{"id":291710,"date":"2019-08-09T08:45:32","date_gmt":"2019-08-09T11:45:32","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=291710"},"modified":"2019-08-09T08:45:32","modified_gmt":"2019-08-09T11:45:32","slug":"o-que-a-cupula-nazista-ocultou-da-sociedade-alema-sobre-a-solucao-final-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-que-a-cupula-nazista-ocultou-da-sociedade-alema-sobre-a-solucao-final-2\/","title":{"rendered":"O que a c\u00fapula nazista ocultou da sociedade alem\u00e3 sobre a \u2018solu\u00e7\u00e3o final\u2019"},"content":{"rendered":"<header class=\"col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div id=\"article_header\" class=\"article-header basic | \">\n<h1 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"font_secondary color_gray_dark \" style=\"text-align: justify;\"><em>O historiador franc\u00eas Florent Brayard afirma em um livro que um pequeno grupo de l\u00edderes hitleristas manteve em segredo at\u00e9 o fim de 1943 o assassinato de centenas de milhares de judeus<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<section class=\"share-bar | border_bottom border_5\">\n<div class=\"content | border_bottom border_1 padding_bottom flex\n              justify_space_between relative\"><\/p>\n<div class=\"\n      social-icons\n      flex container_row\n      horizontal\n\n    \"><\/div>\n<div class=\"\n      social-icons\n      flex container_row\n      horizontal\n\n      right-links\n    \"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<figure class=\"lead_art |  \" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/rbV6sOIKWEiJEwNQVw-SF5OUdvk=\/1500x0\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/7Q5SI5FQB4GWIWKVCABLUQDLBA.jpg\" alt=\"Prisioneiras do campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz, por volta de 1944.\" \/><figcaption class=\"color_gray_medium border_bottom border_1 border_gray padding_vertical text_align_right\">Prisioneiras do campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz, por volta de 1944.<span class=\"color_black margin_left uppercase light\">ULLSTEIN BILD (GETTY IMAGES)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"article_byline | margin_bottom_lg  \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"authors flex flex_wrap \"><span class=\"margin_bottom uppercase flex align_items_center \"><a class=\"color_black\" title=\"Ver todas as not\u00edcias de Marc Bassets \" href=\"https:\/\/elpais.com\/autor\/marc_bassets_claret\/a\/\">MARC BASSETS<\/a><\/span><\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"place_and_time | uppercase color_gray_medium_lighter\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"article | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<section class=\"article_body | color_gray_dark\">\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Pode-se contar algo novo do nazismo? Em\u00a0<em><a href=\"https:\/\/arpaeditores.com\/products\/auschwitz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Auschwitz: Enqu\u00eate sur un Complot Nazi\u00a0<\/a>(Auschwitz: investiga\u00e7\u00e3o sobre um compl\u00f4 nazista)<\/em>, que acaba de ser lan\u00e7ado em espanhol, o historiador franc\u00eas Florent Brayard, um dos maiores pesquisadores do genoc\u00eddio dos judeus, demonstra que sim. Apesar da enorme quantidade de livros, biografias, document\u00e1rios e fic\u00e7\u00f5es que, oitenta anos depois do in\u00edcio da Segunda Guerra Mundial, o regime de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/adolf_hitler\" data-link-track-dtm=\"\">Adolf Hitler<\/a>\u00a0continua gerando, ainda h\u00e1 coisas por explicar. Quest\u00f5es t\u00e3o simples, na apar\u00eancia, como quem sabia o qu\u00ea e quando \u2212 as perguntas cl\u00e1ssicas em toda investiga\u00e7\u00e3o \u2212 continuam em aberto.<\/p>\n<section class=\"more_info | border_1 border_top pull_right\">&nbsp;<\/p>\n<\/section>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Relendo com lupa os di\u00e1rios de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/joseph_goebbels\" data-link-track-dtm=\"\">Joseph Goebbels<\/a>, o ministro da Propaganda do regime nazista, e analisando o texto com um olhar tanto de fil\u00f3logo como de historiador, Brayard chega a uma conclus\u00e3o que rompe com algumas ideias sobre esse per\u00edodo.