{"id":29024,"date":"2013-11-18T07:36:59","date_gmt":"2013-11-18T10:36:59","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=29024"},"modified":"2013-11-18T08:12:16","modified_gmt":"2013-11-18T11:12:16","slug":"pesquisa-feita-em-37-paises-mostra-que-o-brasileiro-inicia-a-vida-sexual-mais-cedo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pesquisa-feita-em-37-paises-mostra-que-o-brasileiro-inicia-a-vida-sexual-mais-cedo\/","title":{"rendered":"O brasileiro inicia a vida sexual mais cedo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-29025\" alt=\"vida-sexual\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vida-sexual.jpg\" width=\"300\" height=\"270\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O brasileiro \u00e9 quem mais cedo inicia a vida sexual. Ao mesmo tempo, os adolescentes do pa\u00eds s\u00e3o os mais conscientes quanto ao uso da camisinha na primeira vez. Pelo menos \u00e9 o que diz a pesquisa Durex Global Face of Sex, realizada em 37 pa\u00edses e que ouviu 30 mil pessoas entre 18 e 64 anos. Aqui, 66% dos entrevistados garantiram ter usado preservativo na primeira rela\u00e7\u00e3o. E, em m\u00e9dia, ela aconteceu aos 13 anos. Essa pr\u00e1tica j\u00e1 no come\u00e7o traz benef\u00edcios no futuro: aqueles que assim o fazem t\u00eam tr\u00eas vezes mais chances de continuar usando ao longo da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, a pesquisa ouviu 1.004 pessoas, entre homens (54%) e mulheres (46%). Apesar do alto \u00edndice de uso de preservativos, as campanhas de est\u00edmulo tendem a continuar. E, mais que isso, \u00e9 preciso que a educa\u00e7\u00e3o sexual dos adolescentes esteja al\u00e9m dos cartazes que mostram os riscos caso eles n\u00e3o se protejam. &#8220;O jovem detesta proibi\u00e7\u00f5es e imposi\u00e7\u00f5es. A linguagem n\u00e3o deve trazer palavras como preven\u00e7\u00e3o, riscos. Elas s\u00e3o malvistas e acabam tendo uma conota\u00e7\u00e3o negativa. Temos que enaltecer a necessidade de mudar, somar e acrescentar. Essa linguagem ele aceita e adota&#8221;, explica Carmita Abdo, fundadora e coordenadora-geral do ProSex \u2013 Projeto de Sexualidade do Hospital das Cl\u00ednicas da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a pesquisadora, o jovem \u00e9 quem mobilizar\u00e1 os educadores sobre o que est\u00e1 acontecendo para que eles, a partir disso, possam lidar melhor com o conhecimento que ser\u00e1 repassado. &#8220;Os educadores hoje est\u00e3o se conscientizando de que um modelo \u00fanico n\u00e3o se aplica, nem uma educa\u00e7\u00e3o que seja colocada depois da inicia\u00e7\u00e3o sexual.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do tabu que ainda existe em muitas fam\u00edlias, o esfor\u00e7o atual \u00e9 fazer com que os pais entendam que manter o filho bem informado sobre sexo n\u00e3o traz qualquer liga\u00e7\u00e3o com apressar a primeira vez. &#8220;A educa\u00e7\u00e3o sexual deve come\u00e7ar quando a primeira pergunta sobre sexo surgir. N\u00e3o adianta educar em um curso r\u00e1pido e esperar que o jovem apreenda tudo aquilo que, ao longo da vida, ele foi querendo saber e n\u00e3o foi transmitido&#8221;, explica Carmita. Ela tamb\u00e9m diz que, ao negar uma resposta, os pais n\u00e3o est\u00e3o negando a possibilidade de o filho se informar. &#8220;Aquela primeira pergunta que ele fez e n\u00e3o obteve resposta ser\u00e1 buscada em outro lugar. Seja ela correta, seja deturpada, o adolescente vai consegui-la. Ele busca na internet, com os amigos, com pessoas que falariam de sexo com ele, j\u00e1 que a fam\u00edlia n\u00e3o fala.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estudante Nat\u00e1lia de Lima, 17 anos, diz que, na s\u00e9tima s\u00e9rie do ensino fundamental, uma das professoras apresentou no\u00e7\u00f5es de sexualidade e cuidados para quem fosse iniciar a vida sexual. &#8220;V\u00e1rios pais discutiram na escola, achando que ela estava incentivando o sexo. Mas, hoje, \u00e9 preciso come\u00e7ar a cuidar cedo, tanto que a vacina contra o HPV \u00e9 dada a partir dos 13 anos. Porque \u00e9 nessa faixa que muitos come\u00e7am a descobrir a sexualidade.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a adolescente, esse tipo de informa\u00e7\u00e3o deve tamb\u00e9m ser dada em casa para evitar que a preocupa\u00e7\u00e3o com os as rela\u00e7\u00f5es sexuais aconte\u00e7a ap\u00f3s um problema surgir. Mas ela sabe que muitos pais t\u00eam dificuldades em conversar sobre esses assuntos. &#8220;Falar sobre isso sempre depende dos pais. H\u00e1 aqueles mais conservadores, mas tamb\u00e9m os que s\u00e3o mais abertos. Acho que, hoje, discutir com eles sobre isso ainda \u00e9 complicado. L\u00e1 fora, h\u00e1 muitas campanhas alertando sobre os riscos do sexo sem prote\u00e7\u00e3o, temos conhecimento do que pode acontecer.