{"id":310559,"date":"2020-02-17T07:14:20","date_gmt":"2020-02-17T10:14:20","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=310559"},"modified":"2020-02-17T07:14:20","modified_gmt":"2020-02-17T10:14:20","slug":"casos-de-sifilis-crescem-no-ce-carnaval-redobra-atencao-com-ists","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/casos-de-sifilis-crescem-no-ce-carnaval-redobra-atencao-com-ists\/","title":{"rendered":"Casos de s\u00edfilis crescem no CE; Carnaval redobra aten\u00e7\u00e3o com ISTs"},"content":{"rendered":"<header class=\"c-article__header\">\n<div class=\"c-article__inner\">\n<div class=\"c-article__group\">\n<h1 class=\"c-article__heading\"><\/h1>\n<div class=\"c-article__info\">Por Reda\u00e7\u00e3o<\/div>\n<h2 class=\"c-article__subheading\">Apesar de a necessidade de prote\u00e7\u00e3o contra as Infec\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis (ISTs) ser constante, no per\u00edodo de Carnaval a preocupa\u00e7\u00e3o aumenta. Um dos alertas \u00e9 a incid\u00eancia de s\u00edfilis que tem crescido no Cear\u00e1.<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"c-article__group\">\n<div class=\"c-tools c-tools--editorial c-tools--editorial-article c-tools--editorial-metro\">\n<div class=\"c-tools__item\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"l-content l-content--sidebar\">\n<div class=\"l-column\">\n<div class=\"c-article__main\">\n<div class=\"c-article__photo-featured\">\n<figure class=\"media media--wide\">\n<div class=\"media__box\">\n<div class=\"media__container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-310560 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/sifilis-620x349.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/sifilis-620x349.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/sifilis-300x169.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/sifilis-768x432.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/sifilis-160x90.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/sifilis-480x270.jpg 480w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/sifilis-640x360.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/sifilis.jpg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"media__caption\">Teste r\u00e1pido facilita o diagn\u00f3stico de Infec\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis, como a s\u00edfilis adquirida<span class=\"media__credit\">Foto: Kiko SIlva<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"c-article-tools c-article-tools--aside\">\n<div class=\"c-article-tools__actions\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"c-article-content\">\n<p>Embora o alerta seja constante, \u00e9 no per\u00edodo do Carnaval que \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade e especialistas da \u00e1rea refor\u00e7am a devida aten\u00e7\u00e3o para a prolifera\u00e7\u00e3o das Infec\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis (IST). No Cear\u00e1, ao passo que a S\u00edndrome da Imunodefici\u00eancia Adquirida (Aids), causada pelo v\u00edrus HIV, reduziu sua incid\u00eancia ao longo dos anos, a s\u00edfilis adquirida vem crescendo.<\/p>\n<p>Dados da Secret\u00e1ria da Sa\u00fade do Estado (Sesa) mostram que, entre os anos de 2015 e 2019, os casos de Aids no Cear\u00e1 ca\u00edram 35%, passando de 1.119 para 721. Os casos de s\u00edfilis adquirida, por sua vez, mais que quadruplicaram no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Ao todo, foram 676 pessoas diagnosticadas com a doen\u00e7a em 2015, mas o n\u00famero chegou a 3.032 no ano passado. Para a assessora t\u00e9cnica do GT de IST, Aids e Hepatites Virais da Sesa, An\u00fazia Lopes, a diminui\u00e7\u00e3o dos casos de Aids no Estado se deve pela facilita\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico do HIV, assim como as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o contra o v\u00edrus. Por outro lado, explica que os casos de s\u00edfilis adquirida aumentaram em decorr\u00eancia das a\u00e7\u00f5es de implementa\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, como a expans\u00e3o dos testes r\u00e1pidos, facilitando o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>&#8220;Provavelmente, eram pessoas que n\u00e3o tinham acesso ao diagn\u00f3stico. A metodologia antigamente era s\u00f3 laboratorial, ent\u00e3o, \u00e0s vezes, demorava. Com o teste r\u00e1pido, al\u00e9m de conseguir ter essa metodologia na maioria das unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade, eu consigo fazer um diagn\u00f3stico pelo menos de triagem, para dar um indicativo e abrir a investiga\u00e7\u00e3o para o resultado j\u00e1 em 20 minutos. Logicamente, se eu consigo dar para a popula\u00e7\u00e3o uma oferta maior de diagn\u00f3stico, consequentemente isso acaba encontrando pessoas mais infectadas&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>Ainda segundo a assessora t\u00e9cnica da Sesa, o per\u00edodo do Carnaval recebe maior aten\u00e7\u00e3o pelo aumento das vulnerabilidades entre os foli\u00f5es. Por isso, o trabalho educacional \u00e9 voltado para campanhas de incentivo ao sexo seguro.