{"id":302796,"date":"2019-11-27T04:55:50","date_gmt":"2019-11-27T07:55:50","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=302796"},"modified":"2019-11-27T04:55:50","modified_gmt":"2019-11-27T07:55:50","slug":"perder-peso-e-ganhar-gordura-o-paradoxo-do-envelhecimento-que-podemos-prevenir-na-maturidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/perder-peso-e-ganhar-gordura-o-paradoxo-do-envelhecimento-que-podemos-prevenir-na-maturidade\/","title":{"rendered":"Perder peso e ganhar gordura: o paradoxo do envelhecimento que podemos prevenir na maturidade"},"content":{"rendered":"<header class=\"col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div id=\"article_header\" class=\"article-header basic | \">\n<h1 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"font_secondary color_gray_dark \" style=\"text-align: justify;\">Por que paramos de engordar a partir dos 70 anos? Por que perder alguns quilos nessa fase j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel?<\/h2>\n<\/div>\n<figure class=\"lead_art |  \" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/slOs7TXNt_dUQwjIBIF0LBBDsSA=\/1500x0\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/CG2ZGJVRJHR7RWU53TDEEBMTZI.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<section class=\"share-bar | border_bottom border_5\">\n<div class=\"content | border_bottom border_1 padding_bottom flex\n              justify_space_between relative\"><\/p>\n<div class=\"flex container_row social-icons right-links horizontal  \"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div style=\"text-align: justify;\" data-fusion-collection=\"features\" data-fusion-type=\"article\/lead-art\"><\/div>\n<div class=\"article_byline | margin_bottom_lg  \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"authors flex flex_wrap \"><span class=\"margin_bottom uppercase flex align_items_center margin_right\"><a class=\"color_black\" title=\"Ver todas as not\u00edcias de BuenaVida\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/buena_vida\/a\/\">BUENAVIDA<\/a><\/span><\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"place_and_time | uppercase color_gray_medium_lighter \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"article | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<section class=\"article_body | color_gray_dark\">\n<p class=\"\">Por in\u00e9rcia biol\u00f3gica, \u00e0 medida que um indiv\u00edduo envelhece duas coisas acontecem: ele emagrece ou seu peso permanece est\u00e1vel. Mas, neste caso, o fato de n\u00e3o engordar n\u00e3o \u00e9 um acontecimento vantajoso. Uma pessoa que era obesa provavelmente continuar\u00e1 sendo. \u00c9 quase certo que o que se perde \u00e9 massa muscular, e n\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/09\/16\/ciencia\/1568654452_794418.html\" data-link-track-dtm=\"\">gordura corporal, que inclusive pode tender a aumentar<\/a>. Cerca de 25% de homens e mulheres continuam a ganhar peso al\u00e9m dos 70 anos e a perda de peso que era dada como certa na velhice n\u00e3o acontece at\u00e9 depois dos 85. Existe uma maneira de desafiar esses padr\u00f5es naturais? Est\u00e1 em nossas m\u00e3os escolher qual composi\u00e7\u00e3o queremos dar aos nossos corpos?<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\">Magros por fora, obesos por dentro<\/h3>\n<p class=\"\">A ci\u00eancia vem desvendando h\u00e1 anos como o corpo se transforma ao longo da vida e o peso, por seu papel em retardar ou\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/07\/06\/ciencia\/1436204567_654109.html\" data-link-track-dtm=\"\">acelerar o ritmo do envelhecimento<\/a>, \u00e9 um dos atores mais interessantes da hist\u00f3ria. As mudan\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o corporal, explica Fernando Antonio Pazos Toral, m\u00e9dico especialista em endocrinologia e nutri\u00e7\u00e3o do Hospital Universit\u00e1rio Marqu\u00e9s de Valdecilla, na Cant\u00e1bria, se resumem a uma diminui\u00e7\u00e3o da massa magra do indiv\u00edduo, que \u00e9 a massa celular dos tecidos e da musculatura, e da altura, como consequ\u00eancia do encurvamento e da compress\u00e3o vertebral.