{"id":305228,"date":"2019-12-19T06:59:05","date_gmt":"2019-12-19T09:59:05","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=305228"},"modified":"2019-12-19T06:59:05","modified_gmt":"2019-12-19T09:59:05","slug":"garimpo-povoou-o-sertao-baiano-bahia-ja-teve-ciclos-do-ouro-e-de-diamante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/garimpo-povoou-o-sertao-baiano-bahia-ja-teve-ciclos-do-ouro-e-de-diamante\/","title":{"rendered":"Garimpo povoou o sert\u00e3o baiano: Bahia j\u00e1 teve ciclos do ouro e de diamante"},"content":{"rendered":"<div class=\"row visible-lg\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__tags\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-3\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"noticias-single__meta\">\n<div class=\"noticias-single__author\">\n<div>Georgina Maynart<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area__left\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-12 col-md-12 \">\n<div id=\"CW3677\" class=\"publicidade publicidade-responsive1  \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-9\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"noticias-single__image\"><img decoding=\"async\" class=\"noticias-single__image-source\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/b\/c\/csm_ouro_-_arquivo_correio_9cf57a40da.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 noticias-single__stick-parent\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-7 col-lg-7\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\" style=\"text-align: justify;\">\n<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop noticias-single__title--with-image visible visible-lg\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\"><em><strong>Hoje produ\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de forma sustent\u00e1vel por grandes empresas<\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"noticias-single__content\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\">No Pico do Jaragu\u00e1 a vista panor\u00e2mica \u00e9 de tirar o f\u00f4lego. No alto, imensos pared\u00f5es rochosos se destacam na paisagem cinza do extremo semi\u00e1rido baiano. L\u00e1 embaixo, a cidade encrustada no meio do vale abriga mais de oitenta mil pessoas. \u00c9 Jacobina.<br \/>\nHoje o acesso \u00e9 f\u00e1cil. Estradas interligam o munic\u00edpio as outras partes do estado. Mas h\u00e1 400 anos era dif\u00edcil chegar nestas terras.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Vencer a caatinga seca e o longo percurso do litoral ao sert\u00e3o se revelava um desafio fenomenal para quem sonhava chegar no antigo vilarejo, conhecido na \u00e9poca como Miss\u00e3o de Nossa Senhora das Neves.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Naquele tempo, no auge do Brasil Col\u00f4nia, as carro\u00e7as eram os \u00fanicos meios de transporte e a viagem chegava a durar v\u00e1rios dias. O esfor\u00e7o parecia valer a pena. N\u00e3o foi \u00e0 toa, que ainda no meio do s\u00e9culo XVII, muita gente se deslocou para esta regi\u00e3o. Eram pessoas que sonhavam em encontrar as riquezas minerais abundantes, descritas em hist\u00f3rias que se espalharam pela antiga col\u00f4nia portuguesa.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\"><\/div>\n<p class=\"bodytext\">Bandeirantes, garimpeiros e aventureiros tinham pressa. Afinal, a Coroa Portuguesa demorou mais de duzentos anos para encontrar nesta capitania o t\u00e3o cobi\u00e7ado ouro, e nesta \u00e9poca as minas das Gerais j\u00e1 estavam em decl\u00ednio.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Neste per\u00edodo aparecem personagens como Rob\u00e9rio Dias, Belchior Dias Moreira, Ant\u00f4nio de Brito Correia e Guedes de Brito.\u00a0A explora\u00e7\u00e3o de ouro cresceu tanto que j\u00e1 no s\u00e9culo XVIII, em 1722, atrav\u00e9s de Carta R\u00e9gia, o vilarejo foi erguido ao posto de freguesia de Santo Ant\u00f4nio de Jacobina.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Quatro anos depois, na tentativa de aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o do dizimo, o governador da prov\u00edncia determinou a cria\u00e7\u00e3o de uma casa de fundi\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio. Em apenas dois anos a mina de Jacobina gerou quase 4 mil libras de ouro. H\u00e1 quem diga que poderia ter sido muito mais, se a explora\u00e7\u00e3o de ouro j\u00e1 n\u00e3o estivesse fora do controle oficial.