{"id":291819,"date":"2019-08-11T11:04:52","date_gmt":"2019-08-11T14:04:52","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=291819"},"modified":"2019-08-11T11:04:52","modified_gmt":"2019-08-11T14:04:52","slug":"fernao-de-magalhaes-e-a-primeira-circum-navegacao-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/fernao-de-magalhaes-e-a-primeira-circum-navegacao-do-planeta\/","title":{"rendered":"Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es e a primeira circum-navega\u00e7\u00e3o do planeta"},"content":{"rendered":"<h1><\/h1>\n<p class=\"intro\"><em><strong>H\u00e1 cinco s\u00e9culos, navegador portugu\u00eas partia para encontrar passagem que liga Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico no extremo sul do continente americano. Celebrado sobretudo no s\u00e9culo 19, hoje o culto a Magalh\u00e3es \u00e9 questionado.<\/strong><\/em><\/p>\n<div id=\"sharing-bar\" class=\"min\"><span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"picBox full\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/fern%C3%A3o-de-magalh%C3%A3es-e-a-primeira-circum-navega%C3%A7%C3%A3o-do-planeta\/a-49966518#\" rel=\"nofollow\"><img decoding=\"async\" title=\"R\u00e9plica da nau Victoria, que completou a volta ao globo iniciada por Magalh\u00e3es\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/49959876_303.jpg\" alt=\"R\u00e9plica da nau Victoria, que completou a volta ao globo iniciada por Magalh\u00e3es\" \/><\/a>R\u00e9plica da nau Victoria, que completou a volta ao globo iniciada por Magalh\u00e3es<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>Na Espanha, a partir de 10 de agosto de 2019 festeja-se um evento desencadeado por obra do acaso: o 500\u00ba anivers\u00e1rio da partida para a primeira circum-navega\u00e7\u00e3o do planeta, iniciada por Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es. Cavaleiro endurecido pelas lutas e marinheiro \u00e0 prova de tempestades desde jovem, ele n\u00e3o poderia imaginar que faria uma contribui\u00e7\u00e3o vital para a primeira volta ao redor da Terra.<\/p>\n<p>Magalh\u00e3es nasceu no norte de Portugal por volta de 1480, numa fam\u00edlia da baixa nobreza. Cat\u00f3lico convicto, ele foi influenciado pela vis\u00e3o de mundo religiosa da Baixa Idade M\u00e9dia e pela ideia de cristianizar o planeta. Magalh\u00e3es faz parte de uma mudan\u00e7a \u00e9pica dos tempos, da Idade M\u00e9dia \u00e0 era moderna.<\/p>\n<p>Contando 12 anos quando Crist\u00f3v\u00e3o Colombo &#8220;descobriu&#8221; a Am\u00e9rica, para o aventureiro intr\u00e9pido e de boa constitui\u00e7\u00e3o f\u00edsica o in\u00edcio da era colonial chegou na hora certa. Desde jovem, destacou-se em miss\u00f5es militares \u2013 provavelmente visando ascender \u00e0 alta nobreza, segundo historiadores.<\/p>\n<p>Magalh\u00e3es foi o primeiro a chegar \u00e0 \u00cdndia ou \u00e0 Pen\u00ednsula da Mal\u00e1sia em navios portugueses de especiarias e de guerra. Durante oito anos lutou em palcos de guerra na \u00c1sia e no norte da \u00c1frica. Em 1512, juntamente com outros navegadores, partu para as chamadas &#8220;Ilhas das Especiarias&#8221;. Somente l\u00e1, nas lend\u00e1rias terras pertencentes ao arquip\u00e9lago das Molucas, no Sudeste Asi\u00e1tico, florescia a noz-moscada e, sobretudo, o cravo-da-\u00edndia.<\/p>\n<p>Esses preciosos e ex\u00f3ticos intensificadores de sabor prometiam riqueza, pois eram pesados a ouro nos mercados europeus. A participa\u00e7\u00e3o do navegador portugu\u00eas na venda das especiarias ali adquiridas assegurou inicialmente sua subsist\u00eancia, mas ao mesmo tempo despertou o desejo de mais.