{"id":291769,"date":"2019-08-10T07:10:54","date_gmt":"2019-08-10T10:10:54","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=291769"},"modified":"2019-08-10T07:10:54","modified_gmt":"2019-08-10T10:10:54","slug":"em-uma-decada-havera-carne-sintetica-de-laboratorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/em-uma-decada-havera-carne-sintetica-de-laboratorio\/","title":{"rendered":"\u201cEm uma d\u00e9cada haver\u00e1 carne sint\u00e9tica de laborat\u00f3rio\u201d"},"content":{"rendered":"<header class=\"col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div id=\"article_header\" class=\"article-header basic | \">\n<h1 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"font_secondary color_gray_dark \" style=\"text-align: justify;\"><em>O projeto e a manipula\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria em escala microsc\u00f3pica s\u00e3o dirigidos para o setor agroalimentar, sanit\u00e1rio, a bi\u00f4nica e a internet das coisas<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<section class=\"share-bar | border_bottom border_5\">\n<div class=\"content | border_bottom border_1 padding_bottom flex\n              justify_space_between relative\"><\/p>\n<div class=\"\n      social-icons\n      flex container_row\n      horizontal\n\n    \"><\/div>\n<div class=\"\n      social-icons\n      flex container_row\n      horizontal\n\n      right-links\n    \"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<figure class=\"lead_art |  \" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/UhoC4lLnOoS6tnkcMBFfxRROSvQ=\/1500x0\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/NZV74GCGGA6DMMOGBOWTJEMOHY.jpg\" alt=\"Carne cultivada em laborat\u00f3rio a partir de c\u00e9lulas-tronco de vaca.\" \/><figcaption class=\"color_gray_medium border_bottom border_1 border_gray padding_vertical text_align_right\">Carne cultivada em laborat\u00f3rio a partir de c\u00e9lulas-tronco de vaca.<span class=\"color_black margin_left uppercase light\">DAVID PARRY\/PA WIRE<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"article_byline | margin_bottom_lg  \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"authors flex flex_wrap \"><span class=\"margin_bottom uppercase flex align_items_center \"><a class=\"color_black\" title=\"Ver todas as not\u00edcias de Bel\u00e9n Ju\u00e1rez \" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/maria_belen_juarez_lopez\/a\/\">BEL\u00c9N JU\u00c1REZ<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"\n      social-icons\n      flex container_row\n      horizontal\n      small\n      margin_left\n    \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"article | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<section class=\"article_body | color_gray_dark\">\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nanotecnologia\" data-link-track-dtm=\"\">nanotecnologia<\/a>\u00a0(tecnologia dos materiais e das estruturas em que a ordem de grandeza \u00e9 medida em nan\u00f4metros) \u00e9 a roda do s\u00e9culo XXI. Uma empresa desenvolveu nanoimpress\u00f5es que poder\u00e3o ser usadas com qualquer dispositivo eletr\u00f4nico (celular, ipad, etc.) para que n\u00e3o seja necess\u00e1rio usar \u00f3culos ou lentes de contato. Um software gradua o problema de vis\u00e3o de cada usu\u00e1rio. Al\u00e9m disso, \u201cdentro de 10 ou 15 anos a nanotecnologia oferecer\u00e1 solu\u00e7\u00f5es como os nanorrob\u00f4s: rob\u00f4s que circulam pela corrente sangu\u00ednea at\u00e9 as c\u00e9lulas tumorais sem afetar o resto do corpo\u201d, diz Manuel Fuertes, diretor da Kiatt. Mas ainda \u00e9 preciso dar muitos passos antes que seja poss\u00edvel. \u201cHoje, o desenvolvimento de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/robotica\" data-link-track-dtm=\"\">rob\u00f4s<\/a>\u00a0para ajudar na luta contra as doen\u00e7as est\u00e1 em fase experimental\u201d, diz Julio Mayol, diretor m\u00e9dico do Hospital Cl\u00ednico San Carlos, em Madri.