{"id":292633,"date":"2019-08-20T06:25:16","date_gmt":"2019-08-20T09:25:16","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=292633"},"modified":"2019-08-20T07:24:02","modified_gmt":"2019-08-20T10:24:02","slug":"morte-de-abelhas-e-investigada-no-vale-do-sao-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/morte-de-abelhas-e-investigada-no-vale-do-sao-francisco\/","title":{"rendered":"Morte de abelhas \u00e9 investigada no Vale do S\u00e3o Francisco"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"titulo-materia\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p class=\"mg_sutia\" style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Segundo a Univasf, milhares de abelhas foram encontradas mortas em locais distintos da regi\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<div id=\"noticia_dataautor\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"data-materia\">\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"bordaimg imgnoticia\" title=\"Criadores de abelhas da regi\u00e3o procuraram os \u00f3rg\u00e3os para investigar o motivo da morte e desaparecimento dos insetos \/ Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Cemafauna\" src=\"https:\/\/jconlineimagem.ne10.uol.com.br\/imagem\/noticia\/2019\/08\/19\/normal\/837c7e174e4a4e59536547684d8b0d67.jpg\" alt=\"Criadores de abelhas da regi\u00e3o procuraram os \u00f3rg\u00e3os para investigar o motivo da morte e desaparecimento dos insetos \/ Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Cemafauna\" \/><\/p>\n<div class=\"legenda-foto\" style=\"text-align: justify;\">Criadores de abelhas da regi\u00e3o procuraram os \u00f3rg\u00e3os para investigar o motivo da morte e desaparecimento dos insetos<\/div>\n<div class=\"credito-foto\" style=\"text-align: justify;\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Cemafauna<\/div>\n<div class=\"campo-subassinatura\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><span class=\"nome-subassinatura\">Mar\u00edlia Banholzer<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"noticia_corpodanoticia\" class=\"t13 manipularFonte\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1 prevista para o in\u00edcio do m\u00eas de setembro uma reuni\u00e3o entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Pernambuco (MPPE) e \u00f3rg\u00e3os ligados \u00e0 agropecu\u00e1ria no<a href=\"https:\/\/jconline.ne10.uol.com.br\/canal\/economia\/pernambuco\/noticia\/2019\/08\/19\/suco-de-uva-do-vale-do-sao-francisco-conquista-consumidor-nordestino-385978.php\">\u00a0Vale do S\u00e3o Francisco<\/a>. O tema ser\u00e1 a investiga\u00e7\u00e3o do que pode estar causando a morte de abelhas na regi\u00e3o. O caso est\u00e1 sendo acompanhado pela promotora de Justi\u00e7a Rosane Moreira Cavalcanti. Para o encontro est\u00e3o convidadas a Ag\u00eancia Pernambucana de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Apevisa); a Ag\u00eancia de Defesa e Fiscaliza\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria de Pernambuco (Adagro); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa); e as Ag\u00eancias Nacional (Anvisa) e Municipal de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o Centro de Manejo de Fauna da Caatinga da Universidade Federal do Vale do S\u00e3o Francisco (Cemafauna \u2013 Univasf), em setembro do ano passado, criadores de abelhas da regi\u00e3o procuraram a institui\u00e7\u00e3o para investigar o motivo da morte e desaparecimento dos insetos. A partir de ent\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o vem sendo analisada pela pesquisadora Aline Andrade e Silva, da Universidade Federal do Vale do S\u00e3o Francisco (Univasf).<\/p>\n<div id=\"noticia_vinculadas\" class=\"fiolinha t12\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Diversos fatores podem estar relacionados, como a redu\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o natural que vem dando espa\u00e7o a monocultura dos tradicionais cultivos aqui da regi\u00e3o, ao mesmo quest\u00f5es clim\u00e1ticas. No entanto, as an\u00e1lises iniciais feitas nas abelhas mortas e no mel, comprovam a presen\u00e7a de res\u00edduo de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas nas \u00e1reas cuticulares (pele) de abelhas e no pr\u00f3prio mel&#8221;, explicou a bi\u00f3loga que tem p\u00f3s-doutorado em gen\u00e9tica e evolu\u00e7\u00e3o de abelhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aline refor\u00e7a que o estudo