{"id":305980,"date":"2019-12-27T16:02:51","date_gmt":"2019-12-27T19:02:51","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=305980"},"modified":"2019-12-27T16:02:51","modified_gmt":"2019-12-27T19:02:51","slug":"livros-renascem-com-clubes-de-leitura-e-pequenas-livrarias-comecam-a-tomar-espaco-das-megastores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/livros-renascem-com-clubes-de-leitura-e-pequenas-livrarias-comecam-a-tomar-espaco-das-megastores\/","title":{"rendered":"Livros renascem com clubes de leitura e pequenas livrarias come\u00e7am a tomar espa\u00e7o das megastores"},"content":{"rendered":"<header class=\"col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div id=\"article_header\" class=\"article-header basic | \">\n<h1 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark \"><\/h1>\n<h2 class=\"font_secondary color_gray_dark \">Apesar de sucessivos revezes do mercado editorial brasileiro, h\u00e1 quem n\u00e3o enxergue crise. Otimistas do setor garantem que o Brasil nunca leu tanto, dando f\u00f4lego a inova\u00e7\u00f5es, como as autopublica\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<\/div>\n<figure class=\"lead_art |  \"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/YP4yBmv78LtY2wkafzTc7zYZEWY=\/1500x0\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/VBERJ5KIRFH77DSCLTPOJVLKIQ.jpg\" alt=\"Encontro de leitoras que assinam a TAG In\u00e9ditos, em 29 de junho, na Livraria do Comendador, em S\u00e3o Paulo.\" \/><figcaption class=\"color_gray_medium border_bottom border_1 border_gray padding_vertical text_align_right\">Encontro de leitoras que assinam a TAG In\u00e9ditos, em 29 de junho, na Livraria do Comendador, em S\u00e3o Paulo.<span class=\"color_black margin_left uppercase light\">RODOLFO BORGES<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<section class=\"share-bar | border_bottom border_5\">\n<div class=\"content | border_bottom border_1 padding_bottom flex\n          justify_space_between relative\"><\/p>\n<div class=\"flex container_row social-icons  horizontal  \"><\/div>\n<div class=\"flex container_row social-icons right-links horizontal  \"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div data-fusion-collection=\"features\" data-fusion-type=\"article\/lead-art\"><\/div>\n<div class=\"article_byline | margin_bottom_lg  \">\n<div class=\"authors flex flex_wrap \"><span class=\"margin_bottom uppercase flex align_items_center \"><a class=\"color_black\" title=\"Ver todas as not\u00edcias de Rodolfo Borges\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/rodolfo_lira_prado_borges\/a\/\">RODOLFO BORGES<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"flex container_row social-icons margin_left horizontal  small\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"place_and_time | uppercase color_gray_medium_lighter \"><span class=\"capitalize |  color_black\">S\u00e3o Paulo<\/span>\u00a0&#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fecha\/20191227\">27 DEC 2019 &#8211; 10:52\u00a0<abbr title=\"Bras\u00edlia time\">BRT<\/abbr><\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"article | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<section class=\"article_body | color_gray_dark\">\n<p class=\"\">O mercado editorial brasileiro lamentou neste ano um encolhimento de 25% desde 2006 \u2015 e uma redu\u00e7\u00e3o de faturamento de 4,5% em 2018, pelo quinto ano consecutivo. No ano passado, as editoras tamb\u00e9m registraram uma queda de 11% na produ\u00e7\u00e3o de livros. O balan\u00e7o reflete n\u00e3o apenas o resultado da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/economia\/2019-12-05\/o-pib-ainda-vai-demorar-para-retomar-o-periodo-pre-crise-deve-ficar-para-2021.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">crise econ\u00f4mica<\/a> por que o pa\u00eds passou nos \u00faltimos anos, mas o ocaso das maiores redes de livrarias do pa\u00eds, cujos preju\u00edzos se disseminaram pelas editoras. Em meio a demiss\u00f5es, fechamento de casas editoriais e pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial de livrarias, contudo, ainda h\u00e1 quem trabalhe com livros no Brasil e garanta: n\u00e3o h\u00e1 crise nenhuma.