{"id":319095,"date":"2020-05-17T08:19:27","date_gmt":"2020-05-17T11:19:27","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=319095"},"modified":"2020-05-17T08:19:27","modified_gmt":"2020-05-17T11:19:27","slug":"neurociencia-explica-por-que-temos-fome-de-pele-e-precisamos-de-abracos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/neurociencia-explica-por-que-temos-fome-de-pele-e-precisamos-de-abracos\/","title":{"rendered":"Neuroci\u00eancia explica por que temos \u201cfome de pele\u201d e precisamos de abra\u00e7os"},"content":{"rendered":"<header class=\"a_h | col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div id=\"article_header\" class=\"a_hg basic | \">\n<h1 class=\"a_t | font_secondary color_gray_ultra_dark \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"a_st font_secondary color_gray_dark \" style=\"text-align: justify;\">A ci\u00eancia demonstrou que para os mam\u00edferos sociais o contato \u00e9 t\u00e3o importante como a luz solar, por isso o distanciamento social est\u00e1 provocando efeitos f\u00edsicos de diferentes alcances<\/h2>\n<\/div>\n<figure class=\"lead_art |  \" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"block width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/6bvy8J71DRvMhIoWtGQ7X3ClxUY=\/1500x0\/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com\/prisa\/ND5ESOM52BA6VLENS6F6YDAJQ4.jpg\" alt=\"Uma cena de \u2018...E o Vento Levou\u2019.\" \/><figcaption class=\"f_c | color_gray_medium border_bottom border_1 border_gray padding_vertical text_align_right\">Uma cena de \u2018&#8230;E o Vento Levou\u2019.<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sb | width_full border_bottom border_5\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"sb_w | border_bottom border_1 padding_bottom flex\n          justify_space_between relative\"><\/p>\n<div class=\"flex container_row social-icons  horizontal  \"><\/div>\n<div class=\"flex container_row social-icons right-links horizontal  \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\" data-fusion-collection=\"features\" data-fusion-type=\"article\/lead-art\"><\/div>\n<div class=\"a_by | margin_bottom_lg  \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"a_auts flex flex_wrap \"><span class=\"a_aut | margin_bottom uppercase flex align_items_center margin_right\"><a class=\"a_aut_n | color_black\" title=\"Ver todas as not\u00edcias de Silvia L\u00f3pez Rivas\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/silvia-lopez-rivas\/\">SILVIA L\u00d3PEZ RIVAS<\/a><\/span><\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"a_pt | uppercase color_gray_medium_lighter \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"a_w | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<div class=\"a_b article_body | color_gray_dark\">\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Quanto mais se descobre sobre o c\u00e9rebro, mais se constata a import\u00e2ncia do contato em nosso desenvolvimento cognitivo, emocional, fisiol\u00f3gico e social. Do \u00fatero \u00e0 idade adulta, muitos animais, especialmente o ser humano, precisam do contato f\u00edsico com seus pares, tanto que o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2020\/04\/30\/eps\/1588262914_206573.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">sistema nervoso reflete isso em sua estrutura<\/a>. \u201cSegundo a Teoria da Mente, uma grande regi\u00e3o do c\u00e9rebro humano (e de alguns primatas) se chama c\u00e9rebro social: temos neur\u00f4nios-espelho que se ativam quando estamos em contato com outros; ou seja, o confinamento \u00e9 uma medida excelente\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/opiniao\/2020-05-16\/a-pandemia-e-o-estado-que-queremos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">contra as pandemias<\/a>, sabe-se h\u00e1 s\u00e9culos, mas pode afetar as pessoas que t\u00eam grandes necessidades emp\u00e1ticas (o que n\u00e3o significa que n\u00e3o se justifique)\u201d, explica ao EL PA\u00cdS a neurologista cl\u00ednica Teresa Cristina Guijarro Castro.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Meses antes da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/coronavirus\/a\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">pandemia de Covid<\/a>, come\u00e7ava a surgir uma pequena ind\u00fastria do abra\u00e7o em resposta a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/smoda\/2020-03-14\/medo-e-ansiedade-com-a-crise-do-coronavirus-conselhos-dos-psicologos-para-tranquiliza-lo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">outra epidemia, a da solid\u00e3o<\/a>. \u201cQuando nascemos, o primeiro sentido que se desenvolve nos humanos \u00e9 o tato. E aprendemos sobre o mundo atrav\u00e9s do tato\u201d, acrescenta a doutora Cristina M\u00e1rquez Vega, pesquisadora do Instituto de Neuroci\u00eancias de Alicante e integrante do Conselho Superior de Pesquisa Cient\u00edfica (CSIC) da Espanha e da Universidade Miguel Hern\u00e1ndez. Abra\u00e7os, beijos, car\u00edcias e massagens n\u00e3o s\u00e3o apenas agrad\u00e1veis, s\u00e3o tamb\u00e9m necess\u00e1rios. Precisamos que nos toquem, mas neste momento da pandemia, at\u00e9 os mais otimistas preveem que o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/ciencia\/2020-04-18\/tristes-generosos-apaixonados-somos-ratos-de-laboratorio-em-um-experimento-natural.