{"id":297493,"date":"2019-10-07T06:59:45","date_gmt":"2019-10-07T09:59:45","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=297493"},"modified":"2019-10-07T06:59:45","modified_gmt":"2019-10-07T09:59:45","slug":"cancer-de-mama-sbm-quer-mais-acesso-a-exame-e-tratamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cancer-de-mama-sbm-quer-mais-acesso-a-exame-e-tratamento\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de mama: SBM quer mais acesso a exame e tratamento"},"content":{"rendered":"<div class=\"col s12\">\n<section class=\"box-featured full-size header\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pacientes no SUS ainda encontram falta de acesso a um diagn\u00f3stico precoce<\/p>\n<div class=\"header-information\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Por:\u00a0<strong class=\"responsible\">Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<div class=\"content\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"col m6 l6 s12 medium-matler\">\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.folhape.com.br\/obj\/0\/344737,475,80,0,0,475,365,0,0,0,0.jpg\" alt=\"Outubro Rosa\" \/><\/p>\n<div class=\"caption\">Outubro Rosa<em>Foto: L\u00e9o Malafaia\/Folhape<\/em><\/div>\n<\/figure>\n<\/div>\n<p>Pacientes com c\u00e2ncer de mama no \u00e2mbito do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) encontram hoje na falta de acesso o grande problema para um diagn\u00f3stico precoce, na avalia\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Da\u00ed a entidade fazer o alerta \u201c+ Acesso + Respeito\u201d, no Outubro Rosa, m\u00eas dedicado \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e combate ao c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p>Falando \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, o vice-presidente da SBM, Vilmar Marques, disse que, muitas vezes, as mulheres n\u00e3o conseguem fazer mamografias porque os mam\u00f3grafos est\u00e3o instalados nos grandes centros. \u201cMas quando voc\u00ea sai dos grandes centros, esses mam\u00f3grafos n\u00e3o est\u00e3o pulverizados em todas as regi\u00f5es e n\u00e3o se consegue fazer o exame de rastreamento para identificar precocemente o c\u00e2ncer de mama, a fim de que a mulher atinja a cura da doen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<div id=\"content-teadstv\" class=\"\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1530800188537-0\" data-google-query-id=\"CMv4m7XxieUCFUUlhwodf0kAbw\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Imaginando que a paciente tenha feito a mamografia e o resultado do exame d\u00ea alterado, essa mulher ter\u00e1 que procurar um m\u00e9dico especialista para fazer uma bi\u00f3psia. \u201cMas ela n\u00e3o consegue marcar esse exame, porque tem dificuldade de encontrar uma vaga com um m\u00e9dico especialista. Mas depois de tr\u00eas ou quatro meses, ela consegue essa consulta. Ela faz a bi\u00f3psia mas, como demorou muito tempo, entretanto, ela chega ao m\u00e9dico com a doen\u00e7a em est\u00e1gio mais avan\u00e7ado. Isso reflete direto no progn\u00f3stico da paciente\u201d, disse o vice-presidente da SBM.<\/p>\n<p><strong>Acesso<\/strong><br \/>\nSe a paciente tiver um tumor de mama palp\u00e1vel, at\u00e9 que fa\u00e7a a bi\u00f3psia e siga para a cirurgia, o est\u00e1gio da doen\u00e7a j\u00e1 progrediu, \u201cporque ela demora, \u00e0s vezes, seis meses para conseguir tudo isso\u201d. Vilmar Marques afirmou que \u201c\u00e9 por isso que a SBM bate nessa tecla do acesso\u201d. O m\u00e9dico defende que a paciente tem que ter acesso facilitado na consulta com um mastologista, realizar a bi\u00f3psia em tempo h\u00e1bil e ter o tratamento definitivo tamb\u00e9m em tempo h\u00e1bil.