{"id":301913,"date":"2019-11-18T07:01:31","date_gmt":"2019-11-18T10:01:31","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=301913"},"modified":"2019-11-18T07:01:31","modified_gmt":"2019-11-18T10:01:31","slug":"nova-imagem-de-satelite-pode-indicar-outra-embarcacao-suspeita-de-derramar-oleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/nova-imagem-de-satelite-pode-indicar-outra-embarcacao-suspeita-de-derramar-oleo\/","title":{"rendered":"Nova imagem de sat\u00e9lite pode indicar outra embarca\u00e7\u00e3o suspeita de derramar \u00f3leo"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1><\/h1>\n<\/header>\n<figure class=\"horizontal\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/extra.globo.com\/incoming\/24085594-dd5-088\/w640h360-PROP\/xnavio_oleo.jpeg.pagespeed.ic.bascahhj6c.jpg\" alt=\"Embarca\u00e7\u00e3o navegou com transponder desligado e fez manobra estranha no oceano Atl\u00e2ntico\" width=\"640\" height=\"360\" \/><figcaption><span class=\"credit\">Embarca\u00e7\u00e3o navegou com transponder desligado e fez manobra estranha no oceano Atl\u00e2ntico Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Lapis<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"story\">\n<p>O Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise e Processamento de Imagens de Sat\u00e9lites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) encontrou uma nova imagem que pode ser determinante para chegar a um outro navio suspeito de derramar o \u00f3leo encontrado nas praias do Nordeste e do Esp\u00edrito Santo. Para a equipe deste laborat\u00f3rio, a embarca\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelo crime ambiental n\u00e3o \u00e9 o petroleiro Bouboulina , apontado pelo governo brasileiro como principal suspeito pelo crime.<\/p>\n<p>A nova imagem do sat\u00e9lite Sentinel-1A, encontrada na \u00faltima sexta-feira, mostra uma mancha de grande propor\u00e7\u00e3o que teria aparecido no dia 19 de julho de 2019, na costa leste do Nordeste brasileiro, a 26 km do litoral da Para\u00edba. Os primeiros relatos de chegada de \u00f3leo na costa brasileira s\u00e3o de 30 de agosto. A grande mancha captada pelo sat\u00e9lite tem cerca de 25 km de extens\u00e3o e 400 metros de largura.<\/p>\n<p>Uma imagem anterior, divulgada no in\u00edcio de novembro com base em tr\u00eas sat\u00e9lites \u2014 Sentinel 1-A, Aqua-Modis e NOAA-20 Viis) , mostrou uma grande mancha de \u00f3leo a 40 quil\u00f4metros de S\u00e3o Miguel do Gostoso (RN). Foi o suficiente para o Lapis concluir que cinco navios gregos, incluindo o Baubolina, n\u00e3o tiveram rela\u00e7\u00e3o com o incidente, j\u00e1 que cumpriam uma trajet\u00f3ria diferente. A organiza\u00e7\u00e3o americana Skytruth concordou com a an\u00e1lise, questionando, assim, as investiga\u00e7\u00f5es da\u00a0<strong>Marinha<\/strong>\u00a0e da\u00a0<strong>Pol\u00edcia Federal<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<p>\u201cCom base em dados de geointelig\u00eancia marinha, cruzados com informa\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites, o Lapis concluiu ter havido comportamento at\u00edpico, no percurso do navio, pela costa norte do Nordeste brasileiro, no per\u00edodo anterior a 28 de julho. A bandeira da embarca\u00e7\u00e3o suspeita n\u00e3o \u00e9 grega. Todos os seus dados ser\u00e3o repassados, pelo Lapis, ao Senado Federal, no pr\u00f3ximo dia 21 de novembro. Na ocasi\u00e3o, haver\u00e1 uma audi\u00eancia p\u00fablica da Comiss\u00e3o Externa que acompanha as investiga\u00e7\u00f5es sobre a polui\u00e7\u00e3o por \u00f3leo no Litoral do Nordeste\u201d, disse em comunicado o cientista Humberto Barbosa, chefe do Lapis.