{"id":286217,"date":"2019-06-13T14:53:16","date_gmt":"2019-06-13T17:53:16","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=286217"},"modified":"2019-06-13T14:53:16","modified_gmt":"2019-06-13T17:53:16","slug":"maconha-ja-era-fumada-ha-2-500-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/maconha-ja-era-fumada-ha-2-500-anos\/","title":{"rendered":"Maconha j\u00e1 era fumada h\u00e1 2.500 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Encontrados restos de cannabis em tumbas na \u00c1sia Central com mais pot\u00eancia que as plantas silvestres<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Miguel \u00c1ngel Criado\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/miguel_angel_criado_asien\/a\/\">MIGUEL \u00c1NGEL CRIADO<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\" style=\"text-align: justify;\"><a class=\"enlace\" style=\"text-decoration: none; margin: 0px; padding: 0px; border: none; font: inherit; vertical-align: baseline; box-sizing: border-box; background-color: transparent; color: #016ca2; touch-action: manipulation; position: relative; display: block;\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/06\/12\/ciencia\/1560325693_718056.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/12\/ciencia\/1560325693_718056_1560382053_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/12\/ciencia\/1560325693_718056_1560382053_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/12\/ciencia\/1560325693_718056_1560382053_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/06\/12\/ciencia\/1560325693_718056_1560382053_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Um dos braseiros, \u00e0 esquerda, encontrados em uma dezena de tumbas do cemit\u00e9rio de Jirzankal, na cordilheira do Pamir, na China.\" width=\"980\" height=\"594\" \/><\/a><a class=\"enlace\" style=\"text-decoration: none; margin: 0px; padding: 0px; border: none; font: inherit; vertical-align: baseline; box-sizing: border-box; background-color: transparent; color: #016ca2; touch-action: manipulation; position: relative; display: block;\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/06\/12\/ciencia\/1560325693_718056.html\"><span class=\"boton_ampliar\">Ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Um dos braseiros, \u00e0 esquerda, encontrados em uma dezena de tumbas do cemit\u00e9rio de Jirzankal, na cordilheira do Pamir, na China.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">XINHUA WU<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_4|apoyos\" class=\"sumario_apoyos derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">O historiador da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/antigua_grecia\">Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica<\/a>\u00a0Her\u00f3doto de Halicarnaso escreveu em suas\u00a0<em>Hist\u00f3rias<\/em> o seguinte sobre os guerreiros da estepe: \u201cDo mencionado c\u00e2nhamo tomam, ent\u00e3o, a semente os citas impuros e contaminados por algum enterro jogando-a aos punhados sobre as pedras penetradas pelo fogo, enquanto eles ficam dentro de sua estufa. A semente levanta uma fuma\u00e7a cheirosa e desprende tanto vapor que n\u00e3o h\u00e1 estufa alguma entre os gregos que supere isso. Ao mesmo tempo, os citas gritam de prazer, como se estivessem se banhando em \u00e1gua de rosas e esta fun\u00e7\u00e3o lhes serve de banho, porque nunca se habituaram a tomar banho\u201d. O estudo dos braseiros encontrados a leste da m\u00edtica C\u00edtia confirma agora o que foi escrito h\u00e1 2.450 anos pelo pai da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Em 2013, arque\u00f3logos chineses desenterraram um cemit\u00e9rio em Jirzankal, no extremo oeste da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/china\/a\">China<\/a>. Situado a mais de 3.000 metros de altitude, no planalto do Pamir, encontraram at\u00e9 agora mais de 30 tumbas. A data\u00e7\u00e3o por diferentes meios situa os enterros entre 2.560 e 2.370 anos. O cemit\u00e9rio, vinculado talvez ao zoroastrismo, tem v\u00e1rias peculiaridades: \u00e9 formado por fileiras de pedras brancas e pretas