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\"><\/div>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">\u201cFoi um ciclo muito importante. Marca a hist\u00f3ria da Bahia e do Brasil, ao lado de ciclos como o da cana-de-a\u00e7\u00facar, do fumo e da madeira. Particularmente este per\u00edodo foi muito marcante em rela\u00e7\u00e3o aos movimentos migrat\u00f3rios para o sert\u00e3o. J\u00e1 existiam vilas, inclusive com quilombos e comunidades descendentes de ind\u00edgenas, mas nesta \u00e9poca come\u00e7a a chegar muita gente de fora e se formam algumas cidades a partir da\u00ed\u201d, conta o historiador Rafael Dantas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Nesta ocasi\u00e3o tamb\u00e9m foram descobertas minas em Rio de Contas, outra vila que prosperou gra\u00e7as as jazidas minerais. Descoberto pelo bandeirante Sebasti\u00e3o Pinheiro Raposo, no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, o ouro de aluvi\u00e3o foi a base econ\u00f4mica do local durante quase cem anos. A riqueza se revela na arquitetura da cidade. Em 1745 ela deu origem a primeira cidade planejada do Brasil.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Conta-se que no s\u00e9culo XVIII gra\u00e7as ao ouro de aluvi\u00e3o, o munic\u00edpio de Rio de Contas prosperou tanto, e muitos moradores ficaram t\u00e3o ricos, que eles se davam ao luxo de fazer demonstra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da abund\u00e2ncia. Conta-se que as tradicionais fam\u00edlias costumavam lan\u00e7ar p\u00f3 de ouro nas pessoas que se vestiam de imperadores e rainhas na tradicional prociss\u00e3o da Festa do Divino Esp\u00edrito Santo. Com a riqueza do ouro, eles tamb\u00e9m costumavam importar roupas e objetos de decora\u00e7\u00e3o da Europa. Foi a mesma riqueza que permitiu surgir na cidade os casar\u00f5es em estilo colonial hoje tombados pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\"><\/div>\n<p class=\"bodytext\">\u201cH\u00e1 informa\u00e7\u00f5es, ainda carentes de registros hist\u00f3ricos, de que as fortunas eram t\u00e3o grandes que quando os beb\u00eas nasciam eram distribu\u00eddas moedinhas de ouro para as visitas\u201d, acrescenta o historiador.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u00c9 tamb\u00e9m neste per\u00edodo que a Coroa Portuguesa decide extender a chamada Estrada Real que j\u00e1 existia em Minas Gerais at\u00e9 a Bahia.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Quando come\u00e7ou a corrida do Ouro, o rei mandou prolongar a Estrada Real. At\u00e9 aquele momento ela se limitava a Minas Gerais. Neste momento o estado j\u00e1 tinha at\u00e9\u00a0um pouco mais de controle sobre as riquezas, com casa de fundi\u00e7\u00e3o em Rio de Contas&#8221;, acrescenta o ge\u00f3logo Adalberto Figueiredo Ribeiro.<\/p>\n<\/blockquote>\n<div class=\"single-publicidade\"><\/div>\n<p class=\"bodytext\">O ciclo do ouro no estado durou cerca de 150 anos, at\u00e9 quando as jazidas come\u00e7aram a se esgotar no fim do s\u00e9culo XVIII. Atualmente Rio de Contas tem o turismo e a agricultura como atividades econ\u00f4micas principais.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">De l\u00e1 para c\u00e1 o munic\u00edpio de Jacobina se consolidou como polo produtor de riquezas minerais e hoje \u00e9 o munic\u00edpio baiano que mais arrecada impostos atrav\u00e9s da minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Atualmente a produ\u00e7\u00e3o baiana de ouro conta com jazidas em Jacobina (Yamana), Teofil\u00e2ndia (MInera\u00e7\u00e3o Fazenda Brasileiro)\u00a0e ainda em Santa Luz, onde a empresa Leagold prev\u00ea investimentos de R$ 82 milh\u00f5es de d\u00f3lares, segundo o protocolo de inten\u00e7\u00f5es registrado na Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico do Estado.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\"><\/div>\n<p class=\"bodytext\">Nos pr\u00f3ximos meses\u00a0outro munic\u00edpio deve entrar nesta lista seleta. Iramaia, tamb\u00e9m na Chapada Diamantina. \u00a0A empresa Envirometals Participa\u00e7\u00f5es S.A\u00a0vencedora da licita\u00e7\u00e3o, deve come\u00e7ar as pesquisas complementares em 2020.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>DIAMANTES<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">A chapada sempre foi preciosa, mas nem sempre foi diamantina. Antes ela era conhecida apenas como Chapada Grande ou Chapada Velha. A regi\u00e3o s\u00f3 teve o nome atrelado aos diamantes a partir de 1844.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Conta a lenda que foi no S\u00e3o Jo\u00e3o daquele ano, no dia 24 de junho, que um diamante foi achado as margens do rio Mucug\u00ea, por Cristiano Pereira do Nascimento e Jos\u00e9 Pereira do Prado. A fama das lavras diamantinas se propagou pelas capitanias e fez a popula\u00e7\u00e3o do lugarejo aumentar em cinco vezes em menos de dois anos. Mucug\u00ea chegou a ter quase 30 mil habitantes.