{"id":303677,"date":"2019-12-04T11:06:53","date_gmt":"2019-12-04T14:06:53","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=303677"},"modified":"2019-12-04T11:06:53","modified_gmt":"2019-12-04T14:06:53","slug":"os-melhores-livros-do-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/os-melhores-livros-do-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"Os melhores livros do s\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"<header class=\"col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div id=\"article_header\" class=\"article-header basic | \">\n<h1 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"font_secondary color_gray_dark \" style=\"text-align: justify;\"><em>Um j\u00fari de 84 especialistas escolheu os t\u00edtulos mais relevantes das duas primeiras d\u00e9cadas do mil\u00eanio<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<section class=\"share-bar | border_bottom border_5\">\n<div class=\"content | border_bottom border_1 padding_bottom flex\n              justify_space_between relative\"><\/p>\n<div class=\"flex container_row social-icons  horizontal  \"><\/div>\n<div class=\"flex container_row social-icons right-links horizontal  \"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div style=\"text-align: justify;\" data-fusion-collection=\"features\" data-fusion-type=\"article\/lead-art\"><\/div>\n<div class=\"article_byline | margin_bottom_lg  \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"authors flex flex_wrap \"><span class=\"margin_bottom uppercase flex align_items_center \"><a class=\"color_black\" title=\"Ver todas as not\u00edcias de Javier Rodr\u00edguez Marcos\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/javier_rodriguez_marcos\/a\/\">JAVIER RODR\u00cdGUEZ MARCOS<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"flex container_row social-icons margin_left horizontal  small\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"place_and_time | uppercase color_gray_medium_lighter \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"article | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<section class=\"article_body | color_gray_dark\">\n<figure class=\"lead_art |  \"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/xwV7SJ6cPPXCB7SjC01jgGThErQ=\/1500x0\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/Z7J5TI7RIXCRBKEZKHKLKR2OXY.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption class=\"color_gray_medium border_bottom border_1 border_gray padding_vertical text_align_right\"><span class=\"color_black margin_left uppercase light\">SETANTA<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\">&#8220;Fazer listas&#8221;, escreve Alberto Manguel em seu\u00a0<em>O Di\u00e1rio de Leituras<\/em>, &#8220;d\u00e1 origem a certa arbitrariedade m\u00e1gica, como se a simples associa\u00e7\u00e3o pudesse criar sentido&#8221;. Pois bem, que sentido se pode encontrar em uma lista que tenta fazer um balan\u00e7o das duas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI? Vamos come\u00e7ar pelo princ\u00edpio. Naquela ter\u00e7a-feira de 11 de setembro de 2001 dois avi\u00f5es de passageiros sequestrados por terroristas suicidas\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/09\/10\/album\/1536577621_182478.html\" data-link-track-dtm=\"\">derrubaram as Torres G\u00eameas de Nova York<\/a>, mataram quase 3.000 pessoas e mudaram o mundo para sempre. De passagem, mandaram para o quarto de despejo a hip\u00f3tese hegeliana do fim da hist\u00f3ria reciclada por\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/francis_fukuyama\" data-link-track-dtm=\"\">Francis Fukuyama<\/a>\u00a0depois da queda do muro de Berlim e resolveram a discuss\u00e3o sobre se o s\u00e9culo XXI come\u00e7ava no ano de 2000 ou em 2001. A guerra das gal\u00e1xias ficou no choque de civiliza\u00e7\u00f5es. O computador passou no teste de efeito 2000, mas seu usu\u00e1rio \u2013a nova grande palavra\u2013 entrou na era do medo, da inseguran\u00e7a, da precariedade, da intimidade (p\u00fablica) e da realidade (virtual).<\/p>\n<p class=\"\">O futuro tinha chegado t\u00e3o cedo em forma de estilha\u00e7os que os cinemas ficaram repletos de\u00a0<em>remakes<\/em>; as livrarias, de c\u00e2nones, colet\u00e2neas e resumos e listas do melhor melhor e dos mais mais (que se deveria ver, ler e escutar&#8230; antes de morrer). Tamb\u00e9m de escritos com um fundo de hist\u00f3ria universal e livros de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o ou autofic\u00e7\u00e3o que d\u00e3o tanto valor ao enredo como a seu\u00a0<em>making-of<\/em>. Incapaz de imitar uma realidade presente que parecia de romance, a literatura se voltou para o passado, a mem\u00f3ria (hist\u00f3rica apenas), a investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, em primeira pessoa e na pr\u00f3pria literatura, que se tornou metatudo.