{"id":30002,"date":"2013-11-22T14:59:41","date_gmt":"2013-11-22T17:59:41","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=30002"},"modified":"2013-11-22T14:59:41","modified_gmt":"2013-11-22T17:59:41","slug":"homens-conquistam-espaco-nos-tabuleiros-de-acaraje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/homens-conquistam-espaco-nos-tabuleiros-de-acaraje\/","title":{"rendered":"Homens conquistam espa\u00e7o nos tabuleiros de acaraj\u00e9"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i>Seguindo a tradi\u00e7\u00e3o familiar, passaram de ajudantes a protagonistas e hoje mant\u00e9m clientela com simpatia e qualidade<\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">As baianas de acaraj\u00e9 est\u00e3o no comando dos tabuleiros h\u00e1 muito tempo, mas hoje o mercado atrai tamb\u00e9m os homens. Greg\u00f3rio Batista, na Barra, e Luiz Santos, na Mouraria, s\u00e3o dois exemplos que deram certo. Eles garantiram uma clientela n\u00e3o s\u00f3 pela qualidade, mas tamb\u00e9m pela simpatia e tiveram que vencer obst\u00e1culos para garantir um espa\u00e7o no ramo. E t\u00eam muito o que comemorar na pr\u00f3xima segunda-feira, Dia Nacional da Baiana de Acaraj\u00e9.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Aos 52 anos, Greg\u00f3rio est\u00e1 na atividade h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas. Ainda adolescente, aos 13, come\u00e7ou a ajudar a m\u00e3e, a tamb\u00e9m baiana Chica, no of\u00edcio. Tradi\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia, em 1991 ele decidiu procurar um espa\u00e7o pr\u00f3prio, fez cursos de manuseio de alimentos e de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria para tamb\u00e9m vender os quitutes em eventos fechados. A pr\u00f3pria m\u00e3e do quituteiro n\u00e3o aceitou a profiss\u00e3o do filho de in\u00edcio, mas aos poucos se acostumou com a ideia.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ele acorda ainda de madrugada para preparar o material, \u00e0s 4h, e acredita que conquistou o espa\u00e7o com persist\u00eancia e qualidade. \u201cPor se de fam\u00edlia de baianas, conquistei essa qualidade e, hoje, tem clientes de minha m\u00e3e que compram comigo. \u00c9 uma profiss\u00e3o trabalhosa, mas recompensante\u201d, afirmou. Al\u00e9m dele, outros tr\u00eas irm\u00e3os homens tamb\u00e9m est\u00e3o na profiss\u00e3o: Geg\u00ea e Val, na Pituba, e Z\u00e9, em Jaguaribe.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No bairro da Mouraria, quem atrai a clientela desde o momento em que a barraca \u00e9 instalada \u00e9 Luiz Santos, que h\u00e1 20 anos vende acaraj\u00e9 e abar\u00e1 no bairro. O baiano come\u00e7ou em 1994 n\u00e3o s\u00f3 na localidade, mas tamb\u00e9m na cidade mineira de Te\u00f3filo Otoni. Desde cedo ele ajudava as baianas na comunidade do Maciel, ent\u00e3o para ele n\u00e3o houve empecilho em enveredar na profiss\u00e3o. \u00c0s 4h30, ele vai \u00e0 feira comprar os produtos e come\u00e7a a preparar os quitutes com a ajuda de duas pessoas que trabalham com ele.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Da fam\u00edlia, apenas Luiz \u00e9 baiano, e ele garante que vale a pena. Com a renda, conseguiu formar a filha, que hoje j\u00e1 possui at\u00e9 doutorado. \u201cSer baiano de acaraj\u00e9 n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas mantive meu pre\u00e7o fixo h\u00e1 mais de dez anos e com qualidade, o que importa muito\u201d. Ele lembra tamb\u00e9m que os homens n\u00e3o tinham espa\u00e7o no ramo, mas que hoje a situa\u00e7\u00e3o mudou. \u201cAntes os homens eram apenas ajudantes. No meu caso, mesmo, sou hoje associado da Abam\u201d.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O of\u00edcio das baianas de acaraj\u00e9 foi registrado, em 2005, como Patrim\u00f4nio Cultural imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional do Minist\u00e9rio da Cultura (Iphan). Tamb\u00e9m no mesmo ano, o acaraj\u00e9 tamb\u00e9m foi reconhecido como Patrim\u00f4nio Cultural de Salvador pela C\u00e2mara Municipal.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As baianas de acaraj\u00e9 est\u00e3o no comando dos tabuleiros h\u00e1 muito tempo, mas hoje o mercado atrai tamb\u00e9m os homens. Greg\u00f3rio Batista, na Barra, e Luiz Santos, na Mouraria, s\u00e3o dois exemplos que deram certo. Eles garantiram uma clientela n\u00e3o s\u00f3 pela qualidade, mas tamb\u00e9m pela simpatia e tiveram que vencer obst\u00e1culos para garantir um espa\u00e7o no ramo. 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