alternadas. Nas tumbas, tamb\u00e9m cobertas por camadas circulares de pedras das duas cores, foram encontradas pequenas harpas, contas de vidro e, em uma dezena delas, pequenos braseiros de madeira, alguns com pedras queimadas, tamb\u00e9m em branco e preto<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Aparentemente, e com exce\u00e7\u00e3o das pedras queimadas, dentro dos braseiros n\u00e3o havia nada. Mas uma olhada mais atenta na superf\u00edcie interna e nos seixos descobriu a presen\u00e7a de restos org\u00e2nicos que n\u00e3o eram da madeira. Combinando duas t\u00e9cnicas de an\u00e1lise qu\u00edmica (cromatografia gasosa e espectrometria de massa, GC-MS), os cientistas puderam estudar 20 miligramas de p\u00f3 coletados nos braseiros e em v\u00e1rias pedras. Em todas as amostras identificaram a presen\u00e7a de canabinol (CBN), canabidiol (CBD) e canabiciclol (CBL), tr\u00eas componentes da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/marihuana\">maconha<\/a>.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\" dir=\"ltr\">Her\u00f3doto j\u00e1 escreveu sobre como os citas produziam fuma\u00e7a arom\u00e1tica de c\u00e2nhamo usando pedras quentes<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\u201cS\u00e3o as amostras mais antigas de cannabis fumada\u201d, diz em um e-mail o pesquisador da Universidade da Academia de Ci\u00eancias Chinesa e coautor do estudo, Yimin Yang. Os cachimbos s\u00f3 chegaram a esta regi\u00e3o vindos da Am\u00e9rica muitos s\u00e9culos depois, ent\u00e3o a inala\u00e7\u00e3o da fuma\u00e7a devia ser feita como Her\u00f3doto descreveu. Colocavam partes da planta no braseiro e sobre elas dispunham as pedras aquecidas no fogo at\u00e9 que a fuma\u00e7a subisse. \u201cPodemos dizer com alto grau de certeza que usavam a cannabis em algum tipo de ritual funer\u00e1rio\u201d, comenta durante uma teleconfer\u00eancia o diretor do laborat\u00f3rio de paleoetnobot\u00e2nica do Instituto Max Planck de Ci\u00eancias da Hist\u00f3ria Humana (IMPCHH) (Alemanha) e coautor do estudo, Robert Spengler.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Plantas de maconha da mesma \u00e9poca j\u00e1 haviam sido encontradas em s\u00edtios arqueol\u00f3gicos relativamente pr\u00f3ximos. Em 2016, por exemplo, no cemit\u00e9rio de Jiayi, em um antigo o\u00e1sis de caravanas, foi desenterrado um cad\u00e1ver coberto com longos caules de maconha (ver fotografia). \u201cMas s\u00e3o de culturas diferentes. Enquanto o cemit\u00e9rio de Jiayi pertence \u00e0 cultura subeixi, o de Jirzankal poderia estar relacionado com os citas\u201d, diz Yang.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A ideia dominante entre os cientistas \u00e9 que o c\u00e2nhamo foi domesticado em grandes \u00e1reas da \u00c1sia, mas para usos diferentes, h\u00e1 mil\u00eanios. Existem refer\u00eancias de seu uso como alimento (suas sementes), para a obten\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e como fibra, em particular os caules, para confeccionar tecidos. Mas ainda n\u00e3o havia evid\u00eancias claras de seu uso como subst\u00e2ncia psicoativa. \u201cDo Pamir at\u00e9 a depress\u00e3o de Turfan (onde est\u00e1 o cemit\u00e9rio de Jiayi), o c\u00e2nhamo era muito popular para fins rituais, mas n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que os habitantes de Jiayi fumavam cannabis, assim, em ambos os cemit\u00e9rios a usavam de forma diferente\u201d, comenta Yang.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/06\/12\/ciencia\/1560325693_718056_1560358091_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/06\/12\/ciencia\/1560325693_718056_1560358091_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/06\/12\/ciencia\/1560325693_718056_1560358091_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/06\/12\/ciencia\/1560325693_718056_1560358091_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Pesquisadores chineses encontraram caules de maconha usados quase como um sud\u00e1rio em uma tumba no antigo o\u00e1sis de caravanas de Turfan. Com cerca de 2.500 anos, permitiu comparar sua composi\u00e7\u00e3o com os restos encontrados nos braseiros.