{"id":302075,"date":"2019-11-19T06:36:58","date_gmt":"2019-11-19T09:36:58","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=302075"},"modified":"2019-11-19T06:36:58","modified_gmt":"2019-11-19T09:36:58","slug":"money-for-nothing-a-quem-se-dirige-a-polemica-cancao-que-levou-o-dire-straits-a-autocensura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/money-for-nothing-a-quem-se-dirige-a-polemica-cancao-que-levou-o-dire-straits-a-autocensura\/","title":{"rendered":"\u2018Money for Nothing\u2019: a quem se dirige a pol\u00eamica can\u00e7\u00e3o que levou o Dire Straits \u00e0 autocensura?"},"content":{"rendered":"<header class=\"col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div id=\"article_header\" class=\"article-header basic | \">\n<h1 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"font_secondary color_gray_dark \" style=\"text-align: justify;\"><em>Cl\u00e1ssico da banda de Mark Knopfler est\u00e1 a ponto de completar 35 anos. Sua letra continua causando tanta intriga hoje como em 1985<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"video_player | clearfix lead_art \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"watermark relative pointer  \">\n<div id=\"video_20191115961340\" class=\"relative z_index_100\" tabindex=\"0\">\n<div><a class=\"posicionador\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/11\/14\/icon\/1573743247_733859_1573805576_noticia_fotograma.jpg\" width=\"975\" height=\"548\" \/><\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"border_1 border_bottom border_gray_ultra_light_warm padding_left_xxl padding_vertical text_align_right color_gray_medium  width_full\">Mark Knopfler, \u00e0 frente, na ilha de Montserrat (Caribe) com outros membros do Dire Straits, em 1985, o ano em que foi lan\u00e7ada a faixa \u2018Money for Nothing\u2019. Em v\u00eddeo, atua\u00e7\u00e3o de Mark Knopfler em Mil\u00e3o, em 2019, em que troca o \u201cfaggot\u201d da letra por \u201cmother\u201d, em alus\u00e3o a \u201cmotherfucker\u201d. \/ FOTO: GETTY | V\u00cdDEO: FARCO<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"share-bar | border_bottom border_5\">\n<div class=\"content | border_bottom border_1 padding_bottom flex\n              justify_space_between relative\"><\/p>\n<div class=\"flex container_row social-icons  horizontal  \"><\/div>\n<div class=\"flex container_row social-icons right-links horizontal  \"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div style=\"text-align: justify;\" data-fusion-collection=\"features\" data-fusion-type=\"article\/lead-art\"><\/div>\n<div class=\"article_byline | margin_bottom_lg  \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"authors flex flex_wrap \"><span class=\"margin_bottom uppercase flex align_items_center margin_right\"><a class=\"color_black\" title=\"Ver todas as not\u00edcias de Guillermo Alonso\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/guillermo_alonso_barcia\/a\/\">GUILLERMO ALONSO<\/a><\/span><\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"place_and_time | uppercase color_gray_medium_lighter \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"article | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<section class=\"article_body | color_gray_dark\">\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u201cOlha o viadinho de brinco e maquiagem \/ Pois \u00e9, cara, \u00e9 o cabelo dele mesmo.\/ Esse viadinho tem seu pr\u00f3prio jatinho \/ Essa viadinho ficou milion\u00e1rio\u201d (em ingl\u00eas, do texto original:<em>\u00a0\u201cSee the little faggot with the earring and the makeup? \/ Yeah buddy, that\u2019s his own hair \/ That little faggot got his own jet airplane \/ That little faggot, he\u2019s a millionaire\u201d<\/em>). Quem canta \u00e9 Mark Knopfler na segunda estrofe de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=wTP2RUD_cL0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\"><em>Money for Nothing<\/em><\/a><\/strong>, uma das m\u00fasicas mais famosas do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/dire_straits\/a\/\" data-link-track-dtm=\"\">Dire Straits<\/a>, inclu\u00edda em seu disco\u00a0<em>Brothers in Arms<\/em>\u00a0(1985) e seu \u00fanico hit a liderar as paradas nos Estados Unidos. No\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/spotify\" data-link-track-dtm=\"\">Spotify<\/a>, especificamente, \u00e9 sua terceira faixa mais popular e acumula mais de 156 milh\u00f5es de reprodu\u00e7\u00f5es. No\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/youtube\" data-link-track-dtm=\"\">YouTube<\/a>, est\u00e1 prestes a alcan\u00e7ar oitenta milh\u00f5es.