{"id":294987,"date":"2019-09-11T11:55:56","date_gmt":"2019-09-11T14:55:56","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=294987"},"modified":"2019-09-11T11:55:56","modified_gmt":"2019-09-11T14:55:56","slug":"babinski-o-pintor-polones-que-regou-sementes-de-resistencia-no-sertao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/babinski-o-pintor-polones-que-regou-sementes-de-resistencia-no-sertao\/","title":{"rendered":"Babinski, o pintor polon\u00eas que regou sementes de resist\u00eancia no sert\u00e3o\u00a0"},"content":{"rendered":"<div class=\"articulo__apertura\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div class=\"articulo-encabezado-texto\">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">H\u00e1 28 anos, o artista modernista Maciej Babinski vive na zona rural da pequena cidade de V\u00e1rzea Alegre, no Cear\u00e1, onde criou uma galeria de arte que mant\u00e9m aberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto superior foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567619907_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567619907_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567619907_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567619907_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Maciej e L\u00eddia Babinski, na galeria de arte que criaram no sert\u00e3o.\" width=\"980\" height=\"598\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Maciej e L\u00eddia Babinski, na galeria de arte que criaram no sert\u00e3o.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">BEATRIZ JUC\u00c1<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma firma--vertical\">\n<div class=\"autor\">\n<figure class=\"foto\"><\/figure>\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Beatriz Juc\u00e1\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/beatriz_juca_pinheiro\/a\/\">BEATRIZ JUC\u00c1<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo-introduccion\" class=\"articulo-introduccion\">\n<p>\u00c9 preciso percorrer pouco mais de dez quil\u00f4metros em uma estrada de terra vermelha pouco iluminada para chegar at\u00e9 a casa do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/pintura\">pintor<\/a>\u00a0polon\u00eas Maciej Babinski. Ali, em um s\u00edtio localizado em pleno sert\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/ceara\">Cear\u00e1<\/a>\u00a0\u2014 a 430 quil\u00f4metros da capital Fortaleza\u2014 ,o artista de 88 anos acostumado a expor suas obras em importantes museus do Brasil e do mundo, construiu um verdadeiro o\u00e1sis da arte: uma galeria e um ateli\u00ea sempre abertos \u00e0 visita\u00e7\u00e3o que funcionam no duplex anexo \u00e0 casa dele. Por l\u00e1, passam desde estudantes das escolas locais at\u00e9 artistas e pesquisadores que cruzam o pa\u00eds para visit\u00e1-lo. &#8220;Sou contra a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/globalizacion\">globaliza\u00e7\u00e3o<\/a>. Eu acho que a cultura vai sobreviver nas aldeias do mundo&#8221;, filosofa Babinski, enquanto se acomoda em uma poltrona de sua sala e balan\u00e7a um copo de u\u00edsque com gelo. Depois de 28 anos vivendo distante dos grandes centros de arte do Brasil \u2014o pintor viveu no Rio de Janeiro, Bras\u00edlia e S\u00e3o Paulo quando chegou ao pa\u00eds, nos anos 50\u2014, ele retornou \u00e0 capital paulista neste s\u00e1bado (7) para abrir a exposi\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Retratos Eri\u00e7ados<\/em>, em cartaz na Pharmacia Cultural Funda\u00e7\u00e3o Stickel at\u00e9 o dia 1\u00ba de novembro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua casa cearense, Babinski recebe os visitantes na porta da casa de pavimento \u00fanico onde vive, de cal\u00e7a jeans e camiseta azul marinho. As paredes claras da sala e dos dois quartos da casa est\u00e3o repletas de obras de arte: h\u00e1 algumas feitas pelo pr\u00f3prio artista e outras telas que ganhou de amigos. Com um leve sotaque estrangeiro e um portugu\u00eas impec\u00e1vel, Babinski se apressa em contar como V\u00e1rzea Alegre, uma cidade de 40.000 habitantes no sul do Cear\u00e1 que provavelmente n\u00e3o atrairia por si grandes artistas, lhe reconectou com os valores da inf\u00e2ncia. &#8220;Esta cidade me deu uma nova no\u00e7\u00e3o do tempo. A \u00fanica maneira de n\u00e3o perder essa no\u00e7\u00e3o do tempo \u00e9 tentar estudar a hist\u00f3ria. Eu tenho isso de gra\u00e7a, porque vivi o tempo passado. Quanto mais velho voc\u00ea fica, mais lembra do que aconteceu l\u00e1 atr\u00e1s. Tudo isso eu t\u00f4 podendo desfrutar hoje de maneira consciente&#8221;, ele diz.