{"id":293193,"date":"2019-08-25T11:15:09","date_gmt":"2019-08-25T14:15:09","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=293193"},"modified":"2019-08-25T11:15:09","modified_gmt":"2019-08-25T14:15:09","slug":"os-grandes-museus-entram-na-politica-em-meio-a-ascensao-do-radicalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/os-grandes-museus-entram-na-politica-em-meio-a-ascensao-do-radicalismo\/","title":{"rendered":"Os grandes museus entram na pol\u00edtica em meio \u00e0 ascens\u00e3o do radicalismo"},"content":{"rendered":"<header class=\"col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div id=\"article_header\" class=\"article-header basic | \">\n<h1 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"font_secondary color_gray_dark \" style=\"text-align: justify;\">Exposi\u00e7\u00f5es de arte tamb\u00e9m fazem a revolu\u00e7\u00e3o. As grandes institui\u00e7\u00f5es internacionais enfrentam as novas realidades e ajustam suas cole\u00e7\u00f5es aos debates da atualidade<\/h2>\n<\/div>\n<section class=\"share-bar | border_bottom border_5\">\n<div class=\"content | border_bottom border_1 padding_bottom flex\n              justify_space_between relative\"><\/p>\n<div class=\"\n      social-icons\n      flex container_row\n      horizontal\n\n    \"><\/div>\n<div class=\"\n      social-icons\n      flex container_row\n      horizontal\n\n      right-links\n    \"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<figure class=\"lead_art |  \" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/Yg2ZY53D3VIBtmztoKZhCZKEcZw=\/1500x0\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/VZPLXTTTHHU4S25JGNOABQPDCE.jpg\" alt=\"Mulheres contemplam a obra 'Retrato de Madeleine' (1800), de Marie-Guillemine Benoist, no Museu d\u2019Orsay\" \/><figcaption class=\"color_gray_medium border_bottom border_1 border_gray padding_vertical text_align_right\">Mulheres contemplam a obra &#8216;Retrato de Madeleine&#8217; (1800), de Marie-Guillemine Benoist, no Museu d\u2019Orsay<span class=\"color_black margin_left uppercase light\">FRAN\u00c7OIS GUILLOT (AFP \/ GETTY IMAGES)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"article_byline | margin_bottom_lg  \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"authors flex flex_wrap \"><span class=\"margin_bottom uppercase flex align_items_center margin_right\"><a class=\"color_black\" title=\"Ver todas as not\u00edcias de \u00c1lex Vicente\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/alex_vicente\/a\/\">\u00c1LEX VICENTE<\/a><\/span><\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"place_and_time | uppercase color_gray_medium_lighter\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"article | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<section class=\"article_body | color_gray_dark\">\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Ele \u00e9 chamado de Davos da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/arte_contemporaneo\" data-link-track-dtm=\"\">arte contempor\u00e2nea<\/a>. A cada m\u00eas de fevereiro, os grandes nomes desse setor percorrem as serpenteantes estradas que levam \u00e0 branca Verbier, em um dos rinc\u00f5es mais exclusivos dos Alpes su\u00ed\u00e7os. A 1.500 metros de altitude, entre pitorescos chal\u00e9s de madeira e abastados viajantes que levam seus esquis montanha acima, se fecham durante um final de semana em um hotel de luxo para debater os desafios que inquietam as institui\u00e7\u00f5es de arte. A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Verbier Art Summit tocou em um assunto pol\u00eamico: o papel dos museus diante de