&#8221; O certo \u00e9 que eles est\u00e3o com mais canais de informa\u00e7\u00e3o. Entretanto, esses canais nem sempre passam um esclarecimento relevante. Por isso, a nega\u00e7\u00e3o dos pais em aceitar que, sim, os filhos far\u00e3o sexo \u00e9 prejudicial ao desenvolvimento deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carmita Abdo explica que informar n\u00e3o \u00e9 educar. Os adolescentes t\u00eam informa\u00e7\u00f5es constantes sobre o uso do preservativo, mas \u00e9 comum que eles se atrapalhem no momento de us\u00e1-lo na primeira vez. &#8220;Ele n\u00e3o sabe porque n\u00e3o foi falado para ele que a inicia\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 cheia de trope\u00e7os, j\u00e1 que o v\u00eddeo acessado na internet mostrava um desempenho fenomenal. Ele olha aquilo, v\u00ea como foi sua rela\u00e7\u00e3o e pensa que n\u00e3o sabe fazer sexo.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chefe do n\u00facleo de Diversidade da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal, Dhara Cristiane de Souza, diz que o importante \u00e9 tratar a sexualidade dentro de um \u00e2mbito social, abordando todas as quest\u00f5es que envolvem o homem e a mulher e lev\u00e1-las aos adolescentes. &#8220;Vivemos em uma \u00e9poca em que os pap\u00e9is n\u00e3o s\u00e3o dependentes da genit\u00e1lia e os jovens precisam entender as consequ\u00eancias disso quando iniciam a vida sexual.&#8221; Ela explica que, atualmente, falar com eles \u00e9 simples: at\u00e9 mesmo nos grupos de maior fervor religioso, h\u00e1 uma abertura para ouvir sobre os cuidados com o sexo. &#8220;O problema n\u00e3o est\u00e1 no adolescente, mas em uma sociedade machista que ainda inibe certos comportamentos. Por isso, levamos a eles a discuss\u00e3o sobre a responsabilidade que uma rela\u00e7\u00e3o sexual traz, mas sem critic\u00e1-los&#8221;, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O machismo, inclusive, ainda cobra do jovem do sexo masculino, j\u00e1 que a pr\u00e1tica de se vangloriar a cada nova conquista ainda existe, em uma competi\u00e7\u00e3o que causa transtornos para os dois sexos. &#8220;Ainda rola muito de os meninos ficarem se gabando de quem pegaram, da quantidade de meninas com quem ficaram&#8221;, garante Felipe Lopes, estudante de 17 anos. Para ele, esse tipo de comportamento acaba trazendo riscos, j\u00e1 que muitos meninos n\u00e3o usam o preservativo porque n\u00e3o acreditam que algo possa acontecer com eles. &#8220;S\u00f3 que todos sabem o perigo que correm e n\u00e3o podem mais usar isso como desculpa.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor do Centro Educacional 01 de Planaltina, Jader Campos da Silva, garante que escutar o adolescente hoje \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de paci\u00eancia, j\u00e1 que essa gera\u00e7\u00e3o \u00e9 mais aberta, justamente por ter tantas possibilidades de informa\u00e7\u00e3o ao seu dispor. &#8220;Sempre trazemos palestrantes para falar sobre a tem\u00e1tica da sexualidade, pois notamos que esse lado come\u00e7a a aflorar muito cedo. As maiores d\u00favidas deles s\u00e3o sobre o risco de uma gravidez indesejada, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, al\u00e9m da dor que podem sentir na primeira vez. Eles querem saber para se preparar.&#8221; Afinal, \u00e9 sempre bom iniciar algo na vida tendo conhecimento pr\u00e9vio. &#8220;A educa\u00e7\u00e3o deve ter a fun\u00e7\u00e3o de tornar a vida sexual mais positiva e n\u00e3o corrigir erros. Bom desempenho demanda experi\u00eancia, e a experi\u00eancia demanda tempo&#8221;, completa Carmita Abdo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sexualidade em n\u00fameros<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">41%<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">dos entrevistados disseram nunca ter tido educa\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">41%<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">obt\u00eam informa\u00e7\u00f5es sobre sexo em sites pornogr\u00e1ficos; 42%, em f\u00f3runs de discuss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">57%<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">perderam a virgindade entre os 18 e os 25 anos. 56% n\u00e3o planejaram o momento de perder a virgindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">34%<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">gostaram da primeira vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Correio Braziliense)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O brasileiro \u00e9 quem mais cedo inicia a vida sexual. Ao mesmo tempo, os adolescentes do pa\u00eds s\u00e3o os mais conscientes quanto ao uso da camisinha na primeira vez. Pelo menos \u00e9 o que diz a pesquisa Durex Global Face of Sex, realizada em 37 pa\u00edses e que ouviu 30 mil pessoas entre 18 e 64 anos. Aqui, 66% dos entrevistados garantiram ter usado preservativo na primeira rela\u00e7\u00e3o. E, em m\u00e9dia, ela aconteceu aos 13 anos. Essa pr\u00e1tica j\u00e1 no come\u00e7o traz benef\u00edcios no futuro: aqueles que assim o fazem t\u00eam tr\u00eas vezes mais chances de continuar usando ao longo da vida.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":29025,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-29024","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vida-sexual.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29024","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29024"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29024\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}