{"id":301255,"date":"2019-11-11T05:49:04","date_gmt":"2019-11-11T08:49:04","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=301255"},"modified":"2019-11-11T05:49:04","modified_gmt":"2019-11-11T08:49:04","slug":"como-o-comercio-transatlantico-de-escravos-explica-o-caminho-do-oleo-ate-as-praias-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/como-o-comercio-transatlantico-de-escravos-explica-o-caminho-do-oleo-ate-as-praias-do-nordeste\/","title":{"rendered":"Como o com\u00e9rcio transatl\u00e2ntico de escravos explica o caminho do \u00f3leo at\u00e9 as praias do Nordeste"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">Jo\u00e3o Fellet\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/3F23\/production\/_109536161_mapaxx.jpg\" alt=\"Mapa do Brasil e da \u00c1frica\" width=\"1056\" height=\"739\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span>Mapa das duas viagens do alem\u00e3o Hans Staden ao Brasil: em um dos percursos, ele aproveitou a Corrente Sul Equatorial para navegar do Golfo da Guin\u00e9 at\u00e9 a costa brasileira<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Se o vazamento de\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/b3f4238f-ae69-4c19-8f0e-8bef7d4f359c\">\u00f3leo<\/a>\u00a0que atinge as praias do Nordeste tivesse ocorrido no in\u00edcio do s\u00e9culo 19, navegadores que viajavam entre o Brasil e a \u00c1frica seriam capazes de palpitar sobre o local de origem do incidente.<\/p>\n<p>Cartas n\u00e1uticas daquela \u00e9poca j\u00e1 descreviam as principais correntes mar\u00edtimas que operam na regi\u00e3o \u2014 e que explicam o caminho percorrido pelo \u00f3leo at\u00e9 as praias brasileiras, no maior acidente a atingir o litoral do pa\u00eds em extens\u00e3o.<\/p>\n<p>As correntes permitiram que o Brasil dominasse o tr\u00e1fico negreiro no Atl\u00e2ntico. Sozinho, o pa\u00eds recebeu 4,8 milh\u00f5es de africanos escravizados, dez vezes mais do que os Estados Unidos e quase a metade de toda a popula\u00e7\u00e3o transportada \u00e0 for\u00e7a para as Am\u00e9ricas em quatro s\u00e9culos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E, se no passado as correntes favoreceram a economia escravocrata, hoje elas deixam a costa brasileira vulner\u00e1vel a acidentes que ocorram a milhares de quil\u00f4metros, \u00e0 medida que a extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo se expande no Golfo da Guin\u00e9, no litoral africano.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">A for\u00e7a da Corrente Sul Equatorial<\/h2>\n<p>Quando as manchas de \u00f3leo j\u00e1 se espalhavam por nove Estados, no in\u00edcio de outubro, o professor de Oceanografia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Ilson Silveira fez uma simula\u00e7\u00e3o para tentar identificar o local do vazamento.<\/p>\n<p>O experimento apontou que o \u00f3leo havia entrado em contato com o oceano a uma dist\u00e2ncia entre 400 e 1.000 km da costa brasileira. De l\u00e1, teria sido transportado pela Corrente Sul Equatorial, um gigantesco rio que corre no Atl\u00e2ntico Sul no sentido leste-oeste. A corrente, que tem quatro ramos, se inicia no Golfo da Guin\u00e9, na costa ocidental da \u00c1frica, e vai at\u00e9 o litoral do Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Desde o in\u00edcio percebi que a dimens\u00e3o do acidente s\u00f3 se explicava por um grande sistema de correntes&#8221;, diz Silveira \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/FD1F\/production\/_109499746_correntes.jpg\" alt=\"Mapa de correntes mar\u00edtimas do Atl\u00e2ntico Sul entre Brasil e \u00c1frica\" width=\"1201\" height=\"901\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Mapa das correntes mar\u00edtimas no Atl\u00e2ntico Sul: Corrente Sul Equatorial se divide em quatro ramos e corre da \u00c1frica at\u00e9 o Brasil e, ao chegar ao litoral brasileiro, na altura da Para\u00edba, se