<\/p>\n<p class=\"\">Da\u00ed o triunfo absoluto de\u00a0<em>2666<\/em>, um livro total composto por cinco partes e publicado no segundo semestre de 2004, no ano seguinte \u00e0 morte de seu autor. Desde Borges \u2013meticulosamente retratado por\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/09\/12\/cultura\/1410537354_552029.html\" data-link-track-dtm=\"\">Adolfo Bioy Casares<\/a>\u00a0em um di\u00e1rio j\u00e1 inevit\u00e1vel -, nenhum escritor influenciou tanto as novas gera\u00e7\u00f5es como\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/07\/13\/cultura\/1531438201_342157.html\" data-link-track-dtm=\"\">Roberto Bola\u00f1o<\/a>. O fato de seus livros come\u00e7arem a ser publicados na Espanha pela Anagrama e atualmente pela Alfaguara \u2013as duas editoras espanholas mais presentes na lista da Babelia\u2013 \u00e9 outro sintoma do peso de alguns selos na cria\u00e7\u00e3o do gosto contempor\u00e2neo.<\/p>\n<figure class=\"article_image | margin_top\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/TnYsBW8_9UCx692dcV9Vyk-Um-M=\/1500x0\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/S7OW5P64ZUTNE6GSWEV5XP6KX4.jpg\" alt=\"O escritor chileno Roberto Bola\u00f1o, em 1997.\" \/><figcaption class=\"caption | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right padding_vertical color_gray_medium\">O escritor chileno Roberto Bola\u00f1o, em 1997.<span class=\"color_black margin_left uppercase light\">MANOLO S. URBANO<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\">Talvez por uma mera quest\u00e3o geracional, a literatura can\u00f4nica das duas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI se ocupou de cutucar as feridas do s\u00e9culo XX. As guerras mundiais, a guerra civil espanhola, o per\u00edodo p\u00f3s-guerra, a descoloniza\u00e7\u00e3o, as migra\u00e7\u00f5es, o apartheid, as ditaduras latino-americanas, a queda do imp\u00e9rio sovi\u00e9tico, os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/asesinato_mujeres\" data-link-track-dtm=\"\">feminic\u00eddios<\/a>\u00a0em Ciudad Ju\u00e1rez ou as turbul\u00eancias no Oriente M\u00e9dio podem ser rastreados na obra do pr\u00f3prio\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/11\/30\/cultura\/1480513369_563878.html\" data-link-track-dtm=\"\">Bola\u00f1o<\/a>\u00a0e de Ian McEwan, WG Sebald, Javier Mar\u00edas, Javier Cercas, Tony Judt,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/mario_vargas_llosa\" data-link-track-dtm=\"\">Mario Vargas Llosa<\/a>, J.M. Coetzee, Zadie Smith, Svetlana Aleksi\u00e9vich, Emmanuel Carr\u00e8re, Marjane Satrapi e Edmund de Waal.<\/p>\n<p class=\"\">Se esses autores come\u00e7am a ser can\u00f4nicos, n\u00e3o \u00e9 apenas por causa dos t\u00f3picos que abordam, mas tamb\u00e9m pela maneira como o fazem: misturando realidade e fic\u00e7\u00e3o, narra\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o, dinamizando os g\u00eaneros tradicionais ou deixando que sua intimidade sem filtros discutia com a hist\u00f3ria. Universal. Esse eu com vontade de n\u00f3s \u00e9 o que produziu, al\u00e9m do mais, t\u00edtulos como os de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/10\/24\/cultura\/1508861213_061581.html\" data-link-track-dtm=\"\">Joan Didion<\/a>, Lucia Berlin, Anne Carson e Ra\u00fal Zurita \u2013que deu \u00e0 sua obra magna o pr\u00f3prio sobrenome\u2013, e sobretudo os seis volumes de Karl Ove Knausg\u00e5rd.<\/p>\n<p class=\"\">A grande hist\u00f3ria e a intimidade bruta tamb\u00e9m est\u00e3o presentes em t\u00edtulos de sucesso do s\u00e9culo XXI, como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=10&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=2ahUKEwiDuPaLmJXmAhWOJrkGHXGDD8IQFjAJegQIBRAB&amp;url=https%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Fbrasil%2F2019%2F05%2F01%2Finternacional%2F1556722757_181622.html&amp;usg=AOvVaw1exrQS8el_goBfZ1u5beZD\" data-link-track-dtm=\"\"><em>O C\u00f3digo Da Vinci<\/em><\/a>,\u00a0<em>O Menino do Pijama Listrado\u00a0<\/em>ou\u00a0<em>Cinquenta Tons de Cinza<\/em>. Por que n\u00e3o est\u00e3o nesta lista? Talvez porque n\u00e3o se encaixem na defini\u00e7\u00e3o que o cr\u00edtico Northrop Frye cunhou para &#8220;grande literatura&#8221;: aquela que \u00e9 &#8220;dona de uma vis\u00e3o sempre mais vasta do que a de seus melhores leitores&#8221;. O poeta Wystan Hugh Auden fez a seguinte pondera\u00e7\u00e3o: \u201cExistem livros que foram injustamente esquecidos; ningu\u00e9m \u00e9 lembrado injustamente\u201d.