<\/p>\n<p>Marques recordou que isso \u00e9 garantido por lei. Por\u00e9m, a Lei 12.732, de 2012, que instituiu prazo m\u00e1ximo de 60 dias para o tratamento de pacientes com c\u00e2ncer, ainda n\u00e3o \u00e9 cumprida em geral. \u201cA partir do diagn\u00f3stico, ela tem que ter o tratamento institu\u00eddo em dois meses. Infelizmente, isso n\u00e3o \u00e9 a realidade para as pacientes do SUS, de baixo poder aquisitivo. Por isso, a SBM est\u00e1 insistindo nesse tema do acesso, para que a letargia do sistema n\u00e3o interfira no progn\u00f3stico das pacientes com c\u00e2ncer de mama\u201d, apontou Marques.<\/p>\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade,\u201dpara que o prazo da lei seja garantido a todo usu\u00e1rio do SUS, \u00e9 necess\u00e1ria uma parceria direta dos gestores locais, respons\u00e1veis pela organiza\u00e7\u00e3o dos fluxos de aten\u00e7\u00e3o. Estados e munic\u00edpios possuem autonomia para organizar a rede de aten\u00e7\u00e3o oncol\u00f3gica e o tempo para realizar diagn\u00f3stico depende da organiza\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o desses servi\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p>A ideia da SBM \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e do poder p\u00fablico para a falta de acesso das mulheres brasileiras ao diagn\u00f3stico precoce e ao tratamento do c\u00e2ncer de mama. De acordo com a entidade, cerca de 60% dos casos chegam aos consult\u00f3rios em est\u00e1gio avan\u00e7ado, principalmente nas pacientes atendidas pelo SUS e isso se deve, principalmente, \u00e0s dificuldades para agendar consultas e a mamografia, al\u00e9m da demora para receber o diagn\u00f3stico e iniciar o tratamento.<\/p>\n<p>Sobrevida<br \/>\nVilmar Marques esclareceu que a falta de um diagn\u00f3stico precoce faz com que a paciente com c\u00e2ncer de mama tenha uma taxa de sobrevida menor. \u201cNo est\u00e1gio 4 da doen\u00e7a, a gente nem fala mais em cura. S\u00e3o poucas as pacientes que v\u00e3o sobreviver ao est\u00e1gio 4, cinco anos ap\u00f3s o diagn\u00f3stico. Somente 40% v\u00e3o estar vivas. Por isso, a gente tem que insistir no acesso\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o mastologista confirmou que o rastreamento mamogr\u00e1fico ainda \u00e9 reduzido no pa\u00eds. Pesquisa realizada por m\u00e9dicos da SBM em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia revela que o percentual de cobertura mamogr\u00e1fica de 2017 em mulheres na faixa et\u00e1ria entre 50 e 69 anos atendidas pelo SUS foi o menor dos \u00faltimos cinco anos. Eram esperadas 11,5 milh\u00f5es de mamografias, mas s\u00f3 foram realizadas 2,7 milh\u00f5es, o que corresponde a uma cobertura de 24,1%, bem abaixo dos 70% recomendados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>O levantamento apurou que os tr\u00eas estados com piores resultados foram Amap\u00e1, que realizou 260 exames em detrimento dos 24 mil esperados, seguido do Distrito Federal, com 5 mil realizados contra 158,7 mil esperados, e Rond\u00f4nia, cuja expectativa era realizar 76,9 mil exames, mas somente 5,7 mil foram realizados.<\/p>\n<p>A dificuldade para agendar e realizar a mamografia, equipamentos quebrados e falta de t\u00e9cnicos qualificados s\u00e3o os principais motivos para o baixo n\u00famero de exames, indica a SBM. \u201cA gente tem um n\u00famero de mam\u00f3grafos aceit\u00e1vel, mas est\u00e3o mal distribu\u00eddos. E, muitas vezes, n\u00e3o est\u00e3o funcionando. Esse \u00e9 o problema\u201d, refor\u00e7ou o especialista.<\/p>\n<p>Marques avaliou que n\u00e3o adianta ter uma lei federal que n\u00e3o \u00e9 cumprida. \u201cN\u00f3s estamos falando de sa\u00fade, de sobrevida, do direito da mulher de estar viva. Tirando o acesso a essa mulher, tira o direito \u00e0 vida\u201d, concluiu Vilmar Marques.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m disso, o mastologista confirmou que o rastreamento mamogr\u00e1fico ainda \u00e9 reduzido no pa\u00eds. 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