{"id":31441,"date":"2013-12-03T08:20:54","date_gmt":"2013-12-03T11:20:54","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=31441"},"modified":"2013-12-03T08:20:54","modified_gmt":"2013-12-03T11:20:54","slug":"morre-ex-jogador-pedro-rocha-idolo-do-sao-paulo-e-da-selecao-uruguaia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/morre-ex-jogador-pedro-rocha-idolo-do-sao-paulo-e-da-selecao-uruguaia\/","title":{"rendered":"Morre ex-jogador Pedro Rocha, \u00eddolo do S\u00e3o Paulo e da sele\u00e7\u00e3o uruguaia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-31442\" alt=\"ImageProxy (1)\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/ImageProxy-11-300x156.jpg\" width=\"300\" height=\"156\" \/><\/p>\n<p>Pedro Rocha, ex-\u00eddolo do S\u00e3o Paulo e da sele\u00e7\u00e3o uruguaia, morreu nesta segunda-feira, aos 70 anos, na sua casa na capital paulistana. A informa\u00e7\u00e3o foi confirmada por seu filho, Pedrinho. O meia-atacante jogou quatro Copas do Mundo \u2013 nenhum uruguaio conseguiu isso \u2013, foi \u00eddolo no Pe\u00f1arol, do Uruguai, (81 gols em 159 jogos), no S\u00e3o Paulo (113 gols em 375 jogos), foi \u00eddolo da Celeste (17 gols em 52 jogos), \u00eddolo de Pel\u00e9, que o considerava um dos cinco maiores de todos os tempos.<\/p>\n<p>Pedro Rocha nasceu no dia 3 de dezembro de 1942, filho de Eut\u00e9rio Rocha, brasileiro que havia emigrado para o Uruguai com um ano e meio, e Ana Ester. Chegou a jogar com o pai e com o irm\u00e3o Hermes, no time de Salto.<\/p>\n<div>Em 16 de julho de 1950, os habitantes de Salto, ent\u00e3o com 50 mil habitantes, a 500 quil\u00f4metros de Montevid\u00e9u e a 120 quil\u00f4metros de Uruguaiana, no Brasil, comemoraram como todos os 2,6 milh\u00f5es de uruguaios. Garotos que participavam de uma pelada, tamb\u00e9m. E um deles, com oito anos, disse em voz alta com muito orgulho. &#8220;Dentro de dez anos, voc\u00eas v\u00e3o gritar meu nome porque eu \u00e9 que estarei vestindo a camisa da Celeste&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pedro Virgilio Rocha Franchetti, o garoto que previu seu futuro com muito menos detalhes gloriosos do que ele realmente teria, tinha 70 anos e morreu v\u00edtima de atrofia do mesenc\u00e9falo, doen\u00e7a degenerativa que o acompanhava h\u00e1 cinco anos.<\/div>\n<p>Em 1960, chegou ao Pe\u00f1arol, que era bicampe\u00e3o uruguaio e tinha um elenco de craques. Foi deslocado para a ponta direita. Ganhou tr\u00eas t\u00edtulos seguidos, completando o famoso &#8220;quinqu\u00eanio&#8221; saudado at\u00e9 hoje pelos torcedores do clube.<\/p>\n<p>Foi ainda campe\u00e3o uruguaio em 1964, 65, 67 e 68. Ganhou tr\u00eas Libertadores, em 1960, 61 e 66. Na \u00faltima, marcou cinco gols em dois jogos seguidos, com diferen\u00e7a de 20 dias, contra o grande rival Nacional. Em um deles, entrou caminhando no gol, com a bola. Ganhou o Mundial de Clubes em 1961 (0 a 1, 5 a 0 e 2 a 1 sobre o Benfica-POR) e 1966 (duas vit\u00f3rias por 2 a 0 sobre o Real Madrid-ESP). Na final da Libertadores de 1966, contra o River Plate (ARG), em Santiago do Chile, Rocha ajudou a mudar o apelido do clube argentino.<\/p>\n<p>Cada time havia vencido em seu pa\u00eds. O River fez 2 a 0 no primeiro tempo. O Pe\u00f1arol empatou no segundo. Na prorroga\u00e7\u00e3o, com gols de Spencer e Pedro Rocha, foi consumada a virada. Os torcedores do River, que gostam de ser chamados de milion\u00e1rios, tiveram de se acostumar com o apelido de &#8220;galinhas&#8221; ap\u00f3s a virada.<\/p>\n<div>\n<div>\n<h3>TERCEIRO TEMPO: VEJA A TRAJET\u00d3RIA DE PEDRO ROCHA<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/terceirotempo.bol.uol.com.br\/quefimlevou_interna.php?id=2413&amp;sessao=f\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" title=\"\" alt=\"\" src=\"https:\/\/bay173.mail.live.com\/Handlers\/ImageProxy.mvc?bicild=&amp;canary=wU%2bpAAlyc4Cd1ztawu891BH7%2bbga1y2RDki505VBHyk%3d0&amp;url=http%3a%2f%2fimguol.com%2fc%2fesporte%2f2013%2f11%2f16%2fpedro-rocha-do-sao-paulo-em-partida-contra-o-guarani-1384627630231_615x300.png\" border=\"0\" \/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Pela Celeste, Rocha estreou no Centen\u00e1rio, em 29 de novembro de 1961 \u2013 onze anos depois de sua previs\u00e3o de garoto \u2013 com uma derrota contra a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica de Yashin. Em 1967, ele fez o \u00fanico gol da vit\u00f3ria por 1 a 0 sobre a Argentina, no Centen\u00e1rio, que garantiu a Copa Am\u00e9rica ao Uruguai.