<\/p>\n<p class=\"\">A\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/05\/economia\/1501927439_342599.html\" data-link-track-dtm=\"\">crise econ\u00f4mica de 2008<\/a>\u00a0acrescentou a indigna\u00e7\u00e3o \u00e0 inseguran\u00e7a e deu raz\u00e3o a um romance premonit\u00f3rio publicado na Espanha um ano antes:\u00a0<em>Crematorio<\/em>, de Rafael Chirbes. Por tabela,\u00a0<em>empoderou<\/em>\u00a0\u2013o verbo do s\u00e9culo\u2013 um g\u00eanero e uma gera\u00e7\u00e3o. O feminismo e o ambientalismo s\u00e3o, por ora, a resposta mais contundente a uma tend\u00eancia insustent\u00e1vel que est\u00e1 a caminho de transformar em realismo puro um romance de, digamos, fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como\u00a0<em>A Estrada<\/em>, de Cormac McCarthy. Protagonizado por dois homens sozinhos \u2013pai e filho\u2013 que vagam por um planeta devastado, a distopia do autor norte-americano inclui em suas p\u00e1ginas algo que se assemelha a uma defini\u00e7\u00e3o da literatura de hoje: \u201cDeus n\u00e3o existe e n\u00f3s somos os seus profetas\u201d.<\/p>\n<section class=\"phototext | height_full\">\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/zpoxEySmglJPIwrew6Nb4bSC3Q0=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/6GJTJDGQUF54K6WLGJINNXTAYU.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">1. &#8216;2666&#8217;, Roberto Bola\u00f1o<\/h3>\n<div>\n<p><i>\u201c2666<\/i>\u00a0\u00e9 o melhor de uma produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria prematuramente interrompida&#8221;, escreveu Ana Mar\u00eda Moix em\u00a0<i>Babelia<\/i>\u00a0em 2004, &#8220;Amalfitano, um dos protagonistas da segunda das cinco partes ou romances que comp\u00f5em\u00a0<i>2666<\/i>, obra p\u00f3stuma de Roberto Bola\u00f1o (1953- 2003), originalmente publicada na Espanha pela Anagrama e atualmente dispon\u00edvel na Alfaguara, rememora do M\u00e9xico uma conversa mantida anos antes em Barcelona com um jovem farmac\u00eautico que passava suas noites de servi\u00e7o lendo. O jovem gostava de ler romances curtos como\u00a0<i>A Metamorfose<\/i>\u00a0de Kafka.\u00a0<i>Bartleby, o Escrevente<\/i>, de Melville;\u00a0<i>Um Cora\u00e7\u00e3o Simples<\/i>, de Flaubert, ou\u00a0<i>Um Conto de Natal,<\/i>\u00a0de Dickens, t\u00edtulos que escolhia, em vez de\u00a0<i>O Processo<\/i>,\u00a0<i>Moby Dick<\/i>,\u00a0<i>Bouvard e P\u00e9cuchet\u00a0<\/i>ou\u00a0<i>As Aventuras do sr. Pickwick<\/i>, longos romances dos autores citados. &#8220;Que triste paradoxo, pensou Amalfitano&#8221;, escreve Bola\u00f1o. &#8220;Nem mesmo os farmac\u00eauticos esclarecidos se atrevem mais \u00e0s grandes obras imperfeitas e torrenciais que abrem caminhos no desconhecido. Escolhem os exerc\u00edcios perfeitos dos grandes mestres (&#8230;) &#8216;. E, de fato, isso \u00e9\u00a0<i>2666<\/i>: uma grande obra torrencial, que abre caminhos no desconhecido.&#8221; Moix ressalta que as cinco partes dessa grande obra podem ser lidas separadamente, mas se perderia a grandeza que elas alcan\u00e7am juntas. Editora: Companhia das Letras<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/m1sWhb85OtVcYwR6QAFXOWclOik=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/2NXBXOLTQM66DMUJBAH2PX7YDU.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">10. &#8216;O ano do pensamento m\u00e1gico&#8217;, Joan Didion<\/h3>\n<div>\n<p>\u201cA obra de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o de Joan Didion (1934) exemplifica bem o g\u00eanero conhecido como ensaio pessoal, uma forma de escrita cujo objetivo \u00e9 submeter as circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas ou sociol\u00f3gicas a um exame de uma perspectiva radicalmente subjetiva&#8221;, escreveu Eduardo Lago em 2005 nestas p\u00e1ginas. Este livro de luto \u00e9, nas palavras do escritor, &#8220;o mais pessoal, pela tem\u00e1tica \u00edntima e dolorosa&#8221;: a morte de seu marido. Editora Nova Fronteira.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/mFqaDUYKVxkg3ay51CDNoCJjd3s=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/BIVPC7DZ3YVKDXRIFOSBEBTU6Q.