{"id":287347,"date":"2019-06-26T08:01:47","date_gmt":"2019-06-26T11:01:47","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=287347"},"modified":"2019-06-26T08:01:47","modified_gmt":"2019-06-26T11:01:47","slug":"estudo-revela-os-segredos-de-os-girassois-de-van-gogh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estudo-revela-os-segredos-de-os-girassois-de-van-gogh\/","title":{"rendered":"Estudo revela os segredos de \u2018Os Girass\u00f3is\u2019, de Van Gogh"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>A an\u00e1lise mais profunda do famoso quadro do pintor revela a coragem de sua busca de todos os tons poss\u00edveis de amarelo, mas tamb\u00e9m seu delicado estado de conserva\u00e7\u00e3o<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Isabel Ferrer\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/isabel_ferrer\/a\/\">ISABEL FERRER<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/06\/20\/actualidad\/1561032533_223741_1561032741_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/06\/20\/actualidad\/1561032533_223741_1561032741_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/06\/20\/actualidad\/1561032533_223741_1561032741_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/06\/20\/actualidad\/1561032533_223741_1561032741_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"girasoles van gogh\" width=\"980\" height=\"600\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">A artista Charlotte Caspers compara a reprodu\u00e7\u00e3o das cores originais com o estado atual da pintura.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">MUSEU VAN GOGH<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/vincent_van_gogh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vincent Van Gogh<\/a>\u00a0estava convencido de que\u00a0<em>Os Girass\u00f3is<\/em>, um de seus quadros mais famosos, dos quais fez cinco vers\u00f5es entre 1888 e 1889, seria sua marca registrada. \u201cO girassol \u00e9 meu\u201d, escreveu a seu irm\u00e3o em 1889, quando j\u00e1 estava experimentando com a flor havia tr\u00eas anos. O que ele n\u00e3o podia prever \u00e9 que suas telas tamb\u00e9m mudariam a percep\u00e7\u00e3o da pintura floral holandesa. Principalmente a da S\u00e9culo de Ouro, com seus vasos repletos de variedades que chamam a aten\u00e7\u00e3o por seu colorido, perfei\u00e7\u00e3o e quietude. As naturezas-mortas do s\u00e9culo XVII eram de excepcional qualidade, mas os humildes girass\u00f3is do artista t\u00eam movimento.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div class=\"teads-ui-components-credits\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o sucesso popular posterior, seu inimigo \u00e9 o tempo: os pigmentos perdem seus matizes, e a pesquisa mais exaustiva j\u00e1 feita sobre os m\u00e9todos de trabalho do pintor e o estado de sua obra, apresentada na \u00faltima quinta-feira no museu dedicado ao artista em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/amsterdam\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Amsterd\u00e3<\/a>, contribuir\u00e1 para conserv\u00e1-la, porque n\u00e3o voltar\u00e1 a ser emprestada, devido \u00e0 sua fragilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vers\u00e3o de\u00a0<em>Os Girass\u00f3is<\/em>\u00a0exibida na sala do museu \u00e9 uma das cinco de sua etapa na Proven\u00e7a francesa, quando tinha se mudado de Paris para Arles. O estudo cient\u00edfico e hist\u00f3rico do quadro, agora publicado, come\u00e7ou em 2016, e a grande vantagem \u00e9 que n\u00e3o foi invasivo. Com t\u00e9cnicas digitais para observar a tela em profundidade, testes de laborat\u00f3rio sobre o envelhecimento da cor e uma restaura\u00e7\u00e3o respeitosa que s\u00f3 retirou uma camada de cera que tinha um aspecto leitoso, \u201cfoi poss\u00edvel ver que o amarelo sobre amarelo utilizado resulta de misturas muito complexas e elaboradas de pigmentos, alguns dos quais perderam for\u00e7a\u201d. \u201cOs toques lil\u00e1s das flores e de sua assinatura no vaso se tornaram azuis com o passar do tempo e a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz. Tudo envelhece. Esse quadro tamb\u00e9m\u201d, adverte Nienke Bakker, curadora da exposi\u00e7\u00e3o Van Gogh e os Girass\u00f3is, organizada no centro holand\u00eas. A obra domina a montagem, mas os outros 23 quadros, aquarelas e desenhos que a acompanham tra\u00e7am o caminho da explos\u00e3o final de uma \u00fanica cor.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/06\/20\/actualidad\/1561032533_223741_1561033266_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/06\/20\/actualidad\/1561032533_223741_1561033266_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/06\/20\/actualidad\/1561032533_223741_1561033266_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"'Os girass\u00f3is' visto por tr\u00e1s, de onde pode ser observado o peda\u00e7o de madeira acrescentado na parte superior.