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos 250 anos, nossa expectativa de vida dobrou. Passamos de 40 anos para ao menos 80. Durante as \u00faltimas d\u00e9cadas, os pesquisadores estudaram em profundidade muitas doen\u00e7as, como\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/parkinson\" data-link-track-dtm=\"\">Parkinson<\/a>ou Alzheimer, porque, al\u00e9m de vivermos mais anos, queremos ter maior qualidade de vida. \u201cEst\u00e3o sendo desenvolvidas tecnologias que, com frequ\u00eancias de voz ou nos olhos, poderemos detectar esse tipo de doen\u00e7as\u201d, diz Fuertes. No entanto, essas tecnologias ainda n\u00e3o foram levadas ao terreno pr\u00e1tico. \u201cA rob\u00f3tica \u00e9 usada na sa\u00fade principalmente para guiar cirurgias, na prepara\u00e7\u00e3o de medicamentos e para analisar dados e tomar decis\u00f5es no tratamento de algumas doen\u00e7as\u201d, diz Mayol.<\/p>\n<blockquote class=\"quote quote_block | font_secondary border border_1 border_solid border_gray_dark border-box pull_left\">\n<div>Os desafios para o futuro pr\u00f3ximo come\u00e7am com mudan\u00e7as no setor nanotecnol\u00f3gico, agroalimentar, na detec\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as com intelig\u00eancia artificial, no desenvolvimento maci\u00e7o da bi\u00f4nica at\u00e9 a \u2018internet of things\u2019 para ter f\u00e1bricas 4.0 mais seguras e preditivas e \u2018smart cities\u2019<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Cerca de 25% da popula\u00e7\u00e3o mundial ter\u00e1 mais de 50 anos em 2050. Os desafios para o futuro pr\u00f3ximo come\u00e7am com mudan\u00e7as no setor nanotecnol\u00f3gico, agroalimentar, na detec\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as com\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/inteligencia_artificial\" data-link-track-dtm=\"\">intelig\u00eancia artificial<\/a>, no desenvolvimento maci\u00e7o da bi\u00f4nica at\u00e9 a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/internet\" data-link-track-dtm=\"\">Internet<\/a>\u00a0das coisas para ter f\u00e1bricas 4.0 mais seguras e preditivas e smart cities.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA pessoa com defici\u00eancia de hoje ser\u00e1 o supercapacitado do futuro\u201d, diz Fuertes. O desenvolvimento de sensores de vis\u00e3o permite que os cegos distingam maneiras de se deslocar de forma mais independente. Dispositivos est\u00e3o sendo gerados para distinguir essas formas em 3D. \u201cNo futuro, poderemos ver objetos em alta defini\u00e7\u00e3o ou de maneira supertelesc\u00f3pica e ferramentas que melhorem a vis\u00e3o de um olho humano saud\u00e1vel ou ver uma cor que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel com um olho com uma capacidade de vis\u00e3o normal\u201d, diz Fuertes. \u201cTamb\u00e9m poderemos ouvir frequ\u00eancias que o ouvido humano n\u00e3o pode ouvir atualmente\u201d, acrescenta. Al\u00e9m disso, est\u00e1 convencido de que uma grande mudan\u00e7a acontecer\u00e1 quando uma pessoa saud\u00e1vel decidir mudar uma parte de seu corpo por uma parte bi\u00f4nica sem ter nenhum problema de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/salud\" data-link-track-dtm=\"\">sa\u00fade<\/a>, apenas para ser superior.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Um cientista indiano fabricou um pequeno recipiente onde se pode colocar \u00e1gua n\u00e3o pot\u00e1vel e, ao passar por um filtro nanotecnol\u00f3gico, torna-se pot\u00e1vel. \u201cSe conseguirmos canalizar esse tipo de inven\u00e7\u00f5es, poderemos oferecer \u00e1gua pot\u00e1vel a toda a humanidade\u201d, diz Fuertes.<\/p>\n<figure class=\"article_image | margin_top\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/RJStwJLkfNjNjxORlxqE02gk8yA=\/1500x0\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/XGWU55EPMMI6W5GXVD75ZASQ6M.jpg\" alt=\"O professor Marl Post, um dos pioneiros no desenvolvimento da carne artificial.\" \/><figcaption class=\"caption | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right margin_vertical color_gray_medium\">O professor Marl Post, um dos pioneiros no desenvolvimento da carne artificial.<span class=\"color_black margin_left uppercase light\">\u00a0DAVID PARRY\/PA WIRE<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Acontecer\u00e3o grandes mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cEm dez ou quinze anos, ser\u00e3o geradas c\u00e9lulas para produzir \u2018super carne\u2019 ou carne sint\u00e9tica, de laborat\u00f3rio. Na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/china\/a\" data-link-track-dtm=\"\">China<\/a>, apenas 10% da superf\u00edcie \u00e9 cultiv\u00e1vel e n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil suprir toda a demanda\u201d, diz Fuertes. Em 2013, sua empresa apoiou um projeto com um biorreator celular que produz c\u00e9lulas de maneira maci\u00e7a que podem ser usadas em muitos setores, entre eles o da carne sint\u00e9tica. Al\u00e9m disso, o empres\u00e1rio acredita que consumir essa carne n\u00e3o oferece riscos. \u201cCom o passar dos anos, \u00e9 muito raro que haja problemas porque os controles de qualidade est\u00e3o se tornando cada vez mais s\u00e9rios e, na Espanha, s\u00e3o ainda mais rigorosos do que em pa\u00edses como o Reino Unido\u201d, diz Fuertes.