{"id":303458,"date":"2019-12-02T14:29:07","date_gmt":"2019-12-02T17:29:07","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=303458"},"modified":"2019-12-02T14:29:07","modified_gmt":"2019-12-02T17:29:07","slug":"cruz-e-sousa-o-abolicionista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cruz-e-sousa-o-abolicionista\/","title":{"rendered":"Cruz e Sousa, o abolicionista"},"content":{"rendered":"<div class=\"td-post-header\">\n<header class=\"td-post-title\">\n<h1 class=\"entry-title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p class=\"td-post-sub-title\" style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Entre 1881, quando viaja pelo Brasil como secret\u00e1rio de uma companhia de teatro, torna-se abolicionista ao testemunhar as condi\u00e7\u00f5es em que eram mantidos os escravizados no pa\u00eds.<\/strong><\/em><\/p>\n<div class=\"td-module-meta-info\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"td-post-author-name\">\n<div class=\"td-author-by\">Por Todos pela Constitui\u00e7\u00e3o<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<\/div>\n<div class=\"td-post-sharing-top\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"td_social_sharing_article_top\" class=\"td-post-sharing td-ps-bg td-ps-notext td-post-sharing-style1 \">\n<div class=\"td-post-sharing-visible\">\n<div class=\"td-social-but-icon\"><\/div>\n<div class=\"td-social-but-icon\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"td-post-content\">\n<div class=\"td-post-featured-image\" style=\"text-align: justify;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"https:\/\/jornalggn.com.br\/sites\/default\/files\/2019\/12\/cruz-e-sousa-o-abolicionista-cruz-e-sousa.jpg\" data-caption=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"entry-thumb\" title=\"cruz e sousa\" src=\"https:\/\/jornalggn.com.br\/sites\/default\/files\/2019\/12\/cruz-e-sousa-o-abolicionista-cruz-e-sousa.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 690px) 100vw, 690px\" srcset=\"https:\/\/jornalggn.com.br\/sites\/default\/files\/2019\/12\/cruz-e-sousa-o-abolicionista-cruz-e-sousa.jpg 690w, https:\/\/jornalggn.com.br\/sites\/default\/files\/2019\/12\/cruz-e-sousa-o-abolicionista-cruz-e-sousa-300x180.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"690\" height=\"414\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"td-a-rec td-a-rec-id-content_top  td_uid_2_5de548e3f2166_rand td_block_template_10\" style=\"text-align: justify;\">\n<div><\/div>\n<div><strong>De Todos pela Constitui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o da Cruz e Sousa nasceu no dia 24 de novembro de 1861, na cidade catarinense de Nossa Senhora do Desterro, atual Florian\u00f3polis. Filho de escravizados alforriados, seu pai, Guilherme da Cruz, era mestre-pedreiro e sua m\u00e3e, Carolina Eva da Concei\u00e7\u00e3o, era lavadeira. Nascido livre, Cruz e Souza foi criado pelo antigo senhor de seus pais, o marechal Guilherme Xavier de Souza, de quem adotou o sobrenome, e por sua esposa, Dona Clarinda Fagundes, que cuidou com esmero de sua educa\u00e7\u00e3o. Aprendeu a ler com sua protetora, frequentou o col\u00e9gio p\u00fablico local em seus primeiros anos e escreveu seus primeiros versos ainda crian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a adolesc\u00eancia, passou a frequentar o Ateneu Provincial Catarinense, col\u00e9gio frequentados pelos filhos da elite local, onde teve aula de ci\u00eancias naturais com o naturalista alem\u00e3o Fritz Muller \u2013 amigo, correspondente e colaborador de Darwin e Haeckel. Aluno brilhante, Cruz e Sousa destaca-se em matem\u00e1tica e l\u00ednguas, aprendendo a falar franc\u00eas, ingl\u00eas, latim e grego. Torna-se leitor de Baudelaire, Leconte de Lisle, Leopardi, Antero de Quental, Guerra Junqueiro, entre outros autores europeus de seu tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 1881, quando viaja pelo Brasil como secret\u00e1rio de uma companhia de teatro, torna-se abolicionista ao testemunhar as condi\u00e7\u00f5es em que eram mantidos os escravizados no pa\u00eds. De volta \u00e0 Santa Catarina, funda, com Virg\u00edlio V\u00e1rzea e Santos Losada, o jornal semanal\u00a0Colombo, peri\u00f3dico cr\u00edtico e liter\u00e1rio de vi\u00e9s parnasiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1885, publica, juntamente com Virg\u00edlio V\u00e1rzea, o livro\u00a0Tropos e fantasias, obra em prosa na qual se encontram textos contra a escravid\u00e3o. Neste per\u00edodo, \u00e9 nomeado promotor em Laguna, mas impedido de tomar posse por ser negro. Assume a dire\u00e7\u00e3o do jornal ilustrado O\u00a0Moleque, fortemente discriminado pelos c\u00edrculos sociais locais devido ao seu vi\u00e9s cr\u00edtico, e colabora no jornal republicano e abolicionista\u00a0Tribuna Popular, considerado a mais not\u00e1vel folha catarinense do per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cinco anos depois, em 1890, Cruz e Sousa muda-se para o Rio de Janeiro e come\u00e7a a colaborar com o jornal \u201cCidade do Rio de Janeiro\u201d, do abolicionista Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, e a trabalhar como arquivista na Central do Brasil. Neste ano, lan\u00e7a os livros \u201cMissal\u201d (poemas em prosa) e \u201cBroqu\u00e9is\u201d (poesias), que inauguram o movimento simbolista no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o casamento, em 1993, passa a ocupar v\u00e1rios cargos modestos e a enfrentar dificuldades financeiras e com a fam\u00edlia. Sua esposa tem crises nervosas e dois dos quatro filhos do casal morrem. V\u00edtima da tuberculose, muda-se para a cidade de S\u00edtio, em Minas Gerais, onde morre no dia 14 de mar\u00e7o de 1898. Devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es financeiras da fam\u00edlia, o traslado de seu corpo de Minas para o Rio de Janeiro \u00e9 financiado por amigos, dentre eles Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio.<\/p>\n<div class=\"code-block code-block-1\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"jornalggn_horizontal_2\" class=\"ggnads adv-dfp-google\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre suas obras p\u00f3stumas figuram:\u00a0Evoca\u00e7\u00f5es\u00a0(livro que havia deixado pronto e in\u00e9dito), publicado em 1898;\u00a0Far\u00f3is\u00a0(colet\u00e2nea organizada por Nestor V\u00edtor, deposit\u00e1rio de seu esp\u00f3lio liter\u00e1rio), lan\u00e7ado em 1900, e\u00a0\u00daltimos Sonetos, em 1905. Em 1923, \u00e9 publicada a primeira edi\u00e7\u00e3o de sua\u00a0Obra Completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte:\u00a0Literafro \u2013\u00a0<a href=\"http:\/\/www.letras.ufmg.br\/literafro\/\">http:\/\/www.letras.ufmg.br\/literafro\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E-biografia \u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ebiografia.com\/cruz_e_sousa\/\">https:\/\/www.ebiografia.com\/cruz_e_sousa\/<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 1881, quando viaja pelo Brasil como secret\u00e1rio de uma companhia de teatro, torna-se abolicionista ao testemunhar as condi\u00e7\u00f5es em que eram mantidos os escravizados no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":303459,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-303458","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/cruz-e-souza.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/303458","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=303458"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/303458\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/303459"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=303458"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=303458"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=303458"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}