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">2. &#8216;Austerlitz&#8217;, W. G. Sebald<\/h3>\n<div>\n<p>O romance do alem\u00e3o W. G. Sebald (1944-2001) narra a odisseia vital de um homem sem hist\u00f3ria chamado Jacques Austerlitz em busca desse tecido perdido no tempo que s\u00e3o os seus pais. O protagonista caminha sobre os restos de uma devasta\u00e7\u00e3o insuport\u00e1vel ap\u00f3s duas guerras. \u201c<i>Austerlitz<\/i>\u00a0\u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o formid\u00e1vel do destino do homem moderno levado a um extremo: o do desenraizamento extremo; e da capacidade de sobreviv\u00eancia do ser humano\u201d, escreveu nestas p\u00e1ginas Jos\u00e9 Mar\u00eda Guelbenzu em 2002. Editora Companhia das Letras<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/lx01ggUEeFvzCnXJv9X2YA-OEuA=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/7QJY557H5H4H5RANA3COR5U6ME.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">3. &#8216;La belleza del marido&#8217;, Anne Carson<\/h3>\n<div>\n<p>Anne Carson (1950) abordou em\u00a0<i>The Beauty of the Husband<\/i>\u00a0o conflito desencadeado por sua separa\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 neste poem\u00e1rio\u201d, escreveu o cr\u00edtico \u00c1ngel Rup\u00e9rez em 2003, \u201cuma tens\u00e3o entre a idealiza\u00e7\u00e3o inicial do marido (\u2026) e o colapso desse \u00eddolo que consegue exceder em muito o anedot\u00e1rio mais estritamente autobiogr\u00e1fico e confessional, constantemente transformado em mat\u00e9ria po\u00e9tica contaminada por uma respira\u00e7\u00e3o l\u00edrica cont\u00ednua e subterr\u00e2nea \u2013n\u00e3o expl\u00edcita\u2013 feita de elegia contida e cren\u00e7a incondicional na beleza\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/IQ7FpgGJIESOQ2GuJrx0NcLqibo=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/CD6EENEVVXMGAAQ7N576QGWTEQ.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">4. &#8216;A Festa do Bode&#8217;, Mario Vargas Llosa<\/h3>\n<div>\n<p><i>A Festa do Bode\u00a0<\/i>\u00e9 uma hist\u00f3ria sobre o ditador dominicano Rafael Le\u00f3nidas Trujillo Molina e, ao mesmo tempo, um impressionante retrato da corrup\u00e7\u00e3o destrutiva das ditaduras. Em sua cr\u00edtica de 2000, o argentino Tom\u00e1s Eloy Mart\u00ednez definiu o livro do Pr\u00eamio Nobel Mario Vargas Llosa (Arequipa, 1936) como &#8220;um retrato implac\u00e1vel do poder absoluto em um romance que se l\u00ea do come\u00e7o ao fim sem pausa para respirar&#8221;. Editora Alfaguara.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/1T4jpS-44bE5GH37s3vxf9Yp_-0=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/4R2QVVE527ZLDL276JYRXJ4VPY.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">5. &#8216;Repara\u00e7\u00e3o&#8217;, Ian McEwan<\/h3>\n<div>\n<p>Com rigor e um talento infinito, o brit\u00e2nico Ian McEwan (Aldershot, 1948) vem construindo uma obra t\u00e3o variada como imprevis\u00edvel.\u00a0<i>Repara\u00e7\u00e3o<\/i>\u00a0\u00e9 um de seus romances mais c\u00e9lebres, muito antes de ser levado ao cinema. Em sua cr\u00edtica, Andr\u00e9s Ib\u00e1\u00f1ez descreveu o romance em 2002 como &#8220;uma hist\u00f3ria de ambi\u00e7\u00e3o e um alcance pouco frequentes&#8221;. &#8220;\u00c9, acima de tudo&#8221;, prosseguiu, &#8220;um triunfo da imagina\u00e7\u00e3o criativa, uma obra que justifica em si a exist\u00eancia da arte do romance&#8221;. Editora Companhia das Letras.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/DLRHK43ExR3iDNoYxRhz5LblTQo=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/CWEHG3MAWD6W7YOINTUZCLALX4.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">6. &#8216;Lim\u00f3nov&#8217;, Emmanuel Carr\u00e8re<\/h3>\n<div>\n<p>Emmanuel Carr\u00e8re (Paris, 1957) construiu seu pr\u00f3prio g\u00eanero, no qual mistura autobiografia com o retrato de personagens ins\u00f3litos. Foi assim que o autor definiu seu protagonista em 2013: \u201cEle era um pilantra na Ucr\u00e2nia, um \u00eddolo do\u00a0<i>underground<\/i>\u00a0sovi\u00e9tico, um mendigo e depois um mordomo de um milion\u00e1rio em Manhattan; escritor em Paris, soldado nos B\u00e1lc\u00e3s e, agora, no imenso bordel do p\u00f3s-comunismo na R\u00fassia, velho chefe carism\u00e1tico de um partido de jovens desesperados. Ele se v\u00ea como um her\u00f3i, mas tamb\u00e9m pode ser considerado um descarado: n\u00e3o me atrevo a julg\u00e1-lo\u201d. Editora Alfaguara.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/29fL2RYCe86eDQVssv8wjkXcnIM=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/RDG4W56XFUBYLR6MMJM66Z5XGY.