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, a partir da an\u00e1lise das imagens de sat\u00e9lites, que mapearam o oceano nos dias 19 e 24 de julho, foi poss\u00edvel rastrear todos os 111 navios-tanques que transportavam \u00f3leo cru nessas datas pela costa norte do Nordeste brasileiro. E os cientistas do Lapis afirmam que, de todas as embarca\u00e7\u00f5es analisadas, apenas uma \u201capresentou evid\u00eancias de que algum incidente pode ter ocorrido durante seu trajeto, podendo ser a prov\u00e1vel fonte do \u00f3leo que polui o Litoral brasileiro\u201d.<\/p>\n<p>A suspeita de que algo errado possa ter acontecido est\u00e1 baseada no itiner\u00e1rio realizado pelo navio em julho. O navio costumava fazer o trajeto de um pa\u00eds asi\u00e1tico at\u00e9 a Venezuela, pela \u00c1frica do Sul, com o transponder devidamente ligado, ou seja, o aparelho que indica sua localiza\u00e7\u00e3o durante todo o percurso.<\/p>\n<p>\u201cTodavia, as an\u00e1lises sobre a embarca\u00e7\u00e3o mostram que, no percurso do dia 1\u00ba de julho a 13 de agosto, o itiner\u00e1rio do navio pelos oceanos foi bastante controverso. O navio suspeito n\u00e3o transmitiu, de forma regular e sem interrup\u00e7\u00f5es, todas as informa\u00e7\u00f5es de sua faixa de\u00a0<em>Automatic Identification System<\/em>\u00a0(AIS, um sistema de monitoramento de embarca\u00e7\u00f5es usado internacionalmente). As embarca\u00e7\u00f5es que n\u00e3o transmitem consistentemente seu sinal de rastreamento p\u00fablico violam o direito mar\u00edtimo internacional. De fato, a pr\u00e1tica foi observada pelo navio investigado\u201d, diz Humberto Barbosa.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, o navio partiu de um pa\u00eds asi\u00e1tico no dia 1\u00ba de julho. Mas o registro seguinte aconteceu apenas na costa norte da Am\u00e9rica do Sul, possivelmente de uma parada, na altura da Guiana, no dia 28 de julho. Durante seu percurso no oceano Atl\u00e2ntico, o itiner\u00e1rio foi incomum: al\u00e9m de n\u00e3o parar em nenhum porto, a embarca\u00e7\u00e3o permaneceu sem identifica\u00e7\u00e3o regular e fez uma \u201cestranha manobra\u201d, que indica uma mudan\u00e7a de trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Para Humerto Barbosa, a partir da Guiana, o navio deu uma grande volta, aproximou-se do nordeste dos Estados Unidos, em 31 de julho, e retornou pela costa africana, tendo passado por Serra Leoa, no dia 09 de agosto. Ap\u00f3s essa mudan\u00e7a, a embarca\u00e7\u00e3o seguiu o percurso de volta e chegou ao seu porto de origem, na \u00c1sia, em 13 de agosto.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"related_stories\"><\/div>\n<div id=\"pub-box-materia-1\" class=\"dfp advertising--loaded artigo-links-patrocinados\" data-notice=\"Publicidade\" data-extra-advertising-format=\"box-materia\" data-extra-advertising-index=\"1\" data-google-query-id=\"CJCdu_-_8-UCFUwOhgodxbwNCw\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova imagem do sat\u00e9lite Sentinel-1A, encontrada na \u00faltima sexta-feira, mostra uma mancha de grande propor\u00e7\u00e3o que teria aparecido no dia 19 de julho de 2019, na costa leste do Nordeste brasileiro, a 26 km do litoral da Para\u00edba. Os primeiros relatos de chegada de \u00f3leo na costa brasileira s\u00e3o de 30 de agosto. 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