{"id":310687,"date":"2020-02-18T08:17:49","date_gmt":"2020-02-18T11:17:49","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=310687"},"modified":"2020-02-18T08:17:49","modified_gmt":"2020-02-18T11:17:49","slug":"as-principais-ists-para-evitar-no-carnaval-de-clamidia-a-sifilis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/as-principais-ists-para-evitar-no-carnaval-de-clamidia-a-sifilis\/","title":{"rendered":"As principais ISTs para evitar no Carnaval, de clam\u00eddia a s\u00edfilis"},"content":{"rendered":"<header class=\"article-header\">\n<h1 class=\"article-title\"><\/h1>\n<h2 class=\"article-subtitle\">As infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis (ISTs) v\u00eam crescendo no Brasil, sobretudo entre os mais jovens. Veja como se proteger durante o Carnaval<\/h2>\n<div class=\"article-author\">\n<div class=\"article-author-name\">Por\u00a0<strong>Pedro Nakamura, Maur\u00edcio Brum e S\u00edlvia Lisboa<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<section class=\"share\"><\/section>\n<section class=\"article-content\">\n<div class=\"featured-image\">\n<div class=\"image\"><img decoding=\"async\" class=\"abril-image optimized lazyloaded\" src=\"https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2020\/02\/sexo.jpg\" sizes=\"(min-width: 991px) 680px, (max-width: 420px) 420px, (max-width: 360px) 360px, \" srcset=\"https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2020\/02\/sexo.jpg?quality=85&amp;strip=info&amp;resize=680,453 680w, https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2020\/02\/sexo.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=420,280 420w, https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2020\/02\/sexo.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=360,240 360w, \" alt=\"carnaval como evitar dst\" data-src=\"https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2020\/02\/sexo.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2020\/02\/sexo.jpg?quality=85&amp;strip=info&amp;resize=680,453 680w, https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2020\/02\/sexo.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=420,280 420w, https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2020\/02\/sexo.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=360,240 360w, \" data-pin-nopin=\"true\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\">\n<div class=\"st-adunit-component st-adunit-component_ad-view\">\n<div class=\"st-container\">\n<div id=\"moatPxDiv180865\">\n<div id=\"MoatPxIOPT3_93735433\"><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"moatPxDiv570561\">\n<div id=\"MoatPxIOPT3_34772661\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"caption\">A infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis seguem em crescimento no Brasil.\u00a0(Foto: Tom\u00e1s Arthuzzi\/SA\u00daDE \u00e9 Vital)<\/p>\n<\/div>\n<p>Casos de\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/dst\"><strong>infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis (ISTs)<\/strong><\/a>\u00a0t\u00eam crescido no Brasil, sobretudo entre os jovens de 15 a 29 anos. Para evitar que essa tend\u00eancia seja turbinada no\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/carnaval\">Carnaval<\/a>, \u00e9 preciso conhecer os parasitas que mais t\u00eam circulado no nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>As notifica\u00e7\u00f5es de s\u00edfilis, por exemplo, mais que dobraram nos \u00faltimos anos, passando de 34,1 casos a cada 100 mil habitantes em 2015 para 75,8 em 2018.<\/p>\n<p>J\u00e1 a\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/aids\">aids<\/a>\u00a0se tornou uma epidemia jovem. Enquanto as infec\u00e7\u00f5es por HIV caem na popula\u00e7\u00e3o em geral, elas n\u00e3o param de subir na turma abaixo 35 anos.