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">7. &#8216;Seu Rosto Amanh\u00e3&#8217;, Javier Mar\u00edas<\/h3>\n<div>\n<p>Javier Mar\u00edas encerrou sua trilogia\u00a0<i>Seu Rosto Amanh\u00e3\u00a0<\/i>em 2007 com\u00a0<i>Veneno e Sombra e Adeus<\/i>\u00a0(Volume 3), em que reflete sobre o ego\u00edsmo, a verdade e a culpa. Jos\u00e9-Carlos Mainer qualificou a obra como exemplo do g\u00eanero de autofic\u00e7\u00e3o: \u201cMar\u00edas alcan\u00e7ou a constru\u00e7\u00e3o mais sustentada, complexa e importante que essa vontade (de estilo e g\u00eanero) produziu nas novas letras espanholas\u201d. Mainer descreve a obsess\u00e3o pela &#8220;natureza da verdade&#8221; e acredita que &#8220;o ponto de partida da exist\u00eancia \u00e9 o ego\u00edsmo&#8221;. Editora Companhia das Letras.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/Det1rtQszVVuBk8_29GByqBhLcA=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/32SOXV34OKIMAURIONBZ5MKULY.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">8. &#8216;Borges&#8217;, Adolfo Bioy Casares<\/h3>\n<div>\n<p>\u201cDas 20.000 p\u00e1ginas de cadernos \u00edntimos que Bioy (1914-1999) escreveu ao longo de sua vida, seu relacionamento com Borges ocupa 1.700&#8243;, explicou Javier Rodr\u00edguez Marcos em um texto de 2006. S\u00e3o as que ele preparou para este volume antes de morrer: \u201cEmbora o livro se estenda entre 1931 e 1989, Bioy resume os primeiros 15 anos em uma dezena de p\u00e1ginas. Claro, brilhantes. Os di\u00e1rios borgianos de Bioy est\u00e3o cheios de literatura\u201d. Borges disse que a rela\u00e7\u00e3o entre eles era de uma profunda amizade &#8220;sem intimidade&#8221;, cuja pedra angular eram os livros.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/zT2omogdXVWo36bCcIEIuDFCk38=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/KZVY6SBXAY3D3MAK7FAN4NYRTA.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">9. &#8216;Ver\u00e3o&#8217;, J. M. Coetzee<\/h3>\n<div>\n<p><i>Ver\u00e3o,<\/i>\u00a0a terceira parte das mem\u00f3rias do sul-africano J.M. Coetzee (1940), &#8220;revela uma aud\u00e1cia liter\u00e1ria que embora consequente com a \u00faltima parte de sua obra n\u00e3o deixa de ser um desafio original&#8221;, escreveu Jos\u00e9 Mar\u00eda Guelbenzu em 2010. Neste livro, cinco entrevistados criam com seu testemunho um Coetzee pessoal e \u00edntimo, em um documento que expressa a vivacidade do esp\u00edrito do escritor e seu compromisso irredut\u00edvel com a verdade liter\u00e1ria. Editora Companhia das Letras.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"phototext | height_full\">\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/f28QCRSHwOSmO5mzM9JsEGdbP0s=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/CG67SIK7NKHNOKNDDNSOAP2UZY.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">11. &#8216;Minha Luta&#8217;, Karl Ove Knausg\u00e5rd<\/h3>\n<div>\n<p>O noruegu\u00eas Karl Ove Knausg\u00e5rd (1968) narra sua vida em seis volumes, sob o t\u00edtulo de\u00a0<i>Minha Luta<\/i>, como autobiografia de Hitler. &#8220;Um despejar documental que precisa existir para que surja, de vez em quando, um prod\u00edgio que por si s\u00f3 pareceria puramente ret\u00f3rico, mas que, nascido do esmagador ac\u00famulo de detalhes, se torna uma epifania&#8221;, opinou Alberto Manguel em 2014. Editora Companhia das Letras.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/uBnB34GgFXetTVNym-rrEGQjZto=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/U4GKZEV4DWIWHFW26MRK6BFUIM.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">20. &#8216;Pers\u00e9polis&#8217;, Marjane Satrapi<\/h3>\n<div>\n<p>Em Pers\u00e9polis, a \u00fanica hist\u00f3ria em quadrinhos da lista, a autora iraniana fala da revolu\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica de 1979 vista por uma menina, que Marjane Satrapi era ent\u00e3o, aos 10 anos, quando teve que passar a usar um len\u00e7o pela primeira vez para ir \u00e0 escola. &#8220;Eu tinha um dever para com o meu pa\u00eds&#8221;, disse ela a Jaume Vidal em uma entrevista em 2002. Uma hist\u00f3ria em quadrinhos em preto e branco porque, de acordo com Satrapi, &#8220;o vermelho do sangue poderia ser muito dram\u00e1tico&#8221;. Editora Companhia das Letras.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/abYtqiD8qq0KagcQVQVTNJqSxGI=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/PAUA4IABE3NC2PLOBL3UPFFTVI.