{"id":287754,"date":"2019-06-30T11:07:36","date_gmt":"2019-06-30T14:07:36","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=287754"},"modified":"2019-06-30T11:07:36","modified_gmt":"2019-06-30T14:07:36","slug":"bolsonaro-e-um-dos-populistas-mais-proximos-do-fascismo-que-ja-vi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/bolsonaro-e-um-dos-populistas-mais-proximos-do-fascismo-que-ja-vi\/","title":{"rendered":"\u201cBolsonaro \u00e9 um dos populistas mais pr\u00f3ximos do fascismo que j\u00e1 vi\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>O especialista argentino, que lan\u00e7a seu ensaio \u2018Do Fascismo ao Populismo na Hist\u00f3ria\u2019, mostra sua preocupa\u00e7\u00e3o com o surgimento de &#8220;um novo populismo que combina o neoliberalismo com ran\u00e7o fascista<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div id=\"compartir_social\" class=\"compartir-social\">\n<button id=\"superior_twit\" class=\"boton_twitter\" title=\"Twittear\"><\/button><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Antonio Pita\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/antonio_pita_jimeno\/a\/\">ANTONIO PITA<\/a><\/span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/06\/27\/actualidad\/1561664077_032428_1561743250_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/06\/27\/actualidad\/1561664077_032428_1561743250_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/06\/27\/actualidad\/1561664077_032428_1561743250_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2019\/06\/27\/actualidad\/1561664077_032428_1561743250_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Federico Finchelstein, nesta sexta-feira em Madri.\" width=\"980\" height=\"534\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\" style=\"text-align: justify;\"><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Federico Finchelstein, nesta sexta-feira em Madri.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">KIKE PARA<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu a aguentei durante um tempo, at\u00e9 que n\u00e3o pude mais e lhe disse que seu marido n\u00e3o governava com os votos do povo, e sim com a imposi\u00e7\u00e3o de uma vit\u00f3ria [militar]. A gorda n\u00e3o gostou nada&#8221;. A\u00a0<em>gorda<\/em>\u00a0era Carmen Polo, esposa do ditador espanhol\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/francisco_franco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Francisco Franco<\/a>. A autora da frase \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/eva_peron\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Eva Per\u00f3n<\/a>, a tot\u00eamica Evita, esposa do presidente argentino\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/tag\/juan_domingo_peron\/a\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Juan Domingo Per\u00f3n<\/a>\u00a0(1946-55 e 1973-74). O caso, ocorrido durante uma visita da primeira-dama argentina \u00e0 Espanha, em 1947, aparece no livro\u00a0<em>Del Fascismo al Populismo en la Historia<\/em>, o ensaio rec\u00e9m-publicado do historiador argentino Federico Finchelstein, e ilustra uma de sua tese centrais: que o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/populismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">populismo<\/a>\u00a0est\u00e1 na raiz do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fascismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fascismo<\/a>, mas o primeiro \u00e9 intrinsecamente democr\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o h\u00e1 fascismo sem\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/dictadura\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ditadura<\/a>, nem populismo sem elei\u00e7\u00f5es. E isto n\u00e3o \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, tem a ver com uma experi\u00eancia de democratiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que surge sobretudo logo depois da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/segunda_guerra_mundial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Segunda Guerra Mundial<\/a>\u00a0e vai chegando a outros pa\u00edses. N\u00e3o h\u00e1 ditadores populistas. Quando deixa de haver elei\u00e7\u00f5es reais, dever\u00edamos falar de ditadura, n\u00e3o de populismo&#8221;, afirma ao EL PA\u00cdS o historiador Finchelstein (Buenos Aires, 1975), professor da New School for Social Research e do Eugene Lang College, de Nova York, e autor de v\u00e1rias obras sobre fascismo, populismo e o Holocausto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para apresentar seu livro nesta sexta-feira na Casa Am\u00e9rica de Madri, Finchelstein cruzou o Atl\u00e2ntico em sentido inverso ao das suas ideias oito d\u00e9cadas antes. Logo ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, com uma Europa abrindo os olhos para o alcance do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nazismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">horror nazista<\/a>, e com a \u00c1frica e \u00c1sia majoritariamente imersas no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/colonialismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">colonialismo<\/a>\u00a0ou sob regimes de partido \u00fanico autorit\u00e1rio, a Am\u00e9rica Latina era o ber\u00e7o natural dessa &#8220;reformula\u00e7\u00e3o&#8221; do fascismo que \u00e9 o populismo, argumenta. &#8220;Era o \u00fanico lugar onde os fascismos n\u00e3o tinham perdido a legitimidade e havia um marco democr\u00e1tico. N\u00e3o h\u00e1 nada de especial na Am\u00e9rica Latina naquele sentido&#8221;, observa. Primeiro foi o peronismo, em 1946. Pouco depois, o regime de Get\u00falio Vargas (1951) no Brasil. Ambos percorreram um caminho similar: chegar ao poder a partir da ditadura e a destru\u00edram por dentro para criar uma democracia. &#8220;O fascismo, nos casos mais paradigm\u00e1ticos, que s\u00e3o a Alemanha e a It\u00e1lia, chega ao poder atrav\u00e9s da democracia e cria uma ditadura. O populismo faz o contr\u00e1rio&#8221;, observa, sobre seus in\u00edcios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o se tornou mais complexa nas d\u00e9cadas seguintes, com populismos em diferentes continentes \u2013 tanto de esquerda como de direita \u2013 articulados em torno dos mesmos elementos: a identifica\u00e7\u00e3o entre l\u00edder e povo, o culto semirreligioso ao dirigente, a substitui\u00e7\u00e3o das