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CMDbh5eCyeQCFU18wQod_YsGlA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_7811748\/elpais_web\/brasil\/cultura\/intext_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascido na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/polonia\">Pol\u00f4nia<\/a>\u00a0entre as duas grandes guerras mundiais, Babinski precisou fugir da segunda delas na primeira d\u00e9cada de vida, quando seu pa\u00eds foi invadido pela Alemanha. Passou parte da inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia na Inglaterra e no Canad\u00e1, para onde seus pais migraram com a fam\u00edlia. Foi um tio que passou alguns meses detido em um\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/04\/20\/cultura\/1555752935_500660.html\">campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista<\/a>\u00a0que lhe desvelou o mundo da arte. Fascinado com a V\u00eanus do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sandro_botticelli\">artista italiano Sandro Botticelli<\/a>\u00a0que viu na primeira visita que fez ao Louvre gra\u00e7as a este tio, Babinski experimentou a aquarela aos oito anos de idade. Mais tarde, no Canad\u00e1, estudou pintura ao ar livre e gravura. Em Montreal, integrou o grupo de vanguarda\u00a0<em>Les Automatistes<\/em>\u00a0(Os Automatistas), reunido em torno de Paul-\u00c9mile Borduas, em um tempo em que a conjuntura canadense tamb\u00e9m era conflitiva para ele. At\u00e9 a imagem da rainha da Inglaterra nos selos postais do pa\u00eds, prov\u00edncia inglesa, o incomodavam.<\/p>\n<div class=\"teads-adCall\" style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567630146_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567630146_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567630146_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Obra de Babinski.\" width=\"360\" height=\"219\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Obra de Babinski.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">DIVULGA\u00c7\u00c3O<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dia, folheando uma revista que um amigo de seu pai havia enviado do Brasil, ficou encantado com as fotografias do pa\u00eds \u2014e com a ideia de que, aqui, havia uma miscigena\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel. Sentindo-se estrangeiro desde a inf\u00e2ncia, Babinski juntou alguns d\u00f3lares e decidiu vir ao Brasil aos 22 anos. Buscava liberdade, uma natureza exuberante e um lugar onde pudesse de fato se integrar. Viveu no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/rio_de_janeiro\">Rio de Janeiro<\/a>, onde se encantou com o bairro de Santa Tereza e participou de diversos sal\u00f5es e mostras coletivas junto com artistas como Oswaldo Goeldi, de quem ficou amigo. Moveu-se pela cena art\u00edstica paulistana anos depois. Deu aulas na Universidade de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo no Brasil, n\u00e3o conseguia se fixar em um \u00fanico lugar \u2014 pelo menos at\u00e9 conhecer uma mulher de olhos azuis e express\u00f5es fortes em meio ao burburinho da lanchonete em Bras\u00edlia onde costumava jantar depois das aulas da universidade. L\u00eddia, uma agricultora cearense que tentava melhorar de vida na cidade grande, lhe encantou por uma intelig\u00eancia que Babinski considera espont\u00e2nea. &#8220;Resolvi vir para o Cear\u00e1 pela L\u00eddia, mas algo j\u00e1 me atra\u00eda. As pessoas que conheci me falavam do Nordeste com brilho nos olhos de saudade, e isso j\u00e1 me impressionava&#8221;, ele diz.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567630270_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567630270_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567630270_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567630270_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Maciej Babinski, no seu ateli\u00ea em V\u00e1rzea Alegre.\" width=\"980\" height=\"770\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Maciej Babinski, no seu ateli\u00ea em V\u00e1rzea Alegre.