<\/p>\n<p class=\"\">\u201cO brasileiro nunca leu tanto\u201d, assegura Ricardo Almeida, CEO do Clube de Autores, a maior plataforma de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/04\/04\/cultura\/1554386818_937931.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">autopublica\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0da Am\u00e9rica Latina. A empresa de apenas quatro funcion\u00e1rios cuida da publica\u00e7\u00e3o de cerca de 50.000 autores \u2015 que s\u00e3o conectados por meio dessa plataforma com editores, revisores, designers, gr\u00e1ficas e livrarias \u2015 e trabalha atualmente na elabora\u00e7\u00e3o de um algoritmo capaz de identificar potenciais\u00a0<i>best sellers\u00a0<\/i>antes mesmo da impress\u00e3o. Para Almeida, a crise est\u00e1 no modelo de megastore, que levou Saraiva e Livraria Cultura a pedirem recupera\u00e7\u00e3o judicial em 2018 \u2015 o Clube de Autores registrou crescimento de 30% em 2018.<\/p>\n<p class=\"\">Os dados do \u00faltimo\u00a0<i>Retratos da Leitura no Brasil<\/i>\u00a0corroboram a percep\u00e7\u00e3o de Almeida, que diz ver mais pessoas lendo na rua, no transporte p\u00fablico. A popula\u00e7\u00e3o leitora do pa\u00eds subiu de 50% para 56% entre 2011 e 2015, de acordo com o relat\u00f3rio mais recente (uma atualiza\u00e7\u00e3o do levantamento deve ser publicada em 2020), e a quantidade m\u00e9dia de livros lidos por anos foi de 4 para 4,96. Os crit\u00e9rios para chegar a esses n\u00fameros, todavia, s\u00e3o frouxos. Para entrar na pesquisa, basta ter lido um trecho de um livro nos tr\u00eas meses anteriores \u00e0 pesquisa; al\u00e9m disso, da m\u00e9dia de 4,96, apenas 2,43 foram lidos at\u00e9 o fim, e 2,88 foram lidos por vontade pr\u00f3pria.<\/p>\n<p class=\"\">De qualquer forma, o n\u00famero de livros vendidos saltou de 318,6 milh\u00f5es em 2006 para 352 milh\u00f5es em 2018 (o pre\u00e7o m\u00e9dio dos livros caiu 34%). E se as grandes livrarias perdem espa\u00e7o nas vendas \u2015 a participa\u00e7\u00e3o caiu de 53,11% em 2017 para 46,25% em 2018 \u2015, os clubes de leitura apareceram pela primeira vez na lista, com 1,08% do mercado no ano passado. O Brasil conta atualmente com dois milh\u00f5es de assinantes de clubes de leitura, uma empreitada encabe\u00e7ada pela TAG no pa\u00eds desde 2014. \u201cA crise n\u00e3o \u00e9 de leitor. \u00c9 do mercado do livro\u201d, diz Arthur Dambros, diretor de marketing da TAG, que fechou seu primeiro ano, em 2015, com apenas 100 assinantes e hoje conta com 45.000.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\">Clubes de leitura<\/h3>\n<p class=\"\">Todo m\u00eas, cada uma dessas 45.000 pessoas, que pagam de 45,90 a 55,90 reais mensais. recebe uma caixa com livros, que pode conter um exemplar in\u00e9dito, editado pela pr\u00f3pria TAG, ou uma indica\u00e7\u00e3o de personalidades como Fernanda Montenegro ou o m\u00e9dico estrela Patch Adams, acompanhados de cl\u00e1ssicos curtos e de um encarte com material para discuss\u00e3o. \u201cLevamos um ano e meio at\u00e9 angariar os primeiros assinantes. O pessoal n\u00e3o entendia direito. Nunca tivemos investidor, ficamos um ano e meio dando preju\u00edzo e com dificuldades para crescer, mas logo come\u00e7amos a lucrar\u201d, conta Dambros.<\/p>\n<p class=\"\">E o sucesso da TAG levou milhares de pessoas a se encontrar para debater textos liter\u00e1rios. Ao descobrir que seus assinantes come\u00e7aram a interagir, a empresa sediada em Porto Alegre desenvolveu um aplicativo para ajudar a promover os encontros. A gerente administrativa Carolina Bonfim, 31 anos, coordena um desses grupos em S\u00e3o Paulo e frequenta outro deles em Guarulhos. E mant\u00e9m contato com assinantes de Campinas. \u00c9 um perfil que se repete em quase todos os outros assinantes da TAG: participam de v\u00e1rios clubes de leitura ao mesmo tempo. \u201cEu lia quando crian\u00e7a. Recentemente percebi que estavam faltando palavras, eu estava defasada. Minha irm\u00e3 assinava a TAG e me emprestou um livro. O capricho \u00e9 muito grande. Assinei em novembro de 2017. Tem m\u00eas em que a gente l\u00ea cinco livros\u201d, diz Carolina.<\/p>\n<figure class=\"article_image | margin_top\"><img decoding=\"async\" class=\"width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/sArrL29B9wTKi_p2XwYAILrzIao=\/1500x0\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/AE2S53AWOFB5BI2ZY6VFL223TY.jpg\" alt=\"Assinantes do Clube de Leitura TAG Curadoria se re\u00fanem em um caf\u00e9 em S\u00e3o Paulo no dia 30 de junho de 2019.