{"id":31360,"date":"2013-12-03T04:12:54","date_gmt":"2013-12-03T07:12:54","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=31360"},"modified":"2013-12-03T04:12:54","modified_gmt":"2013-12-03T07:12:54","slug":"fatiamento-do-orcamento-impositivo-divide-oposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/fatiamento-do-orcamento-impositivo-divide-oposicao\/","title":{"rendered":"Fatiamento do Or\u00e7amento Impositivo divide oposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\"><\/h3>\n<div id=\"divMateria\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Patrocinado pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), o desmembramento da proposta que torna obrigat\u00f3rio o pagamento de emendas parlamentares individuais, a PEC do Or\u00e7amento Impositivo dividiu a oposi\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara. Enquanto o PSDB se op\u00f5e ao fatiamento da proposta, sob a alega\u00e7\u00e3o de que ele coloca em risco a sua aprova\u00e7\u00e3o, os l\u00edderes do Solidariedade (SDD) e do PPS deram raz\u00e3o a Caiado e disseram que o governo n\u00e3o pode aceitar pagar as emendas \u00e0s custas de menos investimento na sa\u00fade.<\/p>\n<p>&#8220;O Caiado confundiu os temas&#8221;, afirmou ao Broadcast Pol\u00edtico, servi\u00e7o de not\u00edcias em tempo real da Ag\u00eancia Estado, o l\u00edder do PSDB na C\u00e2mara, Carlos Sampaio (SP). &#8220;A sua postura pode nos levar \u00e0 n\u00e3o vota\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento Impositivo&#8221;, acrescentou. Os tucanos tentam convencer Caiado, que \u00e9 l\u00edder do Democratas na Casa, a recuar de sua posi\u00e7\u00e3o e dar aval \u00e0 reunifica\u00e7\u00e3o do texto. A aprova\u00e7\u00e3o da reda\u00e7\u00e3o atual da PEC garantiria o pagamento obrigat\u00f3rio do equivalente a 1,2% da receita corrente l\u00edquida da Uni\u00e3o, algo estimado em R$ 8,1 bilh\u00f5es em 2014, ano eleitoral em que os parlamentares contam com as emendas para se reelegerem.<\/p>\n<p>Na \u00faltima quarta-feira, 27, um requerimento aprovado pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) desmembrou a PEC em duas. Uma que aborda o tema original e torna mandat\u00f3rio o pagamento das emendas dos parlamentares e outra que trata apenas do financiamento \u00e0 sa\u00fade. Esta fixa em 15% da receita corrente l\u00edquida como porcentual m\u00ednimo de investimento para a Uni\u00e3o na \u00e1rea e permite que o governo use parte das emendas para atingir suas pr\u00f3prias metas de aportes para o setor, o que motivou Caiado a acusar o governo de fazer &#8220;cortesia com o chap\u00e9u alheio&#8221;.<\/p>\n<p>Outro argumento encampado por Caiado para defender o fatiamento \u00e9 que o Planalto estaria driblando um outro projeto, que prev\u00ea mais dinheiro para o setor da sa\u00fade: 10% da receita bruta da Uni\u00e3o. O governo n\u00e3o aceita o fatiamento e o PT j\u00e1 adiantou que ser\u00e1 contra qualquer tipo de tramita\u00e7\u00e3o em separado.<\/p>\n<p>Apoio<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenha encontrado apoio no PSDB, outros partidos da oposi\u00e7\u00e3o defenderam a manobra encampada por Caiado. &#8220;Entendo da mesma forma, de que diminuir o dinheiro repassado \u00e0 sa\u00fade para viabilizar o pagamento de emendas n\u00e3o se justifica&#8221;, argumentou o l\u00edder do Solidariedade, Fernando Francischini (PR). &#8220;A tese do Caiado \u00e9 correta, o fatiamento ocorre para separar a sa\u00fade do Or\u00e7amento Impositivo&#8221;, acrescentou o l\u00edder do PPS na C\u00e2mara, Rubens Bueno (PR).<\/p>\n<p>O l\u00edder do PPS ponderou, no entanto, que &#8220;a conquista maior \u00e9 o Or\u00e7amento Impositivo&#8221; e que a altera\u00e7\u00e3o proposta por Caiado poderia ser feita &#8220;em um outro momento&#8221;. Os l\u00edderes do Solidariedade e do PPS ressaltaram ainda que n\u00e3o levaram o tema para delibera\u00e7\u00e3o de suas bancadas, o que deve acontecer nesta ter\u00e7a-feira, 3.<\/p>\n<p>At\u00e9 poucos meses atr\u00e1s na base de apoio do governo Dilma Rousseff, o PSB tamb\u00e9m demonstrou apoio \u00e0 separa\u00e7\u00e3o dos textos. &#8220;O texto que veio do Senado troca seis por meia d\u00fazia. Ele usa as emendas para fazer gastos do governo&#8221;, disse l\u00edder da sigla, Beto Albuquerque (RS). Tamb\u00e9m amanh\u00e3, o col\u00e9gio de l\u00edderes se re\u00fane para tentar desatar o n\u00f3 criado na \u00faltima semana. Uma das alternativas \u00e9 aprovar um requerimento de reapensamento, o que faria com que as duas propostas fossem coladas e voltassem a tramitar unidas.<\/p>\n<p>Caso n\u00e3o haja recuo de nenhuma das partes, fica praticamente descartada a possibilidade de o Or\u00e7amento Impositivo ser aprovado ainda neste ano. Para tanto, seria necess\u00e1rio aprovar a quebra dos prazos previstos no regimento interno da C\u00e2mara, o que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel mediante anu\u00eancia un\u00e2nime das lideran\u00e7as. Caiado tem afirmado que exigir\u00e1 o cumprimento desses prazos caso a PEC seja reapensada. No outro extremo, o PT diz que far\u00e1 o mesmo caso elas permane\u00e7am separadas.<\/p>\n<p>Or\u00e7amento Impositivo<\/p>\n<p>O Planalto sempre se posicionou contr\u00e1rio \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o de uma PEC que tonasse obrigat\u00f3ria a execu\u00e7\u00e3o de emendas parlamentares, mas o projeto foi adiante por ser uma bandeira da maior sigla aliada o PMDB, no controle das duas Casas do Legislativo. Ciente da derrota, o Executivo aceitou um acordo no qual o texto fosse o mais palat\u00e1vel poss\u00edvel: com a vincula\u00e7\u00e3o do pagamento das emendas com a \u00e1rea da sa\u00fade.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Estado<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Patrocinado pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), o desmembramento da proposta que torna obrigat\u00f3rio o pagamento de emendas parlamentares individuais, a PEC do Or\u00e7amento Impositivo dividiu a oposi\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara. 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