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">BEATRIZ JUC\u00c1<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era in\u00edcio dos anos 1990. Babinski e L\u00eddia percorreram os 1.800 quil\u00f4metros que separam Bras\u00edlia de V\u00e1rzea Alegre de \u00f4nibus. Desembarcaram em um ponto da estrada pr\u00f3ximo \u00e0 zona rural onde os parentes dela viviam da agricultura familiar. Era fim de tarde e, no acostamento, dezenas de familiares de L\u00eddia esperavam o casal. &#8220;Eu vi nesta cena os valores familiares que eu buscava, de uni\u00e3o&#8221;, diz Babinski. O acolhimento dos parentes da esposa o fez desistir de morar no Crato, uma cidade pr\u00f3xima que Babinski compara com o Rio de Janeiro dos anos 1930. Comprou um terreno em V\u00e1rzea Alegre que batizou de S\u00edtio Exu e decidiu viver naquele lugar onde ainda n\u00e3o existia sequer energia el\u00e9trica \u2014uma estrutura bem diferente de hoje. Al\u00e9m da casa, do ateli\u00ea e da galeria equipada com ar-condicionado, Babinski construiu ali uma piscina onde costuma fazer exerc\u00edcios e ouvir jazz.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Tudo agora sossegou. Eu aprendo com o passado&#8221;, ele diz. Conhecido na cidade como o &#8220;polon\u00eas&#8221; ou o &#8220;marido de dona L\u00eddia&#8221;, Babinski est\u00e1 satisfeito com o lugar que escolheu viver. As pequenas montanhas e \u00e1rvores de aroeira que rodeiam sua casa s\u00e3o tamb\u00e9m sua inspira\u00e7\u00e3o e est\u00e3o presentes em grande parte de suas pinturas junto com os personagens que permeiam sua imagina\u00e7\u00e3o. \u00c9 naquele rinc\u00e3o que ele consegue superar a dist\u00e2ncia entre a sua fam\u00edlia europeia e entregar-se a uma nova, formada em meio a um humanismo que ganha for\u00e7a longe das grandes metr\u00f3poles.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567630086_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567630086_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567630086_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/09\/02\/cultura\/1567451707_224689_1567630086_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"66 desenhos em aquarelas comp\u00f5em a exposi\u00e7\u00e3o de Babinski, em S\u00e3o Paulo.\" width=\"980\" height=\"726\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">66 desenhos em aquarelas comp\u00f5em a exposi\u00e7\u00e3o de Babinski, em S\u00e3o Paulo.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">LUCAS CRUZ<\/span>\u00a0<span class=\"foto-agencia\">DIVULGA\u00c7\u00c3O<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Mesmo com nove anos, eu via o mundo. Vivi dentro de uma guerra. Aqui eu encontrei as sementes de uma resist\u00eancia que eu almejava, n\u00e3o nego isso&#8221;, ele diz. Babinski se refere ao sonho de uma sociedade sem repress\u00e3o policial. &#8220;Isso aqui \u00e9 um milagre. Vivo numa regi\u00e3o privilegiada, que est\u00e1 tendo os benef\u00edcios de um m\u00ednimo de aten\u00e7\u00e3o pra resolver coisas como eletricidade. Tudo dentro de uma tessitura familiar forte que ainda existe&#8221;, explica, pausando a voz por alguns segundos porque est\u00e1 prestes a fazer uma constata\u00e7\u00e3o. &#8220;Tradi\u00e7\u00e3o, fam\u00edlia e propriedade, n\u00e9&#8221;,\u00a0 diz \u00e0s gargalhadas. &#8220;Mas \u00e9 isso&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 preciso percorrer pouco mais de dez quil\u00f4metros em uma estrada de terra vermelha pouco iluminada para chegar at\u00e9 a casa do\u00a0pintor\u00a0polon\u00eas Maciej Babinski. Ali, em um s\u00edtio localizado em pleno sert\u00e3o do\u00a0Cear\u00e1\u00a0\u2014 a 430 quil\u00f4metros da capital Fortaleza\u2014 ,o artista de 88 anos a<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":294989,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-294987","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/galeria-no-sertao.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/294987","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=294987"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/294987\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/294989"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=294987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=294987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=294987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}