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">12. &#8216;A Estrada&#8217;, Cormac McCarthy<\/h3>\n<div>\n<p>Um pai e seu filho, sobreviventes de uma cat\u00e1strofe nuclear, caminham em dire\u00e7\u00e3o a um sul que, apenas talvez, seja sua salva\u00e7\u00e3o. &#8220;Unidos pelo amor e pelo medo, s\u00e3o a express\u00e3o de uma solid\u00e3o intoler\u00e1vel&#8221;, escreveu J. M. Guelbenzu em sua cr\u00edtica a este romance de Cormac McCarthy (1933). Editora Alfaguara.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/RBGRpAFSv3fK607ILstmfRNlmoU=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/IFRTQWZH4CZLGMWYZORRKZWVYI.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">13. &#8216;Cremat\u00f3rio&#8217;, Rafael Chirbes<\/h3>\n<div>\n<p>Rafael Chirbes (1949-2015) narrou neste romance a corrup\u00e7\u00e3o urban\u00edstica na Espanha. \u201cCom uma escrita de precis\u00e3o cl\u00ednica em que, \u00e0s vezes, perpassa um lirismo medido, o escritor n\u00e3o cede ao esquecimento da grande e pequena hist\u00f3ria de nosso pa\u00eds. Como se Gald\u00f3s vigiasse\u201d, escreveu J. E. Ayala-Dip sobre o autor e sua obra.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/0jdh3oqTYHsJwv-CNT0UipDYqAI=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/34KW6N26QWD6PBAI7NDHMB2CU4.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">14. &#8216;Dentes brancos&#8217;, Zadie Smith<\/h3>\n<div>\n<p>\u201cO tra\u00e7o mais caracter\u00edstico da escrita de Zadie Smith (1975) \u00e9 sua propens\u00e3o \u00e0 s\u00e1tira. No entanto,\u00a0<i>Dentes Brancos<\/i>\u00a0n\u00e3o \u00e9 um romance engra\u00e7ado\u201d, escreveu Francisco Solano em 2001.\u201c Retrata o espa\u00e7o multirracial habitado por filhos de imigrantes, cuja assimila\u00e7\u00e3o \u00e0 metr\u00f3pole, junto com o confronto com os pais, os leva a serem v\u00edtimas de uma miscel\u00e2nea ideol\u00f3gica e religiosa que produz claros efeitos de atordoamento\u201d. Editora Companhia das Letras.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/DbHxTuOsEIOd6pYpYSTHIIWk_GA=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/YJ4YQ5KVFPPBGRRGL4DPHUYAMI.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">15. &#8216;Manual da Faxineira: Contos Escolhidos&#8217;, Lucia Berlin<\/h3>\n<div>\n<p>A norte-americana Lucia Berlin (1936-2004) come\u00e7ou a publicar (n\u00e3o a escrever) muito tarde e somente no final do s\u00e9culo passado passou a ser reconhecida como uma narradora excepcional.\u00a0<i>Manual Da Faxineira: Contos Escolhidos\u00a0<\/i>\u00e9 uma antologia de hist\u00f3rias baseada na vida itinerante da autora, alco\u00f3latra, que trabalhou em todos os tipos de empregos para manter seus filhos. &#8220;Tudo o que ela relata tem cheiro de verdade&#8221;, afirmou Jos\u00e9 Mar\u00eda Guelbenzu em 2016. Editora Companhia das Letras.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/veBHj9S6D-sd6TmahCfsPKdHmFU=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/BU2LL6CAMAV5MXG6ALBSIZABJU.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">16. &#8216;Zurita&#8217;, Ra\u00fal Zurita<\/h3>\n<div>\n<p>\u201cA primeira impress\u00e3o produzida por Ra\u00fal Zurita (Santiago, 1950) \u00e9 a de um poeta perdido no mundo do mist\u00e9rio e da espiritualidade&#8221;, escreveu o cronista Patricio Fern\u00e1ndez em 2012. &#8220;Ele n\u00e3o l\u00ea, canta, se lamenta e reza.&#8221; E esse poeta publicou naquele ano sua particular autobiografia, um poema de 800 p\u00e1ginas em que se exp\u00f5e cruamente como jamais antes.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/sEtntoJciLN4SnLyC5HoWXSUZgg=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/H4JHMJH5GFG72LEEU6LNQDK45E.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">17. &#8216;P\u00f3s-Guerra &#8211; Uma Hist\u00f3ria da Europa desde 1945&#8217;, Tony Judt<\/h3>\n<div>\n<p>O historiador brit\u00e2nico (1948-2010) conseguiu com este livro uma fa\u00e7anha, misturando as m\u00e1quinas de lavar roupa, os Beatles e Margaret Thatcher. Ou seja, a vida cotidiana, a cultura e a pol\u00edtica. &#8220;A nova Europa constitui um sucesso not\u00e1vel, vitalmente ligado a um passado terr\u00edvel&#8221;, escreveu Santos Juli\u00e1 em sua resenha. &#8220;Para que os europeus sempre conservem esse v\u00ednculo vital \u00e9 preciso ensin\u00e1-lo de novo a cada gera\u00e7\u00e3o.&#8221; Editora Objetiva.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/KexbNGmneIu3iqqkfxzpKAyQmO4=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/KXHH44KNSCSJT6VDXL37PRRKL4.