claro: \u201cSe os deuses, cada um em seu momento, saem do templo e se tornam profanos, vemos que o relativo \u00e0 pr\u00f3pria sociedade humana (a p\u00e1tria, a propriedade, o trabalho, o indiv\u00edduo) entra no templo progressivamente.\u201d As sociedades seculares modernas se rendem ao culto de si mesmas. S\u00e3o sociedades autocentradas, que n\u00e3o olham al\u00e9m de seu pr\u00f3prio ordenamento e n\u00e3o buscam modelos no cosmos ou na fisiologia, e sim na pr\u00f3pria hist\u00f3ria e suas institui\u00e7\u00f5es, declara\u00e7\u00f5es e conquistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a sociedade completamente secularizada \u00e9 a menos secularizada de todas, pois todos os del\u00edrios, fantasmagorias e alucina\u00e7\u00f5es que antes se associavam ao sagrado desembocam agora no social. A religi\u00e3o do nosso tempo \u00e9 a \u201creligi\u00e3o da sociedade\u201d.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|html\" class=\"sumario_html derecha\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Um indiv\u00edduo que negue o Criador pode afirmar, no entanto, que o divino est\u00e1 em todas as partes<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ernst Bloch \u00e9 um bom exemplo de ateu que invoca concep\u00e7\u00f5es monote\u00edstas. Fil\u00f3sofo das utopias e esperan\u00e7as, de prosa telegr\u00e1fica e esmerada (brinca de esconde-esconde com o leitor), ele recorre ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/la_biblia\">Antigo Testamento<\/a>\u00a0em busca das sementes do ate\u00edsmo.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/11\/05\/ciencia\/1446717405_450204.html\">\u201cS\u00f3 um ateu pode ser um bom crist\u00e3o\u201d<\/a>, afirma. Frente \u00e0 religi\u00e3o do Deus original, ele escolhe o Deus futuro do \u00caxodo. \u201cEu serei o que serei.\u201d A sar\u00e7a ardente revela o sonho do incondicionado, cujo caminhar culmina no bolchevismo. Muito na linha de outro livro, Sobre la Religi\u00f3n (sobre a religi\u00e3o), onde Marx a coloca \u201cante o tribunal da filosofia\u201d (hegeliana). Ap\u00f3s seu fracasso como modelo pol\u00edtico, o n\u00e1ufrago do marxismo regressa como espectro da tradi\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica e clama justi\u00e7a para todos, aqui e agora. Marx considera que a ideia de Deus surge na hist\u00f3ria porque a vida \u00e9 assediada pela mis\u00e9ria, mas esse Deus tem uma natureza ilus\u00f3ria e s\u00f3 existe na mente de seus fi\u00e9is (n\u00e3o nos esque\u00e7amos de que Marx identifica o real com o material). Os deuses s\u00e3o sempre locais: se tivesse nascido na \u00cdndia, onde o mental tem mais realidade que o material, Marx teria sido considerado um escritor piedoso. E foi, em certo sentido, n\u00e3o tanto por postular uma l\u00f3gica da hist\u00f3ria que culmina com a revolu\u00e7\u00e3o (reden\u00e7\u00e3o), mas porque essa B\u00edblia subterr\u00e2nea sobre a qual fala Bloch, que ressurge uma e outra vez no Ocidente em forma de prefigura\u00e7\u00e3o ut\u00f3pica, \u00e9 um fen\u00f4meno mental (ou de consci\u00eancia pol\u00edtica, como quiserem). Ambos os livros se complementam com uma documentada Historia del Ateismo Femenino en Occidente (hist\u00f3ria do ate\u00edsmo feminino no Ocidente), cuja finalidade \u00e9 desmentir o preconceito de que as mulheres n\u00e3o participaram da cren\u00e7a de que Deus n\u00e3o existe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santayana amava a religi\u00e3o, mas deplorava o monote\u00edsmo beligerante e proselitista, que pretendia impor seu modelo \u00e0 diversidade dos povos. Se dissecamos um conjunto qualquer de valores, logo veremos que nem sempre s\u00e3o coerentes entre si. N\u00e3o apenas \u00e9 imposs\u00edvel que todos os seres humanos vivam de acordo com uma mesma moral, mas tamb\u00e9m a ideia de uma moral \u00fanica est\u00e1 cheia de perigos e contradi\u00e7\u00f5es. Nenhum conjunto de cren\u00e7as ou pr\u00e1ticas vale para todo mundo, sejam individuais ou sociais. Manter essa postura faz aparecer o fantasma do relativismo. Mas o valor \u00e9 sempre algo relativo \u00e0 vida, uma dignidade que pode adquirir uma coisa a um ser vivo e, para isso, deve se ajustar \u00e0s necessidades vitais. Os valores n\u00e3o podem vir dos fatos, pois sem eles n\u00e3o poder\u00edamos sequer perceber; tampouco podem ser objetivos, porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel abstra\u00ed-los dos organismos que nos sustentam. Nesse sentido, a ironia, o humor e o pensamento n\u00f4made s\u00e3o eficazes ante ruidosos dogmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fritz Mauthner, cuja hist\u00f3ria do ate\u00edsmo foi livro de cabeceira de Samuel Beckett, afirmava que os ateus deviam prescindir n\u00e3o da cren\u00e7a em Deus, mas da pr\u00f3pria ideia de Deus, como propunha Eckhart. Nesse sentido, a teologia negativa se aproxima do ate\u00edsmo do sil\u00eancio, um ate\u00edsmo contemplativo que abre m\u00e3o de supostos melhoradores do mundo. Curiosamente, um ateu que negue o Criador pode afirmar que o divino est\u00e1 em todas as partes, embora nada possa se dizer sobre isso. \u00c9 como voltar \u00e0 origem, quando o primeiro fil\u00f3sofo, Tales de Mileto, deixou dito que tudo estava cheio de deuses.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pesquisas revelam que a religi\u00e3o perde influ\u00eancia, mas isso n\u00e3o significa o fim do monote\u00edsmo<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":281435,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-281434","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ateu.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281434","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=281434"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281434\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/281435"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=281434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=281434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=281434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}