{"id":288764,"date":"2019-07-10T07:12:44","date_gmt":"2019-07-10T10:12:44","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=288764"},"modified":"2019-07-10T07:12:44","modified_gmt":"2019-07-10T10:12:44","slug":"o-que-pode-estar-por-tras-do-alto-indice-de-autismo-entre-criancas-brasileiras-no-japao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-que-pode-estar-por-tras-do-alto-indice-de-autismo-entre-criancas-brasileiras-no-japao\/","title":{"rendered":"O que pode estar por tr\u00e1s do alto \u00edndice de autismo entre crian\u00e7as brasileiras no Jap\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"byline__name\">Ewerthon Tobace<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/5B4E\/production\/_90047332_autismo_japao_arianne5.jpg\" alt=\"Arianne e a filha Hayenne, que ainda n\u00e3o pode frequentar a escola por causa do diagn\u00f3stico de autismo\" width=\"976\" height=\"700\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span>Arianne e a filha Hayenne, que ainda n\u00e3o pode frequentar a escola por causa do diagn\u00f3stico<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\" style=\"text-align: justify;\">Faz dois anos que Hayenne n\u00e3o frequenta uma escola regular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A garota brasileira de nove anos, que mora em Hamamatsu, na prov\u00edncia japonesa de Shizuoka, \u00e9 educada por volunt\u00e1rios enquanto a m\u00e3e, Arianne Hayasaka, de 33 anos, trava uma batalha provar que a filha n\u00e3o \u00e9 autista, diferentemente do atestado pelos profissionais contratados pelo munic\u00edpio para identificar crian\u00e7as com necessidades especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso de Hayenne n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. Segundo dados do governo do pa\u00eds asi\u00e1tico, compilados por um grupo de ativistas e divulgados pela ONG Servi\u00e7o de Assist\u00eancia aos Brasileiros no Jap\u00e3o (Sabja), 6,15% dos alunos brasileiros teriam autismo &#8211; entre os japoneses, o \u00edndice \u00e9 de 1,49%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa propor\u00e7\u00e3o muito maior de diagn\u00f3sticos de autismo entre os filhos de brasileiros criou pol\u00eamica e motivou cr\u00edticas at\u00e9 do governo brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os profissionais de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o conseguem explicar as raz\u00f5es para tantos casos. Mas Edilson Kinjo, presidente da organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos (new) SAB &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Amigos do Brasil, tem uma teoria: a forma como o teste \u00e9 feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;\u00c9 claro que n\u00e3o temos tantas crian\u00e7as autistas assim&#8221;, afirma o ativista, que acompanha a quest\u00e3o h\u00e1 mais de seis anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Kinjo, muitas crian\u00e7as n\u00e3o entendem perfeitamente o idioma japon\u00eas e acabam n\u00e3o respondendo aos comandos do profissional durante a avalia\u00e7\u00e3o, mesmo sendo ele um m\u00e9dico ou psic\u00f3logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O resultado \u00e9 que a crian\u00e7a n\u00e3o consegue responder aos est\u00edmulos e, consequentemente, a escola conclui que ela tem necessidade especial e j\u00e1 a classifica como autista&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procurado pela BBC Brasil, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, Cultura, Esporte, Ci\u00eancia e Tecnologia do Jap\u00e3o n\u00e3o quis se pronunciar sobre os dados. &#8220;Devido \u00e0 falta de uma metodologia e de outros detalhes da pesquisa, n\u00e3o podemos comentar&#8221;, justificou em nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas explicou que a decis\u00e3o de encaminhar uma crian\u00e7a para uma classe especial cabe ao diretor da escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A decis\u00e3o deve ser feita com base no tipo e n\u00edvel de defici\u00eancia e de acordo com uma avalia\u00e7\u00e3o de professores experientes e o diagn\u00f3stico de m\u00e9dicos especialistas, que levam em considera\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o educacional, m\u00e9dica e psicol\u00f3gica da crian\u00e7a&#8221;, detalhou.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Questionamento brasileiro<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em abril, representantes do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o brasileiro questionaram autoridades japonesas sobre o assunto durante uma reuni\u00e3o do Foro Consular entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para eles, os diagn\u00f3sticos aparentemente est\u00e3o equivocados e, assim como defende Kinjo, muitos dos casos s\u00e3o apenas de dificuldade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura, \u00e0 l\u00edngua e ao sistema de ensino local.