<\/p>\n<p class=\"\">A partir dos 40 anos, a altura se reduz em quase um cent\u00edmetro a cada 10 anos, decl\u00ednio que se acelera depois dos 70. No fim da vida podemos ter diminu\u00eddo entre 2,5 e 7,5 cent\u00edmetros, segundo os geriatras Elisa Corujo e Domingo de Guzm\u00e1n P\u00e9rez. S\u00e3o mudan\u00e7as que n\u00e3o passam despercebidas no espelho: menos altura, ventre arredondado e pernas e bra\u00e7os mais fr\u00e1geis, com maior risco de fratura devido \u00e0 porosidade dos ossos. O pior \u00e9 que, \u00e0 medida que minguam o tecido muscular, o dep\u00f3sito de gordura subcut\u00e2nea e a massa \u00f3ssea, a gordura adiposa aumenta.<\/p>\n<p class=\"\">Se nos jovens o tecido adiposo constitui 20% do peso corporal, aos 75 anos corresponde a 40%. Isso significa que um idoso aparentemente magro pode ser obeso sem que tenha modificado significativamente seu peso ou \u00edndice de massa corporal, um termo que, segundo Pazos Toral, \u00e9 equivocado. E no vaiv\u00e9m da massa corporal (menos m\u00fasculos e mais gordura) v\u00e1rios fen\u00f4menos convergem. Em primeiro lugar, h\u00e1 mudan\u00e7as hormonais: a testosterona diminui paulatinamente nos homens, nas mulheres o estrog\u00eanio cai de forma mais brusca. \u201cTamb\u00e9m contribuem a diminui\u00e7\u00e3o dos neur\u00f4nios motores, a atrofia celular, o aumento do dep\u00f3sito de col\u00e1geno, a fibrose muscular e o menor fornecimento de oxig\u00eanio \u00e0s c\u00e9lulas musculares\u201d, acrescenta o m\u00e9dico.<\/p>\n<p class=\"\">Essa massa gorda aumentada tende a se depositar nos tecidos e na regi\u00e3o visceral, principalmente no abd\u00f4men. Quando esse dep\u00f3sito predomina sobre a massa muscular, aparece um tipo de obesidade chamada sarcop\u00eanica, que \u00e9 a soma do excesso de tecido adiposo mais a perda de massa muscular. O fen\u00f4meno \u00e9 muito comum; pode resultar em percentuais de obesidade acima de 70% nos maiores de 65 anos.<\/p>\n<p class=\"\">O panorama descrito por Pazos Toral n\u00e3o \u00e9 muito otimista: \u201cA atividade \u00e9 menor e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/10\/28\/ciencia\/1446028225_614367.html\" data-link-track-dtm=\"\">aumenta o risco de les\u00e3o muscular<\/a>\u00a0e de queda ou acidente, algo agravado quando tamb\u00e9m h\u00e1 uma doen\u00e7a, o fato de o idoso estar acamado, o uso de certos medicamentos ou sucessivas interna\u00e7\u00f5es hospitalares. A consequ\u00eancia imediata \u00e9 uma maior depend\u00eancia devido ao maior risco de fragilidade e menor capacidade motora, que geralmente \u00e9 acompanhada por doen\u00e7as metab\u00f3licas e outros transtornos\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\">Uma maneira melhor de lidar com a gordura<\/h3>\n<p class=\"\">Com esse panorama, \u00e9 preciso muito estoicismo para desejar ganhar anos de vida. Por\u00e9m, antes que tudo isso aconte\u00e7a, o especialista esclarece que existe outro ritmo bem diferente de envelhecer, baseado em dois eixos:\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/01\/18\/estilo\/1484750986_977263.html\" data-link-track-dtm=\"\">exerc\u00edcio e alimenta\u00e7\u00e3o<\/a>, sempre levando em conta que fazer qualquer mudan\u00e7a nos padr\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o ou de atividade f\u00edsica nessa idade deve ter a avalia\u00e7\u00e3o de um profissional. \u201c\u00c9 preciso ter muito cuidado por causa de uma poss\u00edvel interfer\u00eancia dessas mudan\u00e7as com medicamentos ou outros fatores\u201d, indica o m\u00e9dico.