{"id":306750,"date":"2020-01-06T09:11:17","date_gmt":"2020-01-06T12:11:17","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=306750"},"modified":"2020-01-06T09:12:17","modified_gmt":"2020-01-06T12:12:17","slug":"como-a-falta-de-tempo-pode-levar-a-decisoes-erradas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/como-a-falta-de-tempo-pode-levar-a-decisoes-erradas\/","title":{"rendered":"Como a falta de tempo pode levar a decis\u00f5es erradas"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">Brigid Schulte<\/span><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share-row\">\n<div class=\"share-tools--no-event-tag\">\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-twite\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/EAA1\/production\/_110356006_gettyimages-693040334.jpg\" alt=\"Pessoa em t\u00fanel\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span>Press\u00e3o por escassez de tempo ou dinheiro cria sensa\u00e7\u00e3o de estar em um t\u00fanel: n\u00e3o sobra espa\u00e7o mental para lidar com as coisas verdadeiramente importantes<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Veja se isto lhe soa familiar: voc\u00ea passa o dia de trabalho sob press\u00e3o para cumprir prazos, corre de uma reuni\u00e3o para a outra e distribui e-mails, sempre ocupado, resoluto e um pouco sem f\u00f4lego. E, no fim do dia, percebe, com decep\u00e7\u00e3o, que sequer come\u00e7ou aquele grande projeto que deveria estar tocando.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 que voc\u00ea acaba levando trabalho para casa, ou decide n\u00e3o levar, mas se sente culpado por isso.<\/p>\n<p>De qualquer modo, \u00e9 o trabalho invadindo o restante da sua vida, roubando-lhe tempo e espa\u00e7o mental que deveria estar alocado para fam\u00edlia, descanso ou lazer \u2014 e deixando-o exausto e um pouco ressentido. Voc\u00ea decide que amanh\u00e3 ser\u00e1 diferente. Mas, quando a manh\u00e3 chega, voc\u00ea se depara com a mesma realidade do dia anterior.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um padr\u00e3o que Antonia Violante tem visto em diversos ambientes corporativos que ela estuda nos Estados Unidos, para seu projeto voltado a busca do equil\u00edbrio entre vidas profissional e pessoal.<\/p>\n<p>Cientistas comportamentais e pesquisadores como ela chamam isso de &#8220;tunnelling&#8221;, ou, em tradu\u00e7\u00e3o livre, &#8220;viver em um t\u00fanel&#8221;. Quando estamos estressados ou sob press\u00e3o, diz Violante, nossa aten\u00e7\u00e3o e cogni\u00e7\u00e3o se estreitam, como se estiv\u00e9ssemos em um t\u00fanel.<\/p>\n<p>Pode ser algo \u00fatil, que nos ajuda a hiper-focar na tarefa diante de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Mas o &#8220;tunnelling&#8221; tem um lado negativo: quando o tempo \u00e9 escasso e ficamos com o modo p\u00e2nico ligado, pode ser que nossa capacidade de foco fique limitada apenas \u00e0s tarefas imediatas diante de n\u00f3s, geralmente de baixo valor, em vez da aten\u00e7\u00e3o em projetos maiores, estrat\u00e9gicos e de longo alcance que, por sinal, nos ajudariam a ficar fora do t\u00fanel. &#8220;Vemos que as pessoas acabam no &#8216;tunnelling&#8217; pelas coisas erradas&#8221;, afirma Violante.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2B39\/production\/_110356011_gettyimages-963901930.jpg\" alt=\"Pessoa checa e-mails\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Nosso c\u00e9rebro naturalmente busca novidades e adora ser alertado para novas mensagens que chegam na caixa de entrada, embora isso sugue nossa produtividade<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Por que os e-mails oferecem uma falsa recompensa<\/h2>\n<p>Os e-mails certamente est\u00e3o nessa categoria. Para Violante (que trabalha na ideas42, uma ONG com escrit\u00f3rios nos EUA e na \u00cdndia que usa ci\u00eancia comportamental para resolver problemas do mundo corporativo), checar os e-mails acaba se tornando um h\u00e1bito viciante, uma vez que nosso c\u00e9rebro naturalmente busca novidades \u2014 sendo assim, ele adora ser alertado para novas mensagens que chegam na caixa de entrada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, humanos gostam de se sentir ocupados e produtivos. Combine escassez de tempo com a sensa\u00e7\u00e3o de novidade e nosso v\u00edcio em estar ocupado, e fica claro como acabamos focando o tempo e a aten\u00e7\u00e3o em o que quer que esteja diante de n\u00f3s \u2014 o que, nos dias atuais, costuma ser e-mails.<\/p>\n<p>Pessoas que gostam de estar ocupadas t\u00eam tanta avers\u00e3o \u00e0 inatividade que, segundo identificou um estudo, preferem dar a si mesmas choques el\u00e9tricos do que ficar sem nada para fazer.