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1448C\/production\/_90048038_autismo_japao_arianne.jpg\" alt=\"Ariane e Hayenne\" width=\"976\" height=\"700\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Arianne tenta provar que a filha n\u00e3o precisa frequentar sala especial<\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os representantes do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o se prontificaram a analisar a quest\u00e3o e solicitaram que casos concretos de diagn\u00f3stico equivocado sejam informados a seu departamento internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante disso, o Consulado-Geral do Brasil em T\u00f3quio deu in\u00edcio a uma campanha para coletar reclama\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Ivan Carlo Padre Seixas, diplomata respons\u00e1vel pelo setor de Comunidade da Embaixada do Brasil em T\u00f3quio, esse alto \u00edndice de crian\u00e7as classificadas como autistas \u00e9 apenas um aspecto da falta de uma pol\u00edtica que integre os estrangeiros ao pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Esse dado mostra a incapacidade da escola japonesa de lidar com a diversidade&#8221;, afirma. &#8220;Isso \u00e9 uma viol\u00eancia psicol\u00f3gica brutal e que pode acabar com a vida escolar e social da crian\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edilson Kinjo sugere que o assunto seja tratado na esfera da sa\u00fade, e n\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, como \u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;No Jap\u00e3o, os dados escolares e pessoais de cada aluno n\u00e3o podem ser divulgados. Ent\u00e3o, fica dif\u00edcil responsabilizar algu\u00e9m se houver um erro. Quando tratamos o caso como problema de sa\u00fade, podemos ter acesso aos laudos e questionar os resultados&#8221;, sugere.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">&#8216;Pegos de surpresa&#8217;<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kinjo pondera que h\u00e1 crian\u00e7as que realmente precisam de atendimento diferenciado na escola &#8211; e que muitos pais n\u00e3o querem admitir que seus filhos possam ter autismo ou algum outro tipo de transtorno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Mas h\u00e1 casos vis\u00edveis de crian\u00e7as que foram diagnosticadas de forma errada, e at\u00e9 os pais s\u00e3o pegos de surpresa&#8221;, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi o caso de Arianne, que n\u00e3o concordou com o laudo da escola sobre Hayenne. Ela procurou uma segunda opini\u00e3o m\u00e9dica e tenta provar que a filha n\u00e3o precisa frequentar a sala especial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O resultado (do exame) foi dislexia e deficit de aten\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, eles querem mand\u00e1-la para essa classe que mistura alunos com todo tipo de transtorno e problemas, e n\u00e3o vai ser saud\u00e1vel para ela.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A batalha come\u00e7ou quando a fam\u00edlia mudou de cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando ela ingressou na escola prim\u00e1ria na outra cidade, fez o teste e foi aprovada. Mas em Hamamatsu a psic\u00f3loga deu o diagn\u00f3stico de autismo&#8221;, conta Arianne.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela tenta convencer as autoridades a aceitarem o segundo parecer m\u00e9dico e a refazerem os testes da filha.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/F78E\/production\/_90047336_autismo_japao_daniel.jpg\" alt=\"Daniel Galv\u00e3o com o filho Daniel\" width=\"549\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\">Daniel Galv\u00e3o com o filho Daniel, numa foto tirada h\u00e1 tr\u00eas anos no Brasil<\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daniel Galv\u00e3o da Silva, de 37 anos, passou pelo mesmo problema com o filho, que tamb\u00e9m se chama Daniel e hoje tem oito anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando ele tinha tr\u00eas anos, bem no momento do processo de separa\u00e7\u00e3o da minha ex-esposa, come\u00e7ou a apresentar sinais de atraso no desenvolvimento cognitivo&#8221;, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jardim de inf\u00e2ncia aconselhou os pais a fazerem um exame mais detalhado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Uma terapeuta brasileira o diagnosticou com autismo leve, e ent\u00e3o procuramos uma cl\u00ednica japonesa. S\u00f3 que o m\u00e9dico leu a carta da professora e fez os procedimentos todos como se ele realmente fosse autista&#8221;, diz Daniel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante alguns meses, os pais levavam o menino para fazer terapia semanalmente. &#8220;Mas perceb\u00edamos que algo estava errado, porque ele n\u00e3o agia como as outras crian\u00e7as que estavam l\u00e1.