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">distanciamento social continuar\u00e1 sendo uma medida necess\u00e1ria<\/a>\u00a0para controlar a propaga\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus. E o corpo humano tem fome de pele.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">O que \u00e9 a \u201cfome de pele?\u201d<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Uma das maiores autoridades mundiais no assunto \u00e9 a doutora Tiffany Field, fundadora do Instituto de Pesquisa do Toque da Universidade de Miami. A pandemia obrigou essa institui\u00e7\u00e3o a abandonar alguns estudos em andamento, como o n\u00famero de vezes que grupos de adolescentes se tocam ou se abra\u00e7am em restaurantes de\u00a0<i>fast food<\/i>\u00a0nos EUA e na Europa (<i>spoiler<\/i>: na Europa eles se tocam mais) ou quantas pessoas n\u00e3o param de falar ao celular nas filas do aeroporto, evitando assim contato com outros passageiros, mas sentindo outro tipo de contato (<i>spoiler<\/i>: 98%). Field explicou em uma entrevista \u00e0\u00a0<i>Wired<\/i>\u00a0que o confinamento permitiu que sua equipe iniciasse outros estudos, que n\u00e3o deixam de gerar dados interessantes: 26% dos sujeitos de pesquisa dizem que a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/07\/29\/internacional\/1564417043_013460.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">quarentena fez com que sentissem muita falta de contato<\/a>, enquanto 16% afirmaram sentir uma falta moderada. No entanto, 97% relataram problemas para dormir. Field atribui essas dificuldades \u00e0 falta de serotonina, um dos horm\u00f4nios cujos n\u00edveis aumentam quando tocamos e somos tocados. A ins\u00f4nia pode ser um efeito colateral da pandemia.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">O que acontece quando nos tocam?<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Sob nossa pele est\u00e3o distribu\u00eddos diferentes tipos de sensores ou fibras nervosas que respondem ao toque. Segundo a doutora Cristina M\u00e1rquez Vega, pesquisadora principal do Laborat\u00f3rio de Circuitos Neuronais da Conduta Social do Instituto de Neuroci\u00eancias de Alicante, \u201calgumas dessas fibras, as C t\u00e1teis, respondem \u00e0 estimula\u00e7\u00e3o suave da pele enviando informa\u00e7\u00f5es a v\u00e1rias \u00e1reas do c\u00e9rebro, principalmente ao c\u00f3rtex insular (uma das partes relevantes do c\u00e9rebro social), mas tamb\u00e9m ao c\u00f3rtex somatossensorial secund\u00e1rio, onde integramos todas as informa\u00e7\u00f5es que recebemos (n\u00e3o s\u00f3 a t\u00e1til, como tamb\u00e9m a visual, olfativa&#8230;), e a outras \u00e1reas do c\u00f3rtex cerebral, como a orbitofrontal e a cingulada anterior, onde\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/opiniao\/2020-03-29\/nao-e-hora-de-odio-e-sim-de-empatia-e-de-sofrermos-abracados-a-distancia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">processamos nossas emo\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0e com as quais tomamos decis\u00f5es\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">Se o toque \u00e9 essencial, podemos ficar doentes por estar sozinhos?<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Field assinala na mesma entrevista que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2020\/04\/28\/eps\/1588070008_706014.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">car\u00edcias, abra\u00e7os e outras formas de contato<\/a>\u00a0aumentam nossas Natural Killers (c\u00e9lulas essenciais em nosso sistema imunol\u00f3gico), por isso algumas publica\u00e7\u00f5es deduziram que a falta de contato reduziria nossas defesas e nos tornaria mais vulner\u00e1veis ao coronav\u00edrus quando, paradoxalmente, o que o confinamento pretende \u00e9 evit\u00e1-lo. A realidade \u00e9 muito mais complexa. Como nos conta a doutora Guijarro Castro, coordenadora do Grupo de Estudo de Ci\u00eancias Humanas e Hist\u00f3ria da Neurologia da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN), \u201cest\u00e3o se unindo duas linhas de pensamento. Por um lado, \u00e9 verdade e est\u00e1 cientificamente demonstrado que o estresse prolongado e as situa\u00e7\u00f5es de medo ou ansiedade provocam um aumento de cortisol. E o cortisol \u00e9 um horm\u00f4nio que enfraquece nosso sistema imunol\u00f3gico. Mas inverter o racioc\u00ednio e afirmar que uma terapia de relaxamento melhora a imunidade me parece ousado demais. N\u00e3o h\u00e1 estudos exaustivos a respeito. Al\u00e9m disso, os condicionantes ambientais n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos que determinam o desenvolvimento das doen\u00e7as, tamb\u00e9m influem fatores gen\u00e9ticos\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o podemos abra\u00e7ar os outros, que alternativas temos?