<\/p>\n<p>Entre os 20 e 24 anos, o n\u00famero quase dobrou,\u00a0<a href=\"https:\/\/portalarquivos2.saude.gov.br\/images\/pdf\/2019\/novembro\/29\/Boletim-Ist-Aids-2019-especial-web.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">passando de 18,4 a cada 100 mil pessoas em 2008 para 35,8, em 2018<\/a>. \u00c9 o maior \u00edndice de crescimento entre as diferentes faixas et\u00e1rias.<\/p>\n<div class=\"ad-content\">\n<div id=\"abrAD_dyn_rectangle1\" class=\"appear\" data-appear-top-offset=\"300\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/9287\/saude\/medicina_6__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Especialistas apontam que essa gera\u00e7\u00e3o tem menos medo das epidemias de doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis (DSTs), o que deixou jovens mais relaxados quanto \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e ao sexo seguro. E n\u00e3o tem segredo: a camisinha \u00e9 o m\u00e9todo mais garantido de n\u00e3o pegar ou espalhar essas encrencas.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, a sigla IST vem substituindo a DST. Os especialistas alegam que o termo \u201cinfec\u00e7\u00e3o\u201d, em compara\u00e7\u00e3o com \u201cdoen\u00e7a\u201d, contempla melhor a ideia de que algu\u00e9m pode carregar um parasita no corpo e espalh\u00e1-lo a outras pessoas, mesmo sem sinais ou sintomas.<\/p>\n<p>Independentemente do nome, o fato \u00e9 que esses problemas podem, sim, causar consequ\u00eancias s\u00e9rias e at\u00e9 morte. E isso vale para o Carnaval e o resto do ano.<\/p>\n<p>Confira a seguir algumas ISTs pra ficar especialmente de olho durante a folia:<\/p>\n<h3>1) Aids<\/h3>\n<p>Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, h\u00e1 estabilidade nos n\u00edveis de infec\u00e7\u00e3o por HIV no Brasil: em m\u00e9dia, s\u00e3o cerca de 40 mil novos casos anualmente. No entanto, na \u00faltima d\u00e9cada, os \u00edndices de cont\u00e1gio t\u00eam subido entre as faixas et\u00e1rias mais jovens, sobretudo dos 15 a 29 anos.<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o do v\u00edrus causador da aids ocorre por contato sexual ou com sangue infectado.\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/o-que-e-aids-dos-sintomas-iniciais-ao-tratamento-passando-pelos-exames\/\">A doen\u00e7a segue sem cura e potencialmente mortal se n\u00e3o tratada<\/a>. Hoje, h\u00e1 cerca de 900 mil portadores do HIV no Brasil, mas aproximadamente 132 mil n\u00e3o sabem que t\u00eam o v\u00edrus.<\/p>\n<p>Em toda a sua rede de sa\u00fade, o SUS oferece gratuitamente um teste r\u00e1pido de detec\u00e7\u00e3o do HIV, com resultado em at\u00e9 30 minutos. E tamb\u00e9m disponibiliza rem\u00e9dios gratuitamente.<\/p>\n<h3>2) S\u00edfilis<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/por-que-os-casos-de-sifilis-nao-param-de-crescer-no-brasil\/\">Entre 2010 e 2018, os diagn\u00f3sticos de s\u00edfilis adquirida sexualmente aumentaram em 3 600% no nosso pa\u00eds<\/a>. As raz\u00f5es para isso s\u00e3o variadas: com testes r\u00e1pidos oferecidos pelos SUS, casos antes despercebidos passam a entrar nas estat\u00edsticas, por exemplo. Ainda assim, h\u00e1 uma explos\u00e3o real na quantidade de infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Transmitida por rela\u00e7\u00f5es sexuais ou de forma cong\u00eanita (da m\u00e3e para o beb\u00ea), a bact\u00e9ria da s\u00edfilis pode ficar sem manifestar sintomas por at\u00e9 40 dias, quando passa a exibir feridas nos genitais ou manchas no corpo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um tempo sem tratamento, os sintomas at\u00e9 desaparecem, mas n\u00e3o porque o micro-organismo foi eliminado. Na verdade, ele entra em um per\u00edodo de lat\u00eancia e se espalha pelo corpo. Anos depois, \u201cressurge\u201d com for\u00e7a total.