<\/p>\n<blockquote class=\"quote quote_block | font_secondary border border_1 border_solid border_gray_dark border-box pull_right\">\n<div>Em uma atua\u00e7\u00e3o no Live Aid de 1985, no Reino Unido, trocaram \u201cfaggot\u201d por \u201cqueenie\u201d (algo assim como \u201crainhazinha\u201d) e atualmente, como em num show de Knopfler neste ano em Mil\u00e3o, dizem simplesmente \u201cmother\u201d<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\"><em>Money for Nothing<\/em>\u00a0saiu em 1985 e, quase 35 anos depois, continua criando uma pol\u00eamica que n\u00e3o \u00e9 nova: j\u00e1 na data do seu lan\u00e7amento, conforme\u00a0<a href=\"https:\/\/www.rollingstone.com\/music\/music-news\/mark-knopfler-fearless-leader-126242\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">contou Knopfler numa entrevista \u00e0\u00a0<em>Rolling Stone<\/em><\/a>, \u201co editor de uma revista gay de Londres disse que tinha achado golpe baixo\u201d. Tudo por causa da presen\u00e7a da palavra\u00a0<em>faggot<\/em>\u00a0repetida tr\u00eas vezes na letra.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Mark Knopfler (Glasgow, Esc\u00f3cia, 1949) passou a explicar na entrevista que \u201co personagem que canta em\u00a0<em>Money for Nothing<\/em>\u00a0\u00e9 um verdadeiro ignorante, cabe\u00e7a dura, algu\u00e9m que v\u00ea tudo em termos financeiros\u201d.\u00a0<em>Money for Nothing<\/em>, que conta com a colabora\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sting\/\" data-link-track-dtm=\"\">Sting<\/a>, narra a hist\u00f3ria de um funcion\u00e1rio de uma loja de eletrodom\u00e9sticos que olha com inveja para os astros do rock que aparecem nas televis\u00f5es do estabelecimento, ligadas constantemente na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/mtv_networks\" data-link-track-dtm=\"\">MTV<\/a>. A inspira\u00e7\u00e3o veio de uma situa\u00e7\u00e3o real: Knopfler a viveu em uma loja em 1984 e notou que aquele homem, aquele homem que carregava caixas e olhava a televis\u00e3o com amargura, sentia que estava fazendo um trabalho de verdade, enquanto que os astros do rock estavam ganhando, como indica a can\u00e7\u00e3o, dinheiro por nada.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Desse ponto de vista, o \u201cviadinho\u201d \u00e9 dito por um personagem fict\u00edcio, n\u00e3o refletindo ideias de Knopfler e Sting (coautor da m\u00fasica). E compreender isso j\u00e1 nos situa num plano complicado: implica entender que um artista pode escrever e cantar uma can\u00e7\u00e3o se colocando na pele de outra pessoa. Neste caso de um sujeito desrespeitoso, um pouco\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/homofobia\" data-link-track-dtm=\"\">homof\u00f3bico<\/a>, que acha que qualquer roqueiro cabeludo, de brinco e maquiagem (a lista de lendas musicais que cumprem esses quesitos seria intermin\u00e1vel) \u00e9 um \u201cviadinho\u201d.<\/p>\n<section class=\"more_info | border_1 border_top pull_left\"><\/section>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Em 2011, difundiu-se a not\u00edcia (falsa) de que as autoridades canadenses de radiodifus\u00e3o tinham\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/music\/2011\/jan\/17\/dire-straits-money-nothing-banned\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">proibido a can\u00e7\u00e3o<\/a>. Obviamente, muitos admiradores do Dire Straits se ofenderam e falaram em censura. Na verdade, a CBSC tinha pedido que as r\u00e1dios emitissem uma vers\u00e3o editada em que n\u00e3o se ouvia a palavra\u00a0<em>faggot<\/em>. Em algumas delas se escutava\u00a0<em>mother<\/em>\u00a0(a esta vers\u00e3o voltaremos breve), em outras simplesmente se eliminava essa estrofe do tema. Os pr\u00f3prios Dire Straits, em algumas colet\u00e2neas como\u00a0<em>Sultans of Swing: the Very Best of Dire Straits<\/em>\u00a0(de 1998) optaram por incluir uma vers\u00e3o editada onde essa estrofe j\u00e1 n\u00e3o entrava. N\u00e3o era uma obriga\u00e7\u00e3o: algumas r\u00e1dios continuaram tocando a original.