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi ent\u00e3o que a m\u00e3e do garoto resolveu voltar ao Brasil. &#8220;Ela levou nosso filho para um psic\u00f3logo e psiquiatra, fez todos os exames e n\u00e3o deu nada&#8221;, diz o pai. &#8220;Hoje, ele leva uma vida normal no Brasil.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Silva, a separa\u00e7\u00e3o pode ter afetado emocionalmente o filho e desencadeado uma s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es na \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Como pais, a gente sempre coloca o sentimento na frente da raz\u00e3o, mas se o caso tivesse sido tratado mais a fundo, mais pessoalmente, ter\u00edamos tido um diagn\u00f3stico mais correto.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Aceita\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O psic\u00f3logo Irineu Carlos da Silva Jo, que presta atendimentos no Consultado-Geral de Hamamatsu e pela Sabja, conta que a procura de pais tem aumentado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O que acontece em muitos casos \u00e9 um choque cultural. \u00c0s vezes, em casa os pais s\u00f3 se comunicam em portugu\u00eas, e na escola s\u00f3 se fala o japon\u00eas. Isso pode causar um bloqueio na crian\u00e7a&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas ele lembra que, al\u00e9m de procurar ajuda de um profissional para fazer o diagn\u00f3stico preciso, os pais precisam estar atentos aos sinais. &#8220;Muitos n\u00e3o querem aceitar que o filho possa ter um transtorno&#8221;, ressalta.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/CF5C\/production\/_90048035_autismo_japao_kenzo.jpg\" alt=\"Wilson e o filho Kenzo\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Wilson e Kenzo: para ele, pais t\u00eam de enfrentar problema e deixar preconceito de lado<\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 justamente a grande batalha de Wilson Tadashi Karakawa, de 41 anos, que tem um projeto de integra\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as com necessidades especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele usa o jiu-jitsu para tentar quebrar as barreiras do preconceito em rela\u00e7\u00e3o ao autismo e a outros transtornos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O primeiro grande obst\u00e1culo \u00e9 justamente os pais aceitarem a condi\u00e7\u00e3o do filho&#8221;, diz o brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu filho Kenzo, de 11 anos, foi diagnosticado com autismo. O garoto pratica o esporte do pai e \u00e9 destaque em campeonatos no Jap\u00e3o e em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Vejo muitos profissionais reclamando do grande n\u00famero de diagn\u00f3sticos errados. Acho isso muito irrespons\u00e1vel e perigoso&#8221;, afirma ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Karakawa, alguns pais n\u00e3o querem aceitar o problema de seus filhos e acabam se convencendo de que as an\u00e1lises japonesas est\u00e3o realmente erradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Isso pode prejudicar profundamente a vida da crian\u00e7a, pois ela n\u00e3o vai ter o tratamento adequado.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A garota brasileira de nove anos, que mora em Hamamatsu, na prov\u00edncia japonesa de Shizuoka, \u00e9 educada por volunt\u00e1rios enquanto a m\u00e3e, Arianne Hayasaka, de 33 anos, trava uma batalha provar que a filha n\u00e3o \u00e9 autista, diferentemente do ate<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":288765,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,12],"tags":[],"class_list":["post-288764","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/autista.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/288764","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=288764"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/288764\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/288765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=288764"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=288764"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=288764"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}