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 f\u00e1cil ser sugado para a tentativa de estar sempre em dia com sua caixa de e-mails&#8221;, prossegue Violante. &#8220;Isso nos permite estar ocupados, o que causa uma sensa\u00e7\u00e3o boa. Mas leva a uma falsa recompensa.&#8221; Por exemplo, confundir estar ocupado com ser produtivo.<\/p>\n<p>Para sair desse tipo espec\u00edfico de t\u00fanel, Violante sugere tentar definir hor\u00e1rios espec\u00edficos para checar mensagens. Essa ideia, que Violante usa para si mesma, \u00e9 baseada em uma\u00a0<a class=\"story-body__link-external\" href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/7608351\">pesquisa<\/a>\u00a0que identificou que fumantes autorizados a fumar em determinados intervalos tinham mais sucesso em parar de fumar do que com outros m\u00e9todos. O motivo, resumiram os pesquisadores, \u00e9 que determinar hor\u00e1rios dava aos fumantes pr\u00e1tica e autoconfian\u00e7a em passar per\u00edodos sem fumar, al\u00e9m de quebrar associa\u00e7\u00f5es habituais que os fumantes fazem com o cigarro.<\/p>\n<p>Rea\u00e7\u00e3o semelhante ocorre com o e-mail: um\u00a0<a class=\"story-body__link-external\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0747563214005810\">estudo<\/a>\u00a0de 2015 identificou que pessoas que checam seu e-mail em hor\u00e1rios determinados se sentem mais felizes e menos estressados do que aqueles que checam constantemente \u2014 que \u00e9 o caso de muitos de n\u00f3s, que chegamos a passar\u00a0<a class=\"story-body__link-external\" href=\"https:\/\/cmo.adobe.com\/articles\/2019\/9\/if-you-think-email-is-dead--think-again.html#gs.j2r8lw\">cinco horas<\/a>\u00a0por dia lendo e respondendo mensagens.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15FD1\/production\/_110356009_c25f8bf1-81c9-4659-8475-b3ccedefe052.jpg\" alt=\"Cortadoras de cana na \u00cdndia\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Estudo com cortadores de cana na \u00cdndia ajudou a entender por que pessoas pobres tomam decis\u00f5es ruins com seu dinheiro<\/figure>\n<p>Violante sugere tamb\u00e9m que equipes profissionais estabele\u00e7am protocolos para quando se espera que uma mensagem seja respondida e limite-se a mand\u00e1-las apenas durante o expediente.<\/p>\n<p>Para preservar espa\u00e7o mental, ela recomenda uma mudan\u00e7a de mentalidade perante as mensagens. &#8220;N\u00e3o se trata de ter literalmente zero e-mails na sua caixa de entrada, mas n\u00e3o ter ambiguidade quanto a o que est\u00e1 l\u00e1 e ter um plano para o que for mais importante de se responder&#8221;, explica. Mas Violante reconhece que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. &#8220;At\u00e9 mesmo cientistas comportamentais t\u00eam v\u00edcio em e-mail.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Como a escassez faz o espa\u00e7o mental encolher<\/h2>\n<p>O conceito de escassez e &#8220;tunnelling&#8221; foram inicialmente descritos em pesquisas comportamentais relacionadas \u00e0 pobreza.<\/p>\n<p>Anandi Mani, professora de economia comportamental na Escola Blavatnik de Governo de Oxford, e seus colegas queriam entender o que levava pessoas pobres a fazer escolhas ruins com seu dinheiro, como tomar empr\u00e9stimos a altas taxas de juros ou jogar na loteria.<\/p>\n<p>Eles\u00a0<a class=\"story-body__link-external\" href=\"https:\/\/scholar.harvard.edu\/files\/sendhil\/files\/976.full_.pdf\">estudaram<\/a>\u00a0coletores de cana-de-a\u00e7\u00facar na \u00cdndia e aplicaram-lhes exames cognitivos, tanto quando recebiam seu pagamento, logo depois da colheita, como meses mais tarde, quando o dinheiro estava escasso. Os pesquisadores descobriram que a escassez em si criava um fardo t\u00e3o grande no espa\u00e7o mental que o QI dos agricultores ca\u00eda 13 pontos entre o per\u00edodo de bonan\u00e7a e o de pouco dinheiro.<\/p>\n<p>&#8220;Existe um paralelo direto entre escassez de dinheiro e escassez de tempo&#8221;, diz Mani. &#8220;Com dinheiro (em m\u00e3os), fazemos o que \u00e9 urgente \u2014 pagamos esta conta, tentamos fazer o or\u00e7amento dar certo, mesmo sabendo que \u00e9 mais importante usar o tempo para ser um bom pai ou conversar com sua m\u00e3e. No trabalho, \u00e9 a mesma coisa. Somos capturados por o que \u00e9 que esteja na nossa frente, e n\u00e3o nos damos o espa\u00e7o ou a introspec\u00e7\u00e3o para pensar no que pode ser mais pleno de significado.