{"id":316530,"date":"2020-04-19T15:34:54","date_gmt":"2020-04-19T18:34:54","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=316530"},"modified":"2020-04-20T09:50:27","modified_gmt":"2020-04-20T12:50:27","slug":"vi-corpos-trazidos-em-uma-cacamba-a-tragica-historia-dos-indigenas-hostilizados-por-deputado-em-roraima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/vi-corpos-trazidos-em-uma-cacamba-a-tragica-historia-dos-indigenas-hostilizados-por-deputado-em-roraima\/","title":{"rendered":"&#8216;Vi corpos trazidos em uma ca\u00e7amba&#8217;: a tr\u00e1gica hist\u00f3ria dos ind\u00edgenas hostilizados por deputado em Roraima"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span class=\"byline__name\">Caio de Freitas Paes<\/span><\/strong><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/12369\/production\/_111210647_credit-tribunaldejustiadoamazonas-waimiri-atroari-2.jpg\" alt=\"Waimiri-Atroari\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span>Hoje, os \u00edndios Waimiri-Atroari s\u00e3o apenas 2.009 pessoas em seu territ\u00f3rio original<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\" style=\"text-align: justify;\">No fim dos anos 1960, os militares elaboraram ambiciosos planos de integra\u00e7\u00e3o nacional. A rodovia BR-174 foi uma das concebidas \u00e0 \u00e9poca, para conectar a Amaz\u00f4nia ao resto do pa\u00eds, e hoje \u00e9 a \u00fanica liga\u00e7\u00e3o de Roraima ao Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo de 123 quil\u00f4metros, seu trajeto passa por dentro da terra ind\u00edgena Waimiri-Atroari, na fronteira com o Amazonas<strong>,\u00a0<\/strong>com postos de controle de tr\u00e1fego em Presidente Figueiredo (AM) e Rorain\u00f3polis (RR).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi no trecho que fica em Roraima que, em 28 de fevereiro, o deputado Jeferson Alves vandalizou, com alicate e motoserra, o bloqueio que impede o acesso \u00e0 terra ind\u00edgena entre 18h e 6h.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ato, transmitido pela internet, Alves diz que vai livrar seu Estado da corrente, que restringe o acesso entre as cidades de Manaus (AM) e Boa Vista (RR).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Se depender de mim essa corrente nunca mais vai deixar meu Estado isolado&#8221;, afirma no v\u00eddeo. S\u00e3o os ind\u00edgenas que fazem a manuten\u00e7\u00e3o di\u00e1ria do bloqueio, necess\u00e1rio para evitar acidentes com animais e pessoas dentro da reserva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As hostilidades entre poder p\u00fablico e a etnia, entretanto, datam de muito antes. Segundo o Comit\u00ea Estadual da Verdade do Amazonas, a regi\u00e3o cont\u00e9m centenas de v\u00edtimas da ditadura enterradas clandestinamente.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"teads-ui-components-credits\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Waimiri-Atroari quase desapareceram durante a abertura da rodovia BR-174: de pouco mais de 3.000 indiv\u00edduos nos anos 1960, segundo dados da Funai, a popula\u00e7\u00e3o caiu drasticamente para 332 ind\u00edgenas em 1982, de acordo com Stephen Baines, que percorreu todas as aldeias no in\u00edcio da d\u00e9cada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, s\u00e3o 2.009, segundo dados do Instituto Socioambiental (ISA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 1970, o posto do Jundi\u00e1, em Rorain\u00f3polis, era parte de uma regi\u00e3o conhecida como &#8220;Terraplanagem&#8221; \u2014 gra\u00e7as \u00e0 t\u00e9cnica usada ali na constru\u00e7\u00e3o da BR-174.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manoel Paulino foi chefe de campo da Funai durante a abertura do trecho: suas mem\u00f3rias revelam o que a BR-174 esconde no local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu vi corpos dos \u00edndios trazidos em uma ca\u00e7amba e serem jogados no buraco da terraplanagem [em Jundi\u00e1, Rorain\u00f3polis]. Vi cinco ca\u00e7ambas com \u00edndios. Eu vim embora porque adoeci e pedi para ir embora&#8221;, disse Paulino ao Comit\u00ea Estadual da Verdade do Amazonas, em 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O comit\u00ea teve acesso a relat\u00f3rios da Funai que refor\u00e7am a hip\u00f3tese. S\u00f3 entre 1972 e 1975, na primeira fase das obras, pelo menos 10 aldeias Waimiri-Atroari teriam desaparecido entre Santo Ant\u00f4nio de Abonari e as margens do rio Alala\u00fa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o fechamento dessa reportagem, tanto o Ex\u00e9rcito quanto a Pol\u00edcia Federal n\u00e3o responderam \u00e0 BBC News Brasil sobre o envio de homens \u00e0 regi\u00e3o. O deputado Jeferson Alves tamb\u00e9m n\u00e3o respondeu \u00e0 reportagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota, a Funai afirmou que, &#8220;por meio da Frente de Prote\u00e7\u00e3o Etno Ambiental Waimiri Atroari, atua permanentemente no local prestando apoio ao ind\u00edgenas da regi\u00e3o, em constante contato com a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal e com a Pol\u00edcia