est\u00e1 em andamento e n\u00e3o h\u00e1 conclus\u00f5es de que os defensivos possam ser a causa direta da morte dos insetos. Segundo ela, os materiais colhidos para estudo est\u00e3o sendo analisados em parceria com Universidade de S\u00e3o Paulo, em Ribeir\u00e3o Preto, e a Universidade de Cardiff, na Inglaterra. J\u00e1 foram analisados 468 lotes de mel e 1003 abelhas encontradas mortas em locais distintos. At\u00e9 o fim deste ano, a equipe t\u00e9cnica da Cemafauna ir\u00e1 divulgar um relat\u00f3rio conclusivo sobre o caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Fomos procurados pelos produtores para auxiliar nas an\u00e1lises e descobrir o que est\u00e1 acontecendo. Os teste s\u00e3o muito caros e atrav\u00e9s de parceria feitas pela universidade temos conseguindo realiz\u00e1-los. Essa regi\u00e3o do Vale \u00e9 muito rica em planta\u00e7\u00f5es e precisa do papel polinizador das abelhas. O nosso objetivo \u00e9 ajudar a evitar a perda desses insetos e contribuir com esse ecossistema&#8221;, pontuou Aline Andrade Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da poliniza\u00e7\u00e3o e da import\u00e2ncia para a fruticultura, o Vale do S\u00e3o Francisco \u00e9 o segundo produtor de mel do Brasil, ficando atr\u00e1s apenas do Rio Grande do Sul. Mas, segundo a Associa\u00e7\u00e3o dos Criadores de Abelhas do Munic\u00edpio de Petrolina, a redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de mel vem sendo sentida h\u00e1 cerca de tr\u00eas anos, mas s\u00f3 agora relacionaram com a morte dos insetos. A estimativa da associa\u00e7\u00e3o, que conta com 32 associados, \u00e9 de que a produ\u00e7\u00e3o que j\u00e1 chegou a 30 toneladas de mel, por ano, hoje caiu em 40%.<br \/>\nEm artigo publicado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO), o papel das abelhas \u00e9 ressaltado: &#8220;Um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o mundial de alimentos depende diretamente da sua atividade polinizadora e as abelhas s\u00e3o, entre os polinizadores, aquelas que desempenham a poliniza\u00e7\u00e3o de forma mais eficaz&#8221;. O texto ainda traz a estimativa de que o valor dos servi\u00e7os ecol\u00f3gicos e econ\u00f4micos fornecidos pelas abelhas corresponde a US$ 577 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O agr\u00f4nomo e agricultor Silvio Medeiros, 57 anos, tem mil hectares de planta\u00e7\u00e3o de frutas como mel\u00e3o, uva e manga no Vale do S\u00e3o Francisco. Ele confirma a import\u00e2ncia das abelhas para as produ\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o relaciona a morte das abelhas na regi\u00e3o com o uso de defensivos agr\u00edcolas. &#8220;Eu alugo colmeias para manter as abelhas nos meus cultivos. Sem d\u00favida elas s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia para a agricultura. Mas n\u00e3o acredito que elas estejam morrendo por causa de agrot\u00f3xicos. Exportamos para o mundo todo e se houve agrot\u00f3xico que mata abelha nossos cont\u00eaineres seriam incinerados&#8221;, defendeu Silvio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele ainda relaciona a morte dos insetos a um processo natural causado pela longa seca enfrentada pelos estados nordestinos. &#8220;N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as abelhas. O gado morreu, as cabras, a vegeta\u00e7\u00e3o. Se nem o Xique-xique deu flor, como \u00e9 que as abelhas iriam sobreviver? \u00c9 \u00f3bvio que essas mortes est\u00e3o sendo causadas pela seca de sete ano que enfrentamos&#8221;, finalizou. (JC)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a Univasf, milhares de abelhas foram encontradas mortas em locais distintos da regi\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":263025,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,11],"tags":[],"class_list":["post-292633","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-regional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/abelhas.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/292633","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=292633"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/292633\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/263025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=292633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=292633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=292633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}