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">18. &#8216;Soldados de Salamina&#8217;, Javier Cercas<\/h3>\n<div>\n<p>Em sua cr\u00edtica de\u00a0<i>Soldados de Salamina<\/i>, em 2001, J. Ernesto Ayala-Dip falou da mistura entre \u201co relato real\u201d que se aborda no livro de Cercas e \u201ca obra de fic\u00e7\u00e3o\u201d que realmente \u00e9. A hist\u00f3ria do fracassado fuzilamento de Rafael S\u00e1nchez Mazas, escritor e fundador da Falange, se desenvolve com &#8220;essa prosa que desliza com a naturalidade que a maturidade d\u00e1&#8221;, acrescentou Ayala-Dip sobre esse romance. Editora Biblioteca Azul.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/Ehk1x6Z5eESi8ODOUXFG9Hk577Q=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/M5HIHOYR5VGN3BEZTSRNWOYTPI.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">19. &#8216;O Fim do Homem Sovi\u00e9tico&#8217;, Svetlana Aleksi\u00e9vich<\/h3>\n<div>\n<p>Quando Svetlana Aleksi\u00e9vich (Ucr\u00e2nia, 1948) recebeu o Pr\u00eamio Nobel de Literatura, muitos leitores descobriram a for\u00e7a de uma obra, a meio caminho entre o jornalismo e a hist\u00f3ria.\u00a0<i>O Fim do Homem Sovi\u00e9tico\u00a0<\/i>oferece as vozes daqueles que viveram o fim do comunismo. &#8220;Sua obra tamb\u00e9m \u00e9 uma revanche do jornalismo&#8221;, escreveu Llu\u00eds Bassets sobre o livro, \u201cque busca as fontes mais modestas e as experi\u00eancias mais simples para explicar o que foi silenciado durante as sete d\u00e9cadas sovi\u00e9ticas&#8221;. Editora Companhia das Letras.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"phototext | height_full\">\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<figure class=\"pull_left\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full height_full\" src=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/resizer\/i3Gfv33zAePxGbMIb4tjrBjckqk=\/145x145\/smart\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/PQI26CYGTQ2GW5TQ5XDEJBSMVU.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">21. &#8216;A Lebre com Olhos de \u00c2mbar&#8217;, Edmund de Waal<\/h3>\n<div>\n<p>Por meio da hist\u00f3ria de 264 miniaturas japonesas chamadas\u00a0<i>netsukes\u00a0<\/i>\u2013entre elas, a lebre que d\u00e1 t\u00edtulo ao livro\u2013, Edmund de Waal (Nottingham, 1964) constr\u00f3i a hist\u00f3ria de sua fam\u00edlia, embora ele v\u00e1 muito al\u00e9m em um retrato da hist\u00f3ria recente da Europa e de suas profundas feridas e aus\u00eancias. Editora Intr\u00ednseca.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">Do 22 ao 50<\/h3>\n<div>\n<p>22.\u00a0<i>O Grande<\/i>, Juan Jos\u00e9 Saer<\/p>\n<p>23.\u00a0<i>N\u00e3o me Abandones Jamais<\/i>, Kazuo Ishiguro<\/p>\n<p>24.\u00a0<i>Anatomia de um Instante<\/i>, Javier Cercas<\/p>\n<p>25.\u00a0<i>Felicidade Demais<\/i>, Alice Munro<\/p>\n<p>26.\u00a0<i>T\u00e1bula Rasa<\/i>, Steven Pinker<\/p>\n<p>27.\u00a0<i>Os Anos<\/i>, Annie Ernaux<\/p>\n<p>28.\u00a0<i>Hurricane Season<\/i>, Fernanda Melchor<\/p>\n<p>29.\u00a0<i>Sapiens: Uma Breve Hist\u00f3ria da Humanidade<\/i>, Yuval Noah Harari<\/p>\n<p>30.\u00a0<i>Kafka \u00e0 Beira-Mar<\/i>, Haruki Murakami<\/p>\n<p>31.\u00a0<i>El Nervio \u00d3ptico<\/i>, Mar\u00eda Gainza<\/p>\n<p>32.\u00a0<i>Anos de Forma\u00e7\u00e3o: Os Di\u00e1rios de Emilio Renzi<\/i>, Ricardo Piglia<\/p>\n<p>33.\u00a0<i>O Romance Luminoso<\/i>, Mario Levrero<\/p>\n<p>34.\u00a0<i>Na Presen\u00e7a da Aus\u00eancia<\/i>, Mahmud Darwish<\/p>\n<p>35.\u00a0<i>Inc\u00eandios<\/i>, Wajdi Mouawad<\/p>\n<p>36.\u00a0<i>R\u00e1pido e Devagar: Duas Formas de Pensar<\/i>, Daniel Kahneman<\/p>\n<p>37.\u00a0<i>As Corre\u00e7\u00f5es<\/i>, Jonathan Franzen<\/p>\n<p>38.\u00a0<i>O Advers\u00e1rio<\/i>, Emmanuel Carr\u00e8re<\/p>\n<p>39. A Marca Humana, Philip Roth<\/p>\n<p>40.\u00a0<i>Canad\u00e1<\/i>, Richard Ford<\/p>\n<p>41. Elizabeth Costello, J. M. Coetzee<\/p>\n<p>42.\u00a0<i>Terror e Utopia<\/i>, Karl Schl\u00f6gel<\/p>\n<p>43.\u00a0<i>Lectura F\u00e1cil<\/i>, Cristina Morales<\/p>\n<p>44.\u00a0<i>Las Poetas Visitan a Andrea del Sarto<\/i>, Juana Bignozzi<\/p>\n<p>45.\u00a0<i>Ordesa<\/i>, Manuel Vilas<\/p>\n<p>46.\u00a0<i>Dist\u00e2ncia de Resgate<\/i>, Samanta Schweblin<\/p>\n<p>47.\u00a0<i>La Noche de los Tiempos<\/i>, Antonio Mu\u00f1oz Molina<\/p>\n<p>48.\u00a0<i>Teoria King Kong<\/i>, Virginie Despentes<\/p>\n<p>49.\u00a0<i>The Blazing World<\/i>, Siri Husvedt<\/p>\n<p>50.\u00a0<i>Os Testamentos<\/i>, Margaret Atwood<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"phototext_item | clearfix flex_tablet\">\n<h3 class=\"font_secondary margin_bottom\">Do 51 ao 100 (por ordem alfab\u00e9tica do sobrenome do escritor)<\/h3>\n<div>\n<p>51.