um\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/12\/14\/cultura\/1544801008_489541.html\" data-link-track-dtm=\"\">contexto social turbulento<\/a>. Em uma das falas, a artista Tania Bruguera, presa em dezembro durante um protesto contra a censura governamental em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cuba\" data-link-track-dtm=\"\">Cuba<\/a>, relatou sua recente interven\u00e7\u00e3o na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/tate_modern\" data-link-track-dtm=\"\">Tate Modern<\/a>, em que aproveitou o convite do museu londrino para promover projetos de coopera\u00e7\u00e3o em escala vicinal. \u201cComo artista voc\u00ea n\u00e3o pode mudar o mundo, somente as pessoas e seu comportamento pol\u00edtico. N\u00e3o \u00e9 pouco, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 tudo\u201d, alertou.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Provocar essa mudan\u00e7a de perspectiva \u00e9 a quimera perseguida, h\u00e1 certo tempo, por alguns dos maiores museus do mundo. Nos \u00faltimos cinco anos, deixaram de lado sua suposta neutralidade, tantas vezes utilizada para justificar certo imobilismo, e come\u00e7aram a intervir abertamente na arena pol\u00edtica. Institui\u00e7\u00f5es guiadas pelo m\u00e9todo cient\u00edfico e a no\u00e7\u00e3o racionalista de verdade desde os tempos do Iluminismo, os museus integram agora\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/11\/21\/cultura\/1479735571_425031.html\" data-link-track-dtm=\"\">coletivos sub-representados em suas salas<\/a>, descolonizam suas cole\u00e7\u00f5es e procuram f\u00f3rmulas para restituir as obras espoliadas. Exibem at\u00e9 mesmo gesto abertamente militantes. Em 2017, a Tate brit\u00e2nica pendurou a bandeira do arco-\u00edris em sua fachada durante a realiza\u00e7\u00e3o de uma amostra dedicada aos artistas\u00a0<em>queers<\/em> na pintura brit\u00e2nica.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/moma_museo_arte_moderno_nueva_york\" data-link-track-dtm=\"\">MOMA<\/a>\u00a0apoiava artistas dos sete pa\u00edses de maioria mu\u00e7ulmana que receberam o\u00a0<em>travel ban<\/em>\u00a0de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/donald_trump\" data-link-track-dtm=\"\">Donald Trump<\/a>, exibindo suas obras dias depois da aprova\u00e7\u00e3o do pol\u00eamico veto migrat\u00f3rio. Em seu 90\u00b0 anivers\u00e1rio, o museu nova-iorquino coroar\u00e1 em outubro essa mudan\u00e7a com uma nova apresenta\u00e7\u00e3o de sua exposi\u00e7\u00e3o permanente. Na sala dedicada \u00e0 arte do p\u00f3s-guerra, mitos como\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/andy_warhol\" data-link-track-dtm=\"\">Warhol<\/a>\u00a0e Rauschenberg conviver\u00e3o com artistas de outros locais, como Ibrahim El-Salahi, Lygia Clark e Herv\u00e9 T\u00e9l\u00e9maque. \u201cSignifica deixar para tr\u00e1s o sentido da perman\u00eancia e do can\u00f4nico para favorecer um modelo mutante, que possa responder continuamente ao que acontece na pesquisa sobre a hist\u00f3ria da arte, mas tamb\u00e9m no mundo de hoje\u201d, diz a curadora Sarah Suzuki, respons\u00e1vel pelo projeto.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Entre os partid\u00e1rios de se adotar um papel mais pol\u00edtico tamb\u00e9m est\u00e1 a diretora da Tate, Maria Balshaw, que chegou ao cargo h\u00e1 dois anos. Essa mulher de 49 anos, que fez carreira democratizando o acesso \u00e0 arte contempor\u00e2nea no empobrecido norte da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/inglaterra\" data-link-track-dtm=\"\">Inglaterra<\/a>, aposta agora em us\u00e1-lo como ant\u00eddoto ao crescimento nacionalista. \u201cN\u00e3o podemos nos dirigir somente aos que j\u00e1 gostamos. Nosso papel \u00e9 