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um per\u00edodo em que normalmente as pessoas fazem um uso um pouco mais abusivo de \u00e1lcool e outras drogas, ent\u00e3o consequentemente a popula\u00e7\u00e3o acaba ficando um pouco mais vulner\u00e1vel a algumas pr\u00e1ticas sexuais n\u00e3o seguras. Quando a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais bem informada, geralmente ela busca essas alternativas, ent\u00e3o, nesse per\u00edodo, a gente acaba focando na preven\u00e7\u00e3o. Para as pessoas ficarem mais cientes, n\u00f3s pedimos que usem camisinha na maioria das rela\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma.<\/p>\n<h3 class=\"c-article__intertitle\"><strong>PROTE\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h3>\n<p>Foi exatamente por meio de uma rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o protegida que o auxiliar administrativo Leonardo Costa contraiu o HIV. Em tratamento h\u00e1 cerca de cinco anos, e atualmente com carga viral indetect\u00e1vel, ele tem uma vida absolutamente normal, embora com cuidados redobrados. &#8220;Depois de dois anos que descobri o v\u00edrus, tive uma tuberculose e precisei trocar os medicamentos. Embora o sistema imunol\u00f3gico esteja tranquilo, \u00e9 sempre bom evitar aproxima\u00e7\u00e3o com pessoas doentes, como gripadas, por exemplo&#8221;, explica ele.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade e ao acesso ao tratamento, segundo avalia Leonardo, o medo, tabu e preconceito em volta da doen\u00e7a ainda s\u00e3o grandes na sociedade. Ele acredita que somente a falta de informa\u00e7\u00e3o levaria uma pessoa a n\u00e3o se prevenir nos dias de hoje. &#8220;Al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o pelo preservativo, ainda existem outras formas, tamb\u00e9m, como a profilaxia pr\u00e9 e p\u00f3s exposi\u00e7\u00e3o, coisa que eu s\u00f3 vim saber existir depois de j\u00e1 iniciar o tratamento&#8221;, conta o auxiliar administrativo.<\/p>\n<p>Para o m\u00e9dico infectologista Anast\u00e1cio Queiroz, o cen\u00e1rio epidemiol\u00f3gico atual indica que o Pa\u00eds como um todo ainda deve investir muito na preven\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 de grupos espec\u00edficos, mas da popula\u00e7\u00e3o em geral. Com base em uma varia\u00e7\u00e3o maior ou menor de DSTs distintas ao longo dos per\u00edodos, o especialista avalia como essencial que se conhe\u00e7am o p\u00fablico acometido por cada patologia para, assim, se criarem a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o espec\u00edficas para cada um.<\/p>\n<p>&#8220;Algumas doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis t\u00eam per\u00edodos para acabar, mas a s\u00edfilis, por exemplo, n\u00e3o. Enquanto voc\u00ea n\u00e3o tratar, o indiv\u00edduo \u00e9 um contaminante, ent\u00e3o isso \u00e9 um problema muito s\u00e9rio. \u00c9 preciso divulgar mais, principalmente naquela popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 tendo mais casos, que eu n\u00e3o sei se \u00e9 a mesma popula\u00e7\u00e3o que tem outras doen\u00e7as que diminu\u00edram. Por isso que \u00e9 importante, de posse de dados detalhados, que as autoridades possam fazer pol\u00edticas direcionadas&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Anast\u00e1cio Queiroz destaca ainda a necessidade de campanhas educativas cont\u00ednuas, e n\u00e3o apenas em \u00e9pocas espec\u00edficas, at\u00e9 que determinada doen\u00e7a esteja erradicada. &#8220;Isso cria o h\u00e1bito nas pessoas. \u00c9 preciso difundir essa informa\u00e7\u00e3o da melhor maneira poss\u00edvel, conseguindo atingir diferentes p\u00fablicos&#8221;, adverte o m\u00e9dico infectologista.<\/p>\n<figure class=\"media media--responsive\">\n<div class=\"media__container\"><img decoding=\"async\" class=\"media__lazy-fallback\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/polopoly_fs\/1.2211869.1581896385!\/image\/image.png_gen\/derivatives\/originalImage\/image.png\" alt=\"Arte\" \/><\/div><figcaption class=\"media__caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><a id=\"pagination\" href=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/editorias\/metro\/casos-de-sifilis-crescem-no-ce-carnaval-redobra-atencao-com-ists-1.2211776#\"><\/a><\/p>\n<footer class=\"c-article__footer\">\n<div class=\"c-article-tools c-article-tools--footer\">\n<div class=\"tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/footer>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao todo, foram 676 pessoas diagnosticadas com a doen\u00e7a em 2015, mas o n\u00famero chegou a 3.032 no ano passado. 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