<\/p>\n<div class=\"picBox full\nrechts\n\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/fern%C3%A3o-de-magalh%C3%A3es-e-a-primeira-circum-navega%C3%A7%C3%A3o-do-planeta\/a-49966518#\" rel=\"nofollow\"><img decoding=\"async\" title=\"Vista a\u00e9rea do Estreito de Magalh\u00e3es\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/49837497_401.jpg\" alt=\"Vista a\u00e9rea do Estreito de Magalh\u00e3es\" \/><\/a>Descoberta do Estreito de Magalh\u00e3es, 500 anos atr\u00e1s, custou dezenas de vidas<\/p>\n<\/div>\n<p>Ap\u00f3s uma discuss\u00e3o com o rei de Portugal, a partir de 1517 Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es passou a navegar sob bandeira espanhola. Seu patr\u00e3o era o rei Carlos 1\u00b0, conhecido mais tarde como Carlos 5\u00b0, soberano do Sacro Imp\u00e9rio Romano Germ\u00e2nico.<\/p>\n<p>O historiador Christian Jostmann conta que o te\u00f3logo e escritor espanhol Bartolom\u00e9 de las Casas descreve Magalh\u00e3es como pequeno e antes insignificante, mas extraordinariamente carism\u00e1tico. &#8220;Quando necess\u00e1rio, ele sabia se promover brilhantemente, conseguindo entusiasmar as pessoas sobre si pr\u00f3prio, suas ideias e grandes objetivos&#8221;. N\u00e3o \u00e9 de admirar que tenha convencido o rei espanhol a financiar sua viagem \u00e0s Molucas.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o era apenas perspectiva de riqueza que fez Carlos 1\u00b0 concordar, ele tamb\u00e9m foi movido por raz\u00f5es geopol\u00edticas: no fim do s\u00e9culo 15, Espanha e Portugal dividiram entre si o mundo ent\u00e3o conhecido, mas n\u00e3o era claro a quem pertenciam as Molucas, hoje pertencentes \u00e0 Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Uma rota ao redor do Cabo da Boa Esperan\u00e7a, no extremo sul da \u00c1frica, estava fora de quest\u00e3o por estar bloqueada pelos portugueses. Para evitar cruzar qualquer \u00e1rea reivindicada por seus conterr\u00e2neos, Magalh\u00e3es planejou encontrar uma rota mar\u00edtima ocidental para as Molucas. Desde Colombo, cerca de 500 navios haviam tentado em v\u00e3o achar uma passagem atrav\u00e9s do continente americano.<\/p>\n<p>A Armada das Molucas \u2013 cinco navios totalmente reformados, equipados com canh\u00f5es \u2013 deixou Sevilha em 10 de agosto de 1519, partindo para Sanl\u00facar de Barrameda, no litoral do Oceano Atl\u00e2ntico. De l\u00e1, a frota zarpou com cerca de 240 tripulantes em 20 de setembro.<\/p>\n<p>&#8220;Enriquecer, fundar col\u00f4nias para a Espanha, cristianizar e, em n\u00edvel pessoal, a perspectiva de ascens\u00e3o social: com esses objetivos, Magalh\u00e3es partiu&#8221;, explica o historiador Christoph Jostmann, que se ocupou intensamente do navegador portugu\u00eas. Em seu livro recente,\u00a0<em>Magellan oder Die erste Umsegelung der Erde<\/em>\u00a0(Magalh\u00e3es ou a primeira circum-navega\u00e7\u00e3o da Terra), ele descreve vividamente o que o aventureiro e seus companheiros vivenciaram nessa primeira volta ao redor do globo: tempestades, calmarias, fome, sede, doen\u00e7as, motins e conflitos mortais com os povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>&#8220;Isso n\u00e3o tem nada a ver com romantismo da navega\u00e7\u00e3o&#8221;, aponta Jostmann. &#8220;Cerca de 50 homens viveram por meses numa banheira de madeira, que talvez tivesse uma \u00e1rea de 150 metros quadrados, sem instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, sem cozinha, sem privacidade. A comida era modesta, quase n\u00e3o havia cuidados m\u00e9dicos; al\u00e9m disso, a incerteza de uma miss\u00e3o suicida.