bifurca<\/figure>\n<p>A simula\u00e7\u00e3o do professor tamb\u00e9m indicou que o vazamento ocorrera em latitude pr\u00f3xima \u00e0s dos Estados de Pernambuco e Para\u00edba. Ao chegar ao litoral brasileiro nessa latitude, a Corrente Sul Equatorial se bifurca. Um ramo dela se torna a Corrente Norte do Brasil e sobe a costa, rumo ao Amap\u00e1, enquanto o outro ramo vira a Corrente do Brasil e desce o litoral, rumo ao Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Isso explicaria a chegada do \u00f3leo tanto a Estados ao norte da bifurca\u00e7\u00e3o (Rio Grande do Norte, Cear\u00e1, Piau\u00ed e Maranh\u00e3o) quanto a Estados ao sul (Alagoas, Sergipe e Bahia). N\u00e3o por acaso, as primeiras manchas de petr\u00f3leo apareceram justamente na Para\u00edba, onde se d\u00e1 a bifurca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por essa l\u00f3gica, se o vazamento tivesse ocorrido um pouco mais ao norte ou um pouco mais ao sul, dificilmente atingiria todos os Estados do Nordeste. E se tivesse acontecido perto da costa, o \u00f3leo perderia o impulso da bifurca\u00e7\u00e3o e avan\u00e7aria s\u00f3 para o norte ou para o sul, a depender do local da ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese do professor Ilson Silveira foi refor\u00e7ada na semana passada, quando a Pol\u00edcia Federal divulgou dados de um relat\u00f3rio produzido pela empresa Hex Tecnologias Geoespaciais. Imagens de sat\u00e9lite coletadas pela empresa mostraram o que seria uma mancha original de petr\u00f3leo a 733 km do litoral paraibano \u2014 dentro, portanto, do per\u00edmetro e da latitude calculados pelo pesquisador.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/39CF\/production\/_109499741_mapax.jpg\" alt=\"Mapa do vazamento de \u00f3leo no Nordeste\" width=\"1123\" height=\"796\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Mapa de 29\/9 mostra as praias no Nordeste afetadas pelo vazamento de \u00f3leo: impacto se deu tanto em Estados ao norte quanto ao sul da bifurca\u00e7\u00e3o da Corrente Sul Equatorial<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">A influ\u00eancia das correntes na forma\u00e7\u00e3o do Brasil<\/h2>\n<p>A bifurca\u00e7\u00e3o da Corrente Sul Equatorial justifica o esfor\u00e7o dos holandeses para controlar o arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha no s\u00e9culo 17. No livro\u00a0<i>O trato dos viventes: Forma\u00e7\u00e3o do Brasil no Atl\u00e2ntico Sul &#8211; s\u00e9culos 16 e 17<\/i>, o historiador Luiz Felipe de Alencastro diz que o arquip\u00e9lago &#8220;era a ponte para duas estrat\u00e9gicas rotas de ataque&#8221; \u00e0s bases portuguesas nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Uma dessas rotas ia do norte do litoral nordestino at\u00e9 o Caribe, e a outra descia toda a costa brasileira. A bifurca\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m explica a decis\u00e3o da Coroa portugesa de dividir o Brasil em duas unidades administrativas: ao norte dela ficava o Estado do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o, e, ao sul, o Estado do Brasil.<\/p>\n<p>As correntes antag\u00f4nicas tornavam quase imposs\u00edvel realizar viagens mar\u00edtimas entre os dois Estados. Alencastro cita o isolamento que o padre portugu\u00eas Antonio Vieira sentiu durante uma estadia no territ\u00f3rio ao norte: em uma carta de 1706, ele escreveu que &#8220;algu\u00e9m mais facilmente navega da \u00cdndia a Portugal do que desta miss\u00e3o (Maranh\u00e3o) para o (Estado do) Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>Mission\u00e1rios e autoridades que quisessem ir da Bahia at\u00e9 S\u00e3o Lu\u00eds ou Bel\u00e9m costumavam primeiro viajar at\u00e9 Lisboa e s\u00f3 de l\u00e1 partiam para o Gr\u00e3o-Par\u00e1.