\" width=\"980\" height=\"643\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Pesquisadores chineses encontraram caules de maconha usados quase como um sud\u00e1rio em uma tumba no antigo o\u00e1sis de caravanas de Turfan. Com cerca de 2.500 anos, permitiu comparar sua composi\u00e7\u00e3o com os restos encontrados nos braseiros.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">HONGEN JIANG<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">O estudo, publicado pela\u00a0<em>Science Advances<\/em>, vai mais longe. A partir da an\u00e1lise das amostras, os pesquisadores conclu\u00edram que o composto mais presente \u00e9 o canabinol. Trata-se de um produto da decomposi\u00e7\u00e3o por oxida\u00e7\u00e3o do componente mais psicoativo da maconha, chamado tetrahidrocanabinol (THC). Entre as variedades silvestres, apenas algumas encontradas no Afeganist\u00e3o cont\u00eam altos n\u00edveis de THC de forma natural, sendo o CBD (que n\u00e3o \u00e9 psicotr\u00f3pico e sim medicinal) o mais abundante na cannabis silvestre. No entanto, quase n\u00e3o encontraram sinal do CBD nos braseiros. Como os habitantes de Jirzankal conseguiam uma maconha mais potente? Acaso ou domestica\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<div class=\"teads-inread\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div class=\"teads-ui-components-credits\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA planta do c\u00e2nhamo foi domesticada h\u00e1 pelo menos 3.500 anos no leste da \u00c1sia, provavelmente como uma oleaginosa\u201d, lembra Spengler. Mas aqui o fizeram para fumar maconha. \u201cOs seres humanos sempre buscaram plantas silvestres que pudessem ter efeitos no corpo humano, especialmente efeitos psicoativos\u201d, acrescenta. Mas a domestica\u00e7\u00e3o no leste levou a um c\u00e2nhamo com baixos n\u00edveis de THC. \u201cO que deixa em aberto a quest\u00e3o de saber se havia uma variedade silvestre com altos n\u00edveis que os humanos de alguma forma descobriram ou se algum processo causou um aumento na produ\u00e7\u00e3o desses produtos qu\u00edmicos na planta\u201d, conclui Spengler.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A qu\u00edmica da Universidade do Pa\u00eds Basco Aresatz Usobiaga, n\u00e3o relacionada com o estudo, lembra que \u201cas propor\u00e7\u00f5es dos diferentes canabinoides podem mudar de acordo com as condi\u00e7\u00f5es ambientais, mesmo que sejam da mesma variedade\u201d. \u00c9 o que foi comprovado em v\u00e1rios experimentos de laborat\u00f3rio. E \u00e9 o que os autores da pesquisa sugerem para o que pode ter acontecido em Jirzankal. A regi\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de altitude, baixas temperaturas relativas, disponibilidade de \u00e1gua e maior radia\u00e7\u00e3o ultravioleta que podem ter estressado as plantas que, em resposta, produziriam maiores concentra\u00e7\u00f5es de THC e, portanto, uma maconha mais potente.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\" dir=\"ltr\">N\u00e3o se sabe se os povoadores do Pamir encontraram uma variedade de maconha mais potente ou se foi resultado de um processo de domestica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A diretora do IMPCHH, Nicole Boivin, n\u00e3o acredita que os que foram enterrados em Jirzankal com essa maconha fossem citas como os descritos por Her\u00f3doto. Acredita que faziam parte de uma rede de com\u00e9rcio por toda a Eur\u00e1sia que estava emergindo, uma primeira vers\u00e3o da rota da seda: \u201cO que vemos em Jirzankal tem mais a ver com os processos de protoglobaliza\u00e7\u00e3o que acabaram conectando todo o mundo. Outras drogas e estimulantes viajaram mais tarde em rotas como esta, provocando a globaliza\u00e7\u00e3o do tabaco, do ch\u00e1, do caf\u00e9 e de outras drogas de uso cotidiano<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores chineses encontraram caules de maconha usados quase como um sud\u00e1rio em uma tumba no antigo o\u00e1sis de caravanas de Turfan. 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