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o for tratada, no longo prazo a enfermidade chega a causar danos neurol\u00f3gicos e\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/blog\/guenta-coracao\/os-riscos-da-sifilis-cardiovascular\/\">cardiovasculares<\/a>, al\u00e9m de cegueira e morte.<\/p>\n<h3>3) Tricomon\u00edase<\/h3>\n<p>Com maior incid\u00eancia entre mulheres, a tricomon\u00edase \u00e9 a mais comum das ISTs. Calcula-se 156 milh\u00f5es de infec\u00e7\u00f5es no mundo em 2016, de acordo com o boletim mais recente da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.who.int\/eportuguese\/countries\/bra\/pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)<\/a>.<\/p>\n<p>Causada por um protozo\u00e1rio, esse parasita encontra em vaginas e uretras um ambiente favor\u00e1vel para a sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>A tricomon\u00edase \u00e9 transmitida exclusivamente pela via sexual e n\u00e3o costuma manifestar sintomas, por\u00e9m pode ser detectada em exames de urina ou an\u00e1lises de secre\u00e7\u00f5es vaginais e uretrais.<\/p>\n<p>Sem tratamento, a infec\u00e7\u00e3o dispara uretrites e vaginites, al\u00e9m de complica\u00e7\u00f5es na gravidez. E mais: ela facilita a transmiss\u00e3o das ISTs mais graves, como HIV, gonorreia e clam\u00eddia.<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/o-que-e-clamidia-sex-education\/\">4) Clam\u00eddia<\/a><\/h3>\n<p>Causada por uma\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/bacterias\">bact\u00e9ria<\/a>, \u00e9 a segunda doen\u00e7a sexualmente transmiss\u00edvel mais comum. Segundo a OMS, s\u00f3 em 2016 foram 126 milh\u00f5es de novas infec\u00e7\u00f5es no mundo.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, apenas um em cada cinco casos manifestam sintomas:\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/corrimento-saiba-identificar-quando-ele-indica-alguma-doenca\/\">corrimento amarelado ou claro e dor<\/a>\u00a0ao urinar e no sexo. Durante as rela\u00e7\u00f5es, mulheres n\u00e3o raro apresentam sangramento, enquanto os homens reclamam de ard\u00eancia, corrimento e desconforto nos test\u00edculos.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o for tratada, a clam\u00eddia chega a ocasionar infertilidade em ambos os sexos, dores cr\u00f4nicas e complica\u00e7\u00f5es na gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, faltam dados epidemiol\u00f3gicos sobre a doen\u00e7a por ela n\u00e3o ter status de notifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria. Entretanto, n\u00fameros dos Estados Unidos sugerem que a maior parte dos casos ocorre entre os jovens, de 15 a 24 anos.<\/p>\n<h3>5) Gonorreia<\/h3>\n<p>Geralmente, a gonorreia infecta a uretra humana ap\u00f3s o cont\u00e1gio via rela\u00e7\u00e3o sexual. Acontece que a bact\u00e9ria da doen\u00e7a pode facilmente se espalhar a outros \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>Em casos de sexo oral ou anal, a IST tamb\u00e9m afeta o reto e a garganta, deflagrando dores e secre\u00e7\u00e3o de pus nessas regi\u00f5es. At\u00e9 os olhos podem sofrer, na forma de conjuntivite.<\/p>\n<p>Antibi\u00f3ticos antigos contra a doen\u00e7a tendem a n\u00e3o funcionar mais: o uso incorreto de medicamentos contra a gonorreia criou cepas superresistentes da bact\u00e9ria. Hoje, o acompanhamento m\u00e9dico \u00e9 obrigat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Caso seja negligenciada, provoca infertilidade em ambos os sexos e inflama\u00e7\u00f5es graves pelo corpo, inclusive no cora\u00e7\u00e3o, p\u00e9lvis e articula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis (ISTs) v\u00eam crescendo no Brasil, sobretudo entre os mais jovens. 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