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/8D43\/production\/_109536163_slave_2.jpg\" alt=\"Mapa do tr\u00e1fico negreiro no Atl\u00e2ntico\" width=\"1024\" height=\"654\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Mapa mostra o volume de pessoas escravizadas transportados da \u00c1frica at\u00e9 as Am\u00e9ricas: Brasil recebeu 4,8 milh\u00f5es de africanos<\/figure>\n<p>Tentativas de contornar as condi\u00e7\u00f5es naturais resultaram em fracassos not\u00e1veis. Alencastro conta que, no s\u00e9culo 19, um navio da Marinha deixou o Rio de Janeiro carregado de soldados na expectativa de chegar ao Maranh\u00e3o para conter a Revolta da Balaiada. A embarca\u00e7\u00e3o enfrentou fortes correntes contr\u00e1rias e foi for\u00e7ada a aportar em Montevid\u00e9u, no Uruguai, centenas de quil\u00f4metros ao sul do ponto de partida.<\/p>\n<p>As correntes explicam por que, desde o surgimento das primeiras manchas, o professor Ilson Silveira descartou que o \u00f3leo tivesse vazando diretamente de alguma plataforma na Venezuela. Afinal, a Corrente Norte do Brasil vai do Rio Grande do Norte at\u00e9 a Venezuela, no sentido contr\u00e1rio ao da propaga\u00e7\u00e3o das manchas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Trocas entre Brasil e \u00c1frica<\/h2>\n<p>A l\u00f3gica das correntes tamb\u00e9m influenciou o desenvolvimento econ\u00f4mico dos territ\u00f3rios brasileiros num momento em que o tr\u00e1fico de africanos escravizados era um dos pilares da economia nacional.<\/p>\n<p>As viagens dos navios negreiros at\u00e9 o Estado do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o eram triangulares. As embarca\u00e7\u00f5es costumavam partir de Lisboa rumo \u00e0 atual Guin\u00e9-Bissau e, de l\u00e1, viajavam com escravos at\u00e9 o Maranh\u00e3o, de onde voltavam a Portugal carregados com drogas do sert\u00e3o (produtos florestais).<\/p>\n<p>As trocas entre a \u00c1frica e o Estado do Brasil, por\u00e9m, dispensavam a escala em Portugal. Segundo Alencastro, por causa das condi\u00e7\u00f5es naturais favor\u00e1veis, viagens de ida e volta entre a \u00c1frica e os portos brasileiros ao sul de Recife eram 40% mais curtas do que deslocamentos entre o continente africano e portos no Caribe ou nos Estados Unidos, outros importantes destinos de africanos escravizados.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15093\/production\/_109536168_slaver.jpg\" alt=\"Navio brasileiro capturado\" width=\"1200\" height=\"821\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Carregado de africanos escravizados, navio brasileiro Andorinha \u00e9 capturado pela Marinha brit\u00e2nica na costa da Nig\u00e9ria, em 1849<\/figure>\n<p>Enquanto a Corrente Sul Equatorial facilitava o trajeto \u00c1frica-Brasil, outras condi\u00e7\u00f5es naturais favoreciam a viagem de volta. Para chegar \u00e0 costa africana, os navios luso-brasileiros podiam pegar carona no anticiclone de Santa Helena, uma zona de alta press\u00e3o atmosf\u00e9rica que opera como uma grande roldana, com os ventos soprando em espiral. Podiam ainda pegar a Contracorrente Sul Equatorial, um canal que corre no sentido contr\u00e1rio \u00e0 Sul Equatorial, entre os dois ramos austrais da corrente.<\/p>\n<p>&#8220;A relativa seguran\u00e7a e facilidade como se navegava da costa brasileira ao golfo de Guin\u00e9 ou Angola permitia que navios de pequeno porte, como as escunas de dois mastros que navegavam no rio S\u00e3o Francisco, empreitassem viagens negreiras&#8221;, escreve Alencastro.<\/p>\n<p>Tanto assim que, quando o Brasil se tornou independente, em 1822, comerciantes de escravos em Benguela, na Angola atual, iniciaram um movimento separatista para tentar se integrar ao pa\u00eds do outro lado do Atl\u00e2ntico. Na \u00e9poca, duas das principais rotas no com\u00e9rcio transatl\u00e2ntico de escravos uniam Brasil e \u00c1frica: a maior delas, entre Luanda e Rio de Janeiro, e a rota entre Salvador e o Golfo da Guin\u00e9, com escala na ilha de S\u00e3o Tom\u00e9.