&#8221;<\/p>\n<p>Para escapar desse t\u00fanel de escassez de tempo, Mani sugere primeiro ter consci\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o. Se poss\u00edvel, voc\u00ea pode tentar aliviar sua carga de trabalho ou dividi-la ao longo do tempo, assim como, segundo\u00a0<a class=\"story-body__link-external\" href=\"https:\/\/www.opressrc.org\/content\/and-out-poverty-episodic-poverty-and-income-volatility-us-financial-diaries\">pesquisas,<\/a>\u00a0transfer\u00eancias de renda em momentos cr\u00edticos ajudaria fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de volatilidade a evitar a pobreza durante os per\u00edodos de escassez financeira.<\/p>\n<p>Depois, combine com os demais criar e por em pr\u00e1tica normas a respeito de intervalos a serem respeitados \u2014 no trabalho, durante a semana e no fim de semana.<\/p>\n<p>&#8220;As velhas regras \u2014 n\u00e3o trabalhar no Sabbath (dia sagrado para os judeus) \u2014 de criar descanso for\u00e7ado em nossas agendas t\u00eam valor real&#8221;, diz Mani. Ela mesma tem tentado dedicar 15 minutos di\u00e1rios de sua manh\u00e3 \u00e0 medita\u00e7\u00e3o. &#8220;Isso tem me tornado mais alerta durante o dia&#8221;, ela conta.<\/p>\n<p>&#8220;Sinceramente, estudar isso tem me for\u00e7ado a fazer muita introspec\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7959\/production\/_110356013_c49eaf08-68b7-4e4d-849e-31f629898c80.jpg\" alt=\"Galeria de arte\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Pense em sua agenda menos como uma despensa onde cabe tudo, e mais como uma galeria de arte, onde existe uma curadoria<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Planeje seu tempo com mais cuidado<\/h2>\n<p>Anuj Shah, professor de ci\u00eancia comportamental na Universidade de Chicago, afirma que a escassez leva \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma mentalidade pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Sua\u00a0<a class=\"story-body__link-external\" href=\"http:\/\/faculty.missouri.edu\/segerti\/capstone\/Shah...Shafir,%20Science-2012,%20consequences%20of%20having%20too%20little.pdf\">pesquisa<\/a>, em que participantes jogavam jogos online e ficavam &#8220;ricos&#8221; ou &#8220;pobres&#8221;, teve resultados surpreendentes. Os que eram &#8220;pobres&#8221; ficavam, na verdade, mais cuidadosos com seus recursos.<\/p>\n<p>Mas, como a escassez reduzia seu espa\u00e7o mental, eles ficavam t\u00e3o focados no jogo que n\u00e3o conseguiam elaborar estrat\u00e9gias para o futuro e faziam escolhas desastrosas, como tomar empr\u00e9stimos a juros exorbitantes com altos custos posteriores.<\/p>\n<p>Assim, para evitar o &#8220;tunnelling&#8221; por motivos errados ou negligenciar tarefas importantes que parecem menos urgentes no momento, mas trar\u00e3o mais dividendos no longo prazo, Shah diz que as pessoas precisam reconhecer que tempo e espa\u00e7o mental s\u00e3o recursos limitados.<\/p>\n<p>Por exemplo, ele diz, quando olhamos nossa agenda para daqui a seis meses, ela provavelmente estar\u00e1 livre. Por isso, talvez fiquemos tentados a agendar muitos compromissos, que levar\u00e1 a escassez de tempo e &#8220;tunnelling&#8221; no futuro. &#8220;Mas sabemos que, em seis meses, aquela semana ser\u00e1 muito parecida \u00e0 semana atual, que \u00e9 bastante ocupada&#8221;, pondera Shah. &#8220;Ent\u00e3o precisamos pensar: &#8216;como vou encaixar isso nesta semana? Do que terei de abrir m\u00e3o?&#8217; Precisamos nos dar conta de que o tempo livre no futuro \u00e9 uma ilus\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Ele pr\u00f3prio diz praticar isso.<\/p>\n<p>Sendhil Mullainathan, colega de Shah, sugere pensar em nossas agendas menos como uma despensa onde podemos enfiar tudo, e mais como uma galeria de arte, onde decidimos o que \u00e9 mais importante e como organizar isso, de forma a que tudo tenha seu lugar. Ele recomenda estabelecer sistemas de alerta que nos avisem quando come\u00e7armos a cair na armadilha da escassez.<\/p>\n<p>&#8220;Quando j\u00e1 estamos com pouco tempo, j\u00e1 estamos em uma situa\u00e7\u00e3o ruim&#8221;, diz Shah. &#8220;Mas se aprendermos a gerenciar o tempo com anteced\u00eancia, podemos prevevir que isso ocorra no futuro.&#8221;<\/p>\n<p>*<i>Brigid Schulte \u00e9 jornalista e autora de &#8220;Overwhelmed: Work, Love and Play when No One has the Time&#8221; (em tradu\u00e7\u00e3o livre, &#8220;Sobrecarregado: trabalho, amor e lazer quando ningu\u00e9m tem tempo&#8221;) e diretora do Laborat\u00f3rio de Vida Melhor no centro de estudos New America<\/i><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veja se isto lhe soa familiar: voc\u00ea passa o dia de trabalho sob press\u00e3o para cumprir prazos, corre de uma reuni\u00e3o para a outra e distribui e-mails, sempre ocupado, resoluto e um pouco sem f\u00f4lego. 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