Federal&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/DF30\/production\/_111363175_8bbdd621-d947-4428-8e15-b64961f23d29.jpg\" alt=\"Waimiri-Atroari\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Por defenderem suas terras, os Waimiri-Atroari foram chamados de hostis, o que legitimou uma s\u00e9rie de abusos<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Da &#8216;pacifica\u00e7\u00e3o&#8217; \u00e0s incurs\u00f5es armadas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o dos Kinja \u2014 modo como os Waimiri-Atroari se denominam \u2014 com n\u00e3o ind\u00edgenas nunca foi das melhores. Desde o s\u00e9culo 19, eles batalharam com invasores interessados nas riquezas de suas terras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reserva tem mais de 2,5 mil hectares oficialmente demarcados, mais que o dobro do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, com castanhais, esp\u00e9cies de madeiras nobres e, acima de tudo, muitos min\u00e9rios estrat\u00e9gicos como cassiterita, ni\u00f3bio e pedras preciosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por resistirem, os Kinja foram tachados de agressivos e hostis. A m\u00e1 fama serviu para legitimar abusos, como revela o indigenista Jos\u00e9 Apoena Soares de Meireles. Ele foi um dos que conduziu os trabalhos da Funai durante a constru\u00e7\u00e3o da BR-174.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apoena escreveu uma carta \u00e0 presid\u00eancia da autarquia em 1975, relatando dificuldades. Nela, diz: &#8220;\u00edndios bandoleiros, maus, perversos, assim s\u00e3o hoje vistos os Waimiri-Atroari. Mas a verdade \u00e9 que n\u00f3s os tornamos assim aos olhos da opini\u00e3o p\u00fablica para justificarmos uma s\u00e9rie de erros&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era um momento de forte tens\u00e3o entre os Kinja e os militares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O epis\u00f3dio mais grave ocorreu em novembro de 1974, quando o sertanista Gilberto Figueiredo e outros tr\u00eas servidores federais morreram no posto avan\u00e7ado de Santo Ant\u00f4nio de Abonari.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir dali, os militares subiram o tom: acionado, o 1\u00ba Batalh\u00e3o de Infantaria de Selva (BIS) foi encarregado de abrir caminho a qualquer custo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje professor na Universidade de Bras\u00edlia (UnB), o antrop\u00f3logo Stephen Baines foi um dos que testemunharam os conflitos. Ele foi \u00e0 regi\u00e3o em 1975 seguindo a trilha do rio Alala\u00fa, interessado no que acontecia durante a abertura da rodovia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 BBC News Brasil, o professor lembra que havia uma pol\u00edtica de &#8220;portas fechadas&#8221; em rela\u00e7\u00e3o a civis, afastando-os dos pontos por onde o 1\u00ba BIS passava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Era muito dif\u00edcil conseguir autoriza\u00e7\u00e3o para acompanhar [os Waimiri-Atroari]. Chefes da Funai e dos batalh\u00f5es me criaram muitos problemas, tive at\u00e9 de sair do Brasil, e s\u00f3 voltei \u00e0 regi\u00e3o em 1982, quando os Waimiri-Atroari haviam quase desaparecido&#8221;, afirma Baines.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 \u00e9poca, o 6\u00ba Batalh\u00e3o de Engenharia de Combate (BEC) e outros trabalhadores aguardavam enquanto o 1\u00ba BIS abria caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Raimundo Pereira da Silva foi um dos que trabalhou na \u00e1rea, de 1971 a 1977. Ao Comit\u00ea Estadual da Verdade do Amazonas, relatou: &#8220;Um dia, vi passando 43 carros do [1\u00ba] BIS, cheio de soldados, jipes, carros camuflados. Lembro que eram 43 porque contei. Passaram dois avi\u00f5es do BIS&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu fiquei impressionado porque, antes do Ex\u00e9rcito entrar, a gente viu muito \u00edndio. Depois que [o BIS] entrou, n\u00f3s n\u00e3o vimos mais \u00edndios&#8221;, disse Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Comando Militar da Amaz\u00f4nia, respons\u00e1vel pelos batalh\u00f5es que atuaram ali durante a abertura da rodovia, tamb\u00e9m n\u00e3o se posicionou sobre os poss\u00edveis crimes cometidos nos anos 1970.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/9076\/production\/_111228963_credito-egydioschwade_waimiri-atroari-na-br174.jpg\" alt=\"Waimiri-Atroari\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Foto do acervo do indigenista Egydio Schwade que, ao lado da mulher, Dorothy, reuniu-se com frequ\u00eancia com os Waimiri-Atroari no in\u00edcio dos anos 1980<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Bombardeios<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O depoimento de Viana Wom\u00e9 Atroari, um dos sobreviventes da repress\u00e3o, narra tamb\u00e9m bombardeios feitos pelo 1\u00ba BIS na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Foi assim, tipo bomba, l\u00e1 na aldeia. O \u00edndio que estava na aldeia n\u00e3o escapou ningu\u00e9m. Ele veio no avi\u00e3o e de repente esquentou tudinho, a\u00ed morreu muita gente&#8221;, disse Viana no document\u00e1rio\u00a0<i>Amaz\u00f4niAdentro<\/i>, exibido pela TV Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os indigenistas Dorothy e Egydio Schwade, logo no in\u00edcio dos anos 1980, tamb\u00e9m ouviram relatos parecidos. O casal foi pioneiro na alfabetiza\u00e7\u00e3o dos Waimiri-Atroari, utilizando m\u00e9todos inspirados em Paulo Freire, por meio dos quais conheceram detalhes dos bombardeios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;T\u00e3o logo tiveram confian\u00e7a em aula, as perguntas se sucediam: &#8216;Por que kam\u00f1a (civilizado) matou Ki\u00f1a (Kinja, os Waimiri-Atroari)?