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">A pol\u00eamica recorda a da\u00a0<em>mariconez<\/em>\u00a0(\u201cviadagem\u201d), da banda espanhola\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mecano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Mecano<\/a>. Na can\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Qu\u00e9date en Madrid<\/em>, de 1988, Ana Torroja se punha na pele de um homem que tenta se fechar \u00e0s emo\u00e7\u00f5es, que acha o amor algo menor e brega, e que os carinhos de fato s\u00e3o uma\u00a0<em>mariconez<\/em>. Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do programa televisivo\u00a0<em>Operaci\u00f3n Triunfo<\/em>, os participantes Miki e Mar\u00eda tiveram que cantar essa m\u00fasica e, durante os ensaios, ao chegar \u00e0 estrofe onde Ana Torroja cantava essa palavra, sugeriram substitui-la por\u00a0<em>gilipollez<\/em>\u00a0(\u201cbabaquice\u201d). E armou-se uma celeuma: puristas que defenderam a integridade art\u00edstica de um compositor (Jos\u00e9 Mar\u00eda Cano) contra\u00a0<em>millennials<\/em>\u00a0que sugeriram que um termo que podia ser menos ofensivo em 1986 que hoje (porque correto nunca foi) poderia ser alterado sem desvirtuar a can\u00e7\u00e3o. Jos\u00e9 Mar\u00eda Cano n\u00e3o permitiu que a letra fosse alterada no\u00a0<em>Operaci\u00f3n Triunfo<\/em>, aludindo \u00e0 sua integridade art\u00edstica (enquanto isso, num an\u00fancio emitido o tempo todo na televis\u00e3o, cantava: \u201cHoje n\u00e3o me posso me levantar \/ a maldita gripe me caiu muito mal\u201d para anunciar uma famosa marca de rem\u00e9dio antigripal).<\/p>\n<blockquote class=\"quote quote_block | font_secondary border border_1 border_solid border_gray_dark border-box pull_right\">\n<div>Em 2011, difundiu-se a not\u00edcia (falsa) de que as autoridades canadenses de radiodifus\u00e3o tinham proibido a can\u00e7\u00e3o. Na verdade, a CBSC tinha pedido que as r\u00e1dios emitissem uma vers\u00e3o editada em que n\u00e3o se ouvia a palavra \u2018faggot\u2019<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Knopfler, aparentemente, compreendeu que, embora aquele\u00a0<em>viadinho\u00a0<\/em>tivesse justificativa (\u00e9 um personagem detest\u00e1vel e cinzento que narra a can\u00e7\u00e3o), \u00e9 tamb\u00e9m um termo que durante d\u00e9cadas (j\u00e1 em 1985) foi utilizado para perpetuar o \u00f3dio e a intoler\u00e2ncia. E que substitu\u00ed-lo n\u00e3o mudava o sentido da can\u00e7\u00e3o e tampouco o ritmo interno da frase nem da estrofe.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Como resposta, houve uma dan\u00e7a de termos nessa can\u00e7\u00e3o sempre que a banda (ou Knopfler sozinho) a tocou ao vivo. Em uma atua\u00e7\u00e3o no Live Aid de 1985, no Reino Unido, a trocaram por\u00a0<em>queenie<\/em>\u00a0(algo como\u00a0<em>rainhazinha<\/em>, pior a emenda que o soneto) e atualmente, como neste recente show de Knopfler em Mil\u00e3o, dizem simplesmente\u00a0<em>mother<\/em>\u00a0(forma de abreviada de\u00a0<em>motherfucker<\/em>, que poderia ser traduzido como \u201csafado\u201d).<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, n\u00e3o foram poucos os artistas que se deram por aludidos e pensaram ser o \u201cviadinho de brinco e maquiagem\u201d. Um dos que se pronunciaram publicamente ao respeito foi\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Nikki_Sixx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Nikki Sixx<\/a>, que afirmou numa sess\u00e3o de perguntas e respostas com seus f\u00e3s na revista musical\u00a0<a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20090114075957\/http:\/\/www.blender.com\/guide\/articles.aspx?ID=2810\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\"><em>Blender<\/em><\/a>\u00a0que a can\u00e7\u00e3o era sobre a banda em que ele \u00e9 baixista e compositor, M\u00f6tley Cr\u00fce. Se for assim, Nikki pode dizer que os Dire Straits o chamaram literalmente de tudo (\u201cviadinho\u201d, \u201crainhazinha\u201d e \u201csafado\u201d), e n\u00e3o estar\u00e1 exagerando.<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cl\u00e1ssico da banda de Mark Knopfler est\u00e1 a ponto de completar 35 anos. 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