\" \/><figcaption class=\"caption | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right padding_vertical color_gray_medium\">Assinantes do Clube de Leitura TAG Curadoria se re\u00fanem em um caf\u00e9 em S\u00e3o Paulo no dia 30 de junho de 2019.<span class=\"color_black margin_left uppercase light\">RODOLFO BORGES<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\">No encontro promovido por ela em junho, em um Fran\u2019s Caf\u00e9 na regi\u00e3o da avenida Paulista, o livro em pauta era\u00a0<i>Jude, o obscuro<\/i>, de Thomas Hardy, indicado pela atriz Fernanda Montenegro. Doze assinantes da TAG se reuniram numa tarde de domingo, enquanto centenas de pessoas se mobilizavam do lado de fora do caf\u00e9 em uma manifesta\u00e7\u00e3o de apoio ao ministro da Justi\u00e7a, Sergio Moro. Nem todos tinham conseguido terminar de ler o livro. Entre esses estava o professor Rog\u00e9rio Augusto Barbosa, 47 anos. Envolvido na mudan\u00e7a para um novo apartamento \u2015 do qual reservaria um quarto apenas para guardar livros \u2015, o professor n\u00e3o se importou em engolir\u00a0<i>spoilers<\/i>, porque queria rever os amigos.<\/p>\n<p class=\"\">Em comum entre os colegas, a expressiva m\u00e9dia de 50 livros lidos por ano e o h\u00e1bito de comprar livros em promo\u00e7\u00e3o, geralmente em feiras. Alguns dos participantes do encontro tinham acabado de chegar \u00e0 capital paulista e buscavam novas amizades. Cada um se apresentou e exp\u00f4s suas impress\u00f5es sobre o livro em pauta, comparando com outras hist\u00f3rias j\u00e1 lidas e debatidas. A mesma din\u00e2mica se repetiu no encontro promovido pela guia tur\u00edstica Patricia Smith, da TAG In\u00e9ditos, para discutir\u00a0<i>A rede de Alice<\/i>, de Kate Quinn, na Livraria do Comendador, no bairro da Bela Vista, em S\u00e3o Paulo. Um grupo de 13 mulheres \u2015 70% dos assinantes da TAG s\u00e3o mulheres e mais da metade t\u00eam p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o completa ou em execu\u00e7\u00e3o \u2015 tirou uma tarde de s\u00e1bado para se reunir ao redor de livros.<\/p>\n<p class=\"\">Gestora da livraria, Carol Camargo diz que a loja, que divide um casar\u00e3o tombado com um caf\u00e9, tem recebido 32 eventos por m\u00eas, entre debates liter\u00e1rios e saraus. O estabelecimento n\u00e3o cobra aluguel, mas seus administradores sabem que 38% dos frequentadores desses eventos saem da livraria com pelo menos um livro comprado. \u201cO investimento ainda n\u00e3o se pagou, mas crescemos 25% acima do esperado no nosso primeiro ano\u201d, celebra Camargo. Segundo ela, a proje\u00e7\u00e3o do resultado foi feita no auge da crise do mercado editorial, em outubro de 2018. \u201cMas as pessoas n\u00e3o pararam de consumir livros. Foi a m\u00e1 gest\u00e3o dos grandes grupos que impediu que a verba voltasse para as editoras\u201d, analisa a gestora, para quem o atendimento individualizado das livrarias independentes ganhou for\u00e7a.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\"><b>Internet<\/b><\/h3>\n<p class=\"\">\u00c9 a mesma impress\u00e3o do presidente da C\u00e2mara Brasileira do Livro, Vitor Tavares. \u201cO mercado vai se ajustando. Num primeiro momento, todo mundo ficou muito preocupado. Mas percebemos que funcion\u00e1rios que deixaram grandes empresas abriram pequenos neg\u00f3cios, novas livrarias surgiram. A figura do livreiro como consultor liter\u00e1rio retornou\u201d, analisa. Tavares chama a aten\u00e7\u00e3o ainda para o aumento das vendas pela internet \u2015 as livrarias exclusivamente virtuais elevaram de 2,91% para 4,24% sua participa\u00e7\u00e3o nas vendas.<\/p>\n<p class=\"\">A Estante Virtual, por exemplo, registrou um crescimento de 18% nas vendas no primeiro trimestre do ano em rela\u00e7\u00e3o a 2018. O site, que deu alcance nacional aos sebos, intermediou a venda de 23,8 milh\u00f5es de livros desde 2005. Erica Cardoso, gerente de marketing da Estante Virtual, identifica uma s\u00e9rie de movimentos simult\u00e2neos no mercado livreiro: a migra\u00e7\u00e3o das compras para a internet (o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico tem crescido em m\u00e9dia 12,4% ao ano no Brasil) e a tend\u00eancia a poupar, por conta da crise econ\u00f4mica, s\u00e3o alguns deles. \u201cTemos ainda o reuso e o consumo consciente, que vieram para ficar. Por fim, h\u00e1 essa remodelagem das rela\u00e7\u00f5es entre editoras, distribuidoras e livrarias\u201d, avalia. Tudo isso explicaria por que a Estante Virtual virou o maior marketplace dedicados a livros do pa\u00eds.