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Os registros oficiais contam que o primeiro diamante da Bahia teria sido encontrado por acaso, acidentalmente, por Cristiano Pereira do Nascimento, afilhado de Jos\u00e9 Pereira do Prado, conhecido como Cazuza do Prado. Cristiano teria encontrado a pedra preciosa no momento em que lavava as m\u00e3os no leito do Riacho das Cumbucas, na antiga Vila Santa Isabel do Paragua\u00e7u, atual munic\u00edpio de Mucug\u00ea. A partir da\u00ed v\u00e1rios homens, sob comando de Cazuza do Prado, terias recolhido outros diamantes na regi\u00e3o. O segredo s\u00f3 foi descoberto quando um dos integrantes do grupo tentou vender um diamante, foi acusado de assassinar um minerador e teve que revelar a origem da pedra.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em 1846, o mineralogista Virgil Von Helmreichen tamb\u00e9m chegou a relatar em Viena, que desde 1842 diamantes tinham sido descobertos na Serra das Aroeiras, na Chapada Grande.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cA ocorr\u00eancia de diamantes na Serra das Aroeiras foi descoberta no m\u00eas de mar\u00e7o de 1842 pelo padre Queiroz e, at\u00e9 o fim de 1842, a popula\u00e7\u00e3o tinha subido de oito para dez mil almas entre as quais havia de 1.800 a 2.000 trabalhadores de diamantes propriamente ditos\u201d, a firmou o mineralogista Virgil Von Helmreichen em 1846.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Antes desta descoberta, os relatos n\u00e3o eram oficiais, apesar do Conde de Sabugosa j\u00e1 em 1731 ter proibido a habita\u00e7\u00e3o em pontos onde fossem achados diamantes.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Neste per\u00edodo foi erguido no munic\u00edpio um conjunto colonial arquitet\u00f4nico considerado excepcional e hoje tombado pelo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico nacional.\u00a0O ciclo dos diamantes na regi\u00e3o come\u00e7ou a decair a partir de 1871, quando as pedras ficaram escassas e novas jazidas gigantescas foram descobertas na \u00c1frica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Atualmente existe um Museu do Garimpo na regi\u00e3o, mas as atividades econ\u00f4micas principais s\u00e3o a agricultura e o ecoturismo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>ETERNOS\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em 2020 o Brasil deve saltar da 19\u00aa para 11\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial de produtores de diamantes. A escalada na lista do seleto grupo dos 21 pa\u00edses produtores ser\u00e1 poss\u00edvel gra\u00e7as as jazidas descobertas em Nordestina, no semi\u00e1rido baiano.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O munic\u00edpio possui a primeira mina de diamantes em rocha prim\u00e1ria da Am\u00e9rica Latina. \u00c9 uma das maiores reservas do mundo da rocha Kimberl\u00edtica, formada por erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas.\u00a0Descoberta em 1990, a mina Bra\u00fana s\u00f3 come\u00e7ou a ser pesquisada quinze anos depois, em 2005. Mas a extra\u00e7\u00e3o efetiva s\u00f3 foi iniciada em 2016 pela Lipari Minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/4\/5\/csm_dimantes_extracao_2222_643f078352.jpg\" width=\"1000\" height=\"667\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Jazida de Nordestina \u00e9 a \u00fanica da Am\u00e9rica Latina a produzir diamantes de rocha prim\u00e1ria<\/strong><br \/>\n(Foto: Lipari divulga\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">De acordo com a empresa, a expectativa \u00e9 de que no pr\u00f3ximo ano a produ\u00e7\u00e3o chegue a 400 mil quilates de diamantes, um volume que aumentar\u00e1 em dez vezes a produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A mina a c\u00e9u aberto ficar\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2022, mas est\u00e1 em fase de transi\u00e7\u00e3o para opera\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea.<br \/>\nOs diamantes t\u00eam sido exportados para os Emirados \u00c1rabes Unidos. A companhia belga mantem 400 empregos diretos, e gera cerca de R$ 3 milh\u00f5es de reais em impostos para o munic\u00edpio anualmente.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com projetos de expans\u00e3o, a empresa investiu R$ 1,1 milh\u00e3o\u00a0em novas pesquisas este ano.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/correio-cdn3.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/4\/1\/csm_lipari_linha_de_producao_673d6315a1.jpg\" width=\"1000\" height=\"667\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Mina de diamantes da Lipari, em Nordestina, gera cerca de R$ 3 milh\u00f5es de reais em impostos para o munic\u00edpio<\/strong><em>\u00a0<\/em>(Foto: Lipari divulga\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Em entrevista ao CORRIO,\u00a0o vice-presidente da Companhia, Christian Schobbenhaus, falou sobre as perspectivas da mineradora na Bahia e sobre os recentes projetos. A empresa defende que o Brasil tem enorme potencial para minas de diamante em fonte prim\u00e1ria, mas afirma que a demora nos processos licitat\u00f3rios impede mais investimentos no setor mineral.