&#8217;, &#8216;O que \u00e9 que kam\u00f1a jogou do avi\u00e3o e matou Ki\u00f1a?'&#8221;, disse Egydio ao Comit\u00ea Estadual da Verdade do Amazonas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 BBC News Brasil, o indigenista conta que os militares e a Funai dificultavam o acesso ao territ\u00f3rio. &#8220;Assim que soubemos dos massacres, documentamos tudo que pudemos, mas nossa presen\u00e7a deixou de ser bem vinda&#8221;, afirma Egydio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao divulgarem suas descobertas, os dois foram expulsos da reserva pela Funai, em dezembro de 1986.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os relatos ao longo dos anos levantaram suspeitas, nunca comprovadas, da utiliza\u00e7\u00e3o da arma qu\u00edmica napalm (um conjunto de l\u00edquidos inflam\u00e1veis, conhecido ap\u00f3s seu uso durante a Guerra do Vietn\u00e3) contra os ind\u00edgenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00e9cadas depois, a jornalista Mem\u00e9lia Moreira revelou mais detalhes. Em depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o Estadual da Verdade de S\u00e3o Paulo, narrou sua viagem pelos igarap\u00e9s amaz\u00f4nicos at\u00e9 o posto de Santo Ant\u00f4nio do Abonari, nos anos 1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu vi que tinha uma coisa n\u00e3o natural, boiando&#8230; n\u00e3o era bem um tubo, mas parecia que era de napalm. E eu vi a marca, eu conhecia a marca de um dos fabricantes de napalm, era Tordon&#8221;, afirmou a jornalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Peguei e botei na minha mochila e vim-me embora, n\u00e3o troquei uma palavra sobre, porque em 1974 a gente j\u00e1 sabia que eles [militares] tinham usado napalm no Vale do Ribeira, na Guerrilha do Araguaia, e nos Nambikwaras&#8221;, disse Mem\u00e9lia \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade paulista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela gravidade das den\u00fancias, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal intercedeu. O MPF no Amazonas entrou com uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra o Estado brasileiro pelos crimes contra os Waimiri-Atroari. Em 1\u00aa inst\u00e2ncia, a Justi\u00e7a Federal reconheceu, em decis\u00e3o liminar, os crimes contra os ind\u00edgenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o ainda determinou que a Uni\u00e3o enviasse c\u00f3pias de arquivos do 6\u00ba Batalh\u00e3o de Engenharia de Constru\u00e7\u00e3o e do 1\u00ba BIS &#8220;que digam respeito aos fatos discutidos no processo, relativos ao per\u00edodo de 1967 a 1977&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o derrubou esta primeira decis\u00e3o e mandou o caso de volta \u00e0 1\u00aa inst\u00e2ncia. O processo est\u00e1 em andamento na 3\u00aa Vara Federal do Amazonas, com a convoca\u00e7\u00e3o de testemunhas, coleta de provas e oitivas com os ind\u00edgenas, sem nova senten\u00e7a pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procurada pela BBC News Brasil, a Funai disse que a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) \u00e9 quem responde ao caso. A AGU, por sua vez, disse que a Uni\u00e3o e a Funai ainda n\u00e3o foram intimadas no processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A espera por um desfecho se soma ao recente caso de agress\u00e3o contra a etnia, pelo deputado Jeferson Alves. A Justi\u00e7a Federal determinou o envio de refor\u00e7o do Ex\u00e9rcito e da Pol\u00edcia Federal \u00e0s terras Waimiri-Atroari, para prote\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo de 123 quil\u00f4metros, seu trajeto passa por dentro da terra ind\u00edgena Waimiri-Atroari, na fronteira com o Amazonas,\u00a0com postos de controle de tr\u00e1fego em Presidente Figueiredo (AM) e Rorain\u00f3polis (RR).<\/p>\n<p>Foi no trecho que fica em Roraima que, em 28 de fevereiro, o deputado Jeferso<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":316531,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-316530","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/indios-roraima.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316530","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=316530"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316530\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/316531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=316530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=316530"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=316530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}