relembrar que o mundo \u00e9 um lugar cheio de pontos de vista m\u00faltiplos e rebater esse discurso altamente emotivo e polarizado sobre o qual se ergue o populismo\u201d, afirma. Diante do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/referendum_permanencia_reino_unido_ue\" data-link-track-dtm=\"\"><em>Brexit<\/em><\/a>, Balshaw pensa em manter as pontes com os museus europeus, com os quais coproduz suas exposi\u00e7\u00f5es, e fazer circular as obras atrav\u00e9s de acordos com 35 institui\u00e7\u00f5es por todo o territ\u00f3rio brit\u00e2nico. \u201cParte da divis\u00e3o em meu pa\u00eds tem a ver com o fato de as pessoas acharem que Londres tem privil\u00e9gios que o restante n\u00e3o tem. E n\u00e3o quero ter que dar-lhes raz\u00e3o\u201d, diz. Outra de suas apostas est\u00e1 relacionada \u00e0s exposi\u00e7\u00f5es temporais, que a partir dessa temporada ser\u00e3o parit\u00e1rias. Artistas como Paula Rego, Magdalena Abakanowicz e Lynette Yiadom-Boakye ter\u00e3o direito \u00e0s mesmas honras que homens de carreira id\u00eantica.<\/p>\n<figure class=\"article_image | margin_top\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/S95ApRIco4Hfjl5zYrPVSP8AA6E=\/1500x0\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/T7I6VVBA3VGEGI3UDJPALV64XY.jpg\" alt=\"A artista cubana Tania Bruguera, em um ato na Tate Modern de Londres.\" \/><figcaption class=\"caption | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right margin_vertical color_gray_medium\">A artista cubana Tania Bruguera, em um ato na Tate Modern de Londres.<span class=\"color_black margin_left uppercase light\">DANIEL LEAL-OLIVAS (AFP \/ GETTY IMAGES)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">No Brasil, Jochen Volz dirige a Pinacoteca de S\u00e3o Paulo desde 2017, de modo que foi testemunha do ciclo pol\u00edtico de alta voltagem que culminou com a chegada de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/jair_messias_bolsonaro\" data-link-track-dtm=\"\">Jair Bolsonaro<\/a>\u00a0ao poder. \u201cO Brexit, as elei\u00e7\u00f5es no Brasil e a guinada pol\u00edtica nos Estados Unidos nos servem de provas de uma compreens\u00e3o bin\u00e1ria do mundo. Acredito na capacidade da arte para sustentar verdades m\u00faltiplas e quero encontrar formas de aplicar esse princ\u00edpio a outros campos da vida p\u00fablica\u201d, afirma. Esse alem\u00e3o de 48 anos tamb\u00e9m defende a conversa com seus inimigos. \u201cAt\u00e9 mesmo com movimentos religiosos radicais que podemos considerar aterrorizantes. Se uma parte consider\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o se identifica com eles, temos essa responsabilidade. Caso contr\u00e1rio, seremos um museu somente \u00e0 elite\u201d, diz Volz. Isso n\u00e3o comporta nenhuma benevol\u00eancia com o poder. Durante a campanha presidencial, programou a exposi\u00e7\u00e3o Mulheres Radicais, que exibia a obra de uma centena de artistas latinas que, nos anos sessenta e setenta, transformaram sua arte em uma modesta plataforma de dissid\u00eancia pol\u00edtica. \u201cFoi uma exposi\u00e7\u00e3o cheia de ferramentas para criar suas pr\u00f3prias armas de resist\u00eancia. Poucas vezes vi uma mostra que tivesse tanto impacto em tempo real\u201d, afirma Volz, que agora exp\u00f5e Somos Muit+s, uma exposi\u00e7\u00e3o coletiva que promove o \u201cinterc\u00e2mbio social e a ideia de coletivo\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"quote quote_block | font_secondary border border_1 border_solid border_gray_dark border-box pull_right\">\n<div>O MOMA apoiou criadores de pa\u00edses mu\u00e7ulmanos ap\u00f3s o veto migrat\u00f3rio de Trump<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Ao