\" width=\"360\" height=\"465\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">&#8216;Os girass\u00f3is&#8217; visto por tr\u00e1s, de onde pode ser observado o peda\u00e7o de madeira acrescentado na parte superior.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">MUSEO VAN GOGH<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a pintura pendurada no meio da sala, foi aberta uma esp\u00e9cie de janela para mostrar a parte de tr\u00e1s do quadro. Van Gogh chegou a Arles cansado da intensa vida parisiense, onde as naturezas-mortas florais eram muito apreciadas, e come\u00e7ou a pint\u00e1-las com a inten\u00e7\u00e3o de vend\u00ea-las. \u201cNaquela \u00e9poca, os girass\u00f3is n\u00e3o eram encontrados em grandes campos semeados, mas em jardins, canteiros e vasos em bairros como Montmartre. Em Arles ele j\u00e1 tinha experi\u00eancia floral, e experimentou com o amarelo dourado, esverdeado, avermelhado e cobre. Era uma demonstra\u00e7\u00e3o de per\u00edcia, coragem e dom\u00ednio do of\u00edcio, que lhe valeu a admira\u00e7\u00e3o de outros artistas e de seu colega franc\u00eas\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/paul_gauguin\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Paul Gauguin<\/a>, com quem trocou quadros\u201d, acrescenta a especialista. E esse desafio, que o pr\u00f3prio Van Gogh intu\u00eda que poderia torn\u00e1-lo famoso, como ele indicou a seu irm\u00e3o Theo, levou-o a n\u00e3o reparar no tamanho da tela. \u201cQuando ele percebe que os girass\u00f3is n\u00e3o cabem, corta uma ripa de madeira, cola essa ripa na parte superior e pinta em cima. A tela n\u00e3o chega e a pincelada amarela est\u00e1 em cima da madeira, por isso mostramos a obra por tr\u00e1s.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 Van Gogh em estado febril puro, e um gesto que deu muitas dores de cabe\u00e7a aos restauradores, que colocaram, retiraram e voltaram a colocar a ripa. Hoje, a conclus\u00e3o de todos os especialistas reunidos em torno de\u00a0<em>Os Girass\u00f3is<\/em>\u00a0\u00e9 categ\u00f3rica: \u201cN\u00e3o pode mais sair do museu. \u00c9 muito fr\u00e1gil, e conserv\u00e1-la tem esse pre\u00e7o\u201d.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|despiece\" class=\"sumario_despiece centro\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">AMIGOS, APESAR DE TUDO<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das lendas mais arraigadas sobre Vincent Van Gogh \u00e9 sua falta de amigos, devido \u00e0 sua dedica\u00e7\u00e3o absoluta ao trabalho. \u201cN\u00e3o \u00e9 verdade. Ele se dava bem com seus colegas pintores, e em Paris frequentavam os mesmos c\u00edrculos. Mas seu temperamento n\u00e3o devia ser f\u00e1cil\u201d, aponta Nienke Bakker, curadora da mostra dedicada a\u00a0<em>Os Girass\u00f3is<\/em>, sua obra emblem\u00e1tica, no museu de Amsterd\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 verdadeira a hist\u00f3ria de que Van Gogh convidou Paul Gauguin a passar uma temporada com ele em 1888, em uma casa de fachada amarela que ele tinha alugado em Arles, e pendurou duas vers\u00f5es do quadro em seu quarto. Admirado, Gauguin lhe pediu um de presente, mas sem sucesso. N\u00e3o se entenderam e, em um arrebatamento, Van Gogh cortou sua orelha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar desse incidente sangrento incidente e de sua posterior separa\u00e7\u00e3o, mantiveram a amizade, e o quadro\u00a0<em>Os Girass\u00f3is<\/em>\u00a0guardado na Holanda era um presente para Gauguin que nunca chegou a ser dado.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A an\u00e1lise mais profunda do famoso quadro do pintor revela a coragem de sua busca de todos os tons poss\u00edveis de amarelo, mas tamb\u00e9m seu delicado estado de conserva\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":287348,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-287347","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/quardo-gogh.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287347","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=287347"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287347\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/287348"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=287347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=287347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=287347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}