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>*Depois de quatro anos de iniciada a extra\u00e7\u00e3o de diamantes na Bahia, como a Lipari avalia a produ\u00e7\u00e3o de diamantes em Nordestina? A quantidade extra\u00edda est\u00e1 dentro do planejado?<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><em>A mina Bra\u00fana 3 est\u00e1 em plena opera\u00e7\u00e3o. Nossa produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 dentro do que foi informado durante a fase de avalia\u00e7\u00e3o de reservas.<\/em><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>*A produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios altera e dinamiza a economia das cidades. A mina est\u00e1 localizada em uma das regi\u00f5es mais carentes do estado. Como tem sido a rela\u00e7\u00e3o da empresa com as comunidades do entorno?<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><em>Respeito \u00e0 din\u00e2mica social e di\u00e1logo s\u00e3o premissas para o nosso relacionamento comunit\u00e1rio, que visa estreitar la\u00e7os sem criar elos de depend\u00eancia econ\u00f4mica ou assistencialista. Isso significa dizer que buscamos desenvolver a\u00e7\u00f5es que extrapolam os resultados imediatos e contribuam para a autonomia da comunidade, independentemente da presen\u00e7a do empreendimento, focando o potencial transformador e o legado positivo. Da\u00ed a prioriza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o formal e dos cursos profissionalizantes, por exemplo. Entendemos que, desta forma, a empresa \u2013 seja atrav\u00e9s de sua pol\u00edtica de Responsabilidade Social ou acolhendo propostas da comunidade \u2013 direciona o investimento socioambiental para a\u00e7\u00f5es coletivas e programas estruturados, nas \u00e1reas citadas anteriormente, sempre considerando as caracter\u00edsticas, voca\u00e7\u00f5es e necessidades locais.<\/em><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>*A minera\u00e7\u00e3o moderna pressup\u00f5e a implanta\u00e7\u00e3o de sistemas mais sustent\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o, com respeito ao meio ambiente e garantia do cumprimento de normas, e isso envolve tamb\u00e9m tecnologia. Quais novas ferramentas tecnol\u00f3gicas est\u00e3o sendo usadas em Nordestina?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><em>A Mina Bra\u00fana 3 \u00e9 um projeto que respeita as normas ambientais e de seguran\u00e7a. Como o projeto est\u00e1 instalado no semi\u00e1rido baiano, o principal desafio foi em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. Nossa mina utiliza um processo de centrifuga\u00e7\u00e3o do rejeito fino que recupera acima de 95% da \u00e1gua de processo. Esse sistema al\u00e9m de recuperar a \u00e1gua evitou a constru\u00e7\u00e3o de barragem de rejeito. O rejeito fino \u00e9 disposto junto com o rejeito grosso e o est\u00e9ril na pilha de est\u00e9ril. Al\u00e9m disso todo nosso processo utiliza apenas insumos inertes.<\/em><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>*Algumas das principais consultorias de mercado tem apontado um desaquecimento do com\u00e9rcio de diamantes no mundo, provocado pelo aumento dos estoques mundiais. Como o Sr. avalia este momento do mercado de diamantes?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><em>O diamante \u00e9 um artigo de luxo e seu valor \u00e9 influenciado por crises econ\u00f4micas mundiais. Al\u00e9m disso, o com\u00e9rcio de pedras sint\u00e9ticas tem aumentado bastante e afeta diretamente o valor das pedras menores de um quilate. A queda no pre\u00e7o n\u00e3o influenciou nosso ritmo de extra\u00e7\u00e3o devido ao tamanho de nossa produ\u00e7\u00e3o, mas afeta diretamente nossa receita. No \u00faltimo m\u00eas houve pequena recupera\u00e7\u00e3o do mercado de diamante e h\u00e1 expectativa de recupera\u00e7\u00e3o em 2020.<\/em><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>*A Lipari tem novas \u00e1reas em estudo ou novos projetos de expans\u00e3o aqui na Bahia?<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><em>Temos interesses em outras \u00e1reas na Bahia assim como em outros estados, mas estamos parados aguardando a implanta\u00e7\u00e3o do processo licitat\u00f3rio da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o. Continuamos com a avalia\u00e7\u00e3o de corpos kimberl\u00edticos adjacentes a Mina Bra\u00fana 3 assim como sua expans\u00e3o.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--after-content\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-12 col-md-12 \" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naquele tempo, no auge do Brasil Col\u00f4nia, as carro\u00e7as eram os \u00fanicos meios de transporte e a viagem chegava a durar v\u00e1rios dias. O esfor\u00e7o parecia valer a pena. N\u00e3o foi \u00e0 toa, que ainda no meio do s\u00e9culo XVII, muita gente se deslocou para esta regi\u00e3o. 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