{"id":318650,"date":"2020-05-12T10:24:12","date_gmt":"2020-05-12T13:24:12","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=318650"},"modified":"2020-05-12T10:24:12","modified_gmt":"2020-05-12T13:24:12","slug":"sai-a-luz-o-romance-inedito-mais-intimo-de-simone-de-beauvoir-as-inseparaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/sai-a-luz-o-romance-inedito-mais-intimo-de-simone-de-beauvoir-as-inseparaveis\/","title":{"rendered":"Sai \u00e0 luz o romance in\u00e9dito mais \u00edntimo de Simone de Beauvoir, \u2019As Insepar\u00e1veis&#8217;"},"content":{"rendered":"<header class=\"a_h | col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div id=\"article_header\" class=\"a_hg basic | \">\n<h1 class=\"a_t | font_secondary color_gray_ultra_dark \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"a_st font_secondary color_gray_dark \" style=\"text-align: justify;\">Fil\u00f3sofa e escritora contou no texto a tr\u00e1gica hist\u00f3ria de sua amizade juvenil com \u00c9lisabeth \u2018Zaza\u2019 Lacoin, mas nunca se decidiu a public\u00e1-lo em vida<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"sb | width_full border_bottom border_5\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"sb_w | border_bottom border_1 padding_bottom flex\n          justify_space_between relative\"><\/p>\n<div class=\"flex container_row social-icons  horizontal  \"><\/div>\n<div class=\"flex container_row social-icons right-links horizontal  \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\" data-fusion-collection=\"features\" data-fusion-type=\"article\/lead-art\"><\/div>\n<div class=\"a_by | margin_bottom_lg  \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"a_auts flex flex_wrap \"><span class=\"a_aut | margin_bottom uppercase flex align_items_center \"><a class=\"a_aut_n | color_black\" title=\"Ver todas as not\u00edcias de Silvia Ayuso\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/silvia-ayuso-determeyer\/\">SILVIA AYUSO<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"flex container_row social-icons margin_left horizontal  small\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"a_pt | uppercase color_gray_medium_lighter \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"a_w | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<div class=\"a_b article_body | color_gray_dark\">\n<figure class=\"lead_art |  \" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"block width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/k5FokBInfsvlsMlmj5kcCBRctz8=\/1500x0\/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com\/prisa\/KURHNTEDSRGFXPEYTGTPZBKW4U.png\" alt=\"\u00c9lisabeth \u2018Zaza\u2019 (esquerda) e Simone de Beauvoir em Gagnepan (Fran\u00e7a) em 1928.\" \/><figcaption class=\"f_c | color_gray_medium border_bottom border_1 border_gray padding_vertical text_align_right\">\u00c9lisabeth \u2018Zaza\u2019 (esquerda) e Simone de Beauvoir em Gagnepan (Fran\u00e7a) em 1928.<span class=\"f_a | color_black margin_left uppercase light\">ASOCIACI\u00d3N ELISABETH LACOIN<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Teria havido uma\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/simone-de-beauvoir\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Simone de Beauvoir<\/a>\u00a0sem uma \u00c9lisabeth Zaza Lacoin? A respons\u00e1vel\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/10\/30\/internacional\/1572461654_163097.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">pelo despertar feminista<\/a>\u00a0de milh\u00f5es de mulheres durante gera\u00e7\u00f5es deve a uma amizade da juventude, que a marcaria por toda a vida, boa parte de sua pr\u00f3pria tomada de consci\u00eancia sobre os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/07\/05\/cultura\/1562337766_757567.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">espartilhos impostos pela sociedade<\/a>. A amizade de Zaza, que conheceu aos nove anos e de quem foi praticamente insepar\u00e1vel at\u00e9 sua morte repentina pouco antes de fazer 22 anos, em 1929. Seu rastro aparece em v\u00e1rias obras de Simone de Beauvoir. Mas nunca como em\u00a0<i>Les Ins\u00e9parables<\/i>, o romance totalmente dedicado a essa curta amizade que a escritora nunca se decidiu a publicar em vida.