entrar no Museu d\u2019Orsay, entre uma multid\u00e3o de turistas que fazem fila, o visitante encontra uma programa\u00e7\u00e3o protagonizada exclusivamente por mulheres: a impressionista Berthe Morisot, a brit\u00e2nica Tracey Emin e um novo percurso tem\u00e1tico sobre as artistas do s\u00e9culo XIX. Sua art\u00edfice \u00e9 a nova presidenta do museu, Laurence des Cars, nomeada em 2017. At\u00e9 meados de julho, havia uma quarta op\u00e7\u00e3o: O Modelo Negro, bem-sucedida mostra sobre a representa\u00e7\u00e3o de homens e mulheres negros ao longo da hist\u00f3ria da arte. A exposi\u00e7\u00e3o exibiu os modelos an\u00f4nimos nos quadros de Manet e G\u00e9ricault. \u201cH\u00e1 somente 10 anos teria sido imposs\u00edvel organiz\u00e1-la. Entre outras coisas, porque eu n\u00e3o teria pensado em prop\u00f4-la\u201d, confessa Des Cars. \u201cOs respons\u00e1veis pelas institui\u00e7\u00f5es perceberam que t\u00eam uma responsabilidade. Os museus n\u00e3o podem ser um lugar isolado, dedicados somente ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/turismo\" data-link-track-dtm=\"\">turismo\u00a0<\/a>e \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Devem se amparar em tem\u00e1ticas que estejam no cora\u00e7\u00e3o da sociedade atual, com seriedade e sem oportunismo, mas tamb\u00e9m sem ter medo de ser pol\u00edticos\u201d, acrescenta a diretora. Outra de suas medidas consistiu em mudar os t\u00edtulos de quadros que inclu\u00edam termos racistas. Entre eles, Retrato de Madeleine \u2013 antes chamado Portrait d\u2019une n\u00e9gresse, termo pejorativo no franc\u00eas atual \u2013, esbo\u00e7o de uma escrava transformado em s\u00edmbolo dessa mudan\u00e7a de paradigma desde que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/06\/18\/cultura\/1529347005_323085.html\" data-link-track-dtm=\"\">Beyonc\u00e9 o incluiu no v\u00eddeo que gravou no Louvre<\/a>. \u201cA literatura, o cinema e o teatro falam sem problemas desses assuntos. Os museus tamb\u00e9m devem poder faz\u00ea-lo\u201d, conclui Des Cars.<\/p>\n<blockquote class=\"quote quote_block | font_secondary border border_1 border_solid border_gray_dark border-box pull_left\">\n<div>&#8216;Retrato de Madeleine&#8217; \u00e9 o s\u00edmbolo da mudan\u00e7a de paradigma desde que apareceu em um v\u00eddeo de Beyonc\u00e9<\/div>\n<\/blockquote>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">O que \u00e9 um museu?<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">O debate sobre a politiza\u00e7\u00e3o crescente dos museus chegou ao Conselho Internacional de Museus (ICOM). A organiza\u00e7\u00e3o prop\u00f5e adotar em sua pr\u00f3xima assembleia geral de Kioto (de 1 a 7 de setembro) uma defini\u00e7\u00e3o do que um museu deve ser. A nova descri\u00e7\u00e3o os considera \u201cespa\u00e7os democratizantes, inclusivos e polif\u00f4nicos para o di\u00e1logo cr\u00edtico\u201d, que garantem \u201ca igualdade de direitos\u201d e contribuem \u201c\u00e0 dignidade humana, \u00e0 justi\u00e7a social e ao bem-estar planet\u00e1rio\u201d. Vinte delega\u00e7\u00f5es do ICOM, incluindo a espanhola, pediram uma prorroga\u00e7\u00e3o para encontrar uma defini\u00e7\u00e3o menos ideol\u00f3gica.<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, Jochen Volz dirige a Pinacoteca de S\u00e3o Paulo desde 2017, de modo que foi testemunha do ciclo pol\u00edtico de alta voltagem que culminou com a chegada de\u00a0Jair Bolsonaro\u00a0ao poder. \u201cO Brexit, as elei\u00e7\u00f5es no Brasil e a guinada pol\u00edtica nos Estados Unidos nos servem de provas de uma compreens\u00e3o bin\u00e1ria do mundo. 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