<\/p>\n<div class=\"embed | flex justify_center\" data-oembed-type=\"instagram\"><iframe id=\"instagram-embed-0\" class=\"instagram-media instagram-media-rendered\" src=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/B47ckDgh8Sk\/embed\/captioned\/?cr=1&amp;v=12&amp;wp=641&amp;rd=https%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com&amp;rp=%2Fcultura%2F2019-12-27%2Flivros-renascem-com-clubes-de-leitura-e-pequenas-livrarias-comecam-a-tomar-espaco-das-megastores.html#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A2411.000000000058%2C%22ls%22%3A2036.0150000014983%2C%22le%22%3A2330.999999998312%7D\" height=\"971\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-instgrm-payload-id=\"instagram-media-payload-0\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<p class=\"\">A Desculpe a Poeira \u00e9 um sebo que se beneficia das vendas in loco e no ambiente digital. \u201cUma loja do tamanho da minha, de 18 metros quadrados, n\u00e3o seria sustent\u00e1vel sem a internet\u201d, constata o jornalista Ricardo Lombardi, que abandonou as reda\u00e7\u00f5es em 2014 para abrir o sebo no garagem da casa de sua m\u00e3e, no bairro de Pinheiros, em S\u00e3o Paulo. \u201cQuando falo internet me refiro a uma plataforma de vendas forte como a Estante Virtual, mas tamb\u00e9m a redes sociais como Instagram, Facebook e Twitter. Essas redes amplificam a minha presen\u00e7a no mercado\u201d. Segundo o dono do Desculpe a Poeira, a venda na loja \u00e9 mais expressiva que a virtual, \u201cmas sem a receita da internet a conta n\u00e3o fecharia\u201d. Parte da experi\u00eancia de \u201cachar um\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/libros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">livro<\/a>\u00a0que voc\u00ea n\u00e3o procurava\u201d, o grande ativo de uma livraria, \u00e9 contemplada na internet pelo Instagram, de acordo com o livreiro.<\/p>\n<p class=\"\">Se os rumos apontam para o virtual, a grande aposta do momento s\u00e3o os audiolivros. O Brasil ganhou em junho sua terceira empresa dedicada ao assunto. A Auti Books se uniu \u00e0 Ubook e \u00e0 Tocalivros, que desbravam um mercado novo por aqui, mas j\u00e1 consolidado em pa\u00edses como Estados Unidos e Alemanha. O Google Play tamb\u00e9m oferece audiolivros e ainda s\u00e3o aguardadas as chegadas de plataformas estrangeiras, como Audible, da Amazon, e Storytel. \u201cNosso grande competidor hoje \u00e9 o\u00a0<i>Fortnite<\/i>. A competi\u00e7\u00e3o \u00e9 por tempo\u201d, diz Claudio Gandelman, CEO da Auti Books.<\/p>\n<p class=\"\">J\u00e1 para Eduardo Albano, s\u00f3cio fundador e diretor de conte\u00fado do Ubook, o desafio \u00e9 acostumar o p\u00fablico brasileiro a ouvir livros. \u201cCom a quantidade de pessoas que a gente v\u00ea andando de fone de ouvido na rua, parece que \u00e9 uma quest\u00e3o de mostrar que o audiobook existe\u201d, diz. Como estrat\u00e9gia para atrair o p\u00fablico nacional, a Ubook, que iniciou neste ano uma expans\u00e3o para pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, criou uma \u00e1rea com not\u00edcias lidas em tempo real. J\u00e1 a Tocalivros se esmera em produzir conte\u00fados mais elaborados, em produ\u00e7\u00f5es que envolvem at\u00e9 30 narradores, como no caso de\u00a0<i>Guerra dos tronos<\/i>. Para superar a defasagem do mercado brasileiro, a empresa tenta manter o fluxo de 25 novas produ\u00e7\u00f5es por m\u00eas. Sem tempo para crise.<\/p>\n<\/section>\n<div class=\"trust_project\">\n<div class=\"content | flex container_column_mobile justify_space_between\">\n<div class=\"claim | flex align_items_center justify_center\">Adere a<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de sucessivos revezes do mercado editorial brasileiro, h\u00e1 quem n\u00e3o enxergue crise. 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