{"id":293089,"date":"2019-08-24T11:43:59","date_gmt":"2019-08-24T14:43:59","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=293089"},"modified":"2019-08-24T11:43:59","modified_gmt":"2019-08-24T14:43:59","slug":"cientistas-criam-exame-de-sangue-capaz-de-prever-risco-de-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cientistas-criam-exame-de-sangue-capaz-de-prever-risco-de-morte\/","title":{"rendered":"Cientistas criam exame de sangue capaz de prever risco de morte"},"content":{"rendered":"<div class=\"article-container\">\n<div class=\"article-header-container\">\n<div class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<article><main><\/p>\n<div class=\"story-content-container\">\n<div class=\"editor-container\">\n<p>Um grupo de pesquisadores holandeses desenvolveu um novo m\u00e9todo de exames de sangue que pode prever a probabilidade de morte de uma pessoa nos pr\u00f3ximos anos. A novidade, segundo eles, \u00e9 capaz de identificar a presen\u00e7a de c\u00e9lulas comumente relacionadas a afli\u00e7\u00f5es e doen\u00e7as que podem levar um indiv\u00edduo a \u00f3bito e, com isso, incentivar as pessoas a adotarem pr\u00e1ticas e h\u00e1bitos mais saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cA associa\u00e7\u00e3o de nossos marcadores biol\u00f3gicos com a morte \u00e9 bem forte\u201d, explicou a autora do estudo, P. Eline Slagboom, expert em processos de longevidade e envelhecimento humano, em um e-mail enviado \u00e0 Discover Magazine. A descoberta, segundo ela, \u201c\u00e9 particularmente impressionante, considerando que se baseia em 14 marcadores metab\u00f3licos no sangue, medidos em um ponto \u00fanico na vida dos indiv\u00edduos\u201d.<\/p>\n<p>A ideia de saber o qu\u00e3o pr\u00f3ximo voc\u00ea est\u00e1 de morrer pode ser assustadora, mas os pesquisadores defendem a sua aplica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Eles indicam, por exemplo, que uma pessoa com um \u00edndice de mortalidade mais alto pode ou n\u00e3o ser fr\u00e1gil demais para uma interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica e recomendar outros m\u00e9todos e cura ou controle, por exemplo.<\/p>\n<div class=\"article-image-container\">\n<figure>\n<div class=\"media-outer-container\">\n<div class=\"media-outer-container\">\n<div class=\"media-container\"><img decoding=\"async\" class=\"image\" src=\"https:\/\/p0.ipstatp.com\/large\/pgc-image-va\/Ra1Rwbo2RWfRdx\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div><figcaption>&#8220;Biomarcadores&#8221; descobertos por pesquisadores holandeses fazem com que um novo exame de sangue possa prever riscos de morte em popula\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias idades<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A pesquisa coletou dados de sangue e cl\u00ednicos de bancos ao redor do mundo, totalizando mais de 44 mil cidad\u00e3os europeus com idades entre 18 e 109 anos. Nas idades mais longevas, cerca de 5,5 mil participantes morreram durante o curso do estudo. Por eles, os cientistas identificaram quais biomarcadores estavam mais associados \u00e0 mortalidade e testaram suas descobertas em pessoas de variados grupos et\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os 14 marcadores identificados no estudo s\u00e3o independentes, o que significa que um deles ou a combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios deles podem ser causas para diversas doen\u00e7as: no exemplo do estudo, n\u00edveis mais altos de glicose sugerem mortalidade alta (risco de diabetes, por exemplo), enquanto o teor de gordura poli-insaturada frente ao total de \u00e1cidos gordurosos pode significar um quadro mais saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ao analisar os dados encontrados, os pesquisadores viram que os biomarcadores serviam de indicativo de previs\u00e3o de morte em intervalos de cinco a 10 anos, mantendo-se est\u00e1vel at\u00e9 mesmo em indiv\u00edduos que j\u00e1 passaram dos 60 anos de idade.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 realmente surpreendente o fato de que, se voc\u00ea analisar amostras de sangue uma \u00fanica vez na vida de uma pessoa idosa, essa amostra pode refletir a vulnerabilidade de tal forma que voc\u00ea consegue antecipar riscos de morte em cinco ou 10 anos com boa precis\u00e3o\u201d, disse Joris Deelen, outra autora do estudo.<\/p>\n<p>A ideia agora \u00e9 aplicar as descobertas dessa pesquisa em aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, melhorando interven\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas: \u201cQueremos testar se nossa pontua\u00e7\u00e3o de biomarcadores pode determinar se h\u00e1 melhorias em quadros de alta mortalidade quando medica\u00e7\u00f5es padr\u00e3o s\u00e3o usadas na popula\u00e7\u00e3o idosa\u201d, disse Slagboom.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><\/main><\/article>\n<\/div>\n<div class=\"article-action-container horizontal\">\n<div class=\"article-action\">\n<div class=\"action-left\">\n<div class=\"like-btn\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisa coletou dados de sangue e cl\u00ednicos de bancos ao redor do mundo, totalizando mais de 44 mil cidad\u00e3os europeus com idades entre 18 e 109 anos. 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