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">\u2018Internet of things\u2019 ou otimiza\u00e7\u00e3o perfeita<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Atualmente, existem cerca de 23 bilh\u00f5es de dispositivos conectados entre si e estima-se que at\u00e9 2050 haver\u00e1 100 bilh\u00f5es de dispositivos conectados. A\u00a0<em>internet of things<\/em>, ou\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/internet_de_las_cosas\" data-link-track-dtm=\"\">internet das coisas<\/a>, tem a ver com as conex\u00f5es. \u201cS\u00e3o todos os dispositivos conectados a outros dispositivos gerenciados pela Internet. S\u00e3o os dispositivos l\u00fadicos, os de uso pessoal ou os medidores de luz, de \u00e1gua, etc\u201d, explica Eus\u00e9bio Nieva, diretor da Checkpoint na Espanha e em Portugal.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Um dos usos da internet das coisas ser\u00e3o as cidades inteligentes. Nieva acredita que ser\u00e3o comuns em um futuro muito pr\u00f3ximo. \u201cHoje, muitos fabricantes est\u00e3o voltados para automatizar tudo. Essas cidades ter\u00e3o desde sem\u00e1foros adaptativos que mudam em fun\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego ou linhas de \u00f4nibus aut\u00f4nomas\u201d, diz Nieva. O problema da polui\u00e7\u00e3o em cidades como Madri tamb\u00e9m poder\u00e1 ser resolvido. Os novos sistemas permitem medir os n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o com sensores precisos em diferentes regi\u00f5es da cidade e, assim, ser\u00e1 poss\u00edvel adotar solu\u00e7\u00f5es baseadas em dados. Em resumo, otimizar melhor os recursos.<\/p>\n<figure class=\"article_image | margin_top pull_right width_half\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/-Ncr9ixE3kgpMfxxHdMJvKF3vQ8=\/450x600\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/EHZVXTNLI6CKFRDOXOGZSFG4IM.jpg\" alt=\"Instala\u00e7\u00f5es da Finless Foods, em cujos grandes alambiques \u00e9 cultivado o atum-rabilho.\" \/><figcaption class=\"caption | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right margin_vertical color_gray_medium\">Instala\u00e7\u00f5es da Finless Foods, em cujos grandes alambiques \u00e9 cultivado o atum-rabilho.<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">A sensoriza\u00e7\u00e3o completa da zona rural para obter a maior produtividade sem influenciar negativamente no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/medio_ambiente\" data-link-track-dtm=\"\">meio ambiente<\/a>\u00a0j\u00e1 \u00e9 uma realidade na Espanha. \u201cMuitas empresas de Murcia ou de Almeria se tornaram f\u00e1bricas de alta tecnologia, j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam nada a ver com a agricultura tradicional\u201d, explica Manuel Fuertes, diretor da Kiatt.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Os especialistas dizem que estamos vivendo a acelera\u00e7\u00e3o da acelera\u00e7\u00e3o. A inova\u00e7\u00e3o que acontece em um ano equivale a 200 anos em avan\u00e7os. O tecnol\u00f3gico, eletr\u00f4nico e digital est\u00e3o se unindo para melhorar a vida das pessoas, mas h\u00e1 alguns desafios, como a adapta\u00e7\u00e3o. \u201cPrecisamos que essas mudan\u00e7as sejam progressivas, embora tudo o que est\u00e1 mudando ou prestes a mudar nos obrigar\u00e1 a questionar abordagens que ainda nem imaginamos\u201d, diz Fuertes. Outros especialistas n\u00e3o querem adiantar nada, sem saber o que nos espera. \u201c\u00c9 dif\u00edcil saber o que pensaremos no futuro, porque n\u00f3s, humanos, pensamos de maneira linear e as mudan\u00e7as n\u00e3o acontecem de maneira linear\u201d, conclui o doutor Mayol.<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os especialistas dizem que estamos vivendo a acelera\u00e7\u00e3o da acelera\u00e7\u00e3o. A inova\u00e7\u00e3o que acontece em um ano equivale a 200 anos em avan\u00e7os. 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