<\/p>\n<p class=\"\">O exerc\u00edcio f\u00edsico pode reverter, pelo menos em grande parte, os efeitos nocivos mencionados, principalmente se for uma atividade aer\u00f3bica moderada. Estes s\u00e3o apenas alguns benef\u00edcios de uma longa lista: tamb\u00e9m aumenta o gasto energ\u00e9tico e a capacidade muscular, melhora o perfil hormonal e metab\u00f3lico, cresce o consumo de gordura e aumenta a s\u00edntese de prote\u00ednas. O risco de inflama\u00e7\u00e3o e de aparecimento de toxinas hormonais produzidas pela gordura diminui. Al\u00e9m disso, os vasos sangu\u00edneos melhoram no n\u00edvel perif\u00e9rico, favorecendo a irriga\u00e7\u00e3o muscular e a capacidade respirat\u00f3ria e card\u00edaca.<\/p>\n<p class=\"\">O endocrinologista acrescenta ao conselho anterior recomenda\u00e7\u00f5es gerais que n\u00e3o variam muito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o adulta, como ingerir ao menos 0,8 gramas de prote\u00edna por quilo de peso (peixe, carne branca e fonte vegetal); 50 gramas de legumes ou similares; n\u00e3o exceder 30 gramas por dia de a\u00e7\u00facares processados; ingerir pouco sal; consumir carne processada e vermelha com modera\u00e7\u00e3o; e comer latic\u00ednios regularmente, se tolerados.<\/p>\n<p class=\"\">Quanto \u00e0 frequ\u00eancia da ingesta, Pazos Toral aconselha fazer v\u00e1rias refei\u00e7\u00f5es simples por dia, ajustando calorias e prote\u00ednas para que sejam adequadas a uma dieta balanceada com todos os nutrientes. Somente se necess\u00e1rio conv\u00e9m suplementar com micronutrientes como ferro e vitaminas do grupo B. O endocrinologista lembra que o ovo \u00e9 uma boa prote\u00edna barata quando n\u00e3o pode ser substitu\u00eddo por outras nos casos em que se tenha uma capacidade financeira reduzida.<\/p>\n<p class=\"\">Em alguns idosos as condi\u00e7\u00f5es favorecem a chamada\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/anorexia\" data-link-track-dtm=\"\">anorexia<\/a>\u00a0do envelhecimento, ou perda involunt\u00e1ria de peso. Um estudo coordenado pela cardiologista Jenna McMinn alerta para seus efeitos adversos: infec\u00e7\u00f5es, m\u00e1 cicatriza\u00e7\u00e3o de feridas, \u00falceras por press\u00e3o, pior resposta ao tratamento m\u00e9dico e maior risco de mortalidade. Sua origem \u00e9 muito diversa, desde sequelas de algum medicamento at\u00e9 problemas emocionais, isolamento ou paranoia do fim da vida.<\/p>\n<p class=\"\">Paradoxalmente, o corpo de alguns idosos aprecia um ligeiro sobrepeso para superar algumas doen\u00e7as que tendem a evoluir para a perda de peso, como\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cancer\" data-link-track-dtm=\"\">c\u00e2ncer<\/a>\u00a0ou insufici\u00eancia renal, card\u00edaca ou hep\u00e1tica. \u201cMas isso n\u00e3o deve desviar a aten\u00e7\u00e3o do problema fundamental, que \u00e9 a piora da qualidade de vida se houver obesidade e o risco que representa a piora da situa\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica sem controle\u201d, conclui o m\u00e9dico.<\/p>\n<\/section>\n<div class=\"trust_project\">\n<div class=\"content | flex container_column_mobile justify_space_between\">\n<div class=\"claim | flex align_items_center justify_center\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em alguns idosos as condi\u00e7\u00f5es favorecem a chamada\u00a0anorexia\u00a0do envelhecimento, ou perda involunt\u00e1ria de peso. 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