<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Muitas pessoas confessam, anonimamente, ter violado as medidas de confinamento\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/sociedade\/2020-03-29\/encontros-on-line-refugio-inesperado-frente-ao-coronavirus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">para ter contato f\u00edsico<\/a>\u00a0(n\u00e3o necessariamente sexual). Foi not\u00edcia, por exemplo, que em Tudela, no norte da Espanha, alguns jovens combinaram pelo Facebook e se encontraram s\u00f3 para se abra\u00e7ar. Cada vez s\u00e3o mais comuns os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/09\/10\/videos\/1568127666_060077.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">abra\u00e7os no ar (<i>air hugs<\/i>)<\/a>, que viralizaram quando uma enfermeira de Wuhan enviou um para sua filha. Tiffany Field explica em sua entrevista que exerc\u00edcios como ioga e caminhada movem nossa pele e produzem atritos que ativariam o circuito acima mencionado. As m\u00e9dicas consultadas pelo EL PA\u00cdS matizam essas alternativas. Por exemplo, a doutora Guijarro lembra que o exerc\u00edcio f\u00edsico por si s\u00f3 j\u00e1 produz endorfinas. E a doutora M\u00e1rquez acrescenta que \u201ch\u00e1 diferen\u00e7as individuais, cada um deve encontrar a maneira de se sentir bem\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">Eu, pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o quero abra\u00e7ar ningu\u00e9m. H\u00e1 algo errado comigo?<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEm uma curva de Gauss, a grande maioria das pessoas precisa de contato de pele\u201d, explica a doutora Guijarro. Se \u00e9ramos pessoas com \u201cfome de pele\u201d antes do confinamento e agora esse contato nos parece\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/opiniao\/2020-04-28\/sem-colo-sem-abracos-como-e-ter-um-filho-em-meio-ao-isolamento-contra-o-coronavirus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">uma perspectiva inc\u00f4moda<\/a>, \u00e9 poss\u00edvel que tenhamos medo. Al\u00e9m disso, um tipo de medo com certa complexidade. Como explica a m\u00e9dica, est\u00e3o ocorrendo e ocorrer\u00e3o encontros e situa\u00e7\u00f5es peculiares. \u201c\u00c9 estranho se encontrar com algu\u00e9m e n\u00e3o poder abra\u00e7\u00e1-lo, beij\u00e1-lo, etc. Existe um certo conflito entre o que desejo e o que considero perigoso. S\u00e3o processos que certamente est\u00e3o ocorrendo em uma regi\u00e3o de processamento emocional chamada am\u00edgdala, muito relacionada com os comportamentos sociais.\u201d<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">Se sigo todo o protocolo (m\u00e1scara, luvas, etc), por que ainda tenho medo de sair?<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/internacional\/2020-02-16\/mais-contagioso-e-o-medo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">medo n\u00e3o \u00e9 racional<\/a>, pois \u00e9 gerado em uma regi\u00e3o do c\u00e9rebro mais prim\u00e1ria\u201d, diz a doutora Guijarro ao EL PA\u00cdS. \u201cTemos tr\u00eas est\u00e1gios de evolu\u00e7\u00e3o cerebral, e o medo \u00e9 produzido nesse c\u00e9rebro mais antigo, o paleoc\u00e9rebro, que s\u00f3 obedece a emo\u00e7\u00f5es mas prim\u00e1rias, uma \u00e1rea em que n\u00e3o se pode racionalizar. Reage a um urso ou a um telefonema inc\u00f4modo com o mesmo medo.\u201d A doutora M\u00e1rquez acrescenta que \u201co medo que muitos t\u00eam de sair ou de se encontrar com pessoas \u00e9 uma resposta muito normal a um perigo que n\u00e3o podemos controlar. Entram em a\u00e7\u00e3o a am\u00eddala e o c\u00f3rtex cingulado anterior, os especialistas em processar essas situa\u00e7\u00f5es incertas\u201d. Enquanto a am\u00edgdala est\u00e1 mais relacionada com a atribui\u00e7\u00e3o de valores (se algo \u00e9 bom ou ruim), o c\u00f3rtex cingulado anterior est\u00e1 muito relacionado com a depress\u00e3o. \u201cMeu conselho \u00e9: se algu\u00e9m sentir que n\u00e3o pode administrar o medo e o estresse, procure ajuda, mesmo que esteja em casa\u201d, conclui.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, estamos condenados \u00e0 car\u00eancia?<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u201cNosso c\u00e9rebro tem uma capacidade pl\u00e1stica incr\u00edvel\u201d, explica a doutora M\u00e1rquez. \u201c\u00c9 verdade que esta \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o grave n\u00e3o s\u00f3 pela doen\u00e7a, mas tamb\u00e9m pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/verne\/2020-03-30\/como-enfrentar-o-isolamento-em-casa-quando-se-tem-problemas-de-ansiedade.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">sofrimento emocional<\/a>. Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que somos muito adapt\u00e1veis, e quando isto passar, tenho certeza de que o c\u00e9rebro saber\u00e1 se readaptar outra vez ao seu ambiente\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meses antes da\u00a0pandemia de Covid, come\u00e7ava a surgir uma pequena ind\u00fastria do abra\u00e7o em resposta a\u00a0outra epidemia, a da solid\u00e3o. \u201cQuando nascemos, o primeiro sentido que se desenvolve nos humanos \u00e9 o tato. 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