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Um n\u00famero reduzido de l\u00edderes nacional-socialistas, com Hitler \u00e0 frente, orquestrou um compl\u00f4 para ocultar de grande parte da c\u00fapula nazista e do Governo \u2212 e do restante dos alem\u00e3es e do mundo \u2212 um ponto-chave: o plano para exterminar os judeus europeus. A conspira\u00e7\u00e3o conseguiu manter em segredo absoluto, entre a primavera europeia de 1942 e o outono de 1943, a execu\u00e7\u00e3o, em Auschwitz e em outros campos e locais de exterm\u00ednio, de centenas de milhares de judeus da Europa Ocidental, incluindo alem\u00e3es.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Nas 483 p\u00e1ginas da vers\u00e3o em espanhol do livro, intitulada\u00a0<em>Auschwitz: Investigaci\u00f3n sobre un Complot Nazi<\/em>, o autor disseca o processo de tomada de decis\u00f5es e a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es na Alemanha nazista, reconstr\u00f3i algumas partes da vers\u00e3o aceita at\u00e9 ent\u00e3o e assim completa a hist\u00f3ria da chamada \u201csolu\u00e7\u00e3o final\u201d.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Os di\u00e1rios de Goebbels, um dos dirigentes mais poderosos do nazismo, s\u00e3o o ponto de partida. \u201cO que eu esperava [ao estudar os di\u00e1rios] era que ele soubesse de tudo e que comentasse isso \u00e0 sua maneira, ou seja, de forma fan\u00e1tica. E n\u00e3o foi o que encontrei\u201d, explica Brayard em seu escrit\u00f3rio na Escola de Altos Estudos de Ci\u00eancias Sociais (EHESS, na sigla em franc\u00eas), em Paris.<\/p>\n<blockquote class=\"quote quote_block | font_secondary border border_1 border_solid border_gray_dark border-box pull_right\">\n<div>Embora o assassinato de judeus alem\u00e3es j\u00e1 estivesse em marcha, nada disso aparecia nos di\u00e1rios de Goebbels<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">O que o historiador descobriu foi que, embora o assassinato de judeus alem\u00e3es j\u00e1 estivesse em marcha, nada disso aparecia nos di\u00e1rios de Goebbels. Ele parecia estar na mais absoluta ignor\u00e2ncia. Goebbels tinha informa\u00e7\u00f5es do assassinato de judeus poloneses e sovi\u00e9ticos. Mas dos alem\u00e3es, nada. Sua ideia era que, como indicavam os planos iniciais, estes eram deportados para o Leste Europeu, e ele contava com que desapareceriam definitivamente, mas n\u00e3o sabia que naquele mesmo momento j\u00e1 estavam sendo executados. Se estas not\u00edcias n\u00e3o tinham chegado a algu\u00e9m t\u00e3o significativo como Goebbels, quem estava informado?<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u201cQuanto aos judeus do Oeste, os mais altos dirigentes e o aparato de seguran\u00e7a esconderam do resto do aparato de Estado, exceto daqueles que necessitavam dessa informa\u00e7\u00e3o, o fato de que foi alterado o projeto inicial de transfer\u00eancia que devia levar, depois de algum tempo, \u00e0 extin\u00e7\u00e3o do povo judeu\u201d, explica Brayard. \u201cJ\u00e1 n\u00e3o se tratava da transfer\u00eancia e extin\u00e7\u00e3o, mas sim de exterm\u00ednio imediato. E o aparato estatal se comportou, durante 18 meses, como se o programa anterior n\u00e3o tivesse mudado\u201d.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Houve um compl\u00f4, portanto, ou um \u201csegredo superlativo\u201d, como diz tamb\u00e9m Brayard. Mas por qu\u00ea? Por que Hitler e o chefe da seguran\u00e7a do Estado, Heinrich Himmler, que tamb\u00e9m estava a par, precisavam esconder isso?<\/p>\n<figure class=\"article_image | margin_top pull_left width_half\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/ZRAbwbHRhrB_OHTB6bHaZExYnvo=\/450x600\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/7UQD7XR4RCV3UZCSDAKYQIFYZ4.jpg\" alt=\"Florent Brayard.\" \/><figcaption class=\"caption | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right margin_vertical color_gray_medium\">Florent Brayard.<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u201cHitler e Himmler acreditavam que se o massacre de judeus alem\u00e3es deportados para o estrangeiro se tornasse p\u00fablico, poderia provocar protestos como os que tinham ocorrido no ano anterior, em 1941, quando v\u00e1rios l\u00edderes da Igreja cat\u00f3lica, em particular o arcebispo Von Galen, de M\u00fcnster, protestaram pela morte de doentes mentais, que era mantida em segredo. Matar doentes mentais, para um Estado nazista imbu\u00eddo de darwinismo social, devia ser a coisa mais natural do mundo. Mas n\u00e3o: visivelmente n\u00e3o era, nem era aceit\u00e1vel para a popula\u00e7\u00e3o alem\u00e3\u201d, argumenta Brayard. \u201cPor isso, pensaram talvez que, ao matar judeus alem\u00e3es, que eram seus vizinhos, as pessoas com quem voc\u00ea cruzava todos os dias, uma fronteira moral seria atravessada, e que a implementa\u00e7\u00e3o desse plano seria posta em risco caso fosse revelada sua finalidade real.