{"id":301899,"date":"2019-11-18T06:22:22","date_gmt":"2019-11-18T09:22:22","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=301899"},"modified":"2019-11-18T06:22:22","modified_gmt":"2019-11-18T09:22:22","slug":"torcedora-com-doenca-rara-usa-o-flamengo-para-vencer-depressao-e-diminuir-ansiedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/torcedora-com-doenca-rara-usa-o-flamengo-para-vencer-depressao-e-diminuir-ansiedade\/","title":{"rendered":"Torcedora com doen\u00e7a rara usa o Flamengo para vencer depress\u00e3o e diminuir ansiedade"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1><\/h1>\n<\/header>\n<figure class=\"horizontal\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/extra.globo.com\/incoming\/24086055-77c-99e\/w640h360-PROP\/xflamengo.jpg.pagespeed.ic.xY_JPnxeQo.jpg\" alt=\"Torcedora com doen\u00e7a rara usa o Flamengo para vencer depress\u00e3o e diminuir ansiedade\" width=\"640\" height=\"360\" \/><figcaption><span class=\"credit\">Torcedora com doen\u00e7a rara usa o Flamengo para vencer depress\u00e3o e diminuir ansiedade Foto: Arquivo Pessoal<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"story\">\n<div class=\"header\">\n<div class=\"credits info\"><span class=\"author\">Marcello Neves<\/span><\/div>\n<div class=\"text_size\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A vida da rubro-negra Marcelle Silva sempre foi cercada de rem\u00e9dios, tratamentos cl\u00ednicos e cirurgias. V\u00edtima da S\u00edndrome de Turner, uma doen\u00e7a gen\u00e9tica rara, a torcedora tamb\u00e9m teve que conviver com crises de ansiedade e depress\u00e3o. Mas foi no\u00a0<strong>Flamengo<\/strong>\u00a0que ela encontrou um motivo para sorrir, melhorar e, por qu\u00ea n\u00e3o, viver. Apegada ao clube, deu a volta por cima e conta essa hist\u00f3ria ao\u00a0<strong>EXTRA<\/strong>.<\/p>\n<p>Marcelle tem 23 anos e mora em Duque de Caxias, no Rio. Ao nascer, foi diagnosticada com S\u00edndrome de Turner, uma condi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica onde o indiv\u00edduo nasce com apenas um cromossomo X. Esta doen\u00e7a que atinge uma em cada 7.000 mulheres e traz ao seu portador diversas sequelas \u2014 no caso da torcedora, escoliose cong\u00eanita, atrofiamento do rim esquerdo, sopro no cora\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia completa no \u00fatero.<\/p>\n<p>\u2014 Recebia um aux\u00edlio do INSS por ter escoliose cong\u00eanita, por\u00e9m tive que interromper o tratamento este ano pois meu aux\u00edlio foi suspenso. Comecei a receber somente em 2013 pois o grau da minha curvatura impede de eu trabalhar por n\u00e3o poder ficar muito tempo em p\u00e9 e nem muito tempo sentada \u2014 conta Marcelle.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"https:\/\/extra.globo.com\/incoming\/24086059-ae6-90f\/w448\/x8b3698ce-cd00-492c-af95-18cfddf738fd.jpg.pagespeed.ic.Z5ZdQBOl0I.jpg\" alt=\"Torcedora com doen\u00e7a rara usa o Flamengo para vencer depress\u00e3o e diminuir ansiedade\" \/><figcaption>Torcedora com doen\u00e7a rara usa o Flamengo para vencer depress\u00e3o e diminuir ansiedade Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Durante a inf\u00e2ncia, o grau de curvatura da escoliose se agravou e foi necess\u00e1rio entrar na fila de cirurgia do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia com apenas cinco anos. O problema \u00e9 que a torcedora s\u00f3 foi atendida quando tinha 15, quando o problema chegou em um ponto de comprimir seus pulm\u00f5es e afetar em h\u00e1bitos di\u00e1rios, como subir passarelas, escadas e andar de bicicleta.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a cirurgia, veio a depress\u00e3o. Como a escoliose estava avan\u00e7ada, os m\u00e9dicos n\u00e3o poderiam corrigir em 100% pois havia risco de morte e paraplegia. Al\u00e9m do estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico, um paciente morreu ao lado de Marcelle no CTI. Foi o estalo para a jun\u00e7\u00e3o de outro problema: a press\u00e3o por resultados na faculdade. Ela convive com o dist\u00farbio desde 2017.<\/p>\n<p>\u2014 Eu estudava que nem louca, passava altas madrugadas em claro e mesmo assim tirava nota baixa, isso foi me desmotivando e botei na cabe\u00e7a que era &#8220;burra&#8221;. Isso me ocasionou v\u00e1rias crises de ansiedade e pensamentos suicidas \u2014 conta Marcelle, que sempre estudou em escola p\u00fablica e entrou para a Universidade Federal do Rio de Janeiro.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"https:\/\/extra.globo.com\/incoming\/24086050-c54-b7f\/w448\/xflamengo.jpg.pagespeed.ic.s41vaxij3F.jpg\" alt=\"Marcelle com a m\u00e3e Ana Paula\" \/><figcaption>Marcelle com a m\u00e3e Ana Paula Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ent\u00e3o, o Flamengo apareceu. Tudo come\u00e7ou com a sua m\u00e3e Ana Paula, de 50 anos, que colocou um jogo do Flamengo pelo celular para assistir e ficar mais calma. Durante a terapia, o psic\u00f3logo que cuidava da torcedora orientou que ela focasse nas coisas que gostava de fazer \u2014 entre elas, o pr\u00f3prio rubro-negro.<\/p>\n<p>\u2014 Durante a terapia, meu psic\u00f3logo me orientou a focar nas coisas que eu gostava de fazer e uma dessas coisas era acompanhar o Flamengo e estar no Maracan\u00e3. Como este clube \u00e9 importante na minha vida neste aspecto. Al\u00e9m de ajudar a controlar esta doen\u00e7a, o Flamengo me trouxe v\u00e1rios amigos que jamais iria imaginar em ter em minha vida \u2014 relata.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, Marcelle passou a ir aos jogos no Maracan\u00e3 e recuperou a auto-estima. O sonho dela \u00e9 ir para Lima, para assistir a final da Libertadores. Sem dinheiro, ir\u00e1 rifar um uniforme de 2017, autografado pelo Zico para arrumar fundos para a final. Resta saber se o sonho se tornar\u00e1 realidade.<\/p>\n<div id=\"selo-em-artigo\" class=\"facebook\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida da rubro-negra Marcelle Silva sempre foi cercada de rem\u00e9dios, tratamentos cl\u00ednicos e cirurgias. V\u00edtima da S\u00edndrome de Turner, uma doen\u00e7a gen\u00e9tica rara, a torcedora tamb\u00e9m teve que conviver com crises de ansiedade e depress\u00e3o. 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