\u00a0<i>Americanah<\/i>, Chimamanda Ngozi Adichie<\/p>\n<p>52.\u00a0<i>Diccionario de autores latinoamericanos<\/i>, C\u00e9sar Aira<\/p>\n<p>53.\u00a0<i>Experience<\/i>, Martin Amis<\/p>\n<p>54.\u00a0<i>P\u00e1tria<\/i>, Fernando Aramburu<\/p>\n<p>55.\u00a0<i>A Worldly Country: New Poems<\/i>, John Ashbery<\/p>\n<p>56.\u00a0<i>Fun Home<\/i>, Alison Bechdel<\/p>\n<p>57.\u00a0<i>G\u00eanio: os 100 autores mais criativos da hist\u00f3ria da literatura<\/i>, Harold Bloom<\/p>\n<p>58.\u00a0<i>Vida prec\u00e1ria<\/i>, Judith Butler<\/p>\n<p>59.\u00a0<i>El d\u00eda del Watusi<\/i>, Francisco Casavella<\/p>\n<p>60.\u00a0<i>Reveries of the Wild Woman: Primal Scenes<\/i>, H\u00e9l\u00e8ne Cixous<\/p>\n<p>61.\u00a0<i>Homem lento<\/i>, J. M. Coetzee<\/p>\n<p>62.\u00a0<i>A contraluz<\/i>, Rachel Cusk<\/p>\n<p>63.\u00a0<i>A fant\u00e1stica vida breve de \u00d3scar Wao<\/i>, Junot D\u00edaz<\/p>\n<p>64.\u00a0<i>Jamais o fogo nunca<\/i>, Diamela Eltit<\/p>\n<p>65.\u00a0<i>El olvido que seremos<\/i>, H\u00e9ctor Abad Faciolince<\/p>\n<p>66.\u00a0<i>Un \u00e1ngulo me basta<\/i>, Juan Antonio Gonz\u00e1lez Iglesias<\/p>\n<p>67.\u00a0<i>The Swerve<\/i>, Stephen Greenblatt<\/p>\n<p>68.\u00a0<i>O tecido do cosmo<\/i>, Brian Greene<\/p>\n<p>69.\u00a0<i>Homo Deus: Uma Breve Hist\u00f3ria do Amanh\u00e3<\/i>, Yuval Noah Harari<\/p>\n<p>70.\u00a0<i>Trabajos del reino<\/i>, Yuri Herrera<\/p>\n<p>71.\u00a0<i>Submiss\u00e3o<\/i>, Michel Houellebecq<\/p>\n<p>72.\u00a0<i>A possibilidade de uma ilha<\/i>, Michel Houellebecq<\/p>\n<p>73.\u00a0<i>A Doutrina Do Choque<\/i>, Naomi Klein<\/p>\n<p>74.\u00a0<i>La casa de la fuerza<\/i>, Ang\u00e9lica Liddell<\/p>\n<p>75.\u00a0<i>Berta Isla<\/i>, Javier Mar\u00edas<\/p>\n<p>76.\u00a0<i>Asterios Polyp<\/i>, David Mazzucchelli<\/p>\n<p>77.\u00a0<i>Necropol\u00edtica<\/i>, Achille Mbembe<\/p>\n<p>78.\u00a0<i>C<\/i>, Tom McCarthy<\/p>\n<p>79.\u00a0<i>Aqui<\/i>, Richard McGuire<\/p>\n<p>80.\u00a0<i>Tudo o que Eu Tenho Trago Comigo<\/i>, Herta M\u00fcller<\/p>\n<p>81.\u00a0<i>A Fugitiva<\/i>, Alice Munro<\/p>\n<p>82.\u00a0<i>Suite francesa<\/i>, Ir\u00e8ne N\u00e9mirovsky<\/p>\n<p>83.\u00a0<i>Faithless: Tales of Transgression<\/i>, Joyce Carol Oates<\/p>\n<p>84.\u00a0<i>Stag&#8217;s Leap: Poems<\/i>, Sharon Olds<\/p>\n<p>85.\u00a0<i>O Capital no S\u00e9culo XXI<\/i>, Thomas Piketty<\/p>\n<p>86.\u00a0<i>Un apartamento en Urano<\/i>, Paul B. Preciado<\/p>\n<p>87.\u00a0<i>Diccionario s\u00e1nscrito-espa\u00f1ol. Mitolog\u00eda, filosof\u00eda y yoga<\/i>, \u00d2scar Pujol<\/p>\n<p>88.\u00a0<i>Retaguardia roja<\/i>, Fernando del Rey<\/p>\n<p>89.\u00a0<i>Compl\u00f4 contra a Am\u00e9rica<\/i>, Philip Roth<\/p>\n<p>90.\u00a0<i>Harry Potter e o enigma do Pr\u00edncipe<\/i>, J. K. Rowling<\/p>\n<p>91.\u00a0<i>A \u00faltima noite<\/i>, James Salter<\/p>\n<p>92.\u00a0<i>Clav\u00edcula<\/i>, Marta Sanz<\/p>\n<p>93.\u00a0<i>O Art\u00edfice<\/i>, Richard Sennett<\/p>\n<p>94.\u00a0<i>La estupidez<\/i>, Rafael Spregelburd<\/p>\n<p>95.\u00a0<i>A poesia do pensamento<\/i>, George Steiner<\/p>\n<p>96.\u00a0<i>O Pre\u00e7o da Desigualdade<\/i>, Joseph Stiglitz<\/p>\n<p>97.\u00a0<i>Os Vagantes<\/i>, Olga Tokarczuk<\/p>\n<p>98.\u00a0<i>Rien ne s&#8217;oppose \u00e0 la nuit<\/i>, Delphine de Vigan<\/p>\n<p>99.\u00a0<i>Consider the Lobster<\/i>, David Foster Wallace<\/p>\n<p>100.\u00a0<i>Building Stories<\/i>, Chris Ware<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/section>\n<div class=\"trust_project\">\n<div class=\"content | flex container_column_mobile justify_space_between\">\n<div class=\"claim | flex align_items_center justify_center\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um j\u00fari de 84 especialistas escolheu os t\u00edtulos mais relevantes das duas primeiras d\u00e9cadas do mil\u00eanio<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":298803,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-303677","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Biblioteca-1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/303677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=303677"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/303677\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/298803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=303677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=303677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=303677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}