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Sua filha adotiva e deposit\u00e1ria de sua heran\u00e7a liter\u00e1ria, Sylvie Le Bon de Beauvoir, decidiu que o livro seja conhecido agora, transformando-o na primeira obra de fic\u00e7\u00e3o da autora de\u00a0<i>O Segundo Sexo<\/i>\u00a0que se poder\u00e1 ler depois da sua morte, 34 anos atr\u00e1s, e \u00e0 qual o EL PA\u00cdS teve acesso. O livro ser\u00e1 lan\u00e7ado na<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/francia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">\u00a0Fran\u00e7a<\/a>\u00a0em outubro \u2212 quando sair\u00e1 tamb\u00e9m no Brasil pela editora Record, com o t\u00edtulo de\u00a0<i>As Insepar\u00e1veis<\/i>.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Talvez o melhor exemplo da import\u00e2ncia de Lacoin na vida de Simone de Beauvoir \u2014segundo sua filha, a escritora \u201cqueria ressuscitar sua amiga da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/juventud\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">juventude<\/a>\u201d\u2014 seja o fato de que antes de terminar\u00a0<i>Les Ins\u00e9parables<\/i>, em 1954, tenha feito quatro tentativas anteriores de escrever sobre isso. \u201cHesitava entre a fic\u00e7\u00e3o e a autobiografia\u201d, explica em um correio eletr\u00f4nico Sylvie Le Bon de Beauvoir, que escolheu o t\u00edtulo do romance \u2014<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/internacional\/2020-02-22\/nao-ser-submissa-exige-um-combate-constante-e-exaustivo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">que a fil\u00f3sofa deixou pronto,<\/a>\u00a0mas sem nome.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Para a editora francesa do inesperado livro, que deveria ter sido posto \u00e0 venda na Fran\u00e7a em maio, mas devido ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/coronavirus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">coronav\u00edrus<\/a>\u00a0teve o lan\u00e7amento adiado para outubro (na Espanha e em alguns outros pa\u00edses n\u00e3o estar\u00e1 dispon\u00edvel antes de 2021), a fic\u00e7\u00e3o pela qual a autora acabou optando foi um acerto. \u201cComo romance, tem uma for\u00e7a completamente diferente para o leitor, porque h\u00e1 uma forma de identifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel estabelecer rela\u00e7\u00e3o com sentimentos e encena\u00e7\u00e3o\u201d de uma forma que outros formatos n\u00e3o permitem, diz por telefone Laurence T\u00e2cu, da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.editionsdelherne.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\"><i>\u00c9ditions de L\u2019Herne<\/i><\/a>.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">Uma jovem formal<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Zaza n\u00e3o \u00e9 uma desconhecida para os leitores de Simone de Beauvoir. \u00c9 a Elisabeth Mabille que marca tamb\u00e9m\u00a0<i>Mem\u00f3rias de uma Jovem Formal<\/i>, primeiro volume autobiogr\u00e1fico no qual em 1958, quatro anos depois de acabar\u00a0<i>Les Ins\u00e9parables<\/i>, Beauvoir contava e refletia precisamente sobre essa vida burguesa e espartilhada que a esperava como jovem nascida de \u201cboa fam\u00edlia\u201d e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2020\/02\/03\/eps\/1580732536_443527.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">contra a qual acabaria se rebelando<\/a>.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Em\u00a0<i>Les Ins\u00e9parables<\/i>, Zaza \u00e9 Andr\u00e9e Gallard, uma \u201cpequena desconhecida de cabelos castanhos, bochechas afundadas e olhos escuros e brilhantes que fitam com intensidade\u201d e cuja \u201cseguran\u00e7a e fala r\u00e1pida e precisa\u201d desconcertam e fascinam imediatamente Sylvie Lepage, pseud\u00f4nimo de Simone de Beauvoir, ao ponto de se transformar em um\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/12\/04\/cultura\/1480846758_074298.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">amor adolescente<\/a>, o primeiro talvez. \u201cDe repente, entendo, com estupor e alegria, que o vazio do meu cora\u00e7\u00e3o, que o sabor triste dos meus dias, tinham apenas uma causa: a aus\u00eancia de Andr\u00e9e. Viver sem ela n\u00e3o era viver\u201d, escreve algu\u00e9m que, no entanto, sabe que sua amiga \u201cignora completamente\u201d o que sente por ela. Tampouco a corresponderia. \u201cQual \u00e9 o sentimento inominado que, sob o r\u00f3tulo convencional da amizade, abra\u00e7a seu cora\u00e7\u00e3o novo, entre a admira\u00e7\u00e3o e os transes, sen\u00e3o o amor?\u201d, decodifica Le Bon no pr\u00f3logo. \u201cEla compreende rapidamente que Zaza n\u00e3o sente um apego semelhante, e que nem suspeita da intensidade do seu, mas o que isso importa diante do deslumbramento que significa amar?