categorias ideol\u00f3gicas cl\u00e1ssicas pela dicotomia entre os de cima e os de baixo (&#8220;meus sujinhos&#8221;, como os chamava Evita), o menosprezo pelos opositores e a imprensa cr\u00edtica&#8230; Finchelstein cita os casos, com modelos neoliberais, de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/carlos_menem\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carlos Menem<\/a>\u00a0na Argentina,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/silvio_berlusconi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Silvio Berlusconi<\/a>\u00a0na It\u00e1lia e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fernando_collor_de_mello\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Collor de Mello<\/a>\u00a0no Brasil. Ou, da esquerda ou com estampa social, dos Kirchner, de novo na Argentina, e de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/hugo_chavez\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hugo Ch\u00e1vez<\/a>\u00a0na Venezuela. Entretanto, opina o especialista, &#8220;o que havia de populismo na Venezuela se perdeu, e estamos falando de formas que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas de uma ditadura&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em alguns casos, o populismo significou ao mesmo tempo &#8220;uma amplia\u00e7\u00e3o e uma limita\u00e7\u00e3o de direitos&#8221;. Um &#8220;pacote&#8221;, nas palavras do especialista, pelo que &#8220;os pobres s\u00e3o menos pobres e os ricos menos ricos&#8221;, mas o l\u00edder &#8220;\u00e9 o \u00fanico dono da verdade, e aqueles que n\u00e3o est\u00e3o de acordo passam a ser definidos n\u00e3o s\u00f3 como opositores pol\u00edticos, mas tamb\u00e9m como o antipovo. Isto soa muito fascista porque tem origens fascistas&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trump e Bolsonaro, uma tend\u00eancia que preocupa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo do livro o nome de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/donald_trump\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Donald Trump<\/a>\u00a0aparece com frequ\u00eancia como exemplo de uma tend\u00eancia que preocupa Finchelstein: a emerg\u00eancia de &#8220;um novo populismo que combina o neoliberalismo com ran\u00e7o fascista&#8221;. &#8220;N\u00e3o \u00e9 uma volta do parafuso nem um c\u00edrculo completo, mas, embora a hist\u00f3ria do populismo, \u00e0 esquerda ou \u00e0 direita, sempre tenha a ideia de reformular a democracia em termos autorit\u00e1rios sem voltar \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o fascista, estes novos populistas fazem uma tentativa expl\u00edcita de voltar a elementos centrais da tradi\u00e7\u00e3o fascista: racismo, viol\u00eancia pol\u00edtica e, em casos como o de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/jair_messias_bolsonaro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bolsonaro<\/a>\u00a0e Trump, elogios te\u00f3ricos da ditadura&#8221;. O presidente brasileiro \u00e9, acrescenta, &#8220;um dos populistas mais pr\u00f3ximos ao fascismo que j\u00e1 vi&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/racismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">racismo<\/a>\u00a0foi justamente uma das diferen\u00e7as entre os populismos de esquerda e os de direita. Os primeiros &#8220;t\u00eam uma vis\u00e3o de povo que \u00e9 autorit\u00e1ria, mas que permite ser aceito se a pessoa estiver de acordo. Nos de direita, o povo tamb\u00e9m \u00e9 constru\u00eddo por coisas que a pessoa n\u00e3o decide, como a cor da pele&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finchelstein recorre ao seu pa\u00eds para exemplificar como o populismo \u00e9 mais um continente que um conte\u00fado, uma esp\u00e9cie de gaveta onde cabem diferentes categorias, como os torcedores de um time que n\u00e3o viram a casaca se o treinador e o estilo de jogo mudarem. Ou, como disse recentemente o l\u00edder sindical Hugo Moyano: &#8220;Os peronistas s\u00e3o assim, um dia dizemos uma coisa, e depois outra&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O caso da Argentina \u00e9 quase esquizofr\u00eanico&#8221;, sentencia o especialista. &#8220;O peronismo foi o ve\u00edculo para diferentes express\u00f5es de democracia autorit\u00e1ria: de ultraesquerda; nacionalista e popular, como o kirchnerismo; liberal, como Menem&#8230;&#8221;. Sua for\u00e7a, d\u00e9cadas depois, \u00e9 indiscut\u00edvel. Para as elei\u00e7\u00f5es de outubro, o presidente\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/mauricio_macri\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mauricio Macri<\/a>\u00a0\u2013 cujo estilo Finchelstein define como &#8220;populismo light&#8221; \u2013 escolheu um peronista conservador como n\u00famero dois. Seu principal rival \u00e9 uma chapa peronista com\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cristina_fernandez_de_kirchner\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cristina Fern\u00e1ndez de Kirchner<\/a>\u00a0como candidata a vice. A terceira candidatura tamb\u00e9m \u00e9 peronista. &#8220;Praticamente n\u00e3o h\u00e1 nenhum programa. Pedem que confiemos em um personagem ou outro. Nas propostas das tr\u00eas candidaturas n\u00e3o aparece um tema t\u00e3o central como a despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto&#8221;, lamenta.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O especialista argentino, que lan\u00e7a seu ensaio \u2018Do Fascismo ao Populismo na Hist\u00f3ria\u2019, mostra sua preocupa\u00e7\u00e3o com o surgimento de &#8220;um novo populismo que combina o neoliberalismo com ran\u00e7o fascista<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":287755,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,10],"tags":[],"class_list":["post-287754","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-politica"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/frederico.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287754","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=287754"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287754\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/287755"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=287754"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=287754"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=287754"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}