<\/p>\n<p>Segundo Alencastro, as correntes tamb\u00e9m ajudam a explicar por que a escravid\u00e3o de ind\u00edgenas nunca alcan\u00e7ou a mesma dimens\u00e3o que a dos africanos no Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo que todos os amer\u00edndios da Amaz\u00f4nia aparecessem acorrentados nas margens do Par\u00e1 e do Maranh\u00e3o para se entregar&#8221;, diz o historiador, os ventos e as correntes continuariam a bloquear seu transporte at\u00e9 os principais mercados em Pernambuco, na Bahia e em S\u00e3o Paulo. &#8220;J\u00e1 as travessias Brasil-Angola eram &#8216;quase sempre acompanhadas por bom tempo ou por muito poucos dist\u00farbios no mar e ventos'&#8221;, como escreveu em 1799 o governador de Angola.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C8B3\/production\/_109597315_atelie.jpg\" alt=\"Africanos em Porto Alegre\" width=\"549\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">Africanos que deixaram condi\u00e7\u00e3o de escravizados posam em est\u00fadio, no final do s\u00e9culo 19, em Porto Alegre<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Vazamentos no futuro?<\/h2>\n<p>Essas correntes mar\u00edtimas que favoreceram a navega\u00e7\u00e3o entre Brasil e \u00c1frica no tempo da escravid\u00e3o hoje tornam o Brasil vulner\u00e1vel a vazamentos de petr\u00f3leo que ocorram a milhares da costa brasileira, perto do litoral africano.<\/p>\n<p>A extra\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo em plataformas mar\u00edtimas \u00e9 atualmente a principal atividade econ\u00f4mica de v\u00e1rios pa\u00edses do Golfo da Guin\u00e9, entre os quais Congo, Gab\u00e3o e Guin\u00e9 Equatorial. Espera-se que a produ\u00e7\u00e3o cres\u00e7a ainda mais conforme tecnologias de extra\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas, como as adotadas pelo Brasil no pr\u00e9-sal, se expandam pela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O professor Ilson Silveira diz que, em tese, a for\u00e7a das correntes mar\u00edtimas pode fazer com que o litoral brasileiro seja afetado por vazamentos nessas plataformas no futuro. Nesse caso, por\u00e9m, diz que o \u00f3leo provavelmente chegaria \u00e0 costa brasileira &#8220;bastante intemperizado&#8221; (desfigurado pelas intemp\u00e9ries enfrentadas no trajeto).<\/p>\n<p>Talvez antevendo poss\u00edveis problemas desse g\u00eanero,\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2013\/05\/130513_pirataria_africa_brasil_jf_lk\">a Marinha brasileira tem se aproximado de na\u00e7\u00f5es africanas no Atl\u00e2ntico Sul<\/a>. Desde o in\u00edcio da d\u00e9cada, for\u00e7as navais brasileiras e africanas v\u00eam realizando v\u00e1rios exerc\u00edcios conjuntos. Oficiais da Marinha costumam dizer que a dist\u00e2ncia entre Natal e Dacar, a capital do Senegal, \u00e9 menor que a linha que une os pontos extremos do Brasil, o que tornaria os pa\u00edses africanos t\u00e3o importantes para a defesa mar\u00edtima nacional quanto as na\u00e7\u00f5es sul-americanas.<\/p>\n<p>No fim de outubro, a for\u00e7a naval brasileira participou pela primeira vez da Comiss\u00e3o Grand African Nemo, opera\u00e7\u00e3o que agrega os 16 pa\u00edses do Golfo da Guin\u00e9 e que, nesta edi\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m teve entre os convidados B\u00e9lgica, Estados Unidos, Fran\u00e7a e Espanha.<\/p>\n<p>Segundo uma nota divulgada pela Marinha, um dos objetivos do exerc\u00edcio foi justamente &#8220;adestrar as Marinhas amigas dos pa\u00edses africanos da costa ocidental&#8221; para incidentes no Golfo da Guin\u00e9, o que inclui o &#8220;combate \u00e0 polui\u00e7\u00e3o no mar&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Talvez antevendo poss\u00edveis problemas desse g\u00eanero,\u00a0a Marinha brasileira tem se aproximado de na\u00e7\u00f5es africanas no Atl\u00e2ntico Sul. 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