<\/p>\n<p>Chegou ao S\u00e3o Paulo em 15 de setembro de 1970, para juntar-se a G\u00e9rson e Toninho Guerreiro, duas grandes contrata\u00e7\u00f5es que o S\u00e3o Paulo havia feito para buscar um t\u00edtulo paulista. O clube, que constru\u00eda seu est\u00e1dio, estava h\u00e1 13 anos sem vencer. O come\u00e7o de Rocha foi decepcionante. N\u00e3o conseguia se acertar em um time que j\u00e1 tinha um craque como G\u00e9rson. Chegou a ser escalado como centroavante. Foi para a reserva. At\u00e9 o final de 1971, havia feito 59 jogos e 13 gols. E colaborado com os dois t\u00edtulos.<\/p>\n<p>No ano seguinte, j\u00e1 sem G\u00e9rson, deslanchou. Fez 56 jogos e 25 gols. Foi o primeiro estrangeiro a ser artilheiro do Brasileiro, com 17 gols, juntamente com Dada Maravilha. Pablo Forl\u00e1n, seu companheiro de Pe\u00f1arol, de sele\u00e7\u00e3o e de S\u00e3o Paulo, assim descrevia o modo de Rocha atuar.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 o maior jogador uruguaio dos \u00faltimos 50 anos. Vou dizer como ele jogava: caminhava com a bola, pelo meio, e lan\u00e7ava o centroavante, continuando a correr. Quando recebia a bola, tinha facilidade em marcar. Tocava para um dos pontas e corria para a \u00e1rea. A defesa se preocupava com o centroavante e era ele quem cabeceava. Quando n\u00e3o havia a possibilidade do passe, ele segurava a bola, chegava perto e chutava muito forte, de 30 metros de dist\u00e2ncia. De esquerda ou de direita, como no final da Copa Am\u00e9rica de 67, quando fomos campe\u00f5es. Se o ponta esquerda sofria uma falta, Rocha cobrava com o p\u00e9 direito no canto esquerdo do goleiro&#8221;, relata Forl\u00e1n.<\/p>\n<p>Muricy Ramalho, atual t\u00e9cnico do S\u00e3o Paulo e companheiro de Rocha, assim o definiu: &#8220;Ele era muito educado, um cara diferente no futebol. Calad\u00e3o, n\u00e3o era de muita brincadeira e gostava muito de jogar sinuca. Era invenc\u00edvel, tinha uma precis\u00e3o para defender e atacar, at\u00e9 parecia que estava jogando futebol. Para ficar perto dele, comecei a jogar sinuca tamb\u00e9m. Melhorei muito mas nunca consegui vencer Pedro Rocha. Mas estava ali, perto dele. Era a prova de que estava vencendo na vida. O cara era um g\u00eanio da bola&#8221;<\/p>\n<p>Em 1975, foi campe\u00e3o paulista novamente. No ano anterior, o S\u00e3o Paulo foi vice da Libertadores. Perdeu a decis\u00e3o por P\u00eanaltis para o Independiente. Rocha, contundido n\u00e3o esteve na final.<\/p>\n<p>Em 1977, deixou o S\u00e3o Paulo, por n\u00e3o se adaptar ao estilo imposto por Rubens Minelli. Foi para o Coritiba e ganhou o paranaense. Antes de se aposentar em 1980, teve passagens por Palmeiras, Bangu e Monterrey.<\/p>\n<p>Trabalhou como treinador em equipes como Mogi Mirim, Portuguesa e Internacional. Foi dono de bingo e teve problemas financeiros graves. Ao morrer, tinha uma aposentadoria de R$ 1.800 reais. O S\u00e3o Paulo ajudava em seu tratamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Teve o apelido de Verdugo, pela facilidade em fazer gols. O escritor Eduardo Galeano, do Uruguai, definiu assim a sua rela\u00e7\u00e3o com a bola.<\/p>\n<p>&#8220;Pedro Rocha fazia o que queria com a bola, e ela acreditava totalmente nele.&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: Uol Noticias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Rocha, ex-\u00eddolo do S\u00e3o Paulo e da sele\u00e7\u00e3o uruguaia, morreu nesta segunda-feira, aos 70 anos, na sua casa na capital paulistana. A informa\u00e7\u00e3o foi confirmada por seu filho, Pedrinho. 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