\u201d<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Isso significa que Hitler e Himmler se envergonhavam do que estavam perpetrando? Que os chefes nazistas tinham consci\u00eancia de que estava errado?<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o, responde o historiador. Se existiram, essas obje\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram manifestadas diante da morte dos judeus do Leste Europeu. E todos, tanto os que participaram como os que n\u00e3o participaram da conspira\u00e7\u00e3o, compartilhavam a pol\u00edtica genocida. \u201cNo fundo, o que tento mostrar no livro \u00e9 que a avalia\u00e7\u00e3o de Hitler e Himmler da moralidade do assassinato dos judeus obedece a um crit\u00e9rio duplo.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nazismo\" data-link-track-dtm=\"\">Segundo a moral nazista<\/a>, seus atos n\u00e3o s\u00e3o transgressivos, s\u00e3o a aplica\u00e7\u00e3o das leis da natureza, e podem ser glorificados\u201d, diz Brayard. \u201cAo mesmo tempo, eles s\u00e3o obrigados a levar em conta a maneira como essa mesma a\u00e7\u00e3o pode ser avaliada no contexto da moral judaico-crist\u00e3. Eles s\u00e3o obrigados a levar em conta as duas coisas. O que eles t\u00eam certeza \u00e9 que a nova moral nazista ainda n\u00e3o substituiu totalmente a moral judaico-crist\u00e3.\u201d<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Foi um momento de mudan\u00e7a de civiliza\u00e7\u00e3o. Um mundo estava acabando, outro ainda n\u00e3o tinha nascido. O compl\u00f4 \u2212 o ano e meio em que a camarilha hitlerista ocultou o assassinato dos compatriotas judeus, at\u00e9 a matan\u00e7a estar quase conclu\u00edda \u2212 terminou quando, em outubro de 1943, Himmler o revelou a outros l\u00edderes nazistas. Entre eles, Goebbels. Pode-se contar algo novo do nazismo? Sem d\u00favida, sim.<\/p>\n<div class=\"inset | background_gray_ultra_light margin_bottom_lg \">\n<h4 class=\"title | color_gray_ultra_dark font_secondary uppercase\" style=\"text-align: justify;\">A CARGO DA EDI\u00c7\u00c3O DE \u2018MEIN KAMPF\u2019 EM FRANC\u00caS<\/h4>\n<p class=\"margin_bottom_sm\" style=\"text-align: justify;\">Ele trabalha h\u00e1 tr\u00eas anos e meio na edi\u00e7\u00e3o do livro de Hitler com um grupo de 15 historiadores e especialistas, e a tarefa ainda n\u00e3o acabou. O historiador Florent Brayard dirige a edi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica em franc\u00eas de\u00a0<i>Mein Kampf<\/i>\u00a0(<i>Minha Luta<\/i>), o livro que Adolf Hitler escreveu em 1925. Essa edi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 uma adapta\u00e7\u00e3o da que foi lan\u00e7ada em 2016 pelo Instituto de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea de Munique, que foi acompanhada por 3.500 notas explicativas e teve dois volumes. A edi\u00e7\u00e3o francesa, por sua vez, reduzir\u00e1 as notas, mas ter\u00e1 uma introdu\u00e7\u00e3o para cada cap\u00edtulo. &#8220;N\u00e3o ajudo a difundir\u00a0<i>Mein Kampf<\/i>: contribuo para que os leitores que desejam ler\u00a0<i>Mein Kampf<\/i>\u00a0possam fazer isso de uma maneira informada&#8221;, diz Brayard.<\/p>\n<p class=\"margin_bottom_sm\" style=\"text-align: justify;\"><i>Mein Kampf<\/i>\u00a0est\u00e1 dispon\u00edvel em franc\u00eas em papel e\u00a0<i>online<\/i>\u00a0na antiga edi\u00e7\u00e3o de 1934. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer uma boa tradu\u00e7\u00e3o de Hitler para o franc\u00eas. &#8220;N\u00e3o queremos que a vers\u00e3o francesa de\u00a0<i>Mein Kampf<\/i>\u00a0seja mais agrad\u00e1vel de ler que a alem\u00e3&#8221;, explica o historiador. E acrescenta: &#8220;N\u00e3o se deve melhorar Hitler. Deve-se escrever t\u00e3o mal quanto ele. E \u00e9 muito complicado&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prisioneiras do campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz, por volta de 1944 <\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":273939,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-291710","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/judeus-na-fila.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/291710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=291710"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/291710\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/273939"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=291710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=291710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=291710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}