&#8221;<\/p>\n<p>Primeiro a frota navegou para as Ilhas Can\u00e1rias; depois, ao longo da costa africana, at\u00e9 Serra Leoa. No ponto mais estreito, atravessou o Atl\u00e2ntico e alcan\u00e7ou o continente americano, na altura de onde hoje fica o Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Continuou ao longo da costa leste da Am\u00e9rica do Sul, sempre em busca da hipot\u00e9tica passagem para o oeste, num processo extremamente penoso. A frota teve que atracar para passar o inverno, a situa\u00e7\u00e3o de abastecimento ficou cada vez mais dif\u00edcil, o clima a bordo dos navios foi piorando cada vez mais. Houve um motim.<\/p>\n<div class=\"picBox full\nrechts\n\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/fern%C3%A3o-de-magalh%C3%A3es-e-a-primeira-circum-navega%C3%A7%C3%A3o-do-planeta\/a-49966518#\" rel=\"nofollow\"><img decoding=\"async\" title=\"Retrato de Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es, no Museu Municipal de Sevilha\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/49837384_401.jpg\" alt=\"Retrato de Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es, no Museu Municipal de Sevilha\" \/><\/a>Retrato de Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es, no Museu Municipal de Sevilha<\/p>\n<\/div>\n<p>Magalh\u00e3es se manteve perseverante: em 21 de outubro de 1520, descobriu um cabo e navegou entre a ponta sul do continente americano e a Ilha Grande da Terra do Fogo, num vasto labirinto de canais, embora um primeiro navio tenha se perdido. Outra caravela aproveitou a confus\u00e3o para escapar de volta para a Espanha. Mas a t\u00e3o esperada passagem atrav\u00e9s de \u00e1guas marcadas pela tempestade foi encontrada, gra\u00e7as a muita sorte. A armada reduzida levara seis semanas para chegar ao Oceano Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Do sudeste do Pac\u00edfico, Magalh\u00e3es seguiu durante tr\u00eas meses e meio em dire\u00e7\u00e3o noroeste, sem se deparar com ilhas habitadas. Fome, sede e doen\u00e7a ceifaram 19 vidas, antes que se encontrasse \u00e1gua fresca e comida numa das Ilhas Marianas. Tr\u00e1gico \u00e9 que a frota passou perto de uma s\u00e9rie de ilhas que poderiam lhe ter fornecido \u00e1gua e alimentos, sem notar sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Finalmente, as tripula\u00e7\u00f5es \u2013 os 150 marinheiros restantes \u2013 aportaram em 21 de mar\u00e7o de 1521, como primeiros europeus nas Filipinas. Para Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es, era a esta\u00e7\u00e3o final: seu objetivo era tomar posse dessas ricas ilhas para a Espanha e, possivelmente, mais tarde tornar-se seu governador.<\/p>\n<p>&#8220;Quando ele chega \u00e0s Filipinas, faz uma apresenta\u00e7\u00e3o t\u00e3o espetacular, que os nativos se convertem ao cristianismo em grande n\u00famero e se submetem \u00e0 Espanha&#8221;, relata o historiador Jostmann.<\/p>\n<p>Mas nem todos. Ao tentar subjugar militarmente uma aldeia, em 21 de abril, Magalh\u00e3es foi atingido por uma lan\u00e7a e um dardo envenenado e morreu. As caravelas restantes zarparam \u00e0s pressas, tendo uma que ser afundada por n\u00e3o haver marinheiros suficientes.<\/p>\n<p>Sob o comando de Juan Sebasti\u00e1n Elcano, os dois navios restantes partiram das Filipinas para as Ilhas das Especiarias. Ali, finalmente embarcaram a t\u00e3o esperada carga. Para a volta, Elcano escolheu a rota do Cabo da Boa Esperan\u00e7a. O outro navio ainda restante fracassou no caminho do Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Quase tr\u00eas anos ap\u00f3s a partida da Armada das Molucas, a circum-navega\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria e n\u00e3o programada de Magalh\u00e3es foi conclu\u00edda por Elcano. Em 6 de setembro de 1522, a nau Victoria chegou ao porto espanhol de partida, Sanl\u00facar de Barrameda.