\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Outros nomes e detalhes da vida real das duas foram mudados no romance. \u201cSua educa\u00e7\u00e3o as limita, n\u00e3o h\u00e1 familiaridades, elas se tratam com formalidade, mas, apesar dessa reserva, conversam como Simone nunca conversou com ningu\u00e9m\u201d, assinala sua filha no pr\u00f3logo.<\/p>\n<figure class=\"f | margin_top\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"block width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/WK8yTuZCFfglJmdL3VvCTy58LOQ=\/1500x0\/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com\/prisa\/J4SPBRUXHRFHJLRAOYXERUQVTI.JPG\" alt=\"Simone de Beauvoir em sua casa de Paris. \" \/><figcaption class=\"f_c | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right padding_vertical color_gray_medium\">Simone de Beauvoir em sua casa de Paris.\u00a0<span class=\"f_a | color_black margin_left uppercase light\">JACQUES PAVLOVSKY \/ EL PA\u00cdS<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Para T\u00e2cu, \u201co magn\u00edfico do livro \u00e9 que Simone o escreve quando j\u00e1 \u00e9 uma pessoa reconhecida [cinco anos antes, havia publicado\u00a0<i>O Segundo Sexo<\/i>] e, mesmo assim, apresenta-se em um plano secund\u00e1rio, um pouco como a sombra daquela jovem que admira e que \u00e9 uma rebelde muito antes que ela\u201d.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Mas, com o passar dos anos, diz Sylvie Le Bon, \u201cintelectualmente foi Simone que influenciou Zaza, que a encorajou a ser ela mesma\u201d. A import\u00e2ncia da amiga, afirma, \u201cest\u00e1 em outro plano: a presen\u00e7a de Zaza ao seu lado quando ela travava um dif\u00edcil\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/11\/01\/opinion\/1572632713_597970.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">combate por sua emancipa\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0foi valiosa. As duas lutaram juntas contra o \u2018destino lamacento\u2019 que as esperava como mulheres naquela \u00e9poca, e nessa luta Zaza sucumbiu. Essa trag\u00e9dia atormentou Simone de Beauvoir\u201d. Mas tamb\u00e9m a transformou no que chegaria a ser, insiste T\u00e2cu, que recorda as palavras da pr\u00f3pria fil\u00f3sofa em suas mem\u00f3rias: \u201cAcredito que paguei minha liberdade com sua morte\u201d.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Por que uma obra que narra um epis\u00f3dio t\u00e3o fundamental ficou tantos anos engavetada? Por um lado, h\u00e1 um aspecto protocolar. Ap\u00f3s a morte da fil\u00f3sofa em 1986, Sylvie Le Bon se tornou a deposit\u00e1ria de sua heran\u00e7a liter\u00e1ria. \u201cTive de publicar primeiro sua correspond\u00eancia, porque ela j\u00e1 tinha come\u00e7ado a fazer isso: cartas a Sartre, a Nelson Algren, a Jacques-Laurent Bost [\u2026] Agora vou poder me dedicar aos romances e aos romances curtos\u201d, afirma. Depois, h\u00e1 o fato de que a pr\u00f3pria Simone de Beauvoir n\u00e3o se decidiu a publicar o livro, principalmente depois que seu companheiro Jean-Paul Sartre a desprezou. \u201cAcho que ela era muito severa consigo mesma. E Sartre era muito severo com Simone. Talvez ele tamb\u00e9m n\u00e3o quisesse v\u00ea-la como como escritora, mas como fil\u00f3sofa\u201d, relativiza T\u00e2cu, que, como Le Bon, destaca o fato de que a pr\u00f3pria escritora nunca destruiu essa obra: \u201cSe tivesse sido apenas um rascunho, n\u00e3o a teria datilografado. Acredito que era algo t\u00e3o \u00edntimo que para ela era dif\u00edcil traz\u00ea-la \u00e0 luz em vida. \u00c9 um livro acabado. \u00c9 um bom livro\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fil\u00f3sofa e escritora contou no texto a tr\u00e1gica hist\u00f3ria de sua amizade juvenil com \u00c9lisabeth \u2018Zaza\u2019 Lacoin, mas nunca se decidiu a public\u00e1-lo em vida<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":318651,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-318650","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/sapatonas-velhas.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/318650","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=318650"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/318650\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/318651"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=318650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=318650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=318650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}