<\/p>\n<p>Dos 240 que partiram, cerca de 20 marinheiros sobreviveram e colheram a gl\u00f3ria pela primeira circum-navega\u00e7\u00e3o historicamente documentada. Desde meados do s\u00e9culo 19, a passagem ocidental homenageia Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es com o nome Estreito de Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, Magalh\u00e3es era exaltado por muitos intelectuais como her\u00f3i e g\u00eanio. &#8220;Hoje, isso acabou e n\u00e3o se justifica&#8221;, aponta Christian Jostmann, especialmente tendo em vista a posterior coloniza\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 preciso entend\u00ea-lo como um ser humano em sua \u00e9poca&#8221;, mas devendo-se tamb\u00e9m reconhecer sua ambi\u00e7\u00e3o e for\u00e7a de vontade. Mas o historiador n\u00e3o v\u00ea qualquer raz\u00e3o para celebrar o navegador.<\/p>\n<div class=\"longText\">\n<div class=\"gallery col3\">\n<div class=\"imgTeaserL slideshow noDim\" data-id=\"18998764\" data-title=\"A hist\u00f3ria dos cruzeiros\" data-date=\"20160122\" data-firstcategory=\"19990029\">\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Kreuzfahrt \" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/18982690_303.jpg\" alt=\"Kreuzfahrt \" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4>A HIST\u00d3RIA DOS CRUZEIROS<\/h4>\n<h2>Novo cap\u00edtulo da navega\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O 22 de janeiro de 1891 foi um dia desagrad\u00e1vel na cidade de Cuxhaven, na Baixa Sax\u00f4nia. O vento era forte, o mar se encrespara. A bordo do Augusta Victoria, parte dos 174 passageiros lutava para manter os est\u00f4magos calmos, com ostras intactas na sala de jantar. Mas os dois meses seguintes mudaram tudo: a &#8220;Orient Expedition&#8221;, a primeira viagem de um navio-cruzeiro, foi um sucesso espetacular.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Albert Ballin\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/18996166_303.jpg\" alt=\"Albert Ballin\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4>A HIST\u00d3RIA DOS CRUZEIROS<\/h4>\n<h2>Ideia surgida da necessidade<\/h2>\n<p>A ideia de Albert Ballin, de enviar o Augusta Victoria num cruzeiro de lazer em climas mais quentes, era simplesmente genial. De outra forma, o maior navio de passageiros ent\u00e3o existente, com 144 metros, teria passado todo o inverno ancorado. Durante a esta\u00e7\u00e3o fria, a demanda pela passagem transatl\u00e2ntica usual se reduzia bastante, pois o Atl\u00e2ntico Norte era perigoso demais para se navegar.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Kreuzfahrt \" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/18982788_303.jpg\" alt=\"Kreuzfahrt \" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4>A HIST\u00d3RIA DOS CRUZEIROS<\/h4>\n<h2>Nascem os cruzeiros de f\u00e9rias<\/h2>\n<p>Com esse cruzeiro mediterr\u00e2neo de f\u00e9rias em 1891, Ballin, ent\u00e3o diretor da companhia de navega\u00e7\u00e3o Hapag, encontrou uma excelente oportunidade de neg\u00f3cios. Havia clientes interessados em destinos ensolarados, como Constantinopla ou N\u00e1poles. E, em vez de migrantes desesperados, os passageiros eram industriais ricos. Essa sacada de mercado colocou a Hapag na dianteira da concorr\u00eancia.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Kreuzfahrt \" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/18982695_303.jpg\" alt=\"Kreuzfahrt \" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4>A HIST\u00d3RIA DOS CRUZEIROS<\/h4>\n<h2>Sem luxo nem divers\u00e3o<\/h2>\n<p>At\u00e9 meados do s\u00e9culo 19, as viagens oce\u00e2nicas eram tudo, menos divers\u00e3o. No conv\u00e9s inferior, onde passageiros da terceira classe tomavam o lugar da carga vinda da Am\u00e9rica, as condi\u00e7\u00f5es eram cru\u00e9is. Epidemias se alastravam e a comida era escassa. O pior de tudo: o tempo que uma embarca\u00e7\u00e3o levaria para atravessar o Atl\u00e2ntico era desconhecido e vari\u00e1vel.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Kreuzfahrt \" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/18982684_303.jpg\" alt=\"Kreuzfahrt \" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4>A HIST\u00d3RIA DOS CRUZEIROS<\/h4>\n<h2>Vapores promissores<\/h2>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o melhorou a partir de 1889, quando entrou em servi\u00e7o o Teutonic, o primeiro transoce\u00e2nico a vapor sem velas. Ele pertencia \u00e0 brit\u00e2nica White Star Line, que competia com outras companhias mar\u00edtimas pelo controle do mercado atl\u00e2ntico. Sua meta era sempre continuar se aprimorando em velocidade e conforto \u2013 pelo menos para a primeira classe. Na foto, o sal\u00e3o das senhoras do Augusta Victoria.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Kreuzfahrt \" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/18982709_303.jpg\" alt=\"Kreuzfahrt \" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4>A HIST\u00d3RIA DOS CRUZEIROS<\/h4>\n<h2>Titanic, um golpe fat\u00eddico<\/h2>\n<p>Ao come\u00e7ar a navegar, em 1912, o Titanic era o maior navio em funcionamento do mundo. Seus operadores pretendiam estabelecer novos padr\u00f5es de luxo em termos de recursos e servi\u00e7os. No entanto, em sua viagem inaugural entre Southampton e Nova York, ele colidiu com um iceberg, indo a pique. Num dos desastres mar\u00edtimos mais fat\u00eddicos da hist\u00f3ria moderna, 1.514 dos 2.200 passageiros morreram.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Kreuzfahrtschiff - Sonnendeck\" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/18703703_303.jpg\" alt=\"Kreuzfahrtschiff - Sonnendeck\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4>A HIST\u00d3RIA DOS CRUZEIROS<\/h4>\n<h2>Cruzeiros de massa<\/h2>\n<p>Apesar do golpe representado pelo Titanic, de l\u00e1 para c\u00e1 o n\u00famero dos navios-cruzeiros e de passageiros s\u00f3 tem aumentado. Em 2015, cerca de 22 milh\u00f5es de pessoas viajaram em cruzeiros, cujos pre\u00e7os foram baixando \u00e0 medida que se transformaram em neg\u00f3cio de massa. Hoje, uma viagem transatl\u00e2ntica a partir da Alemanha gira em torno de 1.500 euros \u2013 30% menos do que cinco anos atr\u00e1s.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Kreuzfahrt \" src=\"https:\/\/www.dw.com\/image\/18982680_303.jpg\" alt=\"Kreuzfahrt \" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4>A HIST\u00d3RIA DOS CRUZEIROS<\/h4>\n<h2>Pal\u00e1cios flutuantes<\/h2>\n<p>Em vez da biblioteca a bordo, hoje se aposta em simuladores de surfe, cinemas Imax e tobog\u00e3s de dez andares. Ervas s\u00e3o cultivadas em estufas nos pr\u00f3prios navios, e rob\u00f4s preparam coquet\u00e9is no bar. Em 2016, 11 novos cruzeiros da classe superluxo ser\u00e3o lan\u00e7ados em diversas partes do mundo. Eles ostentam su\u00edtes de at\u00e9 360 metros quadrados \u2013 por bem mais de 1.500 euros por pessoa, \u00e9 claro.<\/p>\n<p class=\"author\">Autoria: Tankred Gugisch \/ Susan Bonney-Cox (av)